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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quem está com quem

 

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Assunção Cristas acha que "a política é importante para saber quem está com quem". Para "saber quem está com quem", importante é o buraco da fechadura. As redes sociais também dão... Que reuniões de vizinhas, já não há...

A política? 

Bem me parecia que a Drª Assunção não fazia bem ideia do que é isso da política. Que ela achava que era uma espécie de circo, um espectáculo permanente e ambulante, com a tenda montada onde desse mais jeito, já tínhamos percebido. Não admitiríamos  é que achasse que é uma coisa assim tão "cusca".

Quer dizer, reparando bem, desde que Portas lhe abriu a porta do Caldas, a coscuvilhice sempre por lá fez vida... 

 

 

Chuva de pedras

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Os spin doctors da direita passista e pafista deixaram definitivamente de fazer de conta que toleravam o Presidente da República.

Bastou cair uma avioneta em Tires... onde morreram cinco pessoas. O Observador atirou a primeira pedra. A partir daí não mais parou de chover pedrada: foi torrencial! 

Será assim tão diferente do que para aí vai com os imbecis das claques dos clubes?  

O novo sultão

 

 

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Erdogan ganhou o referendo na Turquia. À tangente, e perdendo nas maiores cidades, mas ganhou. Mais que ter ganho, importa que Erdogan declarou ter ganho, e isso faz toda a diferença. Tanta que a recontagem exigida pela oposição, que garante terem sido introduzidos largos milhares de boletins de voto irregulares, cai na irrelevância a que já ficou condenada.

Erdogan vai passar agora, depois de 14 anos no poder, a dispor de poderes absolutos. A função de  primeiro-ministro será extinta, e passará ele a nomear ministros, a aprovar o orçamento, a declarar o estado de emergência, a demitir o Parlamento e a dominar as nomeações para o sistema judicial, no culminar do projecto de sultanato há muito em construção, e acelerado pelo encenado golpe de Estado do passado mês de Julho.

 

Espero que tenham percebido...

 Benfica-Marítimo, 3-0 (resultado final)

 

Luz cheia de luz, de cor - mesmo que só vermelho - e de gente. Estádio cheio, como sempre. Entre os 57.064 espectadores, dois muito especiais: duas debutantes, de 3 e 5 anos. Vibrantes, como toda aquela fantástica moldura humana!

O Benfica entrou a surpreender o Marítimo. O bem sucedido treinador da equipa madeirense tinha afirmado que o Benfica é avassalador nos primeiros quinze a vinte minutos. E que era por isso fundamental apostar tudo nesse período. Que, evitar aí o golo do Benfica, era o primeiro passo para levar pontos da Luz. Talvez por isso, para surpreender o adversário, o Benfica não quis atirar-se para cima da equipa insular, hoje de amarelo, logo que o árbitro apitou. Nem nesse momento nem nos 10 minutos que se lhe seguiram....

Os jogadores do Marítimo devem ter ficado baralhados, pensando que tinham sido enganados pelo treinador. Aquilo não era avalanche nenhuma. Baralhados os jogadores adversários, o Benfica abriu então o livro e deu início, com 10 minutos de atraso, ao prometido assalto avassalador. Que não durou apenas os quinze ou vinte minutos que o treinador Daniel Ramos tinha na estratégia. Foram 35 minutos de sufoco, com as oportunidades de golo a sucederem-se a um ritmo diabólico.

O golo tardou, é certo, mas percebia-se que teria de chegar, mais minuto, menos minuto. Chegou aos 34 minutos, em mais uma fantástica jogada do Rafa, concluída num auto-golo do Luís Martins. Inevitável. Pouco antes, em circunstâncias praticamente iguais, o guarda-redes conseguira o milagre de evitar o golo. E depois, já na segunda parte, só os deuses da fortuna evitaram que mais uma intercepção de uma jogada de golo acabasse na baliza do Charles.

No minuto seguinte Jonas fez o segundo. E dez minutos depois o terceiro!

Podiam ter sido mais, muitos mais, mas o resultado acabou por ficar por aqui. A exibição é que não. Foi muito mais que o resultado, a explicar, especialmente àqueles benfiquistas que na semana passada já se tinham esquecido da exibição com o Porto, que há jogos no campeonato em que não é possível jogar bem. Que a equipa joga à bola, que o futebol de qualidade está lá. Mas há jogos - campos pequenos, jogo eminentemente físico, com ressaltos e mais ressaltos e adversários, como que possuídos, a correrem atrás de tudo o que mexe - em que não é possível mostrá-lo.

