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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Poucas novidades e menos surpresas ainda

Por Eduardo Louro

 

 

Não há grandes novidades nos resultados eleitorais de hoje. Os partidos que dominam o regime foram bem menos penalizados do que seria necessário. Mas isso já não é novidade…

Como também não é novidade o resultado da coligação de governo levada até às europeias. E que por aí se deve ficar… Novidade é que a conjugação da obrigatória penalização do governo com a miserável campanha que fizeram não tenha dado ainda piores resultados. Porque não é novidade que muita gente continua a votar como se o partido fosse um clube.

O Bloco caiu para metade dos votos e para um terço dos deputados das últimas europeias, há cinco anos. Mas na verdade a queda não foi assim tão abrupta, porque há muito que está em queda livre. Sabe-se bem porquê, e por isso não é também novidade.

Novidade mesmo é o resultado de Marinho Pinto. Que não totalmente surpreendente, a sua eleição era esperada. Porque estas eleições prestam-se a alguns epifenómenos. Porque se trata de uma figura bem conhecida do grande público, por força de uma duradoura e intensa exposição mediática, mas também porque tem um estilo muito próprio, que vai bem com o mercado do voto de protesto. Um estilo apoiado numa imagem de uma certa exuberância salpicada de veemência e frontalidade, que facilmente se pode designar de populismo. Mas que não deixa por dizer as verdades que têm de ser ditas e que o regime esconde. Se a sua eleição não é por isso uma grande surpresa, o mesmo já não se pode dizer da expressão eleitoral que atingiu. O extraordinário score que torna o MPT na quarta força política destas eleições, bem acima do Bloco de Esquerda é, esse sim, a verdadeira surpresa e a grande novidade. Quiçá a única!

Porque nem a abstenção é novidade, está mesmo abaixo dos 70% que chegaram a ser esperados, e dentro da média europeia, nem a meia vitória do PS deixa de ser o que se esperava. Porque Seguro até pode ter ficado seguro, mas não dá para mais que isso. É bom que as bases do PS o percebam, porque a cúpula não está nada preocupada com essas coisas.

O PS vence mas não convence. Não há nenhuma grande vitória, não vale a pena tentar tapar o sol com a peneira... Mesmo com PSD e CDS – juntos não fazem mais que 28% – no pior resultado de sempre! 

La décima

 

Por Eduardo Louro

Real Madrid celebra a "décima" com reviravolta histórica

 

Quem puder comparar esta segunda final da Champions de Lisboa, agora no Estádio da Luz, com a pimeira, de há 47 anos no Estádio Nacional, fica com uma ideia do que é o negócio de futebol. A UEFA - como a FIFA, nisso são a mesma coisa - mostrou em Lisboa o extraordinário negócio em que transformou o futebol. E a excelência dos recursos que coloca ao serviço da promoção dos grande eventos de futebol que gere.

Repare-se que da infindável publicidade estática do Estádio da Luz nem uma única sombra restou. Dir-se-á que não podia ser de outra maneira, mas então o que dizer quando as próprias garrafas de água que os jogadores utilizaram não tinham sequer rótulo?

Mas essa é a dimensão do negócio a que o futebol chegou. O fantástico evento que a UEFA criou e a que chamou Lisbon 2014 foi muito mais que o jogo de futebol. Mais que um jogo em que o hino da Champions foi cantado ao vivo, pela voz da Marisa, de que poucos terão dado conta. E muito mais que um jogo que ficará na História do futebol europeu e mundial. Porque, sem que tenha sido um grande jogode futebol, foi uma dramática e emocionante final. Porque foi a primeira, e dificilmente repetível, final da prova máxima do futebol de clubes disputada num derbi. Mas porque acima de tudo é lá décima. A há muito ansiada e e há muito adiada décima Taça dos Campeões Europeus desse colosso do futebol mundial que se chama Real Madrid!

Até aos 93 dos 95 minutos que o jogo teve, o Atlético de Madrid esteve na frente do marcador, aproveitando um erro indesculpável de Casillas quando faltavam 10 minutos para o intervalo. Defendeu essa vantagem como pôde, usando na perfeição o fantástico trunfo de Simeoni: uma equipa com 11 Simeonis, uma equipa toda de jogadores à imagem do jogador que foi. No bom e no menos bom...

