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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Marcelo, já. Sem surpresas...

 Foto José Sena Goulão/Lusa

Sem surpresa, a abstenção continua a crescer e a confirmar o divórcio dos portugueses com a coisa política. Nunca foi tão elevada em eleições (que não em reeleições) presidenciais, e só não se pode dizer que mais de metade dos portugueses desistiu já de participar com o seu voto, porque nestes mais de 50% de abstenção, uma boa parte - à volta de 17 - não é pessoas. É falta de decência técnica!

Sem surpresa, Marcelo ganhou à primeira volta e, sem surpresa, é o próximo Presidente da República. Sem supresa o resultado eleitoral de Sampaio da Nóvoa que, não fosse Marcelo, lhe daria para disputar a eleição à segunda volta. Sem surpresa, a não ser no grau, a severa derrota de Maria de Belém e da ala e dos equívocos que representa no PS. E ainda sem grande surpresa, Marisa Matias confirmou o resultado eleitoral do espaço político que representa, que inquestionavelmente se confirma como terceira força política do desgastado xadrez partidário do país.

Afinal, surpresas apenas duas: o desastre eleitoral do candidato do PC e o êxito eleitoral de uma figura como Tino de Rãs. Surpreendente, o primeiro, porque os comunistas costumam segurar bem os seus voltos. E parece que já não o conseguem... O segundo porque, apesar de fenómenos desta natureza acontecerem com frequência em muitas democracias, tem a surpresa de uma expressão ao nível das candidaturas de Edgar Sllva e de Maria de Belém. De outro campeonato!

Desta noite eleitoral fica sobretudo o insólito de, na RTP, terem sido os próprios candidatos a anunciar a vitória absoluta de Marcelo. Às oito da noite, com a pompa do count down, José Rodrigues dos Santos anunciava o resultado exclusivo da sondagem da Católica à boca das urnas, que, apregoava ele, acertava sempre ... Que afinal, com o seu intervalo de 49 a 52% dos votos para Marcelo, não acrescentava nada às sondagens todas das últimas semanas...

Depois, claro, já todos os candidatos davam os parabéns ao presidente eleito e ainda a RTP estava presa pelo limite inferior da sondagem.  

Espectáculo!

 

 

Nota artística, como dizia o outro. Já são raros os passes fahados, e com os jogadores - e o treinador - a transbordar confiança sucedem-se os adornos que abrilhantam o espectáculo. Até os patinhos feios são já belos cisnes, como Pizzi, há muito, e André Almeida, hoje, fazem questão de demonstrar. É do actual Benfica que estou a falar, e em particular da exibição de hoje frente ao Arouca: uma exibição de encher o olho, que só não deu em goleada de sete ou oito porque ... há dias assim: por isto ou por aquilo a bola não entra.

Jonas, que não tem nada a ver com a tempestade que está a varrer os Estados Unidos, e é apenas nome de um dos mais brilhantes jogadores do Benfica, foi a maior vítima de ... de um desses dias assim. De tal forma que, quando finalmente marcou, já o jogo tinha muito mais de uma hora, nem festejou o golo. Mas não foi de raiva, foi mesmo porque depois de ultrapassar a defesa do Arouca teve ainda que vencer a oposição de Mitroglou, que queria o golo para ele. O bis.

Foi isto o jogo: o Benfica a dar espectáculo e a falhar golos, e o Arouca - a dividir a posse de bola, tentando espalhar-se pelo campo todo, é certo -  a perguntar-se como é que se estava a safar de uma goleada das antigas. Estavam nisto quando, no primeiro dos tês minutos de compensação, num canto, marcam o golo. E assim acaba num vulgaríssimo 3-1 um jogo que podia ser de sete ou oito... Tão enganador que até enganou o Lito Vidigal.  

O esboço dos esboços

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Não passa de um esboço o esboço que temos do esboço do Orçamento. Tudo em draft, nada de difinitivo porque isto de quadrar o círculo é sempre muito "não me comprometam".

