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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Um exemplo, dizem...

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Nega o caos instalado na Venezuela, apelida de revolução bolivariana um regime corrupto a cair de podre, e chama desenvolvimento à miséria instalada e à falência económica. Não condena o louco e tirano Estado da Coreia do Norte, nem a sua perigosa e irresponsável aventura nuclear. Opõe-se ao voto de pesar pela morte do prémio Nobel da Paz, o dissidente chinês Liu Xiaobo. Coloca-se ao lado das mais reaccionárias posições homofóbicas, desde que ocorram no domínio do território que, por outrora ter sido soviético, continua sagrado. Não reage, é o único que não reage ao populismo, e às posições marcadamente racistas, de um candidato adversário num concelho que é uma das suas principais bandeiras. Opõe-se a que, no projecto de reestruturação florestal, as terras florestais sem dono conhecido sejam incluídas num banco de terras do Estado .

É o Partido Comunista Português. Que os analistas gostam de apresentar como exemplo acabado de imaculada coerência política...

Lei da rolha

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Os bombeiros não vão mais prestar declarações sobre os incêndios. A partir de agora, tudo o que seja comunicação passa a caber exclusivamente à Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). Que dirá tudo o que queira que se saiba em dois briefings diários, a partir de Lisboa. 

Não está mal. Mas bom mesmo seria acabar com as declarações dos populares. Isso é que o governo devia fazer, transferindo essas atribuições para o "fórum" da TSF e para o "Opinião Pública" da SIC Notícias. Isso é que era serviço...

 

 

 

Coisas de hoje

 

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Há duas semanas ficamos a conhecer o Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à Caixa Geral de Depósitos, um Relatório redondo e risível. Era preliminar, um draft, para ver no que dava. O relatório final é hoje aprovado.

Pelo que já se conhece, o relator, o socialista Carlos Pereira, pensou melhor, teve conhecimento das suspeitas do Ministério Público, e lá concluiu que, afinal, as coisas não eram bem como preliminarmente tinha concluído.

Nem sempre os preliminares correm bem, como se sabe de outras estórias. Não chega, nem de longe, às suspeitas de crimes graves que esperamos estejam a ser investigadas, mas já admite nomeações partidárias, utilização para fins de política orçamental e até alguma "sensibilização" para determinados projectos.

Mas nada que sirva de salvação a estes Relatórios Parlamentares, preliminares ou finais. Nada que os credibilize, nada que os liberte dos despudores de cada maioria circunstancial.

Entretanto o país continua a arder, parece que já não há por cá quem saiba apagar fogos. E as comunicações continuam a falhar porque, descobriu agora o primeiro-ministro, são utilizados cabos aéreos, por cima da floresta densa, onde circulam em paralelo informação urgente e informação corrente, ou comum. Coisa que, evidentemente, desconhecia quando há uma dúzia de anos assinou o contrato. Está mesmo a pedir mais uma CPI ...

 

 

 

Tour de France 2017 (VII)

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Perdeu a amarela à entrada dos Pirinéus, mas já a tem de volta à entrada para os Alpes. Na despedida dos Pírinéus, ontem, numa etapa praticamente sem montanhas, mesmo que no Maciço Central, Froome reconquistou a liderança. Quando menos seria esperado, até porque as indicações que estava a deixar não eram as melhores.

Seria sempre difícil a Aru, nesta altura da competição, segurar a amarela por muitos dias. Sabia-se que não tinha equipa, e víamo-lo sempre sozinho, sem qualquer protecção. Mas, na etapa de ontem, é que não. E no entanto percebeu-se logo que seria mesmo nessa etapa entre Blagnac e Rodez quando, a 3 quilómetros da meta, se via Aru sozinho (passe o pardaoxo mas, tão acompanhado, a ponto de não poder sair dali, nunca terá estado tão sozinho) no meio de um pelotão compacto a grande velocidade. A dúvida era se estava ali porque se tinha distraído, ou se estava ali porque queria ver-se livre da amarela. A certeza era que, numa etapa com a meta colocada no fim de uma rampa de 300 ou 400 metros, as movimentações do sprint final provocariam cortes. E, no meio do pelotão, com apenas 6 segundos de vantagem sobre Froome, não havia milagres.

