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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há coisas que nunca perceberemos

 

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O congresso do  CDS, do CDS de Cristas - é a própria a chamar-lhe "o meu CDS" - tem tido cobertura televisiva de gente grande. Tratamento de primeira liga, a que, nas mesmas palavras da própria, aspira vir a pertencer. Tratamento diferenciado.

Se calhar é por isso, por as televisões tratarem os seus 5% de representatividade eleitoral como se fossem 30%, que todas elas, e todos os infindáveis comentadores de cada uma, acharam normal e sério que Cristas se tenha assumido candidata a primeira-ministra nas próximas legilativas.

Que ha rãs que querem ser bois, sabemos. Aparecem até nas histórias com fins educativos, para que as crianças comecem a perceber a diferença entre o bom senso e o ridículo, entre a ambição natural e a desmedida e espalhafatosa... Mas há coisas que nunca perceberemos...

Será que as televisões continuam a soprar na rã só para não perderem o momento em que rebenta?

Mais uma final. Mas não há coincidências...

 

 

O Benfica não entrou bem neste jogo com o Aves, uma das noves finais que tinha pela frente, com a Catedral novamente bem perto de cheia, com mais 50 mil nas bancadas. Os primeiros dez minutos, sempre importantes na definição dos jogos, deram ao jogo o tom morno, que viria a ser difícil retirar-lhe. 

O Desportivo Aves não entrou na moda da pressão alta. O José Mota é raposa velha, e sabe bem que isso desgasta muito e rende pouco. Esperou sempre mais atrás, e apostou sempre na redução dos espaços, o que não o impediu de manter o jogo equilibrado nos primeiros dez minutos, tendo mesmo sido a primeria equipa a rematar, já no fim desse período. 

O Benfica respondeu logo a seguir com o remate de Rafa, a concluir a primeira boa jogada da equipa. A partir daí tomou conta do jogo e, tivesse Rafa (hoje o melhor em campo) resolvido o seu problema com o golo, como já resolveu praticamente todos os outros, tê-lo-ia resolvido ainda na primeira parte. Com o Aves sempre encostado á sua baliza, a bola encontrava sempre mais uma perna, mais umas costas ou mais uma cabeça para se desviar do caminho da baliza. E o Benfica não conseguia tiirar do jogo outra coisa que não cantos.

O arranque da segunda parte prometeu logo golos, com três oportundades claras para marcar. A que o Rafa falhou só tem mesmo explicação na sua insanável relação com o golo.

A partir daí, desses primeiros três ou quatro minutos, bem cedo portanto, o jogo pareceu querer voltar ao regime da primeira parte. Muita bola, muitos cantos, mas poucos sobessaltos, poucas roturas, pouco ritmo e pouca intensidade... Parecia que os minutos, à medida que iam passando, levavam consigo a crença dos jogadores do Benfica. Nunca desistiram de procurar o golo, é certo, mas nem sempre as coisas não corriam bem. Aqui uma má recepção, ali um mau passe, em evidentes falhas técnicas, preocupavam. Do outro lado, o adversário ia ganhando cada vez mais confiança. Era este o cenário a meio da segunda parte.

A partir daí o Benfica ganhou novo ânimo, aumentou a intensidade e partiu para o assalto final. E o golo acabou finalmente por surgir - por Jonas, evidentemente - na primeira vez em que se percebeu que a bola teria mesmo que entrar. A substituição do João Carvalho (mais um excelente jogador que tarda em explodir) pelo Raúl Gimenez ajudou a resolver o problema, porque era evidente que, com Jonas muito e bem marcado, era necessário colocar mais gente na área. Três minutos depois, numa recarga a um remate do ponta de lança mexicano, safado por mais uma grande defesa do guarda redes avense, que já então brilhava a grande altura, Rúben Dias fez o segundo. É já o quinto golo do miúdo!

E o último quarto de hora do jogo acabou por ser de uma tranquilidade - mesmo com a (expectável) entrada do Paulo Machado sobre o Cervi, já no fim e que só lhe valeu amarelo, para fazer mal - de todo inesperada. O Benfica criou ainda mais algumas oportunidades para marcar, o guarda-redes Adriano (que tirou o lugar a Quim, e sentou no banco o Artur, duas velhas glórias benfiquistas) continuou a brilhar, mas o resultado não se alterou. Pode até dizer-se que, apesar ter criado nove oportunidades claras para marcar, a exibição do Benfica, hoje, não dava para muito mais.

Não sei as coisas são mesmo como Rui Vitória diz. Que na sua "Caixa Forte" não entra nada que perturbe a equipa. Sei é que a exibição de hoje esteve bem abaixo das que a equipa tem vindo a efectuar. Poderá não passar de uma simples coincidência...

 

Mantendo a ponte

 

 

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Parece-me que, como já é costume, se empolou a questão das obras de conservação na Ponte 25 de Abril. Sabe-se como a imprensa gosta destas coisas, de criar alarme. Mas isso não me impede de achar que nos cortes do investimento e da despesa pública já se estão a pisar todas linhas vermelhas, e a correr sérios riscos de muitas coisas começarem a correr muito mal.

Também me parece que em qualquer tipo de actividade económica o normal será que quem recolhe as receitas pague os custos. Mas estamos fartos de saber que, nas famosas parcerias público-privadas que não se podem reverter, as coisas não são bem assim. Se calhar os custos da Lusoponte são os salários dos portageiros e umas comissões á Brisa...

O que é preciso é manter a ponte. Essa e a outra, a que liga o Estado aos interesses de alguns. Ou a alguns interesses, o que vai dar no mesmo... Na outra margem.

 

Coisas extraordinárias

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Os CTT têm vindo a perder lucros desde que foram privatizados. Os de 2017 cairam para menos de metade dos do ano anterior. Ao contrário - e ao contrário de tudo, quer mesmo dizer, contra tudo - os dividendos sobem para o dobro. Ou seja, quanto menos lucros tem, mais lucros os CTT distribuem pelos accionistas. 

E não se pense que é a primeira vez que isto acontece. Não é. Já em 2016, com muito menos lucros que no ano anterior, a administração dos CTT distribuíra mais do que os que tinha realizado. É bem provável que já estejam a distribuir lucros anteriores à privatização. O que acaba por explicar mais uma privatização do novo professor catedrático que, na altura, ninguém entendeu...

Patifarias e toupeiras

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Vamos lá a ver se percebi. Alguém acedeu ilegitimamente a sistemas informáticos, violou correspondênicia, roubou e divulgou ficheiros com informação privada e confidencial. Alguém pegou em toda essa informação e toda essa correspondência e passou a divulgá-la selectiva e manipuladamente ao longo de meses, a um ritmo semanal, através de um canal televisivo. Para interromper essa escalada, altamente lesiva dos seus interesses económicos, da sua honra e do seu bom nome, a vítima apresenta em Tribunal uma providência cautelar com vista à suspensão dessa divulgação. Um juiz do Tribunal nega provimento a essa providência, num acórdão que incita à continuidade da violação da lei e dos princípios do Estado de Direito. A vítima recoirre dessa decisão para a instância superior. Dez meses depois, por unanimidade dos três juízes desse Tribunal, um acórdão notavelmente justificado arrasa a decisão da primeira instância, e proíbe finalmente esse longo processo de divulgação pública e manipulação abusiva de dados e correspondência privados, fixando uma elevada penalização financeira para o incumprimento. O que já estava, já estava. O mal feito, feito estava, não havia nada a fazer, evidentemente.

Passadas poucas semanas, sem que nada se continuasse a saber sobre a investigação aos crimes reconhecidamente praticados, e sem quaisquer arguídos constituídos, a vítima é objecto de uma mega busca policial. Um assessor jurídico da vítima é detido, acusado de corrupção sobre dois funcionários judiciais, para obter deles informações sobre os processos que correm sobre o assunto.

O detido, e assessor da vítima, tem um passado particularmente activo naquele alguém que, para ilegítimo proveito próprio, pegou naqueles dados e correspondência ilegalmente subtraídos à vítima e procedeu à ilegal divulgação.

É isto, não é?

Pobre vítima. Pobre Benfica. Quanta glória derramada em tanta patifaria... Quanta chama perdida nas catacumbas de tanta toupeira...

Cátedra papista

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Não há volta a dar. Passos Coelho tem o condão de dividir o país... Desta vez é o destino que deu à sua carreira - depois de abandonar, primeiro, a liderança do partido e, logo a seguir, o Parlamento - que divide o país. Se não ao meio, perto disso...

O país começa logo por dividir-se quanto à natureza da coisa: se é um destino ou uma origem. Porque, na realidade, trata-se de iniciar agora uma carreira profissional. Na verdade nunca se lhe conheceu profissão, do seu passado profissional nada se conhece se não umas trapalhadas pouco edificantes na Tecnoforma. 

Estou em crer que é exactamente isto que dá importância ao assunto. Não tinha origens, não tinha sítio nenhum para regressar. Não tinha referências, que não umas breves alusões a uma suposta apetência para abrir portas

E por isso o país diviede-se entre os que acham que poderia manter-se Assembleia da República, prolongando o seu estado profissional e os que acham que, aproveitando-se da condição de ex-primeiro ministro, poderia ter dado o salto para qualquer instituição nacional ou internacional, pública ou privada. Uma parte do país acha que manter-se deputado seria resignar-se a um comodismo indigno do estatuto que atingiu. Outra que, aproveitar-se desse estatuto, não seria ajustado à dimensão da sua seriedade e à sua condição austera. E outra ainda que acha que quem só tem jeito para abrir portas só serve mesmo para porteiro.  

A melhor saída era mesmo tentar a carreira académica. Nisto, nem o país nem a doutrina se dividem. É o meio, onde está a virtude. A virtude e o passaporte para o segundo fôlego da sua carreira política, daqui a uns anos: nem a passividade do dolce fare niente, nem a ambição desmedida do lobismo, nem a falta de escrúpulos do exercício da magistratura de influências. 

A parte gaga da coisa não está sequer na (falta de) competência académica. Em última análise, quem serviu para governar o pais também servirá para dar umas aulas. Alguma coisa pode ter aprendido que possa agora ensinar... A parte gaga está no papismo mais papista que o papa da qualificação que lhe foi entregue. Professor catedrático, no escalão mais alto do vencimento, com as exigências e as dificuldades que as Universidades colocam a quem nelas faz profissão e carreira, não fica muito bem neste retrato... 

 

 

 

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"Arriverdeci"!

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A Alemanha tem finalmente, cinco meses depois das eleições, condições para formar governo. Ontem os mlitantes social-democratas do SPD confirmaram em referendo o "bloco central", e com isso o novo fôlego de Merkel. E a União Europeia mais ou menos no mesmo tom, mesmo que Macron o queira um bocadinho mais carregado.

Coisa em que, pelos vistos, a Itália não está interessada. Nas eleições de ontem, os italianos não adiantaram lá grande coisa à governação do país - aquilo parece ingovernável - , mas não deixaram grandes dúvidas que não vão em cantigas - isto é ainda efeito do festival - europeias. Se aqueles resultados não dão para governar, já dão bem para perceber um "arriverdeci" à União Europeia, bem claro no pontapé no rabo de Matteo Renzi, o primeiro-ministro que fora uma espécie de comissário político designado pela União Europeia.

 

O futebol (do Benfica) é isto mesmo!

 

 

"O futebol é isto mesmo". É um jargão do futebolês, mas se dissermos que "o futebol do Benfica é isto mesmo" estaremos a descrever o que se passou hoje na Luz - praticamente cheia - numa noite diluviana para receber, desta vez, o Marítimo. 

O jogo até nem começou lá muito bem. Pertenceram ao Marítimo o primeiro remate e o primeiro canto - a até o segundo - do jogo. Com uma pressão muito alta, os jogadores da equipa insular não condicionavam apenas a saída de jogo do Benfica. Ganhavam permanentemente a bola, e logo com a baliza do Varela ali à mão.

Foi assim no primeira dúzia de minutos. Mas... aí está - o "futebol do Benfica é isto mesmo", e percebia-se que os jogadores do Marítimo eram apenas os pardais a tentar aproveitar o primeiro milho. Quando o primeiro quarto de hora se despedia do jogo já o Benfica rompia a teia, construia a primeira jogada do seu "futebol que é isto mesmo" e fazia o primeiro golo: Jonas, claro. Com a classe que só Jonas dá aos golos...

A tendência direitista vinda da semana passada mantinha-se. Era da ala direita que o Benfica desferia os golpes, uns logo a seguir aos outros. À famosa ala esquerda de Grimaldo e Cervi, assessorada por Zivkovic, respondia, à procura da mesma fama, a ala direita de André Almeida e Rafa, assessorada por Pizzi. Tudo,  da direita ou da esquerda, a desaguar na classe dos golos de Jonas. Se o primeiro tinha sido muito bom, o segundo - terceiro do jogo, porque o segundo, com certificado de denominação de origem na esquerda, fora obra de Grimaldo, seis minutos depois do primeiro - foi uma obra de arte, em mais uma assistência de André Almeida. 

Faltavam 10 minutos para o intervalo quando Jonas assinou essa obra prima. Até o terceiro, quarto do Benfica, sete minutos volvidos, na cobrança de um penalti cometido sobre Rafa em mais uma jogada do "futebol do Benfica  que é isto mesmo", foi notável. Depois de ter falhado dois penaltis (Belenenses, que custou dois pontos, e Boavista) Jonas quis mostrar como se marcam penaltis indefensáveis. E com categoria.

Com quatro a a zero ao intervalo perspectiva-se um recorde de golos. Sete, oito, sabia-se lá...

O início da segunda parte apontava para aí. Tivessem sido mantidos os índices de eficácia e assim teria sido. Mas não foram, e o Marítimo defendeu-se muito mais. Especialmente depois de, já perto da hora de jogo, ter ficado reduzido a dez jogadores, pela inevitável expulsão de Gamboa, por sugestão do VAR confirmada pelo árbitro, depois de consultar as imagens. A partir daí o Marítimo só defendeu.

Defendeu com dez, e o Benfica só marcou por mais uma vez - aos 81 minutos, num golaço de Zivkovic. Até deveria ter valido por dois!

Nem a chuva pára este "futebol do Benfica  que é isto mesmo". Com o que se tem visto, até pode nem dar para o penta, mas que é - de longe, a enormíssima distância - o melhor futebol que por cá se vê, lá isso é!

 

 

A tragédia do século

 

(OMAR SANADIKI-REUTERS)

 

Começou com a esperança da Primavera àrabe, há apenas 7 anos, e transformou-se na mais sangrenta e complexa guerra deste século. Interminável. Acontece na Síria, mais um país parido pela primeira guerra mundial, desenhado à revelia das diferentes tribos e das autonomias das diferentes regiões, e não admite tréguas, por breves horas que sejam, para assistência humanitária. À responsabilidade de uma ONU que tem no terreno agentes capazes de a trocar por sexo, deixando às pobres mulheres sírias a trágica opção entre salvar os filhos ou salvar a sua própria reputação.

Uma ONU polticamente ineficaz e ignorada, bloqueada no seu Conselho de Segurança, onde têm assento todos os interesses na guerra. Com os interesses geo-estratégicos da Rússia à cabeça. Os dos Estados Unidos, porque lá está o terrorismo islâmico, mas porque lá está a Rússia. E os da China, porque lá está o Irão, do xiismo e donde lhe vem o petróleo. 

Lá está também a Turquia, porque lá está a oportunidade de atacar os curdos e as suas aspirações independentistas. Lá está a Arábia Saudita, porque lá estão os xiitas do Irão. E lá está até a Coreia do Norte, com as armas químicas que mais ninguém quer mostrar, mesmo que bloqueada pelas sanções internacionais, que não pelo cinismo da guerra.

E cá está a União Europeia, aqui tão perto, impávida e hipócrita: os que lá estão a morrer já não passam o Mediterrâneo para cá. São centenas de milhar!

 

"Presente"!

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Parece que os professores norte-americanos começaram a dizer "presente" à chamada de Trump. Um professor de Estudos Sociais - não é de Matemática, nem de Química - pegou na pistola numa sala de aulas de uma escola secundária do Estado da Geórgia e disparou. Provavelmente para confirmar que a dita funcionava, porque o seu presidente quer os professores armados mas com armas que funcionem. 

Só não se percebe é por que raio, no fim, foram prender o homem. Trump não apreciou, mas não se sabe se já avisou a polícia que isso não se faz...

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