Diz-se que hoje teremos mais notícias. Vamos aguardar.... Para já sabe-se que, para Bruxelas ver, o défice será de 2,6 e não dos 2,8% das contas do governo. E que também o crescimento económico se retraiu dos dificilmente imagináveis 2,4% para os pouco menos inimagináveis 2,1.

Temos portanto menos crescimento, e por isso menos receita e, ao mesmo tempo, menos cerca de 400 milhões de euros de défice  Só a despesa é a mesma!

Parece que o governo quer resolver esta equação de difícil solução com os combustíveis, e deve ser isto que Mário Centeno acabará ainda hoje por dizer. Se,  com o petróleo a 25 ou a 100 dólares, os preços dos combustíveis são os mesmos, ao menos que dê para baixar o défice.  Depois - naturalmente - das petrolíferas terem reposto as suas margens, como ficamos a saber quando, há dias, Mira Amaral nos explicou que os preços dos combustíveis não acompanham os do crude porque as petrolíferas têm que repôr as suas margens. Que nós nunca percebemos que alguma vez tivessem perdido... Mas isso é problema nosso... E o resto também!

A memória das coisas

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Não é fácil tirar as subvenções vitalícias e a decisão do Tribunal Constitucional da ordem do dia. Porque o assunto choca, e já não é de agora, e  pelo impacto político na campanha eleitoral em curso.

 Mas também por outras razões. Já certamente repararam na muita gente que está a chamar a atenção para o facto dos que agora contestam esta decisão do Tribunal Constitucional serem precisamente os que, antes, aplaudiam as outras. Não há, evidentemente, nenhuma contradição nisso: ninguém está obrigado a concordar sempre com as decisões do Trinunal Constitucional. Está, sim, obrigado a acatar e a cumprir essas determinações. Nada mais que isso. Tudo o que se pretender que vá para além disso não passa de uma tentativa de manipulação da opinião pública, com o objectivo de limpar a governação anterior de todas as inconstitucionalidades e demais desgraças da sua acção.

Não sobrarão grandes dúvidas que, no contexto das presidenciais, é Maria de Belém quem sai mais penalizada. Não sei se a divulgação da notícia no dia do debate geral na RTP é mais que uma coincidência. Nem se ela própria percebeu logo que era o alvo, e se por isso se refugiou no pesar pela morte de Almeida Santos para evitar a presença no debate. Sei é que, se é Maria de Belém quem mais perde, quem mais ganha é Sampaio da Nóvoa. Que, como se viu, aproveitou a oportunidade. Mesmo que mal, acabando até por chamuscar os apoios presidenciais de que tanto diz orgulhar-se.

Entre os apoiantes de Sampaio da Nóvoa, além do mais mandatária para os assuntos constituicionais, está a deputada da mil e uma causas e de opinião desenvolta, Isabel Moreira. Que foi na altura - já lá vai mais de uma ano - quem precisamente deu a cara por tão chocante coisa. Ao lado de Pedro Passos Coelho, Marques Guedes, José Lelo e Couto dos Santos, e que por isso agora está calada. Talvez os portugueses não se esqueçam...

Vem aí complicação

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O governo prepara-se para aprovar, amanhã em conselho de ministros, o draft do Orçamento de Estado para este ano, a enviar de seguida à consideração de Bruxelas.

E as coisas não estão fáceis, longe disso. A insistência de António Costa na quadratura do círculo já o o deixava prever, só que o Banif tornou tudo muito mais difícil. Arredondou muitos mais as curvas e acentuou ainda mais os ângulos rectos...

Não vão ser fáceis os tempos que aí vêm, para gáudio da direita que gosta de se olhar ao espelho. Que já vai fazendo a festa, na transversal lógica portuguesa do quanto pior, melhor. Anuncia a visita da troika (na próxima semana, como previsto e programado) como se de um regresso se tratasse. Prevê até com evidente deleite um novo resgate. E antecipa a quebra de confiança dos mercados - cria o lobo, e grita que ele vem aì ... - como quem quer acordar monstros adormecidos.