Acontece que no futebol as melhores equipas serão sempre as que tiverem os melhores jogadores. E quando são os melhores dos melhores... O Atlético de Madrid foi, durante toda a época, mais equipa que o seu rival de Madrid. E mais equipa do que o Barcelona, mas não é melhor equipa que o Real Madrid. Nem que o Barcelona.

E por falar em melhores, dos três portugueses em campo, o Tiago foi o melhor, mesmo que CR 7 tenha feito mais um golo - o quarto e último - e fechado a sua participação nesta edição da Champions com a fantástica e porventura inultrapassável marca de 17 golos. Mas não foi o melhor dos também três ex-Benfica, esse foi Di Maria... Que foi mesmo o melhor de todos, the man of the match!  

Por maior que seja a simpatia para com uma equipa que de simpática não tem nada, mas que tem sempre aquele plus do encanto dos que com menos fazem mais, foi com toda a justiça do futebol que o Real Madrid ganhou la décima. Foi melhor em duas das três partes do jogo: bem melhor na segunda parte e muito melhor no prolongamento!

O valor do voto

Convidado: Luís Fialho de Almeida

Los caprichos (1799)

 

Segundo os resultados do Eurobarómetro as eleições de 25 de Maio deverão registar uma abstenção histórica, dada a insatisfação dos portugueses com a democracia e com a União Europeia. Esta insatisfação não tem sido contrariada e tem vindo a aumentar, registando-se uma abstenção de 59.7% nas eleições europeias de 1999, 61.3% em 2004 e 63.2% em 2009.

Uma forte abstenção, sinal do desinteresse pelas promessas e programas propostos ao eleitorado, poderia ser uma vergonha para os que se candidatam à governação, mas vergonha é sentimento que estes actores políticos não têm. A abstenção será lamentada após as eleições, mas rapidamente deixa de preocupar, porque reformar o sistema politico e partidário, tendo em vista a sua credibilidade, é algo que mexe com os interesses instalados.

Os eleitos, uma vez no poder, passam para segundo plano a vontade dos eleitores, expressa nas promessas feitas. Em primeiro lugar está a satisfação das clientelas partidárias ávidas de benesses, bem como a satisfação dos financiadores partidários quais sócios capitalistas da empresa política. O eleitor só manda no dia das eleições, só nesta data é decisor, mas deixa de mandar nos eleitos, passando a estes um cheque em branco para que nos governem e, com o nosso voto e em nosso nome, façam o que entenderem.

Ganhas as eleições, só novo sufrágio poderá retirar os ganhadores ou uma excepcional dissolução da Assembleia, caso haja um Presidente da Republica competente e ousado. Até lá, é espoliar a bem da família política até ao descrédito final, dando tempo para que os anteriores perdedores e predadores sejam perdoados, porque nestas coisas a memória é curta e o ciclo repete-se.

A verdade reveste-se de duas facetas, antes e depois das eleições. Antes, no período de campanha eleitoral, promete-se que deixará de haver aumento da carga fiscal e haverá a reposição de benefícios sociais. Depois, tudo se mantem ou se agrava, sob a desculpa que afinal a verdade das contas publicas era outra, porque desconheciam, porque andaram entretidos com as intrigas politico palacianas em S. Bento, e a olhar para os extratos bancários confirmando que a austeridade não os atinge.

Da Europa, e das necessárias reformas das instituições, e da política europeia face ao mundo envolvente em ebulição, pouco se falou nesta campanha eleitoral. É reconhecido o papel marginal que temos em influenciar os determinismos e as orientações da política europeia, mesmo tendo um português à frente da Comissão, e os nossos exemplos de rigor e atitude não melhoram a nossa credibilidade. Segundo Luísa Meireles (Expresso/Atual, 17.05.2014) o futuro de países intervencionados como Portugal passou para as mãos de outros e, por outro lado, como ironia da crise: “A União Europeia, criada para manter sob controlo o poder alemão, acabou por colocar o poder da Europa nas mãos da Alemanha…” Talvez, por isso, nestas eleições se tenha falado como se de eleições legislativas se tratasse. Ficamos assim, mais uma vez, longe da Europa, submissos e contentes…   

Não será fácil neste desgoverno escolher quem governará melhor, mas a nossa habitual tolerância e indiferença, a nossa não acção contra esta gente que nos leva à pobreza e à humilhação internacional, tornam-nos cúmplices dessa mesma pobreza e dessa humilhação. Terminada a 3ª intervenção financeira internacional desde de 1977, a troika sai deixando-nos sob observação e deixando-nos um atestado de menoridade difícil de reparar. Sem as reformas necessárias para termos políticas e políticos credíveis, tenha o voto o valor que tiver, é sempre melhor mostrar o sinal de quem não dorme, e não se resigna com todas as vilanagens.

