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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O furacão francês

 

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Já não há dúvidas: Macron é o furacão que destruiu o sistema partidário francês. 

Em apenas um ano formou um novo partido, tornou-se Presidente da República e passou a dominar por completo a cena política francesa, destroçando socialistas e republicanos, até aqui donos e senhores da política francesa. Nem a extrema-direita de Le Pen escapou.

A França já abanou. Espera-se que o abanão atinja a Europa...

Um lamento: com tanta agitação, não se esperava que fossem tantos os franceses a virar as costas às urnas. Um voto: que emendem isso na segunda volta. O momento histórico por que a França está a passar merece mais, não deve ficar manchado por abstenções de mais de 50%.

Sete anos!

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Já lá vão sete anos. Sete anos de estórias e opiniões, umas vezes simples palpites, outras, meras curiosidades e uma ou outra brincadeira. Sempre no legítimo direito de não ficar calado.

Pois é: o Quinta Emenda faz hoje sete anos.

Começou assim, Começou com a imagem do Speaker`s Corner, do Hyde Park, entretanto desaparecida, engolida pela dinâmica de refrescamento que o tempo naturalmente impõe, mesmo que tenha resistido ao primeiro lifeting.

Não se sabe como vai acabar. Nem quando...

Dama de lata?

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As coisas não correram bem a Theresa May. Tendo herdado o poder há um ano, já por também não terem corrido bem as coisas a Cameron - que, por querer "sol na eira e chuva no nabal", quis brincar aos referendos e saiu-lhe a fava do brexit - quis aproveitar os ventos de feição (as sondagens davam-lhe então vinte pontos de avanço sobre os trabalhistas) não só para se legitimar, como para se reforçar no poder.

Saiu-lhe o tiro pela culatra. Saiu-lhe tudo ao contrário, e nem se pode dizer que tenha sido um azar dos diabos, com aqueles atentados terroristas praticamente sucessivos. É certo que lhe foram assacadas responsabilidades pelo desinvestimento na segurança interna, responsável que foi, na qualidade de ministra do interior, pela significativa quebra no efectivo policial. Foi mesmo apontada a dedo pelo "mayor" de Londres, clara e frontalmente. Mas isso foi só uma parte do seu percurso ziguezagueante, onde disse tudo e o seu contrário. Sendo que tudo era sempre mau de mais, sem que o seu contrário conseguisse ser diferente.

Chegou até - imagine-se - a avançar com a ideia de pôr os mortos a pagar os custos da sua assistência social ... Não era fácil fazer pior. Nem ser pior! 

No meio disto tudo, mesmo assim, o melhor que lhe aconteceu foi mesmo o resultado eleitoral. Que, sendo mau - os resultados, a esta hora, não estão fechados mas não há dúvidas que o Partido Conservador foi o mais votado - foi bem melhor do que o que merecia. 

Parece que a dama de ferro é, afinal, de lata. Dêm os resultados as voltas que (ainda) derem! 

 

O resto é conversa...

   

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Do debate anual de ontem, na SIC, entre o primeiro-ministro em exercício e o auto-proclamado primeiro-ministro sombra, fica o que fica. E o que fica é:

- "Eu não lhe quero estragar o amor que tem aqueles 4 anos"';

- "Parece que só fica contente quando Schäuble critica Portugal";

- “Diga lá um país onde gostasse de viver. Mesmo comigo como primeiro-ministro, diga lá se prefere ir para outro país!”

O resto é conversa...

Nem ética nem vergonha

 

 

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Há em Portugal um naipe de gestores de élite que começou a cair como um castelo de cartas.  Habituámo-nos a confundi-los com as próprias empresas que dirigem, sempre monopolistas, onde acabaram por ir parar sem que se lhes reconhecesse particular especialidade ou especial experiência. E a vê-los condecorados com as maiores comendas que Cavaco tinha à mão.

Estes "super gestores" são gente súper bem paga, que enche a boca com a "defesa do accionista" quando, na verdade, estão apenas preocupados com a sua própria defesa, que cuidam como mais nada e como ninguém. Fazem da gestão um exercício de administração da influência de poder, que lhes flui pela proximidade ao poder político, que cultivam nesse quintal maravilha chamado centrão.

Depois de Jardim Gonçalves, Zeinal Bava, Granadeiro, e tantos outros, António Mexia é uma das últimas cartas desse castelo, e provavelmente a mais flagrante de todas. Concentra tudo: é o mais bem pago, dirige a mais monopolista desses monopólios, dirigiu a empresa sob capital público e continuou a dirigi-la depois de "privatizada" (entre aspas, foi uma privatização que a entregou a um Estado), saiu para o governo, onde contratou com a empresa, para depois regressar e usufruir dos proveitos desses contratos, e cultiva uma imagem de exposição pública - ainda há poucos dias dizia que em Portugal a electricidade não era cara, os portugueses é que tinham casas mal construídas.

Estes "super gestores" são a imagem do país, e de um regime de captura do interesse público. Um regime que permite que o "interesse do accionista" se sobreponha ao da sociedade, e que o do "súper gestor" se sobreponha a todos os outros. 

Já sabíamos que, ao contrário do que, em falinhas mansas e voz bem colocada, sempre pretendem fazer crer, não é a ética que os guia. Não são éticos nos seus salários, não é ético negociar pelas duas partes, não é ética a transumância entre as empresas e os governos que as tutelam...

Ontem, António Mexia voltou a fazer da ética um capacho. Quando um arguido, isto é, uma pessoa sob investigação criminal, surge numa conferência de imprensa com o propósito de prestar esclarecimento público sobre o caso, e apenas fala da empresa e dos incontornáveis, blindados e sempre legais contratos, já não lhe falta apenas ética. Falta-lhe também um mínimo de vergonha!