Vem aí complicação. Ai vem, vem...

Subvenções vitalícias

 

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Claro que é escandaloso que o Tribunal Constitucional tenha declarado inconstitucional a norma que suspendera as subvenções vitalícias, sem condição de recurso, aos titulares de cargos políticos. Porque não é de um direito que se trata, é de um previlégio!

Um previlégio que trinta deputados não quiseram perder: 21 do PS e 9 do PSD. A fina flor... Todos e cada um deles em boa companhia, cada um melhor que o outro. Entre eles, e sem surpresa, uma candidata a Presidente da República. Para unir os portugueses...

Coisas da vida

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Morreu Almeida Santos. Ontem, ao final do dia, já perto da meia-noite... 

Ainda na véspera o tínhamos visto, vigoroso, num comício de apoio a Maria de Belém. Na véspera tínhamo-nos - se não todos, a grande maioria de todos nós - emocionado com a participação de João Semedo, também num comício de campanha eleitoral, mas agora de apoio a Marisa Matias...

Coisas da vida: a morte é mesmo assim. Dissimulada!

Hoje*

Os dias, mesmo quando correm todos iguais, não são todos iguais. São curtos e cinzentos no Inverno e longos e luminosos no Verão. Sucedem-se no calendário sem que nada os distinga!

Mas nunca são todos iguais… Os dias são o que são, não têm identidade. Somos nós que lha damos, pelo que nos recordam e pelo que nos marcam!

O sol dá-lhes o brilho que as nuvens logo lhes roubam. E o calor que foge da chuva e do frio. Mas é a memória, a nossa memória, que faz a identidade de cada dia. O frio ou a chuva e o sol ou o calor mexem com a nossa disposição – versão light do nosso estado de alma –, com a forma como, logo pela manhã, encaramos mais um dia que temos para agarrar. Mas é a nossa memória que talha a marca que timbra os nossos dias. E que faz com que nalguns se nos tolham os movimentos e se nos arrefeça a alma… Que alguns, por mais que brilhe o sol, nunca deixem de ser cinzentos e frios. De reflexão, de memórias e de muita saudade!

Não, os dias não são todos iguais. Hoje é um dia diferente dos outros. Diferente, muito diferente do de ontem. Diferente do de amanhã!

Como canta o Rui Veloso: “… para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar…”

 

*Publicado todos os anos, neste dia. Hoje!

Pronto: o Porto já tem treinador!

 

Exactamente como aqui se previra, hoje, segunda-feira, o Porto já tem treinador. E que treinador: José Peseiro!

Apesar da imagem de perdedor, um grande treinador. Um grande benfiquista -coisa que costuma dar certo no Dragão -, um grande profissional e uma excelente pessoa. Só tenho pena de não lhe poder desejar a sorte que ele merece. Mas ele percebe... E não leva a mal.

 

O monstro autofágico

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Em 2013, há apenas dois anos, chocáva-nos que apenas trezentas e poucas pessoas, os trezentos e tal mais ricos, detivessem tanta riqueza quanto metade do mundo, a metade mais pobre. Um ano depois esse número baixava para menos de metade e em 2015, dois anos depois, para 62. Nem mais: hoje, os 62 mais ricos do mundo acumulam uma riqueza superior à de metade da população mundial. E, pelo vistos, isso já não choca ninguém. Pelos vistos, o mundo aceita que assim seja. Pelos vistos, o sistema transformou-se num monstro que conseguiu eliminar todos os obstáculos ao seu crescimento ilimitado e à ganância insaciável dos que o dominam. Mas esqueceu-se de um pequeno pormenor: a ganância tornou-o autofágico. É que a distribuição de riqueza  não é apenas um indicador de desenvolvimento. É também um factor central de crescimento económico. E o crescimento económico é o oxigénio do sistema...

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