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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Vender a alma ao diabo

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Sempre houve, e continuará a haver, projectos que não vingam. QueImagem relacionada acabam, mais tarde ou mais cedo, por ficar pelo caminho. Mesmo nos jornais, e mesmo que achemos que os jornais são sempre mais qualquer coisa que outro projecto empresarial qualquer. Muitos são os títulos que já não existem se não na nossa memória. Longínqua, como o Século, a República, o Diário de Lisboa, a Capital, o Jornal... Ou mais recente, como o Independente, o Tal e Qual, o 24 Horas… Outros resistem e por aí continuam, mas depois de sucessivas operações de encolhimento – down sizing, como se gosta de dizer – sempre com dezenas ou centenas de jornalistas remetidos ao desemprego.

Quero com isto dizer que o encerramento dos jornais Sol e i, que irá mandar para o desemprego mais de uma centena de pessoas, jornalistas, na sua esmagadora maioria, e que foram os dois grandes projectos editoriais na última década, podem ter sofrido dessas mesmas contingências.

Mas a verdade é que, independentemente dos méritos e deméritos destes dois projectos, tão separados à nascença mas agarradinhos na morte, o negócio dos media mudou radicalmente na década em que apareceram. Saíram a ganhar os consumidores – pelo menos no imediato, ainda é cedo para se fazer essas contas – que passaram a ter à mão, em qualquer lugar, a qualquer hora, e gratuitamente, uma variedade de produtos e conteúdos informativos muito mais alargada. Saiu a perder o lado da oferta. Foi mau para os empresários do negócio, e pior ainda para os trabalhadores: os leitores fugiram, e com eles, evidentemente, fugiram as receitas da publicidade que rentabilizavam o negócio. E não há investidores para negócios que não sejam rentáveis…

A não ser que…

Aí está: a não ser para investir noutra coisa que não seja no negócio. A não ser que, em vez de investir em jornais, se esteja a investir em poder e influência para potenciar outros negócios, abrindo brechas irreparáveis na ética e nos princípios. Com responsabilidades dos investidores, mas também muito frequentemente dos próprios jornalistas. Dos que deixaram de o ser para pura e simplesmente venderem a alma ao diabo, e dos que se viram obrigados a trocar os princípios deontológicos e os valores éticos pelo supremo interesse da defesa do posto de trabalho, que não passa do simples adiamento do despedimento certo!

 

PS: Este artigo da Fernanda Câncio, hoje no Diário de Notícias, talvez ajude a perceber o título. Entristece-me, mas não me mata o orgulho de fazer parte da parte bonita da História do Sol. 

As coisas que se vão sabendo...

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Sempre se vai sabendo cada coisa... Já não bastava inscrições em foruns internacionais que ficaram por fazer, orçamento que teimasse em manter-se em branco, ou sobretaxa a devolver que se evaporasse. Até quadros superiores da adminsitração pública desaparecem, mandados à pressa para a reforma...

Jorge MIguéis - assim se chama o quadro superior do Ministério da Administração Interna responsável pelo funcionamento da máquina eleitoral - foi quase que compulsivamente mandado para a reforma, quando começava a preparar as eleições presidenciais do próximo mês, deixando o lugar vago.

Matos Rosa, o secretário geral do PSD, tinha pedido publicamente a sua demissão num programa de televisão, circunstância que levou Jorge MIguéis a apresentar a demissão à então ministra. Que a não aceitou... Alguém na Segurança Social deu depois um jeitinho.

Vamos continuar a aguardar serenamente por novas revelações. Ainda nem sequer estamos na fase da desminagem...

 

Truques e manhas

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Nota prévia: Não tenho, nem nunca tive, especial simpatia por Maria de Lurdes Rodrigues, que pessoalmente não conheço e que politicamente nunca apreciei particularmente. 

A antiga ministra fora condenada em primeira instância pela contratação dos serviços do advogado João Pedroso, irmão de Paulo Pedroso. Porque a condenação assentava em factos não provados, recorreu para a Relação, que ontem mesmo lhe viria a dar razão: que não poderia ser condenada por factos não provados.

Goste-se ou não da senhora, e acredite-se ou não na sua inocência, estes são os factos conhecidos. Para a máquina que a direita montou nos últimos anos, e que continua a trabalhar a altíssmas rotações, nada disso interessa. Os factos não interessam para nada, como não interessa para nada que o colectivo da Relação tenha sido composto por três juízes. O que interessa é transformar uma decisão colectiva em individual, e depois encontrar umas ligações políticas que convenham à narrativa, por mais remotas que sejam. E isso faz-se com um título, porque só as gordas contam. Nem que depois o corpo da notícia ponha tudo a claro... 

Os meios podem ser novos, mas os truqes e as manhas são bem velhos!

 

Gente séria é outra coisa

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Maria Luís Albuquerque não teve tempo para deixar umas contas, uns simples algarismos alinhavados, sobre o Orçamento de Estado. Mas teve tempo para fazer uns despachos de última hora que confortassem algumas contas... bancárias...

Com um simples despacho da ex-ministra, um acessor lá do gabinete ficou a ganhar mais uns euros jeitosos. Para além de fora de horas, parece que é ainda ilegal... Mas que importa isso? Gente séria é outra coisa!

A sorte de resolver antes que outros o pudessem fazer

 Sp. Braga-Benfica, 0-2 (destaques)

 

 

Saiu-se bem, o Benfica, desta visita a Braga, onde se começava a construir uma História preocupante, que se acentuara justamente nos seis anos da última dinastia.

O jogo foi interessante, e foi acima de tudo muito competitivo. Com muita intensidade, duro, mesmo. É certo que, ao contrário do que tem sido habitual nestes últimos anos que construiram um novo clássico, desta vez o Benfica teve a sorte que sempre lhe fugiu. Teve acima de tudo a sorte de resolver o jogo antes que o árbitro - o velho conhecido, Hugo Miguel, que já só não é o último moicano porque já  começam a surgir mais novos moicanos - o conseguisse fazer.

Depois, num jogo que teve momentos em que o Braga pressionou o Benfica como nunca tinha acontecido, há espaço para algumas notas. A primeira é que se confirma que o Rui Vitória gosta de jogar  apenas com um ponta de lança, numa linha de 3. Não se sabe é se é Jonas - entenda-se a qualidade extra do jogador, daqueles que têm de jogar sempre - ou alguém de fora que o impede de colcar a equipa a jogar no seu sistema. A segunda é que o miúdo, o Renato Sanches, já mexe com a equipa: ao vê-lo correr como corre, os outros começaram também a correr. Traz outra dinâmica à equipa, é impossível não o perceber. Quem mais foi contagiado - e é esta a terceira nota - foi Pizzi, que hoje até já pareceu que pode muito bem jogar no Benfica.

Mais uma vez não foi assinalado um penalti a favor do Benfica. Já se lhe perde a conta. Mas não admira, o Sporting tem o monopólio desse produto. Em casa ou fora, sempre que não haja outra forma...

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