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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Houve e ainda ... "Há música na cidade"

Por Eduardo Louro

 

Pela mão do Jornal de Leiria a cidade voltou a encontrar-se com a música, pela quinta vez... É já uma marca de Leiria!

Mais músicos, e mais palcos que nunca antes, marcaram este reencontro da cidade com a música, dois anos depois. Encontramo-nos todos com a música, mas - e não menos importante - encontramo-nos uns com os outros. Depois de tantos desencontros, depois de tantas vezes, tantos anos, sabemos que ali nos encontramos todos. Nem que seja séculos depois, a julgar pelo hoje alguém me dizia, numa grande festa: "já não te via há 300 anos"!

Outras realidades, outras mentiras

    Convidado: Luís Fialho de Almeida

   Exibindo jornal.JPG

 

 

 O jornal diário alemão “Berliner Zeitung” do passado dia 27, apresentava em destaque e na primeira página, a ilustração de duas realidades sobre os refugiados sírios.

A Alemanha tomou a dianteira na integração de refugiados, particularmente da Síria, procurando assim compensar a perda demográfica e os consequentes desequilíbrios nos sistemas social e produtivo, já que tem a menor taxa de natalidade do mundo, em média 8.2 crianças por mil habitantes. Considera fundamental captar força de trabalho do exterior bem como prolongar a vida activa, actualmente até aos 67 anos, mas que algumas forças políticas querem que atinja os 74 anos. A previsão de que até 2030, a população activa no mercado de trabalho diminuirá de 61% para 54%, estimula a imigração de jovens profissionais como instrumento de estabilização para a economia alemã. Segundo os dados recolhidos in loco, para a renovação do tecido social a Alemanha precisa anualmente de duzentos mil novos migrantes, e prossegue um conjunto significativo de apoios á natalidade, nomeadamente: 650 euros por cada criança nascida, mais 184 euros/mês até aos 18 anos, e 500 euros/mês de empréstimo na formação superior do qual haverá o retorno de 50 % com o início da actividade profissional.

A produtividade média da hora de trabalho alemã é cerca do dobro da portuguesa, respectivamente de 126.6 contra 65.3, considerando a média europeia de 100. Atenta a esta realidade, motor da robustez económica, a Srª Merkel ofereceu emprego a pessoas qualificadas, nomeadamente de Portugal e da Grécia, e como primeiros passos da integração de refugiados e/ou imigrantes estão a formação profissional, o respeito pela Constituição e a aprendizagem da língua alemã.

O nosso país tem, igualmente, uma acentuada perda demográfica, com uma taxa de natalidade logo atrás da Alemanha, com uma média de 9 crianças nascidas por cada mil habitantes, mas as políticas adoptadas são de sinal contrário às da Alemanha: conduzem ao êxodo dos jovens e profissionais bem formados, e as medidas de apoio à natalidade, valorização do emprego e do trabalho, nomeadamente das mulheres, são incipientes. Assim a recuperação económica que encheu o discurso eleitoral, particularmente da direita unida, é uma miragem.

Para um grego a residir na Alemanha há 26 anos, a crise grega é, em primeiro lugar, culpa dos gregos, tolerantes a facilitismos e políticas permissivas à corrupção. Reconhece as diferenças culturais, de educação e comportamento entre os dois povos e, a título de exemplo, referia a atitude alemã perante o “rigor” e a intolerância à “mentira” e ao “exagero”, o que me levou de imediato a questionar - pressionado pelo clima de campanha eleitoral em Portugal - se a atitude da classe politica alemã era também intolerante à mentira? A resposta não surpreendeu, por cair no lugar-comum de que as classes do poder político e do poder económico são mais vulneráveis, como se veio a verificar no escândalo do grupo Volkswagen, que passou a ser noticiado dois dias após esta conversa.

Terminada que está a campanha eleitoral, é altura de serenar o habitual frenesim teatral que mascara a desonestidade, a incompetência e a mentira.

 

Mentir é feio. Mas é dos mentirosos que gostamos mais!

Por Eduardo Louro

Expresso

 

Não consegue deixar de mentir... Não há nada a fazer, está-lhe na massa do sangue. Bem podia seguir o conselho de Mira Amaral, e mandar erguer uma estátua a António Costa, na S. Caetano. E, para que o Ângelo Correia não pare de rir a bandeiras despregadas, ir a Fátima acender uma velinha. E mandar benzer o crucifixo...

Capturado na própria teia

Por Eduardo Louro

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Com tantas datas para marcar as eleições, Cavaco marcou-as para 4 de Outubro. Provavelmente porque não tinha um calendário à mão, não reparou que lhe sucede o dia 5 de Outubro. Porque já não é feriado, não lhe passou pela cabeça que comemora a implantação da República...

Como se tudo isto não bastasse, ontem, em Nova Iorque, disse que já tinha tudo decidido sobre o que iria fazer no dia 5 de Outubro: "Quanto ao dia 5, eu estou com muita tranquilidade, sei muito bem aquilo que irei fazer..." Hoje, de Belém, vem a nota que "Dado o atual momento político, o PR tem que se concentrar na reflexão sobre as decisões que terá de tomar nos próximos dias. Desta forma, não poderá estar presente na cerimónia comemorativa da Implantação da República".

Como se ainda não bastasse ter anunciado que tinha tomado decisões sobre acontecimentos que ainda não ocorreram, num dia diz que tem tudo decidido e, no seguinte, que tem de se concentrar na reflexão sobre as decisões que disse já ter tomado.

Mas como para Cavaco nada basta, ainda sobra espaço para dizer que, no fundo... no fundo, é apenas para para não falar da situação política.

No fundo... no fundo é mais do mesmo. É Cavaco sempre capturado pelas teias que ele próprio tece.

Gente de fé em gente trapaceira

Por Eduardo Louro

Imagem relacionada

 

No PSD já há quem o compare a Cavaco, e veja as portas a abrirem-se para mais um reinado de vinte anos. Um verdadeiro artista da cassete pirata, este Pedro... Agora até arranjou um terço, disfarçado de trampolim para mais uns votos, aquele plus que, tem fé, o pode projectar para a maioria. Absoluta, impronunciavelmente absoluta. Não larga o crucifixo e manipula a fé.

Não importa que fé seja, importa que o ouçam falar nela. Nem que seja para dizer que tem fé que as pessoas tenham fé nele... Pobre país. Pobre gente que, empobrecida e indefesa, à mercê de gente trapaceira, tamanha cruz tem de carregar... 

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