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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Desinformação e provocação

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 É frequente referir-me aqui a questões de ética e deontologia na imprensa, nas televisões e na comunicação social em geral.  

Como já o tenho referido nessas outras ocasiões, este é um problema que os últimos anos agravaram. Não sei se os jornais, as rádios e as televisões são hoje mais parciais porque é maior a crispação política, porque são mais visíveis as feridas abertas na sociedade portuguesa ou se, pelo contrário, o confronto e a radicalização são hoje maiores pela forma como principalmente os jornais, e as televisões os alimentam. O que eu sei é que nunca na democracia portuguesa o enviesamento, a distorção e a manipulação estiveram tão instalados na comunicação social. Que nunca foi assim tão descaradamente parcial.

O problema é claro, e está á vista de todos. E é grave. Já é grave que as televisões estejam permanentemente ocupadas por juízes em causa própria a agir como se estivessem a fazer opinião. É inaceitável que gente que decidiu e decide o rumo do país seja paga – e muito bem paga – para não fazer outra coisa que defender as agendas escondidas que servem. Mais grave ainda é que sejam jornalistas a fazê-lo a coberto de um estatuto e de uma carteira profissional.

São hoje inúmeros os exemplos de jornalistas que são mais conhecidos pela controvérsia que provocam do que propriamente pelo seu mérito profissional. Dispensam-se nomes. São muitos, e conhecidos.

Às vezes, há quem se passe. Esta semana houve quem se tivesse passado. Houve quem arrancasse um microfone suspeito de uma mão insuspeita, com uma pergunta tão estúpida quanto suspeita, e o atirasse ao fundo de um lago. E houve quem se irritasse nas redes sociais, chamando-lhes mentirosos e perguntando por que não são despedidos.

A afirmação faz sentido: são mentirosos, não têm outo nome. Já a pergunta é um pouco, se não mesmo totalmente estúpida: toda a gente sabe que é mesmo por isso e para isso que são contratados. Como despedidos?

Longe vão os tempos em que tudo se tornava irrefutável com um simples “vem no jornal”. Os tempos em que mediante a exibição de uma página de um jornal se acabava com as dúvidas. E com a discussão!

E são os jornalistas os principais culpados disto. Os outros, dos outros. Do outro lado. Como alguns reconhecem. Se calhar só porque também passaram por elas...

 

Pronto. Esta já está!

 

Pronto. Já está. Se no jogo jogado as coisas nunca correram bem, não nos podemos queixar de nada do que nos era alheio. Aí, naquilo em que nada podíamos fazer, que dependia apenas do que os outros fizessem, não podia correr melhor. 

Se antes de a selecção entrar em campo para este último jogo da fase de apuramento as coisas já corriam de feição, depois, no outro jogo que opunha os dois restantes adversários do grupo, tudo correu ainda melhor. Autêntico jackpot, com aquele golo da Islândia, no último minuto do seu jogo com a Áustria...

Mais uma vez, naquilo que lhe competia, a selecção falhou. E só não falhou em toda a linha porque se salvou o apuramento. E, ironia do destino, nas melhores condições possíveis para quem, contra todas as evidências, continua a dizer que quer ser campeão europeu. Num jogo louco em que, também mais uma vez, a sorte não queria ajudar, foi com sorte que, quando, pela terceira vez, a Hungria ia desfazer o empate que a equipa nacional acabava de alcançar, o poste desta vez foi nosso amigo.

Uma sorte que acabou por compensar o azar nos três golos sofridos. Para quem acredita nessas coisas da sorte e do azar, porque na verdade o que os três golos sofridos fizeram foi penalizar a equipa pelos erros defensivos. Bem mais que três!

Bem mais - também - que falta de sorte, a equipa tem falta de futebol. Isso é que é indisfarçável. Não é provável, mas até poderá eliminar a Croácia nos oitavos de final. Se o fizer, afasta "apenas" o mais forte adversário que se perfila até à final, em razão daquele bónus do golo "suicida" da Islândia. Que atirou com os islandeses que nem um microfone para o lago dos tubarões.

Quer dizer que, mesmo sem futebol para ir a lado nenhum, se a probabilidade for uma batata e eliminar a Croácia, a selecção nacional pode até chegar à final. Mas continua a ser muito improvável que uma equipa que não conseguiu ganhar à Islândia, nem à Áustria, nem à Hungria consiga ganhar a alguém daqui para a frente. 

Mas pronto. Esta já está, como diz o presidente. Omnipresente!

Remain, or leave?

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Hoje decide-se o futuro de Portugal no Euro. Que até pode cruzar-se já com o de Inglatera... No futebol, claro, onde, em tudo o que depende dos outros, as coisas até estão a correr bem. A ponto de nos faltar um único ponto para seguir em frente, mesmo que não seja na melhor das direcções. Um empate, pois... Mais um. No resto, no que depende deles mesmos, é que nem por isso: o rapaz anda numa pilha de nervos, bem sabemos. Os jornalistas - será que ainda há disso? - não são tipos lá muito sensatos, também sabemos. Mas - caramba - roubar um microfone e mandá-lo para as profundezas de um lago? Não havia necessidade, como diria um saudoso diácono.

Mas - e esquecendo mais este incidente - nem é só por isso que, naquilo que nem do optimismo crónico e ligeiramente irritante do selecionador nacional depende, as coisas estão a correr bem. É que, se a selecção conseguir finalmente marcar golos e ganhar, a partir do primeiro lugar do grupo, irá sempre passar bem ao largo dos três súper favoritos. E como, de repente, lá está o oitenta outra vez... Só que, aí, é a Bélgica que fica já com encontro marcado. 

E não a Inglaterra que, com o resto do Reino Unido - so lá falta a Escócia, que não veio mas que também não quer ir embora - já decidiu continuar: remain. All together. Nesta Europa, reunida em França. Na outra, amanhã se verá. 

Fé e tino

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Durante todo o período em que durou a fase de apuramento para este europeu, e num grupo dado por bastante acessível, nunca a selecção conseguiu ganhar que não pela diferença mínima. Já em França, num dos grupos mais fáceis, se não mesmo o mais fácil, não conseguiu ainda ganhar um jogo. Quando o apuramento está em sérios riscos, com esta história, e sem que se veja uma ideia de jogo, Fernando Santos não faz a coisa por menos, e garante que não tem dúvidas que seremos nós os campeões.

Sabíamos que o engenheiro é um homem de fé. Nunca tínhamos amitido era que a fé lhe pudesse ter tirado o tino. Pois é, o Verão já aí está. E bem sabemos como é dado a estas coisas...

 

Separar as águas

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A escassos dois pares de dias do referendo britânico à permanência na União Europeia, as sondagens começaram a inverter o sentido do resultado, e agora, se bem que ainda fora da maioria clara que em qualquer dos casos nunca existiu, os britânicos inclinam-se para o "IN", pelo "stay", parecendo afastar de vez o "brexit".

Não é possível dissociar a morte da jovem deputada Jo Cox deste volte face, mas é trágico que assim seja. É trágico que se mate por extremismo fanático, por mais nobre que seja morrer por causas. Mas, tragédia mesmo, é que na Europa  se tenha chegado ao ponto de precisar destas situações limite para ver por onde separar as águas.

Problemas. Muitos problemas!

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Claro que há azar.  Mas, se nunca o azar explicou tudo, não é desta vez que o fará. Na selecção nacional há quase tanto azar como incompetência. Esta noite, no Parque dos Príncipes desta vez bem português, o azar não foi tanto quanto a incompetência, mas já esteve mais perto.

Globalmente a selecção esteve melhor neste jogo com a Áustria do que estivera no primeiro, com a Islândia. Por duas vezes a bola bateu no poste, e não entrou. Por outras tantas por pouco não quis entrar,  e ainda por outras tantas o guarda-redes austríaco impediu-a de entrar sem saber bem como, para além das vezes em que o conseguiu com grande competência. E isto tem evidentemente muito a ver com azar. Mas bastante a ver com incompetência.

Jogou com um trio na frente - Nani, Ronaldo e Quaresma - sem que nunca tenha preparado essa opção táctica. E isso é incompetência. Mais uma vez rematou que se fartou, confirmando-se como a equipa mais rematadora da competição. Rematar tanto e não marcar sequer um golo, nem mesmo de penalti, é incompetência. Desenhou no relvado a mais bonita jogada de futebol que este europeu teve para mostrar, mas só o conseguiu fazer por uma vez. Como só o conseguira uma única vez no jogo anterior, que então deu o único golo que a selecção marcou na prova. Saber como se faz, mas só o fazer uma vez por jogo, é incompetência.

A selecção tem pois um problema de competência, tem azar - e basta ver como a França, por duas vezes, e a Espanha, a Inglaterra, a Itália, a Rússia, e ainda hoje a Hungria - resolveram jogos com golos marcados nos últimos momentos do jogo - e começa a ter um problema muito maior, chamado Ronaldo.

Aquele que tem sido a solução para todos os problemas ameaça agora transformar-se no maior de todos os problemas. Nada lhe sai bem. Quanto mais esbraceja para sair do buraco onde está metido mais fundo o cava. E mais difícil se torna sair de lá, ao mesmo tempo que, do outro lado do Atlântico, Messi vai enchendo os relvados americanos e somando golos na Copa América. 

A selecção nacional pode ainda apurar-se, como é óbvio. Empurrou todas as decisões para o último jogo, na próxima quarta-feira, com a Hungria, mas depende de si própria. Pode até, ainda, ganhar o grupo que, como se viu, nem é sequer a coisa mais interessante. Poderá também ainda apurar-se no segundo lugar, que até seria o melhor que lhe poderia acontecer.

Mas para isso terá sempre de ganhar à Hungria. E isso é um problema. O problema não é ganhar à Hungria, o problema é mesmo ganhar. Tão só ganhar. Seja lá a quem for. Mas como é a última oportunidade...   

Polémica de perna curta*

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A instalação de um hotel no Mosteiro, não se podendo dizer que seja exactamente uma velha aspiração alcobacense, é um velho projecto por que Alcobaça há muito espera.

A notícia chegou finalmente na semana passada, e rezava que o grupo Visabeira assinara com a Direcção Geral do Património Cultural um contrato de concessão do Claustro do Rachadouro, válido por 50 anos, que permitirá a construção de um hotel de cinco estrelas, de três pisos, 81 quartos, nove suites, e tudo o mais o que um equipamento daquela natureza requer, num investimento de 15 milhões de euros, mediante o pagamento de uma renda de 5 mil euros por ano.

E, como não podia deixar de ser, suscitou generalizada controvérsia bem animada pelo nosso crónico vício da maledicência, alimentado em doses quanto baste de preconceito e ignorância, bem apimentados pela intransigência e pelo sectarismo que fazem parte da crispação política que reina no país.

A coisa começou com a direita a acusar a política cultural da esquerda no poder, a precisar que lhe lembrassem que tudo tinha começado exactamente no governo anterior. A cor do executivo camarário também não foi esquecida… Passou para o domínio da arquitectura, e da preservação do património, mas também aí a ignorância lhe travou as pernas…

Na realidade, o aproveitamento de património colectivo de relevo histórico e cultural para fins desta natureza não só é comum em muitas partes do mundo civilizado como é, na maior parte das vezes, a única maneira de o manter e de evitar a sua degradação, muitas vezes irreversível. O nosso mosteiro não é excepção. Há muito que lá deixaram de funcionar os serviços públicos que lhe davam vida. E a última utilização que lhe foi dada – Asilo de Mendicidade de Lisboa – não lhe dava sequer a melhor das vidas.

Daí, nenhuma razão para os que fazem do fundamentalismo forma de vida.

Sobra ainda assim espaço para críticas. A concessão ter sido entregue a uma das empresas do regime, é uma delas. Tanto mais que a imprensa a deu por vencedora do concurso internacional lançado para o efeito quando, na verdade, não ganhou concurso nenhum: foi apenas a única admitida a concurso. O que dá ainda mais expressão ao ridículo do valor da renda: cerca de 400 euros por mês!

É certo que Alcobaça tem muito a ganhar com este projecto. Podem os mais cépticos apresentar algumas razões para duvidar que o saiba aproveitar, mas não é isso que diminui o potencial que representa para a cidade.

Mas não é, nunca poderá ser na renda que estejam as contrapartidas para o investidor. Estão, e só têm que estar, nos incentivos financeiros que evidente vai captar para o projecto. E no investimento público, que o Estado e a autarquia terão que fazer nas acessibilidades e no enquadramento paisagístico. E basta olhar à volta para ver que tem muito para investir!    

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

O nosso fado

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Toda a gente sabe que o estado a que o banco público chegou é da responsablidade dos partidos do até aqui chamado arco do poder. PS, PSD e CDS, todos sem excepção, utilizaram sempre a Caixa para alimentar as respectivas clientelas.  

Nenhuma dúvida a esse respeito. Não admira, por isso, que o PS se oponha a tudo o que seja mexer no assunto. Na mesma linha, poderia pensar-se que também que o PSD e o CDS não estivessem nada interessados nisso, ao contrário do Bloco e o PC, de mãos limpas.

