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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Estupidez *

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No dia em que se assinalava um ano sobre os atentados de Bruxelas, que alguém resolveu comemorar praticando um outro em Londres, voltando a deixar a Europa em estado de choque, o país chocou-se com as palermices de um bronco holandês, que ocupa um lugar importante no desgoverno da União Europeia.

O bronco – chamemos-lhe assim porque, se o seu nome era impronunciável por dicção agora é-o também por desprezo – não disse que gastávamos o dinheiro deles em gajas e copos, porque apenas é parvo. Fê-lo porque também é ignorante, misógino, preconceituoso, racista e xenófobo. E fê-lo ainda por achar que seria assim que defenderia o seu tacho. O tacho que perderia por ter sido arrasado nas eleições do seu país, e com isso perder a necessária condição de ministro. Necessária condição que pretendia que o seu padrinho Shauble fizesse tornar desnecessária.

Quando há dias o tenebroso ministro alemão se voltara a meter connosco, a sugerir-nos que pedíssemos um novo resgate, não fez nada que não fosse, mesmo que com todo o despropósito, abrir a boca ao bronco.

Vai bonita esta Europa, com gente desta. Desta e daquele euro-deputado polaco, que acha aquelas coisas todas das mulheres. E que nem assim não chegou a tanto como este bronco, ao dá-las como objecto em que se gasta dinheiro.

Com gente desta a Europa está morta. Nem entendo como os terroristas não percebem que não precisam de ser eles a matar-nos. Bem me parecia que são mesmo estúpidos. Os terroristas também!  

 

* A minha crónica de hoje, na Rádio Cister

Suicídio

  

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Agora foi em Londres, e nem terá sido para comemorar Bruxelas, há um ano. 

Mas nem percebo como é que os terroristas continuam interessados em acabar com a Europa. Ela é bem capaz de fazer isso sozinha!

Estão até cada vez mais parecidos: sem armas de fogo, sem bombas nem granadas... Basta-lhes as pequenas coisas do dia a dia e um terrível apelo suicida!

 

Por que carga de água teremos de lhe aturar a bebedeira?

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O Sr Dijsselbloem inventou um mestrado que não existia, numa escola que não existia, para compôr o seu curriculo, o que só prova a ideia que tem de si próprio: tão inqualificado que precisou de inventar um simples mestrado para se desqualificar ainda mais.

Escorraçado do governo holandês nas eleições da semana passada, e consequentemente desqualificado para a presidência do eurogrupo achou, ainda assim que, por obra e graça do Sr Schauble, lá deveria permancer. Na dúvida metódica que a sua qualificação de mais "schaublista" que Schauble fosse suficiente para o segurar no lugar, recuou quinhentos anos. Foi parar aos primórdios do protestantismo onde poderá não ter encontrado mulheres, mas bebedeira não lhe faltou.

Continua perdido de bêbado. Nós é que não temos que lhe aturar a bebedeira. Já nos bastam as nossas!

 

  

Poesia na floresta

 

 

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Hoje é dia da poesia. Mas também da floresta, quando ontem, e não hoje como pareceria que devesse ser, chegou a Primavera.

Está tudo próximo, se não mesmo ligado: poesia que se alimenta de Primavera. Que não seria nada do que é sem floresta. Que vive como nunca na Primavera. Para morrer no Verão...

Todos nos lembramos do que dela morreu no último Verão, o mais terrível dos últimos anos, com área ardida como nenhum outro. Também nos lembramos que o governo disse, então, que iria acabar com aquele inferno. Que iria desenvolver um programa de reforma florestal para resolver, a sério e de vez, o drama de todos os verões.

É cedo para sabermos se o programa vai cumprir esse fundamental e decisivo objectivo. Sabemos é que é hoje apresentado. E do pouco que dele ainda conhecemos, sabemos que há medidas que apenas serão implementadas no próximo inverno. Se calhar já um pouco tarde para "impactar" no Verão... E ouvimos já dizer que a produção de eucalipto não é só para continuar, é mesmo para intensificar. Que não através do aumento da área de exploração, mas do índice de produção...