O desinteresse pelo acto eleitoral reverte em benefício dos que dele se aproveitam. Enquanto a razão dorme, outros atacam. Ocorre-me adaptar a inscrição de Goya no seu quadro de 1799, “o sono da razão produz monstros” (quadro acima).

Vamos votar!

Coisas esquisitas

Por Eduardo Louro

 

Enquanto uma reportagem televisiva dava conta de polícias a abordar turistas em Lisboa questionando-os sobre a satisfação na sua estadia, aconselhando-os sobre cuidados a ter na sua protecção e – pasme-se – prontificando-se a carregar na máquina fotográfica para que nenhum ficasse de fora, uma outra contava-nos que a direcção da PSP tinha trinta outros polícias fechados num armazém da Abel Pereira da Fonseca, a separar por cores tampinhas de plástico para a construção de uma mega bandeira de Portugal para mais um record para o Guiness, que irá servir de promoção à selecção nacional de futebol.

Digam-me lá se isto não é um país de contrastes, capaz das coisas mais inimagináveis?

Até capaz de esperar à porta de um tribunal para ver chegar e aplaudir um criminoso fugido da Justiça que, mesmo sujeito a pulseira electrónica, assassinara duas mulheres e tentara assassinar outras duas - a mulher e a filha…

 

Tempo de fim de festa

Por Eduardo Louro

 

Não admira que à medida que esta campanha eleitoral se está a aproximar do fim se encha cada vez mais de balelas, de guerras de alecrim e manjerona. Não é apenas porque Paulo Rangel se presta a isso, um verdadeiro mestre dessa arte, capaz de, num abrir e fechar de olhos, virar um discurso do avesso, passar de agressor a vítima, de vilão a herói... Sempre empolgado e empolgante, arrebatador. Nem que, como ontem dizia o Joaquim Vieira, esteja apenas a contar o que comeu ao pequeno-almoço… É de resto disto que os media gostam, é a isto que chamam de capacidade política!

É porque a máscara da festa do governo está a cair todos os dias, e é preciso que as pessoas não reparem nisso. Pelo menos por mais três dias, que é também preciso que passem depressa. E com muitas luzes e muito barulho...

O PIB caiu no I trimestre. A dívida pública – soube-se hoje – está já nos 132,4% do PIB, continua a crescer e já não há peneira para tapar o sol da sua sustentabilidade. Os juros estão a subir. Ontem, ir ao mercado, já saiu mais caro. Estão a chegar decisões do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento em vigor. Sabe-se já que uma das inconstitucionalidades é o corte dos salários da função pública, que deverão ter de ser repostos nos níveis de 2010. E sabe-se, como o primeiro-ministro ameaçou, que tudo isso – cerca de mil milhões de euros – será coberto com mais impostos… 

O tempo é de fim de festa. A festa está a dar as últimas, mas é preciso que se aguente até domingo!

 

Charlatães

Por Eduardo Louro

 

Marcelo Rebelo de Sousa – (por)que quer ser presidente – para se esconder desta que sabe ser uma governação maldita, e destes candidatos da coligação vazios, demagogos e trapalhões, aponta a escolha de Juncker para primeiro-ministro da União Europeia como razão para votar na lista PSD/CDS.

Afinal o mais bem informado do país e arredores, o homem que sabe tudo e de tudo, não sabe que Merkel disse que já escolheu… Que estas eleições não contam para nada disso, e que nós também já sabemos...

Coitado, até dá pena... Se é que os charlatães são dignos disso!