A equipa hoje explicou isto muito bem explicadinho. Espero que todos tenham percebido!

Não falei da segunda parte. Mas também não há muito para dizer. Sem repetir aqueles fantástcos 35 minutos, o Benfica controlou um jogo que estava então fácil. O Marítimo pôde respirar, e sem nunca dividir o jogo - nem uma oportunidade para a estatística, que seja -, adiantou-se mais um pouco no campo. E pisou já terrenos que nunca antes pisara. Mas só isso.

Só porque Mitroglou - hoje em dia de desentendimento com o golo, desperdiçou umas cinco oportunidades de golo feito - e Salvio desaproveitaram as oportunidades que o génio de Rafa lhes entregou, é que a segunda parte não repetiu os três da primeira.

Ah... Já me esquecia... Espero também que tenham percebido que o Rafa foi - é - brilhante. E que Lindelof está de volta à sua enorme categoria. E que isso é, nesta altura, muito importante!

E que foi o jogo 100 de Rui Vitória no Benfica. E que faltam cinco. Só cinco finais!

 

Que diabo...

 

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 Quando um grupo, um partido, uma seita ou seja lá o que for, não concebe outra posição que a do contra, teimosamente amuado nas suas limitações e obstinandamente contra tudo e contra todos, nada lhe corre bem. E tudo corre bem aos outros...

O governo chegou a acordo com o Santander, sobre os ruinosos swaps contratados pelas empresas públicas de transportes, que galopavam recursos perdidos nos tribunais de Londres (primeira derrota de Passos Coelho que, por tudo, queria ficar  nos tribunais nacionais). Pagamos, custa-nos dinheiro, mas não havia volta a dar. E resolveu-se, com um desfecho bem melhor do que certamente resultaria da sentença judicial...

Com um banco a operar em Portugal com a dimensão do Santander qualquer outra saída que não a negociação era, evidentemente, absurda. 

Que posição tomou imediatamente o PSD? 

Dizer, através do inefável deputado Leitão Amaro, que a culpa de tudo isso era de um governo do PS. Não teve outro ponto de observação, nem ao de leve se relacionou com os factos. Que aí estão, claros e insofismáveis: três quartos (75%) dos 2,648 mil milhões de euros de perdas concentraram-se nas empresas dos Metros de Lisboa e do Porto, e os respectivos contratos estão assinados por boys do PSD. Alguns com lugar no governo de Passos, pelas mãos de Maria Luís Albuquerque, também ela com assinatura reconhecida nos contratados pela Refer, e de Marco António Costa, que também passara pela administração do Metro do Porto.   

Por isso bufam de raiva no dia em que o défice é fixado em 2%, em que a Universidade Católica aponta para um crescimento de 2.4% e em que o governo apronta o PEC a entregar em Bruxelas com um défice de 1%.

Que diabo... Nem o diabo...

 

Dulcineia numa espiral de euforia

 

 

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Passos Coelho continua a surpreender toda a gente ao continuar a negar a realidade e a chamar pelo diabo, deixando a ideia de cada vez mais isolado, entrincheirado numa espécie de resistência quixostesca.

A entrevista à SIC, na semana passada, puxou pelo D. Quixote que há em Passos. E puxou tanto que trouxe agarrada a Dulcineia, travestida de Rui Ramos. Não faltam preciosidades à preciosa Dulcineia, que acha que hoje o país vive uma espiral de euforia mais perniciosa que a espiral recessiva dos tempos do seu nobre cavaleiro. E que não tem dúvidas que o facto de o país estar melhor é, não só uma, mas a maior vitória de Passos Coelho. 

É "pelos três anos de ajustamento, em que só ele acreditou", que o país hoje está, mais do que melhor, eufórico. Só os mais de 4 anos - que, de tão bons, a Dulcineia pareceram apenas 3 - de empobrecimento, de desregulação social, de agravamento das desigualdades, e de inércia sobre o sistema financeiro, a correr alegremente para o abismo, permitiriam - afinal - que um governo que não ganhou eleições - aí está o Moínho das Tormentas - trouxesse aos portugueses, mais do que a simples alegria de viver, uma "espiral de euforia".

Força D. Quixote, continua determinado na tua trincheira, que a tua Dulcineia cá continua à tua espera. E vai olhando pelo Rocinante,  que o Sancho Pança não dá para esse peditório e há muito que deu à sola...

Decorar não é agir!

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Assinalam-se hoje os 100 dias de Guterres como Secretário Geral da ONU. Ontem viram-se algumas críticas à sua (in)acção, em especial da parte de uma directora da Amnistia Internacional, que falou mesmo de "completa inacção". 

Ontem, também, reunidos em Madrid, os primeiros ministros dos sete países europeus do Sul, entre os quais naturalmente António Costa, apressaram-se a revelar "compreensão" pelo ataque americano à Síria. "Compreensão" complementada pela advertência que "não pode haver solução militar para o conflito".

Se "compreender" um ataque militar num "conflito que não pode ter solução militar", é obra; "compreender" o brusco e unilateral ataque americano, sem "compreender" os interesses e as motivações pessoais de Trump, não o é menos. E vem isto de pequenos países do marginalizado sul da Europa, bem longe de serem potências instaladas, que ainda há semanas, o melhor que tinham para dizer de Trump era falar de um burgesso mentalmente instável.

Por isso, e voltando ao princípio, pode ser fácil acusar Guterres de completa inacção. Mas a verdade é que, como estávamos fartos de saber, ninguém liga nenhuma ao lugar que ocupa. É uma figura decorativa que às vezes dá jeito ter à mão. Mais nada, e sem novidade nenhuma. Decorar não é agir!

Manhas

Capa do Correio da Manhã

 

Não sei, nem me interessa, se o idoso tomou viagra para tentar conseguir matar a mulher. Ou se tomou viagra, e depois tentou matar a mulher para, já despachado, sair a correr a desfrutar da sua nova condição de viúvo. Sei apenas que é mais um disparate, mais um título sem pés nem cabeça do manhoso CM: Cheio de Manha!

 

Capa do Jornal Negócios

 

Não sei a que "resposta do governo" se referem as parangonas, mas sei que as letras pequeninas que estão por baixo, que aqui o leitor conseguirá ler, dão conta do que de mais importante o senhor disse: "excedente da Alemanha é tão preocupante como as dívidas do sul". Mas sei que essa declaração não alimenta a manha. 

 Jornal de Negócios e Correio da Manhã: a mesma manha. E o mesmo dono. Certamente por acaso...

Se este era o mais fácil...

 

O jogo desta noite em Moreira de Cónegos não foi apenas o primeiro dos sete últimos jogos deste campeonato que, para chegar ao tetra, o Benfica não pode deixar de ganhar. Foi muito mais do que isso, até porque, como diziam os entendidos, este era o mais fácil desses sete. 

É caso para dizer que, se este era o mais fácil, nem quero saber o que aí está para vir.

O jogo começou como tem começado a maioria dos que o Benfica tem disputado. É já um clássico: adversário fechadinho lá atrás, todos muitos juntos, sem sobrar espaço para jogar à bola nos últimos 30 metros do campo. E com os jogadores a correrem como nunca, a disputar cada bola como se fosse a última. Até aí nada de novo!

E o que houve de novo nem sequer foi novidade. A dimensão física para que o Moreirense empurrou o jogo, que levou a que os seus jogadores ganhassem praticamente todos os ressaltos, e quase todas as bolas divididas, não foi grande novidade. Como não foi novidade nehuma que os jogadores do Moreirense complementassem essas tarefas com o recurso a faltas sucessivas, quase sempre duras, dentro daquela visão de canela até ao pescoço que o Petit tem do futebol.

O jogo foi todo ele assim, nunca permitindo que o Benfica gozasse do mínimo de conforto. A verdade é que se o Moreirense fazia o seu papel, o Benfica, hoje com os importantes regressos de Fejsa e Grimaldo, nem tanto. Não fez tudo para conquistar esse conforto. Teve muita bola, mas poucas oportunidades de golo. Valeu, já a chegar ao final da primeira parte, o aproveitamento de um lance de bola parada, coisa que, como se sabe, é esta época uma verdadeira raridade.

Na segunda parte, mesmo que sempre em cima das mesmas bases, o jogo foi bem diferente. Foi mais selvagem, mais partido e menos controlável ainda. O Moreirense, mantendo aquelas bases do jogo, só tinha a ganhar em alargar a sua área de influência no campo. Passou a discutir o jogo no campo todo e teve duas ou três oportunidades que poderiam ter dado ao jogo outro resultado. Só no último quarto de hora, e em especial depois da entrada de Samaris, em substituição do Jonas, o Benfica controlou verdadeiramente o jogo, começando finalmente a ganhar corpo a ideia que os três pontos não fugiriam. 

Não fugiram, permitindo aos jornais e às televisões voltarem a falar do regresso do Benfica à liderança. Quando lá está, e de lá não sai, desde a quinta jornada. Já lá vão vinte e três. E oito meses!

 

    

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