Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Vamos ao café!

Por Eduardo Louro

 

Chegou a vez do café.  E nestes dias os media não resistem nem poupam nos encómios, sempre à luz do que mais valorizemos. É frequentemente a auto-estima, o prazer, o sexo... Mas é ainda a saúde que acima de tudo mais prezamos, e por isso os encómios vão sempre lá ter. Direitinhos: do simples, mas demodé,  "faz bem á saúde" à mais incisiva e bem mais actual motivação pela prevenção. Sempre baseados em estudos científicos, quase sempre interesses escondidos com o rabo de fora...

Ontem foi a vez do beijo, e - lá está - "beijos na boca ajudam a combater doenças". Aqui não há rabo de fora, quanto muito... língua. Mas acabo de ouvir que hoje é dia internacional do café e, logo a seguir, que "três a quatro cafés por dia previnem Parkinson, Alzheimer, diabetes e vários tipos de cancro". E lá vem a inevitável referência aos estudos científicos, referidos pela Associação Industrial e Comercial do Café...

Pois... Vamos então ao café, antes que arrefeça...

Chuva de candidatos

Por Eduardo Louro

 

 

Ficou hoje mais pobre a Literatura. Mas mais rica a lista de candidatos às presidenciais, com mais dois nomes novos: Paulo Freitas do Amaral, que faz política no CDS, e talvez aposte no apelido; e Cândido Ferreira (na foto), que fez política no PS, e aposta sabe-se lá em quê... Vem de Leiria. E só de Leiria já vão dois...  

Lá pelos States também a Hilary - quem sabe se impressionada com o que se está a passar em Portugal, ou até aqui, em Leiria - já anunciou ir a votos. Desta vez com Obama, e não contra... O que fará toda a diferença!

Dia mau para a Literatura

Por Eduardo Louro

 

                               

 

Morreu hoje Gunter Grass, o escritor - mas também artista plástico - alemão de 87 anos, que gostava de vir a Portugal, onde tinha casa, no Algarve. E que foi amigo de Saramago, a quem sucedeu como prémio Nobel: a Saramago, Nobel em 1998, sucedeu Grass, Nobel em 1999...

E morreu também também o escritor - jornalista, historiador e ensaísta - uruguaio Eduardo Galeano, aos 74 anos, em Montevidéu. Um enorme vulto da cultura latino-americana, para quem o mundo estava agora grávido de outro mundo, multipremiado e também ele galardoado em 1999, mas com o prêmio à Liberdade Cultural, da Lannan Foundation (Novo México, EUA). Pode ser que, desta vez, não venha ninguém gabar-lhe a sorte em morrer no mesmo dia do alemão...

Do beijo

 

Por Eduardo Louro

 

"O beijo é um segredo que se diz na boca e não ao ouvido" - Jean Rostand

        

Há segredos que nunca não se esquecem. 

E não são apenas estes...

Resultado de imagem para beijos famosos

Podem  chocar mais...

...Ou menos

Encantar...

Ou aterrorizar...

Um beijo!

Emoções fortes e um autocarro à procura de estacionamento

Por Eduardo Louro

 

 

Mais um jogo de grande qualidade de um Benfica afirmativo e dominador. De um Benfica campeão, e à campeão!

Esperavam-se dificuldades da parte da Académica de José Viterbo, hiper motivada, que ainda não perdera e que era apenas a segunda defesa menos batida da segunda volta. Mas cedo, bem cedo, se viu que o Benfica não estava ali para outra coisa que não para ganhar depressa o jogo. Para não dar qualquer hipótese… E que a Académica já entrava derrotada… Porque smplesmente não encontrou espaço para estacionar o autocarro que decidira trazer para a Luz. A Académica foi isso: um autocarro à procura de estacionamento!

Ainda se não tinham atingido os 20 minutos de jogo e já o Benfica ganhava por três, fruto de uma exibição que, sem ter atingido o brilhantismo de há uma semana, era uma exibição cheia. E em cheio. Mas também fruto de um coeficiente de aproveitamento inédito: 100%.

Depois o Benfica levantou o pé. Não desligou, como tinha chegado a fazer contra o Nacional, mas deixou correr… Deixou correr o jogo, deixou correr a bola e deixou correr os jogadores da Académica atrás dela. De tal forma que estava-se já em cima do intervalo quando o Benfica perde, por Maxi, assistido de forma brilhante por Gaitan, a primeira oportunidade de golo.

A segunda parte começou como a primeira, com o golo a chegar até pela mesma altura, pelos sete ou oito minutos. O Benfica jogava ainda mais bonito, mas sem o mesmo índice de eficácia. Agora eram as oportunidades de golo que se sucediam… Sucessivamente, sem cessar. Mas sem golo…

Golo que - ameaça a tornar-se lei - acabou por sofrer no primeiro remate do adversário. Um golo festejado em lágrimas pelo seu marcador, Rafael Lopes. Não foi esse o primeiro momento de emoção. A emoção tinha já entrado em campo com Fejsa, num regresso - um ano e duas operações depois - naturalmente muito festejado. Mas, emoção e festa a sério, foi quando o mesmo Fejsa fez o quinto. O último e o mais bonito do jogo!

Foram cinco. Mas cinco golos legais. Todos dentro de toda a legalidade!

E no meio de tanta emoção até a estreia de Jonathan Rodriguez passou despercebida. Mas aconteceu!

