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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Não vai correr bem

Por Eduardo Louro

 

 

Seria desejável que a alteração do estatuto presidiário de José Sócrates fosse só isso, e não mais que isso. Mas não vai ser só isso, porque Sócrates dispõe agora de muitos mais instrumentos, que não vai deixar de usar para ter interferência directa na campanha eleitoral. 

NInguém o vai conseguir manter calado - os próprios advogados já anunciaram que ninguém o calará -, e não haverá ninguém que não o queira ouvir. E o ruído que vai introduzir será tal que António Costa, a falar por cima, terá grande dificuldade em fazer-se ouvir. Não vai haver media que não dê preferência a Sócrates (veja-se a inenarrável cena do rapaz da pizza). Nem vai haver ninguém que, depois, queira de Costa outra coisa que não a reacção ao político preso (parece que há quem não tenha dado conta que continua preso).

Como aqui tenho dito em várias ocasiões, António Costa não é - pelo menos não está a ser - um tipo com sorte. Como também lhe estão a faltar muitos de outros imprescindíveis e menos voláteis atributos, é muito difícil que as coisas lhe corram bem! 

A "Vuelta" de Nelson Oliveira

Por Eduardo Louro

 

Ainda aqui não tinha trazido a Vuelta, e já vai a mais de meio. Até a etapa rainha já ficou para trás, na passada terça-feira, em Andorra, que fez com que o holandês Tom Dumoulin - a grande surpresa da prova - tivesse de entregar a camisola vermelha - em Espanha é vermelha, a camisola que é amarela em todo o lado e rosa em Itália - ao italiano Fabio Aru, companheiro de equipa do seu compatriota Nibali, que foi expulso logo à terceira etapa. E a hora de todas as decisões ainda não chegou a esta que completa o restrito lote das três maiores competições do mundo: tudo está por decidir nos próximos três dias de alta montanha pelos Picos da Europa.

Trago hoje aqui a Vuelta porque hoje, em Tarazona, foi o dia do Nelson Oliveira. Ganhou brilhantemente esta que era etapa 13, da sorte, para quem tudo tem feito para a merecer. E se os espanhóis são useiros e vezeiros em ganhar em Portugal, o inverso é raro. E é por isso um grande feito: tanto que esta foi apenas a décima vitória portuguesa. Tanto que a última já tinha nove anos, e fora obra do Sérgio Paulinho. E que, antes, temos de recuar mais de trinta anos, para encontrar três vitórias do inigualável Agostinho!

Para além excelente prestação do Nelson Oliveira, que pôde abandonar por uns tempos a personagem de lugar tenente de Rui Costa, ausente da prova, também o José Gonçalves, que tão bem esteve na Volta a Portugal, tem dado nas vistas.

Dos craques, depois da saída de Nibali pela porta pequena, de Froome ter sido totalmente destroçado na tal etapa rainha de Andorra, e com Nairo Quintana enterrado na classificação geral, fora do top ten e praticamente fora da discussão da corrida, apenas Valverde está vivo. Mesmo sem ter feito grandes provas de vida é sexto na classificação geral, a apenas 2 minutos do líder italiano.

Tudo aponta para que as coisas se decidam entre Aru, o eterno Rodiguez, el purito, a apenas 27 segundos, e o surpreendente Tom Dumoulin, o anterior camisola vermelha, a 30 segundos. Mesmo que o miúdo polaco - Majka Rafal - e o colombiano Chaves Rubio, um dos três a vestir a roja, e quem até agora mais tempo a usou, estejam logo ali, apenas com mais um minuto.

Sempre a mesma história? Não é bem assim!

Por Eduardo Louro

Ronaldo em ação com Evra

(Foto de A Bola)

 

Cada jogo de futebol entre Portugal e França arrasta-me sempre para a nostalgia da juventude perdida. É que a última vez que uma selecção portuguesa ganhou aconteceu no preciso dia em que fiz 20 anos... 

Hoje repetiu-se apenas o que invariavelmente tem acontecido ao logo destes tantos anos que me levaram da juventude e me deixaram às portas da velhice: perdemos, voltamos a perder. Nem o facto de defrontarmos uma França que vinha de uma invulgar e verdadeiramente extraordinária série de três derrotas consecutivas, serviu para inverter esta história negra da selecção nacional.

E se esta história negra é feita de alguns jogos quase míticos, como aquele de 1984, em Marselha que, no prolongamento, levou a França de Platini para a final - e a vitória - do Campeonato da Europa, afastando de forma absolutamente injusta a nossa selecção de Néné, Chalana e Jordão. Ou como aquele de Roterdão, no europeu de 2000, onde o drama se voltou a repetir, com a França de Zidane, então campeã mundial em título, a afastar injustamente da final, e do título, também no prolongamento e desta vez através do golo de ouro, num penalti discutido e discutível, a selecção de João Pinto, Rui Costa, Figo e companhia. Ou mesmo como aquele do mundial de 2006 da Alemanha, em que mais uma arbitragem manhosa nos afastou da final do mundial.

É também feita de jogos como este, com indiscutível superioridade dos franceses perante uma equipa nacional medíocre, que só não foi uma equipa 11 Éders porque lá estiveram o Rui Patrício - que depois de três ou quatro boas defesas não merecia ter sofrido o golo como sofreu, a que não faltou muito para ser um dos seus habituais frangos - e o Pepe, o melhor da equipa. De resto, tudo Éders, com Nani ainda mais Éder que o próprio!

Um único remate à baliza em todo o jogo. Mas, para isso, foi preciso que a bola estivesse paradinha, sem ninguém à volta a mais de 9 metros . Quando os franceses estiveram em idêntica circunstância fizeram o golo...  

Ah... as camisolas até não são feias. Mas são pretas, como a exibição!

 

Onde é que este homem anda com a cabeça?

Por Eduardo Louro

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É claro que não será fácil sentir o bafo da coligação nas costas. Não conseguir descolar, e sentir bem real a possibilidade de não ter sequer mais um voto, quando se atirou ao partido nas circunstãncias que são conhecidas, só pode não deixar António Costa dormir. Mas daí a só dar asneira, dá que pensar...

Podemos dar de barato que há coisas que são da responsabilidade do director de campanha. Até esse já mudou... Mas confundir refugiados com imigrantes, e achar que é muito bom recebê-los para os mandar limpar florestas?

Onde é que este homem anda com a cabeça?

 

Há passos e Passos...

Por Eduardo Louro

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Entre passos atrás e passos á frente, e às vezes passos para o lado, com a sempre adiada vaga de fundo cada vez mais virada para vistas do Guincho,  Rui Rio lá vai construindo a história da sua candidatura a Belém. Sem dúvida, uma história de passos...

Que a Passos dava jeito, e que por isso sempre alimentou... Mas que a Rio só dava jeito em função do destino de Passos. Deu passos atrás e à frente, deu passos para entrar e para logo sair, para estar sem estar e sair sem sair ... de cena. Finalmente a revelação: será candidato se a coligação ganhar! E já está tudo combinado com Passos...

Que surpresa! 

A Passos interessa ter tudo combinado com Rio, mesmo que, se perder, isso lhe valha de pouco. Rio está interessado em dar passos em direcção á cadeira de Passos. Se ele de lá não for obrigado a levantar o rabinho, não há nada a fazer... Sem nada a fazer, e para nada fazer, não há melhor que Belém. E sempre pode ser que os passos do Passos o ajudem no passo maior que a perna que terá que dar para defrontar o Marcelo.

Bom mesmo era que a coligação perdesse, não era Rui? Eu também acho... É que há passos e Passos, e uns são mais seguros que outros. Não precisave era de chamar para aqui os interesses do país, que não têm nada ver com os passos que quer dar!

A surpresa de surpreender sem surpresa

Por Eduardo Louro

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No último dos jonais de ontem - melhor, no primeiro de hoje - da RTP Informação demos por Paulo Portas, depois de uma interminável sequência propagandística da coligação em que alternava com Passos, num jantar debate com a Confederação do Turismo. 

A peça seguia-se, no alinhamento do bloco de notícias, a outra de apresentação dos candidatos por Lisboa. O costume, pensei de imediato: participações em actos da governação a confundirem-se com participações em actos de campanha eleitoral.

Estava eu a deixar-me tomar por esta sensação promíscua quando reparo que Portas estava a tentar responder a uma questão colocada pela audiência, a propósito do plano estratégico para o sector. E de imediato percebo que o número dois do governo estava a fazer uma figura igualzinha à que, há dias, víramos a ministra da administração interna fazer a propósito do estatuto da GNR. Nem mais nem menos, exactamente a mesma, o que é de todo surpreendente num dos maiores génios do verbo fácil.

Mas a verdade é que o homem não saía dali, não arrumava uma ideia, não articulava palavra, gaguejava e portantava sem cessar... Só que, com mais sorte que a sua colega de governo, tinha ali ao lado o secretário de estado. E, depois de tanto patinar, lá acabou por endossar o assunto "ao senhor secretário de estado" que, esse sim, trataria de dar a informação que continuava a faltar dar.