Democracia europeia

Por Eduardo Louro

 

Andaram a convencer-nos que estas eleições europeias serviriam também para, pela primeira vez, escolher o presidente da Comissão Europeia. O Senhor Schultz e o Senhor Juncker têm até andado por aí – nem sempre muito felizes, o primeiro numas selfies pouco bem sucedidas, e o segundo em alardes de ignorância – também eles convencidos que eram os candidatos. Ou então – quem sabe? - actores de mais um enorme embuste, nada a que esta Europa não nos tenha habituado…

Pois é. A Senhora Merkel veio hoje dizer que o governo europeu, a Comissão Europeia, não tem que ter nada a ver com eleições. E que até já o escolheu, no que tem o apoio do SPD, o seu parceiro de coligação e …  partido do Sr Schultz. E que o presidente será uma presidenta: Christine Lagarde!

Aposta de diplomatas europeus, dizem... É esta a democracia na Europa. E a Senhora Merkel já nem se preocupa em esconder o que quer que seja: tomou o poder e exerce-o, sem restrições nem limites. Foi aqui que chegamos, foi a isto que Durão Barroso conduziu a Europa.

Nada que preocupe os nossos candidatos, que preferem andar entretidos em jogos florais de supostas ofensas e pedidos de desculpa. Não merecem a abstenção de 70%. Merecem 100% de desprezo!

Mais plástico, muita gelatina...

Por Eduardo Louro

 

Surpreende-me a enorme decepção que Paulo Rangel está a representar. Nem a boa imprensa, que indiscutivelmente tem, o salva das gritantes fragilidades políticas que não consegue disfarçar.

Rangel, que na candidatura à liderança do PSD tinha deixado a ideia de solidez, política e de carácter, está a revelar-se um político de plástico igual a todos os outros que por aí andam. Mesmo que com menos alguns quilos e menos uns centímetros de perímetro abdominal, está muito mais gelatina do que então parecia!

Pode até parecer uma máquina de campanha, pode até sugerir aos mais descuidados uma boa capacidade de empolgamento de massas, mas não tem qualquer substância. Como de resto já se desconfiava da sua apagada passagem pelo Parlamento Europeu, nos últimos quatro anos...

É por isso que se lhe não ouve uma ideia sobre a Europa, nem se lhe percebe uma reflexão sobre os grandes problemas que hoje afligem e ameaçam os europeus, e os portugueses em particular. Foca-se nas questiúnculas internas e efabula sobre o despesismo socialista, na retórica fácil para esconder o absoluto vazio de ideias. Mas também para desvalorizar a sua responsabilidade no resultado eleitoral que aí vem, e acentuar a de Passos Coelho. Escondido atrás do discurso populista do despesismo, de aparente solidariedade com o governo, Paulo Rangel não está a fazer mais nada que a sacudir a água do capote!

E, claro, quanto mais abébias – como a de Manuel Alegre – o PS lhe der, melhor. Essa é a sua praia!

 

Os 23 para o Brasil

Por Eduardo Louro

 

 

Aí estão os convocados para o Brasil. De fora – de fora dos trinta pré-convocados, naturalmente – ficaram o guarda-redes Anthony Lopes, os defesas Antunes e Rolando, André Gomes e João Mário, do meio campo e, da frente, Ivan Cavaleiro e Quaresma.

Entre os que vão, lá estão Hugo Almeida. Porque sim, e não por outra razão qualquer. E, claro, Hélder Postiga, porque Paulo Bento não passa sem ele. E Nani, vá lá saber-se porquê. E Vieirinha, por quem Paulo Bento é perdido de amores. E Rafa, porque não sendo Paulo Bento muito dado a surpresas, às vezes acha que surpreende…Cinco, são os cinco que há alguma dificuldade em explicar …Tanta como em explicar porque fora dos trinta já havia ficado Danny e Adrien!

Mas pronto, a partir de agora são estes os nossos:

Guarda-redes: Beto (Sevilha), Eduardo (Sp. Braga) e Rui Patrício (Sporting); 
Defesas: André Almeida (Benfica), Bruno Alves (Fenerbahçe), Fábio Coentrão (Real Madrid), João Pereira (Valência), Neto (Zenit), Pepe (Real Madrid), Ricardo Costa (Valência)  
Médios: João Moutinho (Mónaco), Miguel Veloso (D. Kiev), Raul Meireles (Fenerbahçe), Rúben Amorim (Benfica) e William Carvalho (Sporting); 
Avançados: Cristiano Ronaldo (Real Madrid), Éder (Sp. Braga), Hélder Postiga (Lazio), Hugo Almeida (Besiktas), Nani (Manchester United), Rafa (SC Braga), Varela (FC Porto) e Vieirinha (Wolfsburgo).

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