Que descaramento!

Por Eduardo Louro

 

Deplorável e deprimente a prestação dos advogados de Sócrates na conferência de imprensa que convocaram para hoje. Dizer que Sócrates recebia dinheiro vivo em envelopes porque não confiava nos bancos é de uma lata inimaginável. Mas quase chamar estúpidos aos jornalistas por não acharem esse comportamento razoável, até normal e perfeitamente justificado à luz da instabilidade do sistema bancário, não lembraria ao diabo!

Pode até ser que a defesa formal se faça de coisas destas. Mas não há como não enterrar ainda mais quem se pretende defender com coisas deste descaramento! 

Por este andar, um dia destes ainda nos vêm dizer que o António Figueiredo - de quem também hoje houve notícias - andava a fazer de Aristides de Sousa Mendes...  

Inspirações e conspirações

Por Eduardo Louro

 

Um artigo ontem publicado no DN pretendeu atirar a primeira pedra à provável candidatura de Sampaio da Nóvoa. O texto foi replicado de forma viral nas redes sociais, e tinha por objectivo manchar o perfil do provável candidato que - é público e notório - mais incómodos está a criar, acusando-o de ter alguma coisa a ver com o ignóbil chumbo  de Saldanha Sanches nas provas de agregação, em 2007.

O seu autor, João Taborda da Gama, ex-acessor de Cavaco Silva, acusa secamente Sampaio da Nóvoa, à época reitor e por inerência presidente do júri, da responsabilidade pelo lamentável desfecho que envergonhou a Universidade, e que Saldanha Sanches então classificou de chumbo político.

Percebe-se, ao contrário do que o longo texto quer fazer crer, que a recuperação do episódio não tem nada a ver com a justa defesa de Saldanha Sanches. Que, nem que para isso tenha de remexer na memória de quem já partiu e que merece descansar em paz, pretende apenas aproveitar o momento para desferir um ataque ad hominem tão vil, se não mais, quanto o episódio que o inspira. Se não fosse assim, diria que o então reitor apenas presidia ao júri por inerência da função, sem qualquer intervenção na votação. Diria que provavelmente aquele que é o seu candidato nestas presidenciais, Marcelo Rebelo de Sousa, foi um dos seis membros do júri que chumbou Saldanha Sanches, como então foi público. Diria que os outros cinco, todos também da sua área política e a maioria até gente destacada do seu partido, foram Diogo Leite Campos, Jorge Braga de Macedo, Menezes Cordeiro, Fausto Quadros e Paz Ferreira... E deveria até dizer que, a favor da agregação, votaram Jorge Miranda, Teixeira de Sousa e Paulo Otero!

Mas, lá está: se o tivesse feito, se tivesse sido sério e objectivo, não teria tido tantas partilhas nas redes sociais...

 

 

A primeira medida do programa eleitoral de Passos

Por Eduardo Louro

 

Em dia de intensa actividade de campanha, Pedro Passos Coelho, contagiado pela plateia, deixou-se entusiasmar e apresentou a primeira medida do seu novo programa eleitoral. E é a primeira, como teve até o cuidado de escalrecer, porque decorre da única reforma que lhe ficou a faltar. Faz todo o sentido, tem que começar pelo que deixou por fazer no actual mandato: reduzir os custos do trabalho!

Nem mais. Passos Coelho acha que não concluiu o programa de redução de salários que levou a cabo nos últimos quatro anos. Há ainda muito por fazer... Há ainda muito por onde cortar, garantiu hoje perante uma plateia de investidores estrangeiros. Que nem assim investem!

Palavrões novos. Ou nem por isso...

Por Eduardo Louro

 

 

Palavrões antes reservados a elites especializadas são hoje cada vez mais comuns. Quase todos os dias há novos palavrões a entrarem-nos pela porta dentro.

Hoje é de impostos diferidos que se fala. Qualquer coisa que ainda há pouco tempo só se conseguia ouvir da boca de gestores, auditores e contabilistas mais evoluídos, enche hoje as páginas dos jornais, como uma nova nuvem negra que ameaça os bancos. E já se sabe para quem sobram as ameaças sobre os bancos…

Impostos diferidos referem-se a tributações que no futuro deixam de se pagar em consequência de ocorrências presentes. É o que se passa quando, para efeitos de impostos sobre lucros, prejuízos de agora são abatíveis a lucros futuros. Quem, por via do prejuízo neste ano, vai pagar menos de impostos sobre os lucros nos próximos pode, de acordo com as práticas e os princípios contabilísticos, reflectir isso no seu activo.

Para os bancos, o governo decidiu o ano passado ir um pouco mais além – o que também não surpreende – e permitir-lhes que reflectissem isso nas contas de capital. Os prejuízos por que a banca tem passado comeram-lhe muito capital; com essa medida o governo “devolvia-lhe” boa parte dele, reduzindo-lhes assim as necessidades de reforço de capital para cumprir com os rácios (core tier 1) exigidos pelas normas de regulamentação bancária (Basileia III).

A União Europeia – curiosamente a medida (também utilizada nos outros países do sul) foi aprovada pelo governo em Junho passado, logo depois da saída da troika – pretende agora saber se isso configura, ou não, ajuda do Estado á banca.

Não sei se configura ajuda. Mas sei que configura chico-espertismo, e isso já não é palavrão novo. A esse já estamos habituados!

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics