Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Bullying

Imagem relacionada

 

É bullying, o que Jorge Jesus anda fazer com Rui Vitória. Sabe-se que para resolver o problema e acabar com o bullying só há duas formas: enfrentar o bad boy e agarrá-lo pelos colarinhos, mostrando que não tem medo do ilusório valentão; ou transportar a agressão para a dimensão intelectual, e superiorizar-se aí de forma a que o grandalhão vire pequenino, e que o bad boy fique a falar sozinho, até mesmo envergonhado pelo que está a dizer. 

Rui Vitória não faz nenhuma das duas, o que quer dizer que fica em maus lençóis. Por muito que corram em seu socorro, nunca estará a salvo.

Percebeu-se logo que não era tipo para agarrar o bad boy pelo pescoço, e ficou-se à espera que seguisse pela segunda via. Mas não se pode pôr o jogo num tabuleiro que não se domina, porque aí o tiro da vergonha pode sair pela culatra. Tem que se saber muito bem o que se quer dizer e, depois, dizê-lo ainda melhor. Na perfeição. Não saber o que se deve dizer, ou mesmo sabendo-o, não o saber dizer de forma clara, sem engasganços nem dúvidas, estraga tudo. E, francamente, quem não sabe que, em inglês, "one" é muito mais que um algarismo, e que ser "o especial" não tem nada ver com  ser " especial um" - ou dois, ou três - não tem sequer acesso a essa segunda via.

 

 

Generosidades

 Imagem relacionada

 

No animado debate sobre a reposição dos feriados, mais uma trincheira sobrelotada, encontramos coisas engraçadas. Vemos, por exemplo, que certos analistas não ragatearam esforços para enquadrar a decisão do governo na generosidade do calendário de 2016, até descobrirem que, este ano, a sexta-feira santa calha até à sexta-feira. E pronto: lá vem mais um fim de semana prolongado...

À portuguesa

 

Imagem relacionada

 

O líder do PSOE, Pedro Sanchez, esteve ontem em Lisboa para - diz-se - aprender com António Costa como se faz esta coisa que os espenhóis já chamam de Pacto à portuguesa. Sabemos como nuestros hermanos, por muito que o escondam, nos invejam em muitas coisas: agora é com esta!

Mas, da mesma forma que desprezam a corrida de toiros á portuguesa, que se lhe não conhece especial apetência pelo cozido à portuguesa, o melhor mesmo é esquecerem esta poção política à portuguesa. Nunca lá conseguirão chegar...

E não é por isto nem por aquilo. É apenas por uma coisa que tem mais de 800 anos, que se chama Nação, e que tem um valor incálculável. Tão alto e tão difícil de calcular que é preciso este tipo de visitas para nos apercebermos dele!

Às vezes o diabo tece-as...

Imagem relacionada

 

O diabo tem destas coisas. Marcelo, que tem andado a fingir-se de morto, a passar entre os pingos da chuva - e como tem chovido! - convencido que nada incomodaria o passeio triunfal que o haverá de levar a Belém hoje, frente a Sampaio da Nóvoa, teve de fazer pela vida. 

Por ter entendido que este seria o seu principal adversário, ou porque simplesmente entendeu que não poderia continuar  escondido por muito mais tempo, Marcelo teve hoje que sair da toca, na expressão feliz do infeliz - arruaceiro, seria mais bem dito - Jorge Jesus. E, imagine-se, saiu-se mal. As coisas não lhe correram nada bem, foi uma chatice. Uma maçada, diabo...

Afinal, o comunicador não é bem o tal comunicador. A velha raposa, é afinal muito velha e pouco raposa... Nem a memória é bem memória, quanto mais de elefante. Afinal esta coisa de anos de púlpito a versar sobre tudo o que seja tema, dá notoriedade mas também tem custos. Que só não são mais caros porque, em matéria de participação política, nós somos assim: não somos muito de nos incomodar com a aldrabice e apreciamos a pantomínia. E quando alguém nos cai em graça, pouco nos importa que diga tudo e o seu contrário.

Sorte tem Marcelo em ter-nos assim. Não fosse essa sorte, e o diabo seria bem capaz de as vir a tecer...

À meia dúzia

 

Chegou a assobiar-se na Luz. Ainda a primeira parte não ia a meio, e já a plateia benfiquista assobiava aquele jogo pastoso, sem velocidade e sem chama, que invariavelmente toma conta da equipa. De repente tudo mudou: três golos em apenas seis minutos, obra das duas mais caras contratações de sempre. Finalmente a renderem!

A partir daí o Benfica fez praticamente o que quis de um Marítimo atordoado, que não mais atinou com o jogo. Ficou-se pela meia dúzia, repetindo a maior goleada do campeonato, estabelecida no jogo com o Belenenses, e poderia ter ido muito mais além. Mas, mesmo assim, e ao fim e ao cabo, o resultado é ainda melhor que a exibição. Posso até estar a ser injusto mas, a mim, não me deslumbrou.

E não gostei mesmo nada do individualismo que na parte final do jogo se apossou dos jogadores. Com tudo a correr pelo melhor, o melhor seria mesmo que os jogadores conseguissem afinar a dinâmica colectiva da equipa, longe de navegar nas melhores águas.

Parece que em Setúbal também houve quem experimentasse a meia dúzia. Espero que não lhe tomem o gosto. Isso é mais andança de Ferrari!

