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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Apanhados pelo clima

Por Eduardo Louro

 

Não é só a malta da selecção que desatou a dizer coisas estranhas... O Ricardo Salgado também diz umas coisas assim: Que está assegurada a transição interageracional.  E que "no limiar de cumprir 70 anos", decidiu "que era chegado o momento de passar o testemunho da liderança executiva do BES"... 

Pois decidiu,decidiu... É que os outros, lá no Brasil, têm desculpa. Diz que estão apanhados pelo clima...

 

 

Brasil 2014 XIV

Por Eduardo Louro

 

 

Começaram a fechar-se os grupos. Apagaram-se os grupos A e B e apuraram-se os primeiros quatro para os oitavos. Os dois do grupo B – Holanda e Chile – já estavam encontrados, só faltava conhecer a classificação final. No grupo A estava tudo em aberto, até o Brasil poderia não ser apurado.

Aconteceu o mais normal, e o mais normal depois do que se ira antes, era apurarem-se o Brasil e o México. Chegou até a parecer que não seria esta a ordem, mas até nisso aconteceu normalidade.

A Holanda levou a melhor sobre o Chile e conquistou o primeiro lugar no grupo, o tal que permitia evitar o papão Brasil. Receios que até hoje pareciam infundados, o Brasil não convencia ninguém, e vivia de Neymar…

Até à segunda parte do jogo de hoje, contra os Camarões. Na primeira ainda foi assim, os desastrados africanos foram melhores que o Brasil, só foram mesmo derrotados Neymar, que com Messi e Robben, forma a constelação de estrelas deste mundial. Os jogadores que verdadeiramente têm resolvido, que têm trazido as respectivas equipas às costas.

Na segunda parte, e mesmo já depois da substituição da sua estrela maior, os brasileiros mostraram-se pela primeira vez, a deixar crer que estão a crescer, e no bom caminho.

Parece-me bem que terão já oportunidade de o confirmar com o Chile, nos oitavos de final!

Brasil 2014 XIII - Estava tudo a correr tão bem...

Por Eduardo Louro

 

 

Se existia alguma dúvida que a selecção portuguesa não se apresentou no Brasil minimamente preparada para este mundial, perdeu-se logo na primeira parte deste jogo com a selecção americana.

Deixemos de lado as difíceis condições climatéricas, porque são iguais para ambos, e porque não são novidade nenhuma. Por muito que as notícias dos portugueses de quinhentos sobre as condições climatéricas que lá encontraram pudessem não ser as mais correctas, há muito tempo que são conhecidas. E não consta que se tenham alterado recentemente!

Limitemo-nos pois apenas ao que foi a exibição portuguesa. E juntemo-la à de segunda-feira, contra a Alemanha!

Pela constituição da equipa inicial percebia-se que, para Paulo Bento, não se havia passado nada no jogo da Alemanha. Não mexeu se não no que foi obrigado pelas lesões de Coentrão e Hugo Almeida, e pelo castigo de Pepe. Rui Patrício é outra história, mas fica para outra vez…

Estava portanto tudo bem, não havia necessidade de nada alterar. E por isso nada se alterou, e nem mesmo a vantagem – com um golo mais oferecido que construído – alcançada logo aos cinco minutos de jogo, permitiu à equipa controlar o jogo e superiorizar-se ao adversário mais fraco do grupo.

As lesões musculares repetiram-se, duas em cada jogo. A Hugo Almeida e Fábio Coentão, juntaram-se Postiga e André Almeida… Como se repetiu o desacerto da defesa. E do meio campo. E do ataque. Mas tudo estava bem…

Parece aliás que para Paulo Bento tudo está bem, mesmo que acabe mal! Mesmo que se esteja perante a mais desastrada participação portuguesa numa fase final de um mundial. Pior que no México. Só que em 1986 Portugal estava a regressar a um mundial vinte anos depois. Não tinha qualquer prestígio a defender, não era a terceira ou a quarta selecção do ranking da FIFA, seja lá isso o que for e venha lá de onde vier. E não tinha o melhor do mundo!