A peça já não transmitiu mais que a imagem de Adolfo Mesquita Nunes, feito anjo da guarda, a pegar no microfone sem esconder um sorriso aberto. Não ficamos a saber o que respondeu. Mas ficamos a saber que Paulo Portas não faz a mínima ideia do que seja isso de plano estratégico para o turismo.

Convenhamos que, depois do brilhante trabalho que apresentou para a reforma do Estado, não é surpresa nenhuma. Surpesa mesmo é que o mestre da pantominice tenha ficado sem pio! 

Transparência

Por Eduardo Louro

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Era dado como certo que os chineses da Anbang lideravam a tabela classificativa das propostas de compra do Novo Banco. Que em segundo lugar se encontravam os americanos da Apollo, e por último os outros chineses, da Fosum, de Guo Guangchang, que já têm a Espírito Santo Saúde e a Fidelidade.

Falhadas as negociações, ontem, a notícia era que o Banco de Portugal passaria a negociar com quem apresentara a segunda melhor proposta, com os americanos. Ao final do dia soube-se que, afinal, as negociações decorriam com os chineses. Os outros, mas também chineses. Os da terceira melhor proposta, que era a pior...    

Chama-se a isto transparência. Que começa logo quando se pega num (mau) regulador e se quer fazer dele um vendedor. Quando se é mau naquilo para que se está vocacionado e estruturado, como se poderá não ser se não pior naquilo em que se não tem nem experiência nem know how?

 

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Também fechou... mas abre-se outro!

Por Eduardo Louro

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Também à meia noite fechava o mercado para a colocação do Novo Banco, uma espécie de Rolando que o governo tinha nas mãos do Banco de Portugal, uma espécie de Jorge Mendes, mas com bem menos jeito para o negócio. 

Como no outro mercado, também aqui há uns que fecham mais tarde. E ao contrário do outro, há ainda os que, depois de fechados, reabrem. Sabe-se lá com que custos... Até porque aquilo está a sair pior que com o Ola John: então não é que, no último dia, no verdadeiro dia D, quando, a apresentar alguma coisa teria de ser de arromba, tipo fintas e mais fintas, remates e golos, não encontram melhor para apresentar que 252 milhões de prejuízo no primeiro semestre?

 

 

Pronto, já fechou...

Por Eduardo Louro

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A noite louca do fecho do mercado dos jogadores de futebol chegou ao fim. Não foi, nem de perto nem de longe, tão louca como outras, mas nem por isso foi menos rocambolesca. Com nota alta para Madrid, com o Real a fechar finalmente De Ghea: tão finalmente que parece que já não foi a tempo... E para o Manchester United, que não precisa certamente desse dinheiro para a louca contratação de Martial - 19 anos - ao Mónaco, por números que podem chegar aos 75 milhões de euros.

Por cá, o Porto continuou a dar cartas. No último dia, que não na última hora, acrescentou mais dois mexicanos, ao que parece gente com valor. E despachou uns tantos problemas. Dinheiro, por ali, não é problema, O problema é outro, já se percebeu... Já se tinha percebido o ano passado!

O Sporting acalmou, deve ter sido pelos ares de Moscovo. Problema é mesmo Carrillo - mas isso já se previa - que pode seguir por tuta e meia para Inglaterra, onde, por ontem ter sido feriado, o mercado só fecha hoje, lá mais para o fim da tarde.

No Benfica não se esperava e desesperava apenas pelo futuro de Gaitan. Esperava-se e desesperava-se pelo regresso de Siqueira, e queria acreditar-se que as trutas que vinham sendo anunciadas, muito baixinho para parecer mesmo que era verdade, acabariam por aparecer no meio do nevoeiro da meia noite. Suspirava-se por um 8, uma coisa assim parecida com Enzo Perez, mas nada... Parece que importante era mesmo reforçar a equipa B. Por isso, ou para isso, chagaram dois miúdos: um central sérvio, ainda júnior de quem se dizem maravilhas, e um avançado cuja maior credencial é não ter ficado no Porto.

Valha-nos que o Gaitan fica. Claro que ainda há hoje o dia todo - que sirva para despachar o Ola John, não se peça mais -, mas ninguém pode acreditar que, depois disto tudo, o Benfica e o jogador não estejam completamente sintonizados numa onda que põe definitivamente fim a uma novela que já dura há anos. Agora é actualizar a linha do payroll onde se começa por ler Nico, dar-lhe a braçadeira de sub-capitão, e jurarem amor eterno. Recíproco!  

E talvez valha a pena dar uma vista de olhos pelos centros de emprego. Foi aí que, no ano passado, o Benfica foi encontrar a melhor contratação da época!

 

 

 

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