Sobre estes já aqui vimos que, surpreendentemente ou talvez não, não queriam, também eles, que se mexesse no assunto. O Bloco já entretanto mudou de posição. No PC, como se sabe, essas coisas são sempre mais difíceis...

Quando o PSD e o CDS, contrariando as aparências, querem a todo o custo levar o assunto para o parlamento, com o PSD a impôr a constituição de uma Comissão de Inquérito potestativa (sem ter de ser votada), não estão no entanto a surpreender ninguém. Isso corresponde à cara de pau que têm para mostrar, e que há muito vêm mostrando, mas é também estratégia política. Na verdade não lhes interesa apurar o que quer que seja. Têm até tudo apurado, deixaram o governo há apenas seis meses. O que lhes interessa é explorar a clivagem que o assunto necessariamente provoca na geringonça.

A nós, aos contribuintes que vamos voltar a ser chamados a pagar os dislates desta gente, interessa-nos que o assunto seja debatido. No parlamento, em todo o lado. Mas o que nos interessa mesmo é exigir responsabilidades.

O que nos interessa é saber quem emprestou centenas de milhões de euros sem garantias. Quem andou a gozar com a nossa cara, financiando gente que compra acções dando por garantia essas mesmíssimas acções, com tudo a ganhar e sem nada a perder. 

O que nos interesa é que, de uma vez por todas, haja responsabilidade e responsáveis. A sério, de verdade. O que nos interesa é que se deixe de fazer conta  que ninguém está acima da lei.

O país não pode tolerar mais impunidade. E não pode tolerar que, ainda antes de conhecer a responsabilização, já saiba que não há bens para responder pelas responsabilidades. Como acaba de acontecer com Dias Loureiro...

Mas não é nada disto que interessa ao PSD e ao CDS. Na comissão de inquérito ou em qualquer outra sede. Ao PS não interessa nem isto nem outra coisa que não seja aceitar que ... tudo isto existe, tudo isto é triste... Tudo isto é fado!

 

A estrelinha tem cor: "bleu"!

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Tínhamos visto aqui, logo na abertura, que a selecção francesa tinha bons jogadores. Mas faltava-lhe futebol. Hoje, no segundo jogo, confirmou isso tudo. Mas mais um atributo, porventura decisivo: tem estrelinha!  

Com uma sorte dos diabos ganhou à Albânia por dois a zero: o primeiro ao minuto 90, e o segundo no último da compensação. Ambos a partir de fortuitas perdas de bola dos albaneses em situação de ataque.

E pronto, com jogadores e estrelinha, a jogar em casa, a França é bem capaz de tirar alguma coisa deste europeu. Para já, com duas vitórias cheias de sorte, tem o apuramento garantido, e o primeiro lugar praticamente assegurado. O que dá o bónus de um qualquer terceiro classificado nos oitavos de final, praticamente com os quartos de final garantidos. E se nessa altura já tiverem um bocadinho de futebol...  

Regressemos ao oitenta

 

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Calma! A todos os que hoje são oitistas - os mesmos que anteontem eram oitentistas - chamo a atenção para o alinhamento dos jogos dos quartos de final

Começo por dizer que os bónus dos quatro terceiros classificados apurados se esgotam ao atingir o grupo D. Os sortudos são os vencedores  dos grupos A, B, C e D. Os vencedores dos grupos E e F, o de Portugal, já não têm direito a bónus.

No caso do grupo F, o de Portugal, o vencedor joga com o segundo do grupo E, no dia 26 de Junho. Muito provavelmente a Bélgica, uma das melhores selecções da competição. Com menor probabilidade, a Itália - a mais eficaz e a mais matreira: o diabo que escolha. E o segundo classificado irá jogar, no dia seguinte, com o segundo do grupo B: provavelmente o País de Gales, ou, menos provável, a Eslováquia. Pouco provável é que seja a Inglaterra. Há uma certa diferença!

Não vou dizer que foi por isso que a selecção nacional empatou com a Islândia. Ou que a da Áustria perdeu com a da Hungria. Mas percebe-se que ninguém esteja muito interessado no primeiro lugar; o segundo é bem mais interessante. Vá lá, regressemos lá ao oitenta, que aí é que a gente se sente bem. Para depressivo já chega o resto. Que não é nada pouco!

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