 

Brasil 2014 XII

Por Eduardo Louro

 

 

Jogou-se o grupo F, que fechou a segunda jornada e deixou a Argentina apurada, com 6 pontos. Porque ganhara, mesmo que sem grande brilho, o primeiro jogo à Bósnia e voltou agora a ganhar ao Irão, de Carlos Queiroz. Que hoje não foi assobiado, antes pelo contrário!

Na primeira parte, que não chegou ao fim sem a equipa de Queiroz mostrasse, mesmo no fim, o que iria fazer depois do intervalo o jogo resumiu-se à Argentina a atacar, mal e o Irão a defender, bem. Depois, bem … depois foi o Irão a criar oportunidades de golo e o guarda-redes Romero a valer à equipa de Messi. E o árbitro, o mesmo senhor sérvio do jogo da passada segunda-feira, que voltou a mostrar que só vê os penaltis que quer. E contra a Argentina, tal como contra a Alemanha, nunca quer, certo que, assim, por lá continuará, a arbitrar jogos!

Só não a marca golos porque … seria de mais… E porque para isso lá está o Messi, que pode  até não jogar nada – o que é difícil, tem de dizer-se – durante todo um jogo, mas há sempre o momento em que resolve. Em que faz o que mais ninguém é capaz de fazer…

Foi o que aconteceu, mais uma vez. Já nos descontos, mesmo no fim, tirou da cartola um remate de longe e fez um grande golo. E pronto a Argentina ganhou, mesmo que não o merecesse. O que, quando se tem Messi, não interessa mesmo nada!

No outro jogo a Nigéria ganhou (1-0) à Bósnia, que fica fora do apuramento, confirmando que só as grandes selecções europeias conseguem seguir em frente neste mundial. Apuramento que nigerianos e iranianos disputarão na última jornada, depois de terem empatado entre si na primeira jornada.

Jogou-se também no grupo de Portugal - num jogo que opôs os manos Boateng - com a super Alemanha a mostrar que não é afinal assim tão super. Pareceu-o contra Portugal, mas é a velha máxima do futebol: uma equipa joga o que a outra deixa

E o Gana deixou pouco. Mesmo abaixo da vertigem que pôs no jogo anterior, com os Estados Unidos, foi suficiente para emperrar a máquina germânica. O jogo terminou empatado a dois golos, com ambas as equipas a desfrutarem de vantagem, que não conseguiram manter por muito tempo. Quase nenhum, a Alemanha, um pouco mais o Gana, que nessa situação teve oportunidade clara de fazer o 3-1 e porventura matar o jogo.  

Foi o melhor resultado que podia ter acontecido para a selecção nacional, que não depende agora de resultados de terceiros. Só que também foi o melhor que aconteceu aos americanos. O que pouco nos importa porque, a partir do momento em que perdeu por quatro no primeiro jogo, a selecção está obrigada a ganhar os dois jogos que lhe faltam. Não há outra hipótese, pelo que, com os americanos mais moralizados ou menos moralizados, Portugal só tem que ganhar. 

Mas logo à noite é que vai ser. Nem a sorte que tem estado ao lado dos americanos impedirá a vitória portuguesa! 

Brasil 2014 XI Allez les bleus

Por Eduardo Louro

 

No grupo E. o tal, nada ficou definitivamente definido. Nem a França, que goleou a Suíça (5-2) e somou segunda vitória nos dois jogos está, com o pleno dos seis pontos, garantidamente  apurada, nem a selecção das Honduras, que somou segunda derrota, sem qualquer ponto está irrevogavelmente afastada. Claro que o mais provável é que a França acabe no primeiro lugar e as Honduras no último, com suiços e equatorianos, agora empatados com 3 pontos, a discutir o lugar que sobra para a passagem aos oitavos.

O jogo entre centro e sul-americanos foi fraco, com o Equador a levar a melhor (2-1), porque é na realidade superior às Honduras. Pelo contrário, o jogo entre os dois vizinhos europeus foi um excelente espectáculo, como os 7 golos deixam perceber. E a França voltou a entusiasmar e a confirmar o que já aqui se dela se dissera. Uma excelente equipa de futebol, das melhores deste mundial e, com a Holanda e a Alemanha, capaz de defender os pergaminhos europeus.

