Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Na mouche!

Por Eduardo Louro

 

Se querem aumentar o rendimento disponível dos trabalhadores - e acho muito bem que sim - por que é que não lhes reduzem o IRS? Porquê a TSU? Deixem a segurança social em paz!

As palavras podem não ter sido exacatamente estas. Mas foi isto que ontem ouvi a Manuela Ferreira Leite. Nem mais. Na mouche!

Chuva de candidaturas*

Convidada: Clarisse Louro

 

Com o Presidente da República – nitidamente em contra mão e em choque frontal com os interesses do país e até com muitas das posições que recentemente defendeu, entre as quais a de que o país não pode entrar num novo ano sem o respectivo Orçamento – a manter as eleições lá para o início do Outono, era praticamente inevitável que a corrida para as presidenciais acelerasse por esta altura.

Para as candidaturas presidenciais não há Verão. Só há férias. No Verão só vai haver tempo para isso, para férias, e para as legislativas. Qualquer iniciativa seria tão condenada à efemeridade como os desenhos na areia à mercê das ondas da praia. Depois das legislativas sobrarão pouco mais de dois meses, já não há tempo…

A não ser para Marcelo Rebelo de Sousa, que arrancou há quatro anos – e já com tudo preparado há muito mais tempo – que se mantém confortável no seu cadeirão televisivo a marcar o tempo e o compasso (e ainda por cima lhe pagam por isso, e bem, ao que se diz), aos putativos adversários, enquanto vai metendo debaixo do braço a maior máquina partidária do país, que não descura por nada… Para ele há tempo para tudo, até para fazer crer que há ainda Rui Rio!

Portanto, e ao contrário do que por interesse próprio diz o próprio Marcelo, não é cedo para o surgimento das candidaturas presidenciais. É este o tempo, e não há nisso nada de surpreendente.

Como também não é verdadeiramente surpreendente a autêntica chuva de candidatos que para aí vai, mesmo num país com tão baixos níveis de participação cívica. E não é, embora também lá esteja um ou outro, gente à procura dos seus cinco minutos de fama.

Dir-se-á que as presidenciais serão sempre propícias a este fenómeno. São, antes de tudo, eminentemente pessoais. E constituem também as únicas circunstâncias em que o regime admite toda a iniciativa ao cidadão, em que o regime não empurra para trás quem dê um passo em frente…

Mas não consigo dissociar esta chuva de candidaturas – apesar de estar profundamente convencida que, nas urnas, não será batido o recorde das eleições de 1986, as únicas até hoje com segunda volta, então com oito candidatos presidenciais – do momento político e social que o país atravessa, do estado a que o país chegou e, acima de tudo, do desgaste que atingiu um regime que dá sinais de esgotamento. Vê-se contestação aos partidos do regime. Percebe-se indignação!

Leiria não escapou nem a esta chuva, nem a esta onda. E conta com o inédito de dois candidatos: Henrique Neto, o primeiro a avançar, e Cândido Ferreira, um dos últimos. Curiosamente ambos saídos do mesmo partido, o PS, cuja reacção à candidatura de Henrique Neto, mais que lamentável, foi absolutamente deplorável. Mas acrescentou-lhe notoriedade e alargou certamente o espaço de simpatia da candidatura. Até porque não ofende quem quer… E há gente no PS que tem mesmo muita dificuldade nisso…

Não sei se chegarão ambos às urnas. Gostaria que sim, evidentemente. Já quanto a votos, o meu, para já, é que tudo lhes corra bem!

 

* Publicado hoje no Jornal de Leiria

Ganhou o mordomo!

Por Eduardo Louro

 

assaltante da estrada foi apanhado na sua própria lei, e foi o mordomo da rainha a fazer a festa... Mesmo à beirinha do fim, como na final da Luz!

E vai de braço dado com a Vechia Signora, - um penalti inventado há uma semana em Turim tramou o Mónaco - encontrar-se nas meias finais com a alta aristocracia de Barcelona e de Munique, que lá os esperam desde ontem. Se calhar assim, já emparceirados!

 

Um jogo de legitimação

Por Eduardo Louro

 

Quando a Segurança Social corre o perigo da insustentabilidade, ameaçada pela demografia - menos nascimentos e mortes mais tardias - pelo desemprego e pela baixa produtividade - para que cada vez menos possam garantir as pensões de cada vez mais, têm que produzir cada vez mais - dificilmente qualquer corte no seu financiamento deixará de ser atitude irresponsável.

