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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Encruzilhada

Por Eduardo Louro

 

 

 

 

O estatuto especial de Hong Kong, desenhado pelas autoridades inglesas e chinesas no quadro da devolução daquele território à soberania chinesa está, desassete anos depois, aparentemente esgotado. A população quer mais, quer escolher os seus governantes sem qualquer tipo de condicionalismo. Quer democracia, mesmo a sério, e por isso está há muitos dias na rua...

Por enquanto o movimento atravessa a sua fase romântica. Já conhecida por revolução dos chapéus (arma de defesa contra o gás lacrimogénio), a emergência da liderança de um rapaz de 17 anos - Joshua Wong - acentua-lhe o romantismo. Mas não deixa de colocar a  China perante uma encruzilhada em que reprimir os protestos, seguindo a sua matriz natural, será pôr tudo em causa; mas também acolher as reivindicações do território, poderá pôr tudo em causa.

E tudo é mesmo tudo. Desde logo aquela base programática de um país e dois regimes em que a China pretende sustentar a sua condição de superpotência!

Para já o regime parece apostar no tempo, confiando que o tempo se encarregue de vencer,  pelo cansaço, os protestos. As notícias de hoje dão conta de confrontos entre manifestantes e opositores, provavelmente induzidos e provocados, justamente para acelerar o poder do tempo.

 

Dores de cabeça que já dão um problema mental

Por Eduardo Louro

 

Sabemos desde o sorteio que, nesta edição da Champions, a sorte não estava muito disposta em sentar-se ao lado do Benfica. Quando o Bate Borisov ou Maribor aqui se chama Mónaco, está tudo dito…

No primeiro jogo, há duas semanas na Luz com o Zénite, houve aqueles vinte minutos iniciais. E aquele Hulk, que fica endiabrado quando pela frente lhe aparece o Benfica. Depois a equipa reagiu, os adeptos gostaram e aplaudiram e, no fim, até ficou a ideia que aquela derrota não passaria de um incidente, perfeitamente remediável no jogo de retribuição, em S.Petersburgo. E até já hoje em Leverkusen com a equipa das aspirinas…  

Afinal… nada disso. Só dores de cabeça, sem aspirinas que lhe valham. Dores de cabeça que já dão num sério problema mental com a Champions!

Com Jesus tem sido sempre assim. Dá a ideia que ele acha que nunca tem equipa para a Champions, quando a ideia que deixa é que é ele que não é treinador de Champions. Hoje o Benfica foi completamente trucidado, com duas agravantes para Jorge Jesus: a primeira é que a equipa foi “comida” exactamente da mesma forma que o fora pelo Zénite, naquela primeira meia hora de há duas semanas, sempre atropelada na faixa central do meio campo; e a segunda é que o Leverkusen jogou exactamente como joga sempre. É aquela a sua forma de jogar: pressão alta, grande povoamento da faixa central, com as alas abertas para os laterais, marcações impiedosas e ritmo altíssimo enquanto a capacidade física der!

É inacreditável, mas Jorge Jesus não teve resposta para isso. E a equipa afundou-se, perante um adversário que em valores individuais não lhe é de maneira nenhuma superior. Bem, de maneira nenhuma, tenho que confessar, é um exagero…

Porque, 15 milhões depois, o melhor trinco de que a equipa dispõe – quando permanecem lesionados Fejsa e Ruben Amorin – ainda é o André Almeida. Porque a equipa continua sem guarda-redes: o Júlio César foi a parte mais activa do primeiro golo, meteu dó no segundo e foi simplesmente humilhado no terceiro. E porque o Eliseu é um especialista em pirotecnia: apreciamos as suas bombas, mas preferíamos que fosse, se não especialista, pelo menos competente a defender!

Jorge Jesus já diz que a final da Liga Europa é mais importante que os quartos da Champions. O costume… Se calhar é por isso que ainda há dois anos - lá está, a contar para a Liga Europa - ganhou os dois jogos ao adversário de hoje... Até pode ser, mesmo que financeiramente – e é em dinheirinho que o ordenado lhe é pago – seja muito menos rentável. O problema é que assim nem sequer vai entrar na Liga Europa, quanto mais chegar à final!

Coisas da Champions

Por Eduardo Louro

 

 

Os jogos (portugueses) da Champions desta noite, mesmo que com resultados e consequências diferentes, confirmaram duas coisas que já toda a gente começou a perceber: que o treinador do Sporting é mesmo bom naquilo que faz e que o do Porto, se percebe alguma coisa disto, anda completamente baralhado, sem fazer bem ideia daquilo anda a fazer.

O Sporting perdeu, mas não comprometeu suas aspirações à qualificação para os oitavos de final, porque o seu principal rival – os alemães do Schalke –, ao repetir em casa o resultado da primeira jornada (1-1, com o Maribor), também não fez muito melhor. Jogou o que pôde, e pôde bastante mais do que se poderia esperar. Porque o Rui Patrício – em grande – segurou o jogo, e porque, com aquele treinador, basta-lhe um ou dois jogadores com nível de champions. E isso tem!

O Porto jogou pouco, foi uma confusão… Perdia, à entrada do minuto 90 por dois golos, contra um adversário ainda mais confuso. E fraco. Conseguiu dois golos e o empate nos últimos quatro minutos, o que por si só já é sorte. Ma somou ainda mais sorte à sorte incrível que o acompanha desde o sorteio: é que o Bilbau, que empatara em casa com o adversário de hoje do Porto, conseguiu a proeza de perder com aquela espécie de equipa que levou seis no Dragão.

E por isso tem, à segunda jornada, o apuramento praticamente garantido. Mais garantido só que já foi vendida ao diabo a alma que Pinto da Costa diz ter Lopetegui dado à equipa!

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