O futebol que Deschamps e os seus jogadores estão a apresentar tornam a França dos bastidores, a França de Platini, indigna da França que está dentro das quatro linhas. Esta equipa não merece que o que ficou para trás. Não merece que a superior qualidade do seu futebol seja manchada por justamente acontecer neste grupo. A verdade é que nestes jogos, nos jogos que resultaram do tal sorteio, e não noutros, que tudo está a acontecer. E por enquanto não pode ser noutros!

 

Brasil 2014 X - A sensação

Por Eduardo Louro

 

 

É a sensação deste mundial. Saída directamente do pote dos mais fracos, inocente para ser emolado em oferenda de sacrifício aos três deuses campeões do mundo, feitos para mandar no grupo D, também chamado da morte, a Costa Rica, surpreendendo tudo e todos, já está apurada para os oitavos.

Feita para estar agora a acompanhar um desses campeões do mundo no regresso a casa, acaba de mandar embora um deles, e logo a excitante Inglaterra. Que era, por razões diferentes, parte tão interessada quanto o Uruguai na esperada vitória da Itália. Que não ganhou, perdeu (0-1) e perdeu bem - ainda com um penalti por assinalar, sobre o excelente Campbell - perante uma equipa que é, antes mais, uma equipa. Mas que, depois, é uma equipa com uma clara ideia de jogo, com jogadores que tratam muito bem a bola, que faz circulação quase tão bem como o tiki-taka dos bons velhos tempos, que pressiona alto e que joga com a defesa a cinco – ou a três, para quem entende assim – que tão bem sucedida está a ser neste mundial. No caso uma defesa muito subida que, com uma organização soberba, nunca é apanhada em falso. Raramente é surpreendida, com as costas bem protegidas … pelo fora de jogo.

Se já o tinha mostrado frente ao Uruguai, no primeiro jogo, hoje confirmou – mais, refinou ainda – todos esses atributos, dando um banho de bola à Itália. Que nunca (uma única vez é a excepção que confirma a regra) conseguiu entrar naquela defesa, e que deve ter batido o recorde dos fora de jogo!

O mais estranho desta Costa Rica sem tradição nem história no futebol é que não é composta por talentosos jovens desconhecidos. À excepção do avançado Joel Campbell (na foto), o jovem de 21 anos - completa dentro de dias 22 - que pertence aos quadros do Arsenal mas onde ainda nem sequer jogou, e para já a revelação deste campeonato do mundo, as suas principais figuras são jogadores que não são exactamente jovens e que actuam na Europa. Não na Europa de primeira mas, no que a futebol diz respeito, na de segunda linha. A estrela, o 10 Brian Ruiz, tem 28 anos e joga na Holanda, no PSV. Chrisitian Bolaños, um ala, tem 30 e joga no Copenhague, da Dinamarca. Celso Borges, pivot defensivo, tem 27 anos e joga na Suécia, no AIK. E poderíamos falar de Gambôa, Tejeda ou do espectacular lateral direito Júnior Diaz, que já vai nos 31 anos e joga na Alemanha, no desconhecido Mainz. Conhecemos o guarda-redes Navas (27 anos) porque joga no campeonato espanhol, no Levante.

Também o treinador – o colombiano Jorge Luís Pinto – desconhecido, não é um jovem. É já sexagenário e, para além de saber do ofício, sabe estar neste mundo cão. Veja-se como ele soube aproveitar, no momento certo, o mediatismo de Mourinho!

Aconteça o que acontecer, a Costa Rica é já a grande selecção deste mundial. Despachou já dois campeões mundiais, e o mandou o terceiro embora ainda sem sequer o ter defrontado. E, porque já se percebeu que a continentalidade conta, e porque a própria carreira da Costa Rica se encarregou de limpar a feia imagem do Uruguai da primeira jornada, ninguém ficará muito surpreendido se for a Itália a acompanhar a Inglaterra… 

Brasil 2014 IX

Por Eduardo Louro

 

 

Se na véspera o grupo B tinha ficado arrumado, no que a apuramento para os oitavos respeita, com a Holanda e o Chile a serem as primeira selecções a atingir o ambicionado desiderato, ontem pouco ficou decidido.

Quando, como sucedera no grupo A, do Brasil, se encontram os vitoriosos da primeira jornada, o nível de decisão é mais baixo. Assim aconteceu no grupo C, com a Colômbia, ganhadora da Grécia, a jogar com a Costa do Marfim, vitoriosa sobre o Japão.

Ganhou a Colômbia, tornando-se na terceira selecção apurada e confirmando o favoritismo que lhe era apontado, como selecção recheada de bons valores que é. Como também o é o seu adversário que, no entanto, mesmo cheia de jogadores de nível mundial – Ya Ya Touré, Drogba, Kolo Touré, Salomon Kalou, Gervinho … – tem grande dificuldade em ultrapassar o síndrome africano, traduzido na irreprimível tentação para o disparate. Fez, através de uma jogada individual Gervinho, um dos golos mais espectaculares deste mundial. De nada lhe valeu, porque dois erros primários no espaço de cinco minutos, daqueles a que as selecções africanas nunca conseguem fugir, deram em golos colombianos. De James Rodriguez, que há um ano, com João Moutinho, trocou o Porto pelo Mónaco e Quintero, que na mesma altura chegava ao Porto para passar o ano na equipa B.

Japão e Grécia tentaram discutir entre si a melhor posição para aproveitar precisamente o tal síndrome africano da Costa do Marfim, incomparavelmente melhor. Chegaram ao fim com o resultado com que iniciaram. Porque mais não podem!

O Japão joga pouco, não tanto pelos jogadores que tem mas pelo o treinador que tem: Zacheroni, mais um treinador italiano que deve estar muito bem agenciado. A Grécia – já se sabe… já tudo foi aqui dito… – defende. E pronto! Poderia até queixar-se da expulsão de Katsouranis, normal na sua forma de jogar, ainda na primeira parte. Mas nem sequer pode, porque até foi melhor com 10 que com 11. E tem sempre a desculpa – falsa – de que teve de defender porque só jogava com um a menos…

Especialista em milagres, a Grécia de Fernando Santos que nem um golo ainda marcou, é mesmo assim bem capaz de garantir ainda o apuramento. Jogando sempre e só no erro do adversário, não podia encontrar melhor que a Costa do Marfim para atacar o apuramento. Vai bastar-lhe aproveitar os erros do adversário para ganhar com dois golos de vantagem, porque ninguém está a ver o Japão ganhar à Colômbia.

Em idênticas condições está a excitante Inglaterra, que voltou a perder (1-2), agora com o Uruguai, por obra e graça do regressado Suarez (fez os dois golos), em mais um excelente jogo de futebol. Também um evidente caso de um treinador sem ambição. Nem condições para estabelecer um plano de voo a jogadores com tantas asas!

Com a provável vitória, e consequente apuramento imediato, da Itália no jogo de hoje com a surpreendente Costa Rica, à Inglaterra pode bastar a vitória no último jogo… desde que, então, como é o mais provável, a Itália ganhe ao Uruguai.

Aqueles rapazes ingleses não mereciam ir já para casa… Mas o Luiz Suarez também não!

BEScândalo

Por Eduardo Louro

 

Não foi só em Espanha que, ontem, um rei abdicou. Também em Portugal o rei abdicou!

A diferença é que, em Espanha, rei abdicado – não é morto, com a natural satisfação do próprio – rei posto. Ricardo Salgado reinou em Portugal durante as duas últimas décadas, com bem mais poder que Juan Carlos, em Espanha. Foi o homem mais poderoso do nosso país, coisa que o monarca espanhol esteve longe de ser no seu…

 E enquanto o espanhol entregava a coroa ao seu filho herdeiro, o reinado do português pode ter morrido com ele. Não tanto por falta de sucessor, mesmo que um sucessor imposto, a abrir outra dinastia no reino do divino Espírito Santo, mas porque toda a idoneidade da divindade se afundou com ele.

Ao contrário dali ao lado, aqui, as caçadas, os golpes e as traições impediram a assinatura do decreto de sucessão. O Banco de Portugal não aceitou o papel a que vezes de mais se tem prestado – assinar por baixo!

Não falta agora apenas saber quem sucederá a Ricardo Salgado. Falta acima de tudo saber se, não se tendo salvo a si próprio, salvou pelo menos o banco. Tudo o resto que possa faltar ainda saber interessará porventura às revistas cor-de-rosa. E – como diz a outra – isso agora não interessa nada!

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