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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Hoje sabemos muito mais coisas...

Por Eduardo Louro

 

 

Fez ontem precisamente quatro anos que Sócrates anunciou ao país o que, poucas horas antes, Teixeira dos Santos, num golpe de traição, cirurgicamente comunicara à Helena Garrido, do Jornal de Negócios: Portugal ia pedir ajuda externa!

Poucos então previam o que estaria para vir. Poucos achavam que o PEC IV pudesse resolver o que quer que fosse. Como os anteriores não tinham resolvido. Achava-se simplesmente que chegara ao fim o estado de negação em que o país vivia. Que aquele era um destino há muito anunciado, há muito à vista de todos… Menos dos que insistiam em negar a realidade.

Hoje sabemos muito mais do que sabíamos então. Começamos por saber pelo que passamos… E por saber que não valeu a pena. Que nada se regenerou… Que, antes, tudo se acomodou…

Basta isso para olharmos para este dia, há quatro anos, com olhos bem diferentes dos que então o vimos…

Mas hoje sabemos que o PEC IV - em que ninguém acreditava - estava negociado com as instituições europeias e era alternativa à intervenção externa. E sabemos que falhou porque o PSD entendeu que eram horas de deitar a mão ao pote. E que a ordem veio de Belém, com Cavaco - deixado á margem da negociação desse último instrumento - a optar pela vingança, fazendo da tomada de posse para o seu último e desgraçado mandato uma declaração de guerra. Não havia espaço para mais austeridade, sentenciou!

Afinal havia. E de que maneira… E não mais o incomodou!

Mas hoje sabemos ainda muito mais coisas...

Uma vez jotinha... sempre jotinha!

Por Eduardo Louro

 

De todas as reacções à provável candidatura de António Sampaio da Nòvoa - ou, talvez mais propriamente, ao apoio do PS a essa candiatura - a mais cáustica, mas também a mais parva, veio de Sérgio Sousa Pinto.

Um jotinha, mesmo que de barba branca, nem que pareça o Pai Natal, não deixa de ser jotinha. E um jotinha nunca consegue aceitar que alguém possa chegar a algum lado sem o cartãozinho no bolso. Ou bem mais à vista!

O candidato Sampaio da Nóvoa, ou o candidato do PS?

Por Eduardo Louro

 

Andamos há não sei quanto tempo - mas muito, posso jurar - a ouvir o melhor de Sampaio da Nóvoa. Que não era Guterres, mas era até melhor. Um grande candidato, imaculado do pecado original da filiação partidária, e capaz de fazer o pleno da esquerda. E ganhador, que ganhava a toda a gente!

Bastou perceber-se que o ex-reitor se chegava à frente para deixar de ser tudo isso. Já é o folar da Páscoa de Marcelo. Já não só não une ninguém como até divide o PS... Donde chovem pedras de todos os lados...

Vá lá a gente entender isto!

Pode ser que, assim, quando a candidatura for apresentada a notícia seja que Sampaio da Nóvoa é candidato á presidência da República. E não que Sampaio da Nóvoa é o candidato do PS!

Quem joga assim...

Por Eduardo Louro

 

 

O resultado – um mentirosíssimo 3-1 – não tem nada a ver com o que se passou hoje na Luz. Esconde uma grande exibição – mais uma – mas não a apaga!

Um regalo para a vista este futebol que o Benfica joga quando se não deixa distrair. E quando o Gaitan joga, deve também acrescentar-se…

A qualidade que Gaitan acrescenta à equipa é muito superior à sua qualidade específica. Que é imensa, como toda a gente sabe. Ao nível do melhor que um jogador de futebol tem para mostrar!

Não é evidentemente por acaso que os oito pontos que o Benfica já perdeu nesta segunda volta aconteceram nos jogos em que ele não pôde dar o seu contributo à equipa. Por lesão – que o manteve afastado desde o jogo com o Marítimo, no Funchal – e no malfadado jogo de Vila do Conde pelo quinto amarelo, logo no regresso.