 

Um sítio muito perigoso

Imagem relacionada

 

A terra tremeu esta madrugada, ali por voltas do paralelo 38: um terramoto de magnitude de 5,1, com epicentro a norte de Kilyou, onde se localizam as principais instalações nucleares da Coreia do Norte.

Nem sequer foi preciso entrar pelas portas da especulação. Duas horas depois, o regime norte coreano confirmava aquilo que já tinha anunciado há menos de um mês, e em que então ninguém quis acreditar: a Coreia do Norte desenvolveu, e já testou, a bomba de hidrogénio.

A bomba H tem um potencial destruidor superior em 4 mil vezes ao da bomba de Hiroshima. A Coreia do Norte dispõe de um míssil balístico capaz de a colocar a a 6700 quilómetros de distância e parece que já só falta - um pequeno, muito pequeno pormenor - a ogiva que a acomode ao míssil. 

Tudo isto como se fossem as velas para o pequeno e ridículo Kim Jong-Un soprar no seu aniversário, dentro de dois dias. O mundo é cada vez mais um sítio muito perigoso para se viver!

 

 

Refugiados: a palavra do ano ... passado.

Imagem relacionada

 

De novo, só o ano... Tudo o resto é velho. Quando nada muda se não o tempo, os problemas não ficam apenas mais velhos. Ficam ainda mais dramáticos!

Mais corpos de refugiados que já só são encontrados na praia, sem vida. E até já a Dinamarca e a Suécia fecham fronteiras... Havia certamente forma menos violenta de, neste início de ano, ilustrar a palavra do ano passado!

Maratona de debates presidencias

 

 

Não sei - não faço mesmo ideia - como o país real está a seguir esta maratona de debates presidenciais com que o novo ano abriu. Admito que com grande indiferença!  Provavelmente com a indiferença do costume, que nem o mau tempo que certamente prendeu mais as pessoas por casa, conseguiu contariar. Também, com alguma probabilidade, com a indiferença que o excesso provoca: uma tamanha dose diária de debates só não afasta quem, por dever, não possa afastar-se.

Viu-se de tudo o que se espera ver quando os candidatos são tantos. Dez, nunca houve tantos. Viu-se, logo a arrancar, um murro na mesa de Cândido Ferreira (na foto). Tão violento quanto justo. E justificável. E viu-se o inenarrável Tino a lançar foguetes e a fazer a festa, todo contente, com as canas. E a partir destes dois momentos altos viu-se claramente visto que Marcelo está ali para não ser incomodado - o que passa por não incomodar ninguém - neste seu passeio que pretende o mais descontraído possível. Nem que para isso tenha que se prestar a alguma figuras de que, de todo, se deverá orgulhar...

Se já se previa fácil e tranquílo esse passeio de Marcelo a caminho do plesbiscito do próximo dia 24, mais fácil se percebe pelo desempenho daqueles que supostamente seriam os seus principais adversários. Dos dois que, pelas sondagens, discutirão o segundo lugar, que numa forçada segunda volta lhes poderia abrir a janela da bipolarização, que na maior parte das vezes deixa entrar o ar da esquerda. Com maior - Maria de Belém - ou menor surpresa - Sampaio da Nóvoa - os dois maiores adversários de Marcelo não conseguiram fugir a prestações medíocres.

Ao contrário de Henrique Neto que, já com alguma experiência em televisão, e sabendo que o único caminho que tem pela frente é o do ataque, surge neste momento como vencedor do prémio da combatividade desta maratona, ainda com cheiro a S.Silvestre. Que Marcelo ganha sempre, sem precisar de fazer nada... 

Marisa Matias tem discutido com Henrique Neto a primazia pela substância do debate, e Edgar Silva está ali apenas para segurar o eleitorado do PC, para aproveitar este palco para os ataques ao PS, que noutros são agora mais complicados. 

Se alguém depositava altas expectativas em Paulo Morais, desiluda-se. Ao esgotar o seu espaço de intervenção no mono tema corrupção, numa abordagem muitas vezes demagógica, arrisca-se a banalizar um tema central da vida do país. E a pior maneira de enfrentar um grande problema é banalizá-lo!

Bem ganho

Imagem relacionada

 

Dentro dos padrões normais da época, que as coisas não estão para mais, o Benfica ganhou em Guimarães. E ganhou bem, dentro dos padrões normais nesta época, repito: jogou mais, criou mais oportunidades para marcar - coisa que nem sequer assistiu ao Vitória - comandou o jogo, ou esteve por cima, durante a maior parte do tempo. 

E quando chegou a hora, o menino, que já resolvia a maior parte das coisas, resolveu. Também o Pizzi tentou resolver, mas não conseguiu. Sabe-se lá se pelo peso de carregar às costas a contratação mais cara do Benfica. Temos que o traquilizar: apesar de tudo, ainda às vezes ajuda. Temos que lhe dizer que todos nós sabemos que a mais cara é a do Roberto, e que não tem culpa nenhuma que tenha ido parar à conta dele ... 

E pronto: mesmo que o jogo de Alvalade não tenha ajudado muito, - ajudou, e muito, o Sporting, e ajudou a passar a guia de marcha a Lopetegui - lá estamos de novo de esperanças renovadas. 

 

Pág. 4/4

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics