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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ainda sintomático

 

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Regresso ao sintomático, ao tema dos vídeos de António Costa: o actual primeiro-ministro, como afinal grande parte de nós, não acredita na isenção da comunicação social.

É impressionante o número de opinadores e comentadores instalados no espaço mediático, disfarçados de tudo. De economistas, de politólogos, de sociólogos e, pior que tudo, de ... jornalistas. Quase sempre, e de forma esmagadoramente maioritária, de direita...

Paciência. É a vida... São opções editoriais... São interesses do negócio... Uns gostam, outros não. Mas são comentários e são opiniões. Cada um dá as suas, aqueles vendem-nas... Quem não gosta pode sempre tentar desviar-se, olhar para outro lado... Mesmo que saiba que há sempre uma grande parte que não está em condições de fazer o mesmo.

Outra coisa é o jornalismo. E se poderemos reconhecer legitimidade ao negócio dos media para escolher o alinhamento dos opinadores e comentadores, já temos de considerar absolutamente ilegítimo que desvirtuem o jornalismo. Na sua essência: na ética, na independência e no rigor. No seu profissionalismo.

É aqui que está o verdadeiro problema. Por razões económicas, provavelmente até mais fortes que as ideológicas, o negócio da comunicação social está a acabar com o jornalismo. Sério, responsável e independente.

O jornalismo é caro. Exige profissionais de qualidade e multidisciplinares. E meios, e tempo. Nos espaços de informação, da responsabilidade de jornalistas, exige-se uma abordagem isenta, que explique o que está a acontecer e as consequências do que está a acontecer. E não uma versão convenientemente embalada nas redes sociais e nos gabinetes de comunicação pronta a consumir como instrumento de propaganda. Que é fácil, é barata e ... até acaba por dar milhões...

Qualquer jornalista sabe, ou tem obrigação de saber, que isto não é nem jornalismo nem honesto. Mas tem necessidades mais básicas para satisfazer. E pelo salário hoje tudo se faz. Até pelo que se não recebe, como acontece em tantos e tantos casos. Cada vez mais. Tanto mais que muitos acabam, depois, por ir também vender opiniões afirmadamente disfarçados de jornalistas.

 

 

 

Coisas de um país assim

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Um miúdo de 12 anos - não interessa quem - é chamado a depôr em Tribunal num processo que envolve os pais - não interessa quem - com a natural garantia de que tudo o diga lá fica, e de lá não sai. Na sala de audiências, para além do rapaz, apenas três pessoas: o juiz - ou a juíza, não interessa quem - um representante do Ministério Público e outro do Instituto de Medicina Legal. No dia seguinte, tudo o que o que disse estava escarrapachado nas capas das revistas cor de rosa. Em discurso directo!

Uma menina de ano e meio é resgatada das águas sem vida. A irmã, de três - ou quatro, não interessa - continua por resgatar, depois de três dias de buscas. A mãe, que as deitou ao mar, foi recolhida, levada ao hospital, e depois detida, num cenário arrepiante e num enredo da mais alta miséria humana.

Em 2011, logo que chegou ao governo, Assunção Cristas nomeia um seu colega de partido - John Antunes - por acaso ligado à sua candidatura às legislativas, por Leiria, para a presidência da Parque Expo, com a missão de a liquidar até ao fim de 2013. Em 2016 a missão está por cumprir. A empresa continua de vento em popa a sorver dinheiros públicos, em contratos assinados por ajuste directo. Ainda agora mais dois contratos milionários de acessoria jurídica com gente ilustre do partido que Cristas vai liderar.

O governador do Banco de Portugal, que tem impedido a divulgação de um relatório da Boston Counsulting Group que o responsabiliza por erros graves na condução do processo BES, contratou um secretário de estado do governo que em fim de mandato o reconduziu, para vender o Novo Banco. Para o que acaba de contratar um agonizante banco alemão, juntando - tudo ao molho e fé em Deus - Deutsche Bank, BNP Paribas, TC Capital, o escritório de Vieira de Almeida (sempre em todas) e o próprio ex-secretário de estado, Sérgio Monteiro. Que agora está proibido de contactar com José Veiga, a quem o Banco de portugal proibiu a venda do Banco Internacional de Cabo Verde (Novo Banco), depois do governo a que Sérgio Monteiro pertencia ter mudado a legislação para que o Novo Banco lho pudesse vender. 

Começa a ser difícil acreditar num país assim...

 

Sem que nada se passe...

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Entretanto, do Orçamento de Estado, sem ninguém dar por nada, continua a sair cada vez mais dinheiro por conta do BPN... Daquele que ninguém contesta. Nem Bruxelas, nem Passos, nem Portas, nem Cristas, nem Rangel... Este ano são mais 567 milhões de euros, mais quase 40% que no ano passado. Desde 2012, a soma já vai em 3.020 milhões...

E tudo continua como se nada se passasse... Ninguém está preso. Ninguém é julgado. Nem sequer ninguém sai do PSD... Continuam lá todos...

Agarrada ao trilho

 

Foi um Benfica debilitado, ainda com a angústia de sexta-feira à noite, aquele se apresentou na Luz para começar a discutir com o milionário Zenit o acesso aos quartos da Champions.

