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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Habilidade e destreza

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Durão Barroso referiu-se pela primeira vez, por viva voz e em francês, à reacção da Comissão Europeia à sua contratação pelo Goldman Sachs. E disse, em bom francês que eu bem ouvi, que não tinha feito nada de irregular, e que não compreendia tanto barulho à volta do seu nome, quando Mario Draghi, que foi vice-presidente executivo do mesmo Goldman Sachs, preside ao Banco Central Europeu sem qualquer problema.

Sempre habilidoso, este Durão Barroso... Veja-se bem a destreza com que maneja a ventoínha ...

 

 

 

Aqui não há cão. Nem gato...

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Três dias depois de garantir "que não era pessoa de voltar com a palavra atrás em de dar o dito por não dito", Passos Coelho desdiz-se mais uma vez e diz que não vai, afinal, apresentar aquela coisa do Saraiva. Que, generoso mas surpreendido. compreende e acaba mesmo por suspender a apresentação.

Esta inflexão do antigo primeiro-ministro não lhe vale de muito. Nem lhe acrescenta nada que não o grau de todos os defeitos que fazem dele um dos mais rascas subprodutos da política portuguesa. Com a absurda leviandade de, preso a uma fidelidade canina, ter aceitado associar-se a um livro deplorável, Passos confirmou ausência de princípios, em especial dos da ética e da responsabilidade, que têm de nortear quem já foi, e aspira voltar a ser, primeiro-ministro. 

Não precisava disto para negar a sua categória afirmação de três dias antes. Quando a proferiu já ninguém tinha dúvidas da sua facilidade em dar o dito por não dito. Não, não é este um caso de "preso por ter cão e preso por não ter cão". Aqui não há cão. Nem gato... Nem vergonha. Nem nada...

 

 

 

Excessos de entusiasmo

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Foi o anúncio do dito imposto sobre o património. Depois, os aplausos dos socialistas em Coimbra... No meio disto tudo uma pessoa entusiasma-se... Mariana Mortágua entusiasmou-se e agora aí está, exposta, na rua, a levar pancada sem dó nem piedade.

A jovem deputada que tanta gente tem entusiasmado é agora vítima do seu entusiasmo. E do entusiasmo de tantos que entusiasmou.

Dizer que "do ponto de vista prático, a primeira coisa que temos de fazer é perder a vergonha de ir buscar a quem está a acumular dinheiro", é uma coisa. Soa um bocado a venezuelano, que não é neste momento o melhor dos atributos, mas ...enfim, ainda passa. Lançar ao PS o desafio de "constituir uma alternativa global ao sistema capitalista" é que não. Isso é desaforo. Só por cima do cadáver do Sérgio Sousa Pinto...  

"Não há campeões à quinta jornada"

 

Não foi fácil, como já se sabia, este jogo que levou o Benfica ao topo da classifcação. Foi antes de mais um grande jogo, entre duas excelentes equipas de futebol, com uma primeira parte ao nível do melhor que por cá se pode ver. 

Foi então um jogo aberto, intenso e muito bem jogado por ambas as equipas, com sucessivas jogadas de golo, que ambos os guarda-redes iam negando: Júlio César por três vezes, e Marafona por quatro ou cinco. O intervalo chegaria com a vantagem do Benfica, ditada pelo golo de Mitroglou - a importância de ter um ponta de lança de volta - ia essa primeira parte a meio.

Foi diferente, a segunda metade do jogo. O Braga passou a dividir ainda mais o jogo, aqui e ali um pouco mais arrastado, e sem que o Benfica o tivesse exactamente controlado. Estávamos nisto quando apareceu o segundo golo, convertido por Pizzi, em posição de fora de jogo. Mas só a posição lá estava, o impedimento não: a bola vinha de um adversário, condição que, como se sabe, coloca em jogo o jogador que a receba.

Com esse golo os jogadores do Braga perderam a concentração, fosse porque o tivessem sentido em demasia, fosse por não terem imediatamente percebido a sua legalidade. E então sim, o Benfica passou não só a dominar mas também a controlar o jogo em absoluto, chegando ao terceiro e deixando mais uns tantos por marcar, sempre por força da exibição de Marafona.

Estávamos nisto - um outro isto - com o jogo controlado, os minutos a passar, belas jogadas de futebol a sucederem-se no rectângulo, e todos à espera do golo do miúdo (José Gomes) quando, não se sabe como - ninguém percebeu como foi possível - o inevitável aconteceu. O inevitável não era o golo do Braga que, sejamos justos, até o merecia. Inevitável é o Benfica sofrer um golo. Pelo menos está a sê-lo, e é mau que seja assim. Vá lá rapazes: é tempo de fazer um intervalo. Agora que já lá estamos em cima, façam lá um esforçozinho para manter a baliza inviolável. Pelo menos num jogo!

Até porque, como bem diz o treinador, não há campeões à quinta jornada. Por enquanto é bom estar lá em cima. Óptimo seria de lá não sair mais...

 

 

Mas qual é a surpresa?

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Acho extraordinária a surpresa, que não a indignação, da generalidade dos "supporters" de Passos Coelho por se ter prestado a apresentar um livro que, ao que se diz, não passa de umas miseráveis folhas de papel envergonhadas pelo que nelas está escrito. 

Compreendo a indignação de todos eles, gente que escreve e se faz ouvir todos os dias em hossanas que não se cansam de cantar a seriredade, a integridade e os princípios do ex-primeiro-mimistro. Acham esta atitude de Passos Coelho um acto de traição insuportável.

Não compreendo a surpreza, e muito menos a desculpabilização que muitos estão a montar em cima de expressões como amadorismo, simplicidade e ingenuidade. Há até quem ache que foi uma casca de banana de que Passos Coelho se não conseguiu desviar.

