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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

As preocupações com trânsito dão nisto...

Por Eduardo Louro

 

O Paulo Fonseca já há muito que havia deixado o Porto. Não sabia muito bem para onde tinha ido, mas já tinha saído há para aí uns dois meses... A administarção da SAD é que tem andado muito entretida com o trânsito lá no Dragão e só agora reparou, quando ia entregar-lhe a prenda de aniversário e não o encontrou em lado nenhum. Lembrou-se então de comunicar isso à CMVM!

Construir moinhos a pontapé

Por Eduardo Louro

 

Miguel Relvas regressou, porque “quando os ventos sopram fortes, alguns abrigam-se, outros constroem moinhos”. E ele “escolheu sempre construir moinhos”… Nenhum mistério, portanto!

O “único mistério que existe é estar ao serviço do PSD”. Ao serviço do PSD, como há muito anos está essa figura incontornável que se dá pelo nome de Zeca Mendonça que, quando alguns se abrigam, não se encolhe nem se esconde. Desata ao pontapé e … assunto arrumado!

Porque importante é arrumar com os assuntos… Até porque estar ao serviço do PSD – e do PS, aí não há linha que os separe – é construir moinhos. E de moinhos, e da maneira de para lá levar a água, sabem eles. Ocupam funções em cerca de 90% das vinte maiores empresas nacionais (PSI 20). Em 31 das 50 empresas cotadas na Bolsa encontramos 51 políticos em cargos de gestão, administração e fiscalização, e ainda mais 70 com outros e diferentes graus de envolvimento. Metade deles são ou foram ministros!

Estes são dados analisados e revelados por um estudo de Maria Teresa Bianchi, doutorada em Ciências Empresariais pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto, que conclui que 60% das empresas cotadas estão repletas de políticos bem distribuídos pelo PS e pelo PSD.

Tanta gente a construir moinhos... A pontapé!

 

Afinal há mesmo ameaça

Por Eduardo Louro

 

Quando há duas semanas aqui manifestei o meu receio pela ameaça que a crise ucraniana representava para a paz na Europa houve muita gente que achou que era um exagero. Quando, dias depois, o presidente ucraniano foi deposto e fugiu, logo se fez a festa. Os bons tinham ganho e os maus perdido, e tudo estava resolvido. Qual ameaça qual quê!

O mal não está em que opinadores e fazedores de opinião tenham achado isso. O mal está em que quem mais obrigação tem de velar pela paz na Europa tenha afinado pelo mesmo diapasão. O mal é que estes senhores que mandam na Europa não tenham percebido a gravidade do que estava a acontecer e que não havia nada para festejar. Que - apenas - essa ameaça crescia todos os dias a passos largos...

Os jogos matam-se...

Por Eduardo Louro

 

O Benfica ganhou hoje no Restelo um jogo com história, com estórias e com alguns ensinamentos.

Um jogo com história porque um Belenenses-Benfica é um derby histórico, e um clássico do nosso futebol.

Mas também com estórias. Desde logo a do Miguel Rosa, que não jogou por decisão da Administração, conforme revelou o treinador no final do jogo. Podia ter sido por lesão, por uma daquelas lesões que alguns jogadores contraem a subir para o autocarro. O Abdulay, por exemplo, era – agora já não é – um jogador muito atreito a este tipo de lesões, mas ainda bem que não foi o caso, que o Miguel Rosa não lesionou…

Mas também a de um golo anulado ao Belenenses, por fora de jogo que na realidade não existiu. Que, se por si só já seria estória, tem ainda mais estórias agarradas. Desde logo porque na primeira volta, na Luz, o Belenenses empatou (1-1) com o golo obtido em fora de jogo. Reposta a justiça, tudo bem… Tudo bem, também, quando os treinadores se queixam das arbitragens, especialmente quando se sentem prejudicados. É normal, mesmo que a crítica e os media em geral muitas vezes achem isso mal. Que achem que o politicamente correcto seria não falar de arbitragens, ou, fazendo-o, fazê-lo também quando beneficiam desses erros. O que não é normal é todos os repórteres se tivessem apressado a recolher as opiniões dos dois treinadores sobre esse lance. Não esperaram pelo decorrer da conferência de imprensa, onde seria suposto que o treinador do Benf9ica ignorasse o lance e o do Belenenses o enfatizasse. Não, foi logo a primeira pergunta… E as respostas são também elas boas estórias, porque Jorge Jesus, que como se sabe está sempre on line, disse que do banco, não viu o lance. Desta vez estava off line, e aproveitou para arranjar para ali mais umas estórias novas sobre o fora de jogo que ninguém percebeu. E o Marco Paulo não comenta mesmo arbitragens…

Mas este jogo contém também alguns ensinamentos.

O Belenenses apresentou-se como se apresenta a maioria das equipas que defrontam o Benfica, com uma boa organização defensiva que visa atrasar o golo, se possível até ao fim do jogo. O Benfica marcou bem cedo – num grande golo, mais um golo espectacular, de Gaitan; o Benfica não está a marcar muitos golos, mas os que marca valem por muitos –, mas o Belenenses não desarmou, com os jogadores a correr muito atrás da bola e dos adversários, mas sempre lá atrás, como se nada se tivesse passado. E o Benfica, achando que o mais difícil estava feito, foi jogando sem grandes pressas, criando uma oportunidade aqui outra ali, mas sem a intensidade que lhe permitisse matar o jogo. Depois, é o costume, no fim o adversário cresce um bocadinho e basta-lhe uma bola parada para estragar a festa.

O Belenenses não criou um único lance, mas bastou-lhe uma bola parada e um pontapé de ressaca, exactamente como em Barcelos, onde ficaram os últimos dois pontos, para fazer um golo. Mal anulado, como se viu!

Pois é, não se esqueçam: os jogos matam-se, só depois de gerem. Se não aproveitarem este ensinamento um dia destes … pode correr ma!

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