É certo que a equipa não se descaracterizou, que se manteve fiel à sua matriz, mas sentiu-se alguma tremideira, pelo menos enquanto a equipa treinada por André Vilas Boas e capitaneada por Danny teve forças. Mesmo assim, mesmo enquanto duraram as forças dos colegas de Witsel, Javi Garcia e Garay, só o Benfica criou oportunidades para marcar. Poucas, é verdade, mas foram as que o jogo tinha para dar...

O Benfica teve bola como poucos. E até como em poucos jogos, a rondar uns improváveis 70%. Inimagináveis para um jogo de champions. E á medida que o tempo ia passando ia acentuando a sua superioridade, encostando o adversário lá atrás e criando sucessivas oportunidades para marcar.

Golos é que não, a lembrar a tal sexta à noite. Até que mesmo à beirinha do fim, em cima dos noventa, chegou o golo que deu a vitória. Curiosamente na única oportunidade em que aproveitou uma jogada de bola parada. Nunca em nenhum outro jogo o Benfica tinha estado tão mal nos lances de bola parada, não criando uma única situação perigosa nos inúmeros cantos e livres de que desfrutou.

Sabemos que o um a zero é sempre um resultado simpático neste tipo de competições. Não é um grande resultado mas, para já, é uma vitória moralizadora e capaz de manter a equipa no trilho que trazia. É um resultado que faz de sexta-feira à noite um simples acidente, que não passou de um encontrãozito, insuficente para fazer saltar a equipa do trilho das boas exibições e das vitórias.

Se dá para chegar aos quartos? Isso agora não é o que mais importa.

 

Sintomático

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António Costa entendeu por bem começar a comunicar directamente com os portugueses. Escolheu por meio o vídeo, e as redes sociais como forma. São já conhecidos dois desses vídeos onde, pausada e tranquilamente, o chefe do governo começa por explicar o contexto do OE 2016 e algumas das suas medidas.

Como não poderia deixar de ser, ouviram-se já as mais disparatadas reacções a esta iniciativa. A começar por gente da comunicação, onde houve até quem viesse compará-la às “conversas em família”, de Marcelo Caetano, que nos deixa sempre na dúvida se é ignorância ou simples má-fé. 

Nada contra, por princípio (mesmo reconhecendo alguns riscos), que os mais altos dirigentes do país se dirijam directamente aos cidadãos. Nos tempos que correm, na sociedade da comunicação em que vivemos, isso é cada vez mais normal. E quem o fizer bem, sem manipular conteúdos e meios, sem cassete e sem poluição (os riscos estão aqui), está apenas com os pés bem assentes no presente.

António Costa não está com isto a pretender pôr um pé no futuro. Nem sequer me parece que tenha acordado de uma visão revolucionária. António Costa apenas percebeu o que toda a gente também já percebeu: que não encontra mensageiros na comunicação social, que os media deixaram de ser um intermediário isento e sério da comunicação. Que não passa o que disser, mas o que quiserem fazer passar que disse...

Sempre dado por ter boa imprensa, como um dos políticos com melhores relações pessoais no meio, António Costa não seria certamente a pessoa mais vocacionada para fazer esta ponte, e passar por cima do velho instituto das democracias que é a comunicação social. É por isso ainda mais sintomático que o tenha feito!

Moléstia

 

Passos Coelho não pára de nos surpreender. Quando pensavamos que já tínhamos visto tudo, que tinha esgotado todos os truques, tem sempre um novo coelho pronto a saltar da cartola.

A última não lembraria ao diabo, mas lembrou-lhe a ele: inaugurar uma escola. Nem mais, Pedro Passos Coelho vai hoje inaugurar uma escola. Que na melhor tradição do corta-fitismo, já está a funcionar vai para três anos!

Haveremos ainda de ouvir falar na riqueza simbólica do gesto. Afinal foi ele que ganhou as eleições...

O que é de mais é moléstia, diz o povo. E isto é lata, falta de vergonha, a mais. Esta moléstia raia a loucura...

Empreendedorismo gourmet

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A propósito desta coisa do Dia dos Namorados, numa das televisões ouvi uma senhora - apetecia-me dizer gaja, mas não digo -  falar de sexo gourmet. Só faltava esta: o gourmet chegar também ao sexo. No meio de tanto disparate percebi que a conversa servia também para promover o livro que a gaja - desculpem, agora não resisti - tinha escrito. Lá estava, bem à vista das câmaras: "O melhor sexo do mundo". Só podia... O título da obra não podia ser outro.

As câmaras são tão insistentes que  para além do "melhor sexo do mundo" vê-se ainda o nome da autora e a profissão: coacher sexual!

Não fazia ideia que o coaching tinha já chegado ao sexo. Admitia que pudesse acontecer o contrário, mas depois da empreendedora inovação do sexo gourmet tudo pode acontecer. Empreendedorismo é isto. Gourmet, também!

Passos Coelho pensa que somos todos parvos. E se calhar somos...

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Pedro Passos Coelho quer explicações sobre o Banif. Mas não dá esplicações sobre o Banif... Nem dá explicações sobre o BES. Nem sobre o BPN. Nem sobre o dinheiro metido na EFISA, do mesmo BPN, para a entregar ao inseparável Miguel Relvas.

Passos Coelho já tinha acabado com a austeridade. E não percebe que o governo possa redistribuir o que não há. Passos Coelho agora é social-democrata...

Passos Coelho pensa que somos todos parvos. E se calhar somos... Se calhar essa é a única coisa certa que lhe passa pela cabeça...

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