Não há razão para nenhuma surpresa em ver Passos Coelho associar-se à publicação de um livro que toda a gente diz ser miserável, ao nível do esgoto.

Desde logo porque, se o autor o convida, é porque encontra nele um conjunto de afinidades que faz as coisas baterem certo. E é correspondido: um dos argumentos que o líder do PSD utiliza para justificar a sua conivência é a "admiração pessoal pelo autor". De resto, o único em que podemos acreditar. O outro, de que "não é homem para voltar com a palavra atrás", é de falsidade mais que provada.

Mas para além da afinidade pessoal outras há que matam qualquer surpresa que pudesse haver na ligação do ex-primeiro ministro a esta coisa que todos vivamente repudiam. A primeira, e a mãe de todas, está no vazio. No vazio de ideias que hoje caracteriza o PSD à imagem e semelhança de Passos Coelho e da sua entourage. E no vazio de valores, sem qualquer respeito pela coerência, pela verdade e pela dignidade, que só pode abrir uma via verde para a decadência.

A leviandade de quem diz uma coisa e o seu contrário, as inutilidades que se ouvem nas chamadas Universidades de Verão, ou o voyeurismo de um líder da jota num dos mais decadentes reality shows da tv portuguesa, são apenas evidentes pontos de contacto entre as obras de Saraiva e de Passos.

Percebo que os spin doctors não gostem muito que estas evidências venham ao de cima. Mas não venham com surpresas. É que é possível esconder muita coisa durante muito tempo, mas não é possível esconder tudo, sempre. Nalgum momento a realidade vem espreitar ... e mostra-se!

Limites e obsessões*

Resultado de imagem para boina dos comandos portugueses

A morte de dois jovens militares em exercícios de treino dos Comandos não gerou apenas ondas de consternação pelo país fora. Lançou também uma vaga de discussão, mais uma, à volta das tropas especiais, e dos comandos em particular.

E já se sabe como é: a esquerda tem umas contas velhas a ajustar com os comandos, e não perde uma oportunidade para sacar do lápis e do papel; a direita … pelo contrário. E já se sabe que não gosta nada de nada que mexa com os equilíbrios da estrutura militar. O conservadorismo é também isso…

Como é fácil de perceber, rapidamente o debate passou a dividir-se entre os que defendiam a simples erradicação das tropas especiais e os que as entendem intocáveis e indispensáveis ao país. As causas que estão na origem da disparatada e inaceitável perda de vidas jovens, em circunstâncias que dificilmente poderão ser consideradas acidentais, é que não geraram discussão.

Não sei se o país precisa de forças especiais, ou de elite, nas forças armadas e em particular no exército. Não tenho dúvidas que são imprescindíveis na Polícia ou na GNR, mas, no exacto contexto da Defesa em Portugal, não tenho idêntica certeza no que se refere ao exército. Tenho porém uma convicção: é que se o debate se justificar, terá que se justificar por outras razões que não a morte destes dois jovens.

O debate que estas mortes têm de suscitar é em torno das condições de treino que são impostas aos jovens que têm por opção, e diria até por sonho, virem a ser comandos. Para prevenir que mais jovens voltem a perder a vida nestas condições, talvez o debate deva ter por objectivo evitar que instruendos obcecados por uma boina, sem respeito pelos seus próprios limites, se cruzem com instrutores obcecados em negar limites, que tudo o que respeitam é uma boina.   

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Vistas curtas, depois das rasgadas

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Depois de andar ás voltas com o IMI, com séria exposição ao ridículo, o governo volta à propiedade imobiliária à cata de mais dinheiro.

Não bastaram o sol e as vistas rasgadas. É preciso vistas curtas... Vistas curtas para atacar com impostos o sector que a crise mais destruiu e que é, ao mesmo tempo, o mais central da economia portuguesa.

A coisa e tal(isca)...

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Desta vez não houve como iludir a hecatombe de  lesões que se abateu sobre o Benfica. Champions é outra coisa, e não se compadece com ondas como esta que a equipa está a tentar surfar.

Na primeira parte o Benfica conseguiu imitar o que fizera em Arouca, e superiorizou-se claramente ao Besiktas, mesmo sem ter atingido o nível de há quatro dias. Até porque perdera também por lesão o seu maior protagonista de então: Rafa, pois claro.

Na segunda não foi nada assim. Com a entrada de Talisca a equipa turca melhorou muito, e o Benfica passou a encontrar as dificuldades que não conhecera. Chegou a conseguir inverter a tendência desfavorável do jogo, e podia até ter resolvido definitivamente as coisas quando, a dez minutos do fim, Gonçalo Guedes, sozinho à frente do guarda redes adversário e com tempo e espaço para tudo, permitiu a defesa ao antagonista.

Não resolveu, e quando parecia que seria Ederson - em boa hora regressado à baliza - a resolver tudo, e já no último minuto, Celis - que em má hora, a cinco minutos do fim, substituira Fejsa (lesionado?) - mete os pés pelas mãos e acaba a tocar na bola com o que não devia, ali mesmo à entrada da área. E o Talisca fez aquilo que tantas vezes fizera no lado certo da camisola.

Claro que um golo no último minuto é sempre sorte para quem marca e azar para quem sofre. Mas o Benfica na segunda parte pôs-se a jeito para isso do azar...

Rui Vitória não esteve no banco, por castigo que vinha do jogo com o Bayern, da época passada. Não sei - nem ninguém sabe - se alguma coisa teria sido diferente. O que se sabe é que não foi só a coisa e tal do Guedes e do Celis a ditar um resultado comprometedor. 

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