 

 

Toca a todos

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Parece que a Santa Casa da Misericórdia de LIsboa vai virar banqueira, e tornar-se accionista de referência do Montepio. Ainda ninguém o confirmou mas ... não se fala de outra coisa. E se Marques Mendes o disse, está feito. Com ele é dito&feito!

Depois desta coisa nos bancos já ter tocado a todos, toca agora á Santa Casa. Se há lá dinheiro, vamos a ele - terão dito o governo e o Banco de Portugal um para o outro. Depois encontramos ali uns tracinhos comuns na matriz assistencial e explicamos que isto até faz sentido. Não têm estado muito de acordo mas, agora, ao "mata-se", de um, seguiu-se de imediato o "esfola-se", do outro.

Santana Lopes é tipo avisado, que não precisa de conselhos. Mas se calhar convém que não se esqueça que este jogo não é bem como os outros. No outros ganha sempre, neste já não é bem assim. Às vezes torna-se até muito perigoso...

 

Coisas de há 50 anos...

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Há pouco mais de 24 horas, em Londres, aconteceu mais um vil ataque terrorista.

Há 50 anos, os quatro rapazes de Liverpool, então já famosos, mostravam ao mundo o "Sargento Pimenta", e deixavam ao futuro um mundo novo de música feito. Há cinquenta anos, o então jovem Estado de Israel também quis mudar o mundo.

E às 7:45 desse 5 de Junho de 1967, sob as ordens de Moshe Dayan - o falcão dos falcões da guerra - os caças israelitas lançaram-se sobre nove aeoportos militares, destruindo-os e bloqueando a força aéra egípcia, impossibilitada de sequer levantar voo. Por terra, as forças militares israelitas invadiam e ocupavam a Faixa de Gaza, a península do Sinai, os montes Golã e a Cisjordânia, com a parte oriental de Jerusalém. Tudo em apenas três dias, metade dos que a História lhe deu por nome ...

De nada valeu a famosa resolução 242 da ONU, a mandar Israel de regresso às anteriores fronteiras. Ou as sucessivas condenações da instalação de colonatos nesses territórios.

Há quem diga que isto está tudo ligado. Que tudo começou aí. Há 50 anos, com o som das bombas a rapidamente abafarem os acordes que já se ouviam de Sargent Pepper´s Lonely Heart Club Band.

 

Revelação da semana

   

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Sem surpresas, já fora eleito (apesar disso) com essa promessa, Trump mandou oficialmente o Acordo de Paris às ortigas.

Para isso não disse apenas "covfefe", disse alarvidades bem maiores. Disse que não há quaisquer problemas ambientais. Que não passa de invenção, essa história de o Homem andar a dar cabo do planeta. E que o Tratado de Paris não tem nada a ver com clima e alterações climáticas, mas tão só com a forma que o mundo encontrou de tramar a América.

E, já se vê, para tramar a América está lá ele, não precisa nada que seja o mundo a fazê-lo.

Claro que também trama o mundo. Mais do que isso - assusta-o. Mas trama antes de tudo a América, primeiro isolando-a do resto do mundo e, depois, deixando-a para trás no caminho do desenvolvimento técnico, científica, industrial e económico.

É com desafios como os que hoje o planeta e as alterações climáticas colocam que, como diz o poeta, "o mundo pula e avança". Com Trump, a América não só não sai do mesmo sítio, como recua. A América não é apenas a América rural e profunda, de ignorância, crendices e fundamentalismos que elegeu Trump. A América é também a maior e a mais dinâmica economia do mundo, a maior e mais dinâmica comunidade científica do planeta, e o maior centro de inovação do globo. E esta América não quer ficar para trás. Sabe que não pode ficar para trás, e sabe quanto lhe custa (directamente, em mercado) estar do lado errado da História.

Por isso as elites americanas estão contra Trump. Por isso, os responsáveis máximos das maiores e mais icónicas empresas da América e do mundo, e até os das petrolíferas americanas - tidas como as mais interessadas no "covfefe"- estão contra esta decisão "covfefiana". E é por isso legítimo admitir que, se  os EUA se estão nas tintas para o ambiente, as empresas e a economia americana, não. 

E, se assim for, as consequências de mais uma estúpida decisão de Trump pouco mais serão que "covfefe".

E pronto: já descobriram que fui eu a decifrar o maior enigma do mundo nesta semana. É isso - "covfefe", quer dizer isso. Nada.

Não quer dizer nada. Podia lá ser outra coisa?

Sebastianismo europeu

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Trouxe aqui o tema na altura própria quando, no comício de Munique, no passado domingo, acabada de chegar de duas cimeiras internacionais – da NATO e do G7 – Merkel, surpreendentemente vestida a preceito de uma verdadeira linguagem europeia, disse que a União Europeia não pode mais confiar nos Estados Unidos, de Trump, nem no Reino Unido, do Brexit, e que, por isso, tem de tomar nas suas mãos o seu próprio destino.

Volto a ele quando disso se quer fazer um  grito do Ipiranga à europeia, e quando se percebe que andam por aí numa roda-viva a espalhar a boa nova:”habemus líder”! 

Que Angela Merkel tem mandado na Europa, ninguém tem dúvidas. Mas, mandar é uma coisa, liderar é outra. O que está está farto de estar provado é que, para Merkel, os interesses da Europa são os da Alemanha.

Não se percebe o sebastianismo!

 

 

 

 

 

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