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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ideias falhadas

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Percebeu-se o esforço de tentar fazer sair do Congresso do PSD a ideia de unidade do partido. Do partido como um todo e do partido à volta do novo líder.

Santana Lopes foi o pivot desse processo. Quase que apareceu no Congresso como se tivesse sido ele a ganhar as directas. Baralhou, partiu e deu. E, claro, ficou com as melhores cartas... Nesse aspecto foi um congresso "à antiga", e sabe-se como Santana Lopes gosta disso.

Mas não resultou. NInguém ficou com a ideia que o PSD tenha saído deste congresso unido e com uma liderança forte e duradoura. Antes pelo contrário. Ficou a ideia de um saco de gatos assanhados onde tudo vai valer. Luís Montenegro puxou logo ali da faca, e não a vai voltar a pousar na baínha. E Rui Rio, com a meteórica ascensão de Elina Fraga (confessem lá: quem é que sabia que a senhora era do PSD? Não pensavam todos que era do partido do Marinho Pinto, se é que ainda existe?) não cedeu ao populismo, como diz Marques Mendes, cedeu à vingança. Foi uma facada nas costas do Passismo!

Mas, se o Congresso não conseguiu sequer deixar a ideia de um partido pacificado (quanto mais unido), também a ideia de um partido regenerado por uma liderança asséptica morre na fotografia do novo líder ladeado, à direita, pela imagem do populismo justiceiro e, à esquerda, pela do oportunismo promíscuo. Com Elina Fraga de um lado e José Luís Arnaut do outro, a ética de Rui Rio não cabe na fotografia!

A novidade num jogo sem novidades

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Grande ambiente de novo na Luz, com perto de 60 mil nas bancadas, para defrontar o Boavista, uma espécie de "bête noir" nestes últimos dois anos. Na memória de todos ainda estava aquele jogo da época passada, que ao fim de meia hora já o Benfica perdia por três a zero. Na de Varela estaria certamente aquele golo no Bessa, na primeira volta, na única derrota benfiquista, até ao momento, nesta Liga.

Deve começar por dizer-se que este jogo teve muito pouco a ver com o tal da época passada. O que de mais parecido teve foi mesmo a arbitragem que, sem ter a influência directa no resultado que teve a daquele jogo, não foi menos desastrada. A arbitragem de Tiago Martins foi má de mais, sempre em prejuízo do Benfica. E nem o VAR, mais uma vez e como vem sendo costume, lhe valeu.

O jogo teve uma novidade - Jonas. Foi novidade a sua presença na equipa, depois da lesão em Portimão, na semana passada. E foi novidade que, jogando, não tenha marcado. Não é normal Jonas ficar em branco. E ficou em branco porque, e isso já começa a ser normal, voltou a falhar um penalti. Coisa que evidentemente o marcou, a ponto de não ter conseguido estar perto de ser o jogador que é. Também não foi feliz, também não teve aquela pontinha de sorte, a ponto de até aquele terceiro golo, que bem poderia ter sido seu, ter acabado em auto-golo.

De resto, não teve grandes novidades. O mesmo futebol envolvente do Benfica, e os mesmos protagonistas: Cervi, Zivkovic, Grimaldo, André Almeida, Feja - sempre - e os centrais, Rúben e Jardel, de novo a abrirem a caixa dos golos.

O Benfica voltou a entrar bem, decidido. Passados os primeiros três minutos, que o Boavista aproveitou para pressionar onde quer que estivesse a bola, começaram a surgir as oportunidades de golo. Quando, aos 14 minutos, Cervi foi derrubado na área, e Jonas falhou o penalti que o Rúben 4 minutos depois faria esquecer, já o festival de oportunidades ia avançado. E quando o Jardel, já perto do fim da primeira parte, fez o segundo, já tinham ficado para trás dezenas de jogadas de ataque, meia dúzia de oportunidades, e um penalti (corte e atraso com a mão para o guarda-redes) por assinalar. Do lado do Boavista, nada. Nem uma imitação de remate.

A segunda parte foi diferente. É verdade. O Boavista fez três ou quatro. Um à baliza. Fraco, para as mãos do Varela.

E o Benfica passou por um pequeno período de menor acerto, ali pelos segundos 10 minutos. O resto, foi mais do mesmo. Mais uma série de belas jogadas de futebol, mais protagonismo dos mesmos, mais umas tantas oportunidades, e mais dois golos. O tal que o defesa do Boavista "roubou" ao Jonas e, já perto do fim, o quarto, do Raúl. Que já estava a jogar no lugar de Jonas para aí há um quarto de hora...

E lá está o Benfica de novo no topo. À condição, outra vez. A lembrar a asa do cântaro...

Portas

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Não surpreende que Passos Coelho tenha procurado - e pelos vistos encontrado - na(s) Universidade(s) a porta de entrada na vida profissional, agora que, pelos vistos, fecha a porta da política. Não surpreende que alguém cuja única especialidade conhecida era a de abrir portas, seja tão expedito a abri-las para si próprio. Não surpreende sequer alguém que levou vinte anos a fazer uma licenciatura, depois de passar pela chefia de um governo, fique automaticamente qualificado para professor universitário. O que verdadeiramente surpreende é o despudor da imprensa que temos.

Sem ela, sem essa imprensa, Passos não teria exponenciado a sua especialidade em portas. Foi com ela que, em muito pouco tempo, Passos transformou a  pequenina portinha de saída que o diabo lhe tinha apontado na porta grande por onde vai sair este fim de semana.

Não me admiraria muito numa parceria entre os principais players do negócio dos media e algumas universidades privadas para explorar a fileira da porta, sob a cátedra de Pedro Passos Coelho.

 

 

 

Especial espacial*

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Quando, na semana passada, foi lançado para os ares o primeiro foguetão de uma agência espacial privada, não se percebeu bem se o que mais impressionava era o gigantismo da aventura – o mais poderoso foguetão de sempre, no primeiro mega empreendimento espacial privado – se a espectacular iniciativa de enviar para o espaço um fantástico automóvel eléctrico com um boneco ao volante.

Não errarei muito se disser que o Roadster (assim se chama o modelo) da Tesla (e assim se chama a marca do automóvel) conquistou a fatia maior da atenção dispensada ao acontecimento. E se assim for – se não tiver errado muito – também voltarei a não errar em demasia se disser que, muito mais que de uma gigantesca campanha espacial, se trata de uma gigantesca campanha especial.

A Tesla e Space X – a empresa espacial privada – têm de comum o dono, o multimilionário Elon Musk que, se não for o maior, é certamente o mais arrojado dos visionários que o mundo actualmente conhece.  E não é muito difícil imaginar o que um Tesla no espaço pode fazer por uma Tesla na Terra, onde tem manifestado alguma dificuldade em colocar bem os pés. Ou as rodas…

Para tornar esta campanha ainda mais espacial – ou será especial? – acaba agora de saber-se, quando não se sabe muito bem o que é que já lhe aconteceu nem por onde anda, que o mais famoso dos famosos carros eléctricos não levava apenas um boneco ao volante. Levava ainda, secretamente – tão secretamente que já se conhece – preso no seu interior um minúsculo dispositivo de armazenamento de informações, com a gigantesca capacidade de perto de quatro centenas de terabytes de dados (nem faço ideia do que seja isso!). Desvendado o secretismo, diz-se que, do tamanho de uma moeda e com uma resistência à prova de tudo e mais alguma coisa, dura milhares de milhões de anos. Tudo isto para perpetuar e levar para outros planetas, ou até para outras galáxias, o conhecimento acumulado por estes seres que por cá se foram entretendo a dar cabo disto tudo.

Que lhes faça proveito, é o que se deseja…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Terrorismo na América

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Uma escola na Florida foi ontem palco de mais uma inexplicável chacina (17 mortos), perpetrada por um rapaz de 19 anos na posse de, pelo menos, uma espingarda semi-automática.

Estamos habituados a notícias de tiroteios em escolas nos Estados Unidos. Tanto que nem damos conta da dimensão da tragédia. Este foi o 18º tiroteio numa escola deste ano, que nem mês e meio ainda leva. Vale a pena comparar: nos últimos cinco anos registaram-se trezentos, à média de 60 por ano, de 5 por mês ou de 1 por semana!

É esta a face mais visível da miserável política americana subjugada ao lobby das armas. É este o mais tenebroso terrorismo instalado na América!

 

Dar com uma mão e tirar com a outra

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A Oxfam, a ONG britância que aqui tem sido tantas vezes referida, sempre por boas razões, e uma das maiores e mais influentes organizações mundiais ao serviço da Humanidade, está em risco de sobrevivência depois de ter sido tornado público o desvario sexual em que alguns dos seus funcionários superiores tornaram a sua intervenção no Haiti, depois do violento sismo de 2011, que matou perto de 300 mil pessoas.

A tragédia dos abusos sexuais, a que nem as diferentes missões da ONU escapam, põe seriamente em causa as missões de ajuda humanitária. Não há nem ajuda nem humanitarismo quando se tira com uma mão o que se dá com a outra. E quando o que se tira é a fatia maior, como se percebe nas palavras desta jovem da República Centro Africana: "Às vezes, quando estou sozinha com o meu bebé, penso em matá-lo. Ele lembra-me o homem que me violou". 

 

 

 

Um pequeno pedaço da herança de Mandela

 

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Infelizmente a dimensão política, cívica e humana de Mandela foi uma excepção na foma como em África se exerce o poder.

Na própria África do Sul sucederam-lhe figuras como Mbeki e Zuma, que em nada se distinguem do pior dos piores líderes africanos. Poderá dizer-se que alguma coisa fica, que nunca é em vão que os grandes homens passam por onde passam. Talvez alguma coisa de Mandela tenha ficado nas instituições sul africanas, e talvez essa alguma coisa se revele na forma como o partido do poder, o ANC - o Congresso Nacional Africano -, intervém quando os desmandos já passam todos os limites. Esta espécie muito particular, e particularmente eficaz de "impeachment", é certamente ainda um pequeno pedaço da herança de Mandela.

Foi assim em 2008, quando Thabo Mbeki acatou a ordem do Partido para abandonar o poder. Está a ser assim agora, quando Zuma se está a fazer de distraído para não a acatar.

Trunfos lusitanos

Capa do Público

Ora aí está. Nisto somos mesmo bons, melhores que no futebol, se é que isso é possível, numa altura em que tudo o que mete bola no pé é connosco. Na relva, nos pavilhões ou na praia...

Pronto. Podemos não ser melhores a criar impostos que a jogar à bola, mas lá que somos muito bons, somos. É aquela criatividade inata, aquele movimento gingão, aquele drible (ao contribuinte) fatal... É o Cristiano Ronaldo das finanças...

A comissão europeia só tem que aproveitiar este nosso dom natural para fazer impostos como quem faz rebiangas, trivelas ou cabritos.

proposta portuguesa de, para fazer crescer as receitas comunitárias, e atenuar os efeitos do brexit, ir ao bolso das plataformas digitais e das empresas poluentes não é descabida. Faz até todo o sentido. Pena é que para cá, para consumo interno, não tenham a mesma criatividade. Quando é cá para nós qualquer imposto sobre os combustíveis, imposto automóvel ou IVA serve!

 

"À condição" na condição natural

 

O Benfica entrou bem, como é costume. Pressão alta, muitas vezes em autêntica asfixia, e a habitual qualidade dos seus movimentos, com a ala esquerda a deixar a cabeça em água à defesa portimonense. 

O golo de Cervi surgiu logo aos 6 minutos, e já então era esperado. O Portimonense não conseguia ligar uma jogada, nem sequer conseguia ter bola, logo que a recuperava voltava a perdê-la. Foi assim durante 40 minutos, mas que apenas renderam ao Benfica mais duas oportunidades claras. Mas nem tudo era perfeito, havia algumas entropias. Até porque Rafa, depois daquele brilhante movimento no primeiro golo, voltou a não fugir muito ao seu registo habitual. E porque a equipa algarvia, justamente elogiada pela  qualidade do seu futebol, perante a incapacidade de responder ao mesmo nível, começou a tentar empurrar o jogo para uma dimensão iminentemente física. Aos poucos foi o conseguindo, introduzindo cada vez mais dureza no jogo. Começou assim a quebrar o domínio avassalador do Benfica para, nos últimos minutos, conseguir então começar a jogar à bola. Como bem sabe, e anunciando uma segunda parte diferente.

E viria a ser substancialmente diferente. Logo de entrada se percebeu que o Portimonense vinha disposto a dar continuidade àqueles dois ou três minutos finais da primeira parte. No entanto, e por estranho que possa parecer, o Benfica teve então muito mais oportunidades de golo. Logo desde o início.

Quando, ao fatídico minuto 65 - lesão (que pode ser grave) de Jonas - o Portimonense chegou ao empate já o Benfica tinha desperdiçado três flagrantes oportunidades de golo, a última na jogada imediatamente anterior, num remate de Pizzi desviado por um defesa contrário, sem que o árbitro assinalasse o respectivo canto. E já o VAR tinha negado um penalti ao Benfica.

O golo do empate não fez tremer o Benfica. Num jogo mais repartido, é certo, a equipa voltou a ser melhor e criar mais três oportunidades de golo, ainda antes de Cervi bisar, numa soberba execução na cobrança de um livre. Para fechar o jogo com chave de ouro, Zivkovic fez o terceiro, já na última jogada da partida. Estamos habituados a que Jonas marque e seja o melhor em campo. Desta vez, até pela sua lesão, os melhores foram, primeiro, Cervi (um grande jogador em grande forma), e, depois, Zivkovic. Na justa medida dos golos que lhes prestam justiça.

E pronto. Se dermos agora uma espreitadela à tabela classifcativa, achamos que as coisas parecem agora normalizadas. É "à condição". Mas é uma condição natural!

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