É provável que a Astana, sabendo que não poderia defender o seu líder, tenha entendido preferível sacrificar a liderança de Aru. A etapa de hoje, a 15ª, na despedida do Maciço Central e na véspera do último dia de descanso, contribuiu para credibilizar esta hipótese. Viu-se pela primeira vez o que parecia uma equipa à volta de Aru, viu-se uma mancha azul celeste à volta da sua camisola de campeão italiano, mas isso não durou nem metade da etapa. Nem sequer nunca aconteceu na frente do pelotão.

Ao mesmo tempo viu-se uma grande etapa da equipa de Bardet, a AG 2 R La Mondial. E, claro, não era preciso ver mais nada da Sky, mas viu-se como, quando Froome teve uma avaria e de repente perdeu 50 segundos para a concorrência, rapidamente reagiu a trazê-lo de volta.  

A súper desfalcada Astana não tem mesmo condições para defender uma liderança. Por isso, nesta altura, a amarela não lhe interessa. Nem ao próprio Aru. A quem interessa manter este estado de coisas, a apenas 18 segundos de Froome, numa tabela com seis ciclistas separados por um minuto e 17 segundos.

Quintana e Contador lá continuam como elásticos. Há apenas dois dias parecia que o colombiano tinha reentrado na corrida. Hoje veio por aí abaixo e só parou no 11º lugar, já fora dos dez melhores. Onde se mantém Contador. Por enquanto.

 

A limpeza final

Capa do O JogoCapa do Jornal de Notícias

 

A notícia faz capa em dois jornais do Porto, afectos ao FCP, e o destaque que "O Jogo" lhe dá é natural.

Uma década depois, o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) ilibou Pinto da Costa no processo que a investigação judicial deu a conhecer por "Apito Dourado" e que a Justiça desportiva, diria agora que premonitoriamente, chamou "Apito Final".

Na altura, vai para 10 anos, a Justiça desportiva, então na Liga de Futebol Profissional, condenara Pinto da Costa com uma multa de 10 mil euros e com dois anos de suspensão. Punira o FCP com a perda de seis pontos nessa época temporada, que não tinha qualquer efeito na classificação,  e com a multa de 150 mil euros.  E suspendera o árbitro Augusto Duarte por seis anos, por corrupção na forma consumada.

Agora, 10 anos depois, com a Liga presidida por Pedro Proença, a Justiça desportiva, já na Federação presidida por uma das personagens envolvidas no fornecimento de deusas (ouvir aqui), anula todas as condenações. Como se obrigada aos mesmos constrangimentos técnico-formais, recorreu ao mesmíssimo argumento da ilegalidade das escutas telefónicas que a Justiça usou para arquivar o processo, e declara que o Apito Dourado acabou. Nem chegou a existir...

Está cumprida a primeira parte da missão de Fernando Gomes na FPF. As restantes já não são difíceis de adivinhar...

E quem julgava que as encenações dos e-mails se destinavam apenas ao assalto que aí vem, ficou a perceber que não. Que, conforme bem se percebia, tinham como primeiro objectivo preparar a limpeza final do apito dourado.

Apagam tudo. Tudo menos aquilo que sabemos que fizeram. As gravações estão aí e não se apagam!

 

 

 

 

 

Tour de France 2017 (VI)

Warren Barguil vence 13.ª etapa

 

Correu-se hoje a 13ª etapa, a segunda dos Pirinéus, e a mais curta de todas, com apenas 101 quilómetros, entre Saint-Girons e Foix. Pequena mas, como não podia deixar de ser, grande em história. Desde logo por ser corrida no dia nacional da França, o 14 de Julho, da tomada da Bastilha.

Neste dia, mais do que em qualquer outro, os franceses querem ganhar. Fazem sempre tudo por isso, mas nem sempre isso é suficiente. Desta vez foi, mesmo que Alberto Contador, como que ressuscitado, se tenha também feito passar por francês.

Havia grande curiosidade para saber como decorreria a corrida, pela primeira vez liberta da ditadura de Froome que a Sky impõe, em dia de liberté, fraternité et egalité. Desde cedo se percebeu que a estratégia da equipa britânica não era a mesma. Que não se iria colar à cabeça do pelotão, impor o ritmo e dominar os acontecimentos.

Fez diferente e, em vez disso, deixou fugir quem quis - com limites, evidentemente - mas quis sempre boleia. Quando Contador foi embora, teve de levar o compatriota Mikel Landa - o mesmo de ontem - que não o largou mais. Depois foi a vez de partirem Barguil e Quintana. E lá tiveram que levar com Kwiatowsky, outro que ontem fizera grande trabalho. Depois, com a percepção que os dois grupos acabariam por se fundir, o polaco descolou do segundo grupo para esperar por Froome, e acompanhá-lo até ao final da etapa.

Com esta estratégia a Sky protegeu-se, sem desproteger Froome, provavelmente a atravessar dificuldades. E permitiu ao espanhol subir uns lugares e chegar-se também lá acima, não vá alguma coisa acontecer com o britânico. Porque nem Aru, e nem sequer Uran, têm equipa para o que quer que seja. E Bardet, de equipa, também não está muito melhor...

No fim, Barguil, que pontuou fortemente na montanha e reforçou a liderança na camisola das bolinhas, cumpriu a sua missão patriótica  de ganhar a etapa, batendo Contador ao sprint que, por milímetros, acabaria ainda superado por Quintana. Parece maldição!

Com os quase dois minutos ganhos aos cinco primeiros, Quintana pode ter relançado a sua corrida. Contador regressou ao top 10 e "voltou a contar". Para isso, não para mais. E Mikel Landa subiu ao quinto lugar, a pouco mais de 1 minuto, passando Daniel Martin, que desceu para sexto. Os primeiros seis classificados cabem num minuto e meio (1´32´´, mais precisamente). E só é preciso mais meio minuto para lá caberem oito.

Temos Tour!

 

Palhaços (pobres)*

 

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Faz hoje uma semana, dava aqui conta da preocupação que atravessava o país com o roubo das armas em Tancos. Com o roubo em si mesmo, e com tudo o que o envolvia – "uma questão de soberania". E de dignidade, concluía então.

Volto aí: ao roubo de Tancos e à dignidade. Porque, regressado de férias, o primeiro-ministro juntou as máximas chefias militares e pô-las a dizer que, afinal, não se passara nada. O material roubado tinha o inexpressivo valor de 34 mil euros e estava inoperacional. Não prestava, era sucata.

Concluía por isso o primeiro-ministro que o roubo de Tancos não punha minimamente em causa a segurança nacional.

Era isto que realmente lhe interessava fazer passar.

Não é por acaso que a parte “suja” ficou a cargo das chefias militares, desvalorizando ridiculamente aquilo que antes tinham – e bem – valorizado. O que tinha sido o vexame, a desonra e a vergonha, não passava agora de uma coisa sem importância nenhuma. Um simples "murro no estômago", só para não dar a ideia que nem sequer doera nada. O ridículo, praticamente a sugerir que a coisa tinha acabado até por ser um bom negócio, que se se tivesse de pagar a desmontagem e remoção daquela sucata os custos teriam sido bem maiores, rebentou nas mãos do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas. O “sentido de Estado” ficou para o primeiro-ministro, ancorado na “sagrada” palavra do comando das forças armadas.

Não se percebe como pode ficar sagrada uma palavra que acabou de ser ridicularizada, mas essa é a arte da política, de que António Costa é o mais exímio dos praticantes.

A dignidade e a vergonha serão sempre os palhaços pobres no circo da política.  

 

*Da minha crónica de hoje na Cister FM

Américo Amorim (1934-2017)

 

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Era conhecido por ser o homem mais rico do país. Mais do que mais ou menos rico, nas volatilidades da Forbs, Américo Amorim foi um grande empresário português. E foi, com Belmiro de Azevedo, o rosto do capitalismo português do pós 25 de Abril e, nessa medida, o obreiro de um novo país virado a norte.

Tão importante como saber investir é saber desinvestir. É saber sair, é perceber exactamente qual é o momento de saltar do negócio. E nisso Américo Amorim era insuperável: foi um dos maiores investidores imobiliários, mas soube sair antes que a crise o pudesses sequer chamuscar; foi banqueiro, mas saiu sempre antes de tudo e de qualquer coisa. 

No princípio era a cortiça... Daí nunca precisou de sair. Aí era o maior do mundo!

Tour de France 2017 (V)

imagem

 

O Tour entrou hoje nos Pirinéus, na 12ª etapa que ligou Pau - a clássica porta de entrada - a Peyragudes, também uma chegada clássica, em 215 quilómetros de da alta montanha.

Foi uma grande etapa, de verdadeiro espectáculo. O que não impediu que, durante grande parte dela, se pudesse ter instalado no espectador interessado a ideia que este Tour estava a ser demasiado estereotipado. Nas etapas planas, as equipas dos sprinters permitem toda a animação mas, chegados aos últimos quilómetros, tomam a frente do pelotão, anulam as fugas, lançam os seus ciclistas mais rápidos e, no fim, ganha o alemão Kittel. Invariavelmente. Já ganhou cinco etapas. Nas de montanha, é a Sky que permite que todos se divirtam, até certo ponto. A partir daí vai para a frente e puxa do seu manancial de recursos para endurecer a corrida e deixar quase toda a gente para trás, levando Froome fresquinho até aos últimos metros.

A etapa de hoje era mais uma dessas. E tudo estava a acontecer como se de um guião se tratasse. Primeiro foi Quintana a perder o contacto. Depois foi Contador, a maior vítima de quedas - que hoje voltaram a afastar mais um concorrente de peso, desta vez Fuglsang - ainda  em prova que, depois de por duas vezes ter dado um ar da sua graça, a descolar. Lá na frente todos pareciam dever reverência a Mr Froome. Quando um pequeno incidente o fez sair de estrada toda a gente esperou por ele. Toda a gente porque Aru estava tão fixado nele que o acompanhou no precalço.

Regressaram juntos, sem qualquer dificuldade. Froome ainda dispunha do apoio de dois colegas de equipa, ninguém o atacava, e o que se esperava era que fosse ele a saltar para a vitória na etapa, ganhando mais alguns segundos aos mais directos adversários. Mas desta vez o guião falhou: naqueles últimos metros daquela subida terrível para a meta, Aru atacou e Froome ficou nas covas. Rigoberto Uran e Bardet - finalmente um francês a revelar condições de discutir o Tour - responderam. Mikel Landa ficou ali sem saber se devia ficar com Froome ou discutir a etapa, e acabou por não fazer nem uma coisa nem outra. Ficou em quarto lugar, atrás de Aru, que desta vez passou de terceiro na etapa para primeiro na geral. Bardet ganhou, com dois segundos de vantagem. 

E de repente o Tour é outro. Nunca Froome tinha perdido a camisola amarela. E com o resto dos Pirinéus pela frente Aru tem 6 segundos de vantagem para o anterior líder, 25 para Bardet e 55 para Uran. 

Quintana, a pagar a factura da sua participação no Giro, e que ainda passou Contador, é oitavo a mais de 4 minutos. Contador... já não conta. Nem para os dez primeiros! 

 

 

 

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