A qualidade do jogo do Benfica não se esgotou apenas no génio espalhado pelo relvado, nem na magia que subiu pelas bancadas. Viu-se também na reacção às nouances tácticas que o Nacional da Madeira foi trazendo ao jogo, em especial na forma – inédita – como a equipa começou a sair para o ataque, com o Júlio César a bater na frente, iludindo a estratégia de marcação que Manuel Machado tinha engendrado.

Claro que o jogo também teve o último quarto de hora. Claro que os jogadores do Benfica não resistiram à tentação de desligar do jogo. E claro que o futebol é implacável: no primeiro remate que efectuou, ia entrar-se no último quarto de hora do jogo, o Nacional marcou. E no fim, aquilo que poderia ter sido a maior goleada do campeonato, acabou num estranhíssimo 3-1. 

Mas quem joga assim só pode ser campeão. Não pode ter outro destino!

Especialmente depois de devidamente avisado. A sério, em Vila do Conde. Num pequeno lembrete, nos últimos quinze minutos do jogo...

Se a estupidez pagasse imposto...

Por Eduardo Louro

 

Quando - até porque as eleições estão à porta e já não há quem queira que se lixem - se pensava que o governo iria gerir com mais cuidado o seu cardápio de imbecilidades, eis que  Aguiar Branco, o ministro da defesa à exacta medida do governo a que pertence, resolve brindar-nos com mais uma preciosidade. Só faltava esta: Silva Lopes teve a rara felicidade de partilhar o dia da morte com Manoel de Oliveira.

Brilhante! Só mesmo a mente brilhante digna de um ministro deste governo conseguiria tão oportuna, sensata e inteligente ideia... 

Se a estupidez pagasse imposto este governo, pela sua própria mão e sem dar cabo da vida a mais ninguém, teria mesmo tirado o país da crise. A sério!

Às vezes a história repete-se

Por Eduardo Louro

 

Fernando Medina substiuiu hoje António Costa na presidência da Câmara da capital. Exactamente como, há pouco menos de onze anos, Carmona Rodrigues - deixando então o governo (ministro das obras públicas) - substituira Santana Lopes. Com duas pequenas diferenças: o agora presidente estava integrado na Câmara, passa de número dois a número um. E, na altura, Santana Lopes já tinha sido indigitado primeiro-ministro. Sem nenhuma necessidade de passar por campanhas eleitorais e eleições, coisa a que António Costa não consegue escapar...

Já lá vai tempo em que parecia que até conseguiria. Que para António Costa as eleições seriam uma simples formalidade e a campanha eleitoral um agradável passeio. Nesse tempo talvez tivesse chegado a pensar manter-se na câmara até à véspera da abertura oficial da campanha... Agora não. Percebeu até que já é tarde, e que já toda a gente tinha percebido que andava simplesmente a fazer de conta. Que há muito deixara de ser presidente da Câmara Municipal de Lisboa!

Deixa a "casa arrumada" e "em boas mãos" para agora se "concentrar nos portugueses" e "servir Portugal". Que bonito... Tudo tão perfeito! 

 

 

É pena... Mas não é mentira!

Por Eduardo Louro

 

O relatório da Comissão Nacional de Protecção de Dados, conhecido hoje, veio confirmar a famigerada lista VIP. E veio confirmar a sua composição: Cavaco, Passos, Portas e Núncio.

E veio ainda revelar que mais de 2300 pessoas alheias à Autoridade Tributária têm acesso livre aos dados fiscais de qualquer contribuinte. Todos, à excepção daqueles quatro nomes, vulneráveis à devassa geral!

De outra Comissão Nacional (não há só institutos e fundações, há ainda comissões), desta vez de Eleições, também não vêm boas notícias. Os votos na Madeira não batem certo, e nada pior em democracia do que dúvidas nas contagens e apuramento de resultados. Ou erros no sistema informático. Quando os resultados se afastam das sondagens alguma coisa está errada. O normal é que sejam as sondagens... Não é bom que sejam os resultados!

Nem é bom que nada disto, hoje, seja mentira. É mesmo muito mau!

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