Tenho alguma dificuldade em compaginar plano de reforma florestal com aumento de produção de eucalipto, mas na verdade não percebo nada disso. Sei é que os pequenos proprietários, que há uns anos equilibravam os seus modestos orçamentos com o eucalipto, dizem que agora nem a limpeza pagam...

Mas há-de ser poesia para alguém. Disso não tenho dúvidas! 

Sem mãos a medir

 

 

 

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É estranho que a anterior número 2, e agora cabeça de lista do PSD, pretenda renovar o seu mandato de vereadora à Cãmara de Lisboa, em que sistematicamente falhou as suas obrigações.

Não dará para reconhecer grande vocação autárquica a quem tanto se borrifa para as responsabilidades assumidas na autarquia. É certo que, como já alguém do partido se apressou a vir esclarecer, a senhora não só faltou até agora a 91 reuniões, nem participou apenas em 5 das 27 dos últimos 6 meses, por ter estado de férias nas Caraíbas. Falhou porque tinha funções muito importantes para a país a desempenhar na Assembleia da República.

Esclarecido, portanto. A senhora não tem mãos a medir com tanta obrigação. Só não percebemos por que é que, então, não se deixa a senhora nas suas importantíssimas  - para o país, claro - funções de deputada. Por que é que se há-de continuar a obrigar a senhora a faltar às obrigações para que vai ser eleita?

A natureza é muita injusta para os cordeiros nesta época da Páscoa. E até para os coelhos...

O copo, o cântaro e a asa

O Benfica não conseguiu marcar um golo na Mata Real e perdeu dois pontos antes de receber o FC Porto

 

Podemos sempre dizer que o copo está meio cheio. Que o Benfica saiu hoje de Paços de Ferreira com mais um ponto, e que aumentou para dois a vantagem sobre o seu perseguidor. Mas o mais provável é que o copo esteja vazio, nem sequer meio vazio!

O mais provável é que ao fim de 7 meses, e 21 jornadas depois, o Benfica ceda a liderança. O que acontece precisamente na pior altura em que podia acontecer: na jornada que antecede o clássico mais aguardado dos últimos anos, mas a duas semanas desse clássico. É que se fosse logo a seguir... Assim, se o Porto amanhã passar para a frente, chega à Luz depois de duas semanas na liderança. E sabe-se como isso pode criar habituação... quando há um tetra para conquistar...

A verdade é que o empate desta noite na Capital do Móvell nos deixa aquela ideia do cântaro, que tanta vez vai à fonte que um dia terá mesmo de lá deixar a asa. O Benfica estava a ir muitas vezes à fonte, e aconteceu ser hoje o dia de lá deixar a asa.

Quer dizer, os jogos estavam todos a suceder-se igualzinhos, com os adversários sempre a jogar da mesma maneira, lá atrás, muitos fechados, com duas linhas defensivas muito baixas e muito juntas e a disputarem cada bola como se fosse a última, Perante isso, e com o Benfica sempre com a mesma receita, cada adversário tinha sempre uma percentagenzinha de êxito maior que o anterior. Daí que num dia destes a asa lá tivesse de ficar!

Hoje o Benfica asfixiou o adversário, durante toda a primeira parte. O Paços não saiu lá de trás, e nem precisava de saber o que havia de fazer á bola, porque simplesmente nunca a tinha. Nenhuma novidade: tem sido assim contra todos os últimos adversários. Só que, desta vez, nada de golos. Pior, oportunidades de golo, apenas duas, uma delas num remate espectacular ao poste do mais inconformado dos jogadores do Benfica - Eliseu.

Pois é, tanto domínio, tanta asfixia e tanta bola - mais de 75% - não deu para mais que duas oportunidades de golo. E falhar duas oportunidades de golo, acontece. É normal. O que não é normal, nem pode acontecer a quem quer ganhar o campeonato, é desperdiçar todas as oportunidades de golo construídas. 

Na segunda parte o jogo nem pareceu muito diferente. Mas foi. Durante os 10 minutos que mediaram entre os cinco e os quinze o Paços não se remeteu apenas à defesa, e obrigou o Ederson a três defesas - se não estou em erro mais que todas as que o seu colega do outro lado teve de efectuar em todo o jogo -, uma delas enorme e outra enormíssima. E depois disso o Benfica chegou mesmo a jogar mal. Por isso a segunda parte não deu mais que uma clara oportunidade de golo, precisamente no último lance do jogo. Por acaso na única bola parada cobrada com algum jeito!

Aí está. No meio de tanta falta de estrela e de estrelas, com tantos jogadores em baixo de forma - Salvio não é apenas um caso gritante, é também um caso intrigante - tem que se ir buscar aos lances de bola parada as oportunidades que, de outra forma, se não conseguem criar. É verdadeiramente confrangedor o desprezo que a equipa técnica do Benfica revela por estes lances. 

Entre cantos e livres, laterais e frontais - não me lembro de um jogo com tantos livres em zonas com tanto potencial - o Benfica dispôs para aí de vinte lances de bola parada. Todos cobrados por Pizzi. Todos marcados da forma mais óbvia, sempre com o adversário confortável. A excepção foi o útimo lance do jogo, para que esta inexplicável falha ficasse mais fresca na memória do jogo. O segundo - depois de Setúbal, com este mesmo árbitro, a quem desta vez não há nada a apontar - em que o Benfica não marcou!   

 

PS: Só bem mais tarde me apercebi que, no último lance do desafio, o Jonas foi empurrado. O empurrão não o impediu de fazer quase tudo bem - tudo bem seria se a bola tivesse entrado, em vez de subir um tudo nada - mas que não deixou de ser penalti. Na última jogada, como em Setúbal... Há por isso muita coisa a apontar. Ao àrbitro e à Sport TV, como é habitual!

   

   

Sim e não!*

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O Ministério público pediu mais 60 dias, pelo menos, para concluir a investigação à Operação Marquês.

No momento em que escrevo ainda não se sabe  - e seria suposto já se saber - se a Procuradora Geral da República vai ou não deferir esse requerimento. Mas sabe-se que não o pode indeferir, sob pena de lançar o Ministério Público no descrédito total, e liquidar de vez o nosso sistema judicial!

Não é pois uma questão de legitimidade, ou de decência. É tão só uma questão de possibilidade. Do que pode ser, e do que não pode ser. Não adianta muito discutir a legitimidade, como pretendem e disso fazem gala, Sócrates e a sua equipa de advogados. Há apenas que perceber que simplesmente não é possível outra coisa.

É aceitável pedir mais 60 dias, depois de se terem esgotado os 180 anteriormente pedidos, já em cima de mais de 3 anos de investigação? É, e não é!

Não é, se olharmos com os olhos dos arguidos. Não é, à luz do que todos gostaríamos que fosse a Justiça. É, se olharmos para as frentes de investigação que estão abertas, e na complexidade de cada uma delas. É, se olharmos para trás, e comparamos com outros processos minimamente comparáveis. Como a Operação Furacão, cuja investigação demorou 10 anos.

Esta dualidade, este sim e não, acaba por ficar como a marca mais profunda deste processo. E o maior perigo que de lá espreita.

Porque se, no fundo, serão muito poucos os portugueses convencidos da inocência de Sócrates, e do sistema que medrou à sua volta, se calhar são ainda menos os que, agora, acreditam que seja possível encontrar provas para produzir uma acusação sólida.

É que, se as cartas rogatórias são fundamentais para acusação - e tudo indica que sejam - se durante dois ou três anos não chegaram respostas da Suíça, de Angola ou de Singapura, será pouco provável que cheguem agora em 60 dias…Ou provavelmente menos!  

 

* Da minha crónica de hoje na Rádio Cister

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