E no entanto é isso mesmo que PS e PSD se propõem fazer. Ao fazê-lo por razões totalmente antagónicas só enfatizam ainda mais essa irresponsabilidade. 

Ao propor reduzir a TSU para os trabalhadores, António Costa está apenas a legitimar polticamente uma proposta em que o primeiro-ministro estava completamente isolado. Mas já se percebeu que esse é o traço geral das propostas de António Costa!

Percebe-se que o tratamento que a União Europeia deu ao governo grego do Syriza tenha levado Costa a esquecer-se da dívida. E do Tratado Orçamental, ou até mesmo da sua outrora tão apregoada leitura inteligente. Mas já não percebe que não haja nada para dizer sobre a reforma do Estado, ou sobre a nossa estrutura económica. Isso é deixar o jogo intacto e exactamente no mesmo tabuleiro, legitimando-lhe todas as regras.

Armar à confusão

Por Eduardo Louro

 

Minutos - poucos, menos de dez - depois de o PS ter apresentado as suas propostas, e de as ter disponibilizado num documento de 97 páginas, o vice-presidente do PSD, José Matos Correia, apareceu nas televisões a falar da folha de Excel, de Sócrates, e da lenga lenga da banca rota. Confessou que não conhecia as propostas e que não tinha lido o documento, mas que o PSD podia desde logo fazer uma "apreciação geral do documento e essa apreciação geral é negativa". E que mais uma vez o PS aumenta despesas, corta receitas e fica à espera que o PIB cresça!

Quer dizer, o PSD anda há meses a reclamar ideias e medidas ao PS. Quando são apresentadas não lhes liga nenhuma e só se preocupa com a pressa de vir dizer que nem precisa de as conhecer para as deitar abaixo. Não importa se há ideias, só importa que não haja. Não importa avaliar e discutir o que quer que seja, o que importa é aparecer o mais rapidamente possível a bater panelas por cima delas. Fazer chinfrim... Armar à confusão!

É nisto, nesta baixa política, que o regime definha. A cereja está no remate final da sua prestação:

 "Não é uma forma séria de fazer política". "Não brincamos com coisas sérias".

 

O exercício e a armadilha

Por Eduardo Louro

 

Como anunciado, o PS apresentou hoje o cenário da economia portuguesa e as medidas âncora do seu programa eleitoral. O exercício é um bom exercício - como diria o Diácono Remédios -, o diagnóstico é acertado. As previsões nem tanto...

Uma coisa é certa: contraria quem diz que o PSD e o PS são a mesma coisa. Até podem ser, mas agora não estão. António Costa e Passos Coelho estão nas antípodas um do outro. Apenas um ponto em comum: ambos querem fazer crer que tem uma receita para o crescimento económico. O diabo é que é o que têm em comum o que menos crédito merece... 

Passos Coelho diz que a economia cresce pelo lado da oferta. Dando todas as condições às empresas. António Costa, diz que a receita está na procura. Que o que é preciso é dar condições às famílias para que consumam. É curiosamente na TSU que converge o mais emblemático destas duas posições: Passos quer reduzi-la às empresas. Costa, precisamente ao contrário, quer reduzi-la aos trabalhadores!

O problema é o que ficou pelo meio. O problema é o que este governo deveria ter feito e não fez nos quatro anos do seu mandato. O problema é que o governo destruiu a economia sem ter deixado nada construído. Depois de tanta destruição não ficou, como não poderia ficar, tudo na mesma. Mas ficou na mesma tudo o que precisava de ser mudado, nenhuma mudança estrutural aconteceu. Nunca o investimento caiu tanto, e a economia não ganhou competitividade, nem mesmo com a brutal queda dos custos salariais. E o aumento da procura vai fazer disparar principalmente as importações... As exportações estão limitadas pela falta de investimento, e lá se volta ao agravamento do défice externo!

Daí a dificuldade do país em sair da rota do empobrecimento, onde Passos Coelho se sente como peixe na água. E que as inaceitáveis propostas do PSD acabem até por passar melhor...

Exactamente: este governo deixou tudo armadilhado!

 

Está tudo dito!

Por Eduardo Louro

 

Não deixa de ser curioso que a primeira notícia de uma acção em tribunal na esfera do BES e do Novo Banco seja de Manuel Pinho. Reclama 1,8 milhões de euros. Tem a ver com o direito deste cavalheiro a uma reforma antecipada do BES, e com um vencimento mensal de 39 mil euros que recebia por não fazer nada...

Está tudo dito. É o regime em todo o seu explendor!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics