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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem gelo...

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Bob Dylan virou-se para o uísque!

"Onde é que está a novidade"? - já estão todos a perguntar. A novidade é que é pelo lado do negócio, é que o extraordinário criador de canções "virou" empreendedor exactamente pelo lado do uísque

Uma novidade não tem que ser necesariamente uma surpresa. E na realidade nem há aqui grande surpresa: se sair-se tão bem no manejamento da palavara a escever canções lhe valeu o Nobel da literatura, tanto lidar com o uísque ... pode dar premium

Sou muito mais dado ao Scotch, acho que é no malte que está a verdade, mas não deixarei de experimentar um "Heaven's Door" 20 anos... Se é que vai ser possível lá entrar. Pode sempre acontecer que, por mais que se bata, a porta se não abra.

Por mim, o rótulo já estava!

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O último adeus

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Não faço parte da imensa maioria da turba da bola que ficou surpreendida com o que hoje se passou na Luz, mais uma vez com mais de 50 mil nas bancadas. Tornara-se evidente que, depois de ter perdido Jonas, já lá vai um mês, o Benfica entrara em queda livre. Só faltava saber onde é que iria parar. Em pleno movimento de queda, olhar para a constituição da equipa que Rui Vitória decidiu apresentar, era mais um factor de previsibilidade do que se viria a passar. A lesão do André Almeida, à meia hora de jogo e quando já se via claramente o que o jogo tinha para dar, e a opção (um tal Douglas) para a sua substituição, naquela defesa, transformou o previsível em inevitável.

Se já se percebera que o Benfica tinha regressado ao registo da primeira fase da época, não conseguindo manter o controlo dos jogos, nem um ritmo aceitável durante muito tempo, desligando-se facilmente do jogo e perdendo rapidamente as poucas ideias tinha, este jogo de hoje fez questão de que confirmar essa evidência. Foi o teste do algodão, a prova provada que a regra deste Benfica que se queria penta é esta pobreza, este descalabro técnico-táctico, esta falta de qualidade. A dúzia de jogos bem sucedidos, com bom futebol, que nos alimentaram o sonho do penta são a excepção.

Como naquele período em que perdeu tudo o que havia a perder, entre Setembro e  Dezembro, que julgávamos enterrado bem fundo no passado, o Benfica entrou bem e marcou cedo. No primeiro remate do jogo, mal se tinham jogado os primeiros 10 minutos. E durou até ao meio da primeira parte, quer dizer, mais outros 10 minutos.

A partir daí, foi o descalabro. De tal forma que, mesmo sem que o Tondela tivesse feito qualquer remate, o primeiro golo, à saída da primeira meia hora, era já esperado. Não há melhor forma de perceber o que se estava a passar: sem ter feito sequer um remate, já se percebia que o golo do Tondela estava a chegar. Aconteceu numa perda de bola de Cervi - culpa do argentino que não está jogar nada, mas consequência da falta de soluções da equipa - e depois lá estava Luisão, que não merecia passar por isto, para assistir na primeira fila ao bom trabalho do ponta de lança tondelense. Logo a seguir, pouco mais de 5 minutos depois, Varela recebeu uma bola atrasada, complicou e acabou por chutá-la para fora, logo ali. É inacreditável, mas é verdade: lançamento lateral e... novo golo. Ao segundo remate. Mais uma vez  com Luisão a assistir, agora literalmente.

Ao intervalo, a substituição do costume. Sálvio entrou para o lugar do desaparecido Cervi, e dispôs logo de duas oportunidades incríveis. Numa delas fez mesmo o mais dfifícil, em frente à baliza, sozinho e a 1 metro da linha de golo, conseguiu mandar a bola para a bancada. Foram muitas as oportunidades de golo desperdIçadas, é verdade. Faltou sorte, mas a equipa não fez por merecê-la. E foi o Tondela que voltou a marcar. Primeiro, um golo que me pareceu mal anulado, e que seria o hat-trick do Miguel Cardoso. E, depois a valer, o terceiro. Em 5 remates!

Faltava ainda a terceira substituição, também a habitual. A entrada de Seferovic, mais uma vez à espera não se sabe de quê, para retirar o melhor - ou o menos mau - dos que estavam em campo: Zivkovic. Qual Pizzi?  Qual Douglas? Não, Zivkovic é que era!

Que deu no que sempre tem dado: nada!

Já nos descontos Salvio fez o segundo golo, com que fechou a segunda derrota em casa. Consecutiva. E a do último adeus a um título que seria o penta. Que, percebe-se bem, ou ninguém que manda no Benfica quis, ou todos negligenciaram!

 

Não querer saber*

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Comemoraram-se anteontem os 44 anos do 25 de Abril. Fez-se festa por todo o país, e discursos no Parlamento, centro das comemorações oficiais.

Discursos cheios de retórica, uns mais cinzentos que outros, com mais ou menos referências à “manhã que Sofia esperava” daquele “dia inicial inteiro e limpo”, mas que geralmente dizem pouco. E a que pouca gente liga alguma coisa, à excepção daqueles que da sua decifragem fazem modo de vida.

Desta vez houve surpresas. Eu, pelo menos, fui surpreendido com a introdução do tema central da nossa democracia no discurso oficial das comemorações do 25 de Abril. Comemorar a revolução dos cravos é, tem de ser antes de tudo, avaliar os riscos da nossa democracia, que é exactamente o que de mais importante acabou por ficar.

A qualidade da nossa democracia tem-se vindo a degradar a um ritmo alucinante. A corrupção foi-se instalando, corroendo-a até à exaustão, minando o sistema político e afastando irreversivelmente eleitos e eleitores, destruindo os mecanismos de representação que constituem os alicerces, os pilares e as vigas do edifício democrático. Depois de 10 anos de escândalos de corrupção na banca e em agentes políticos de segunda linha, atravessamos agora o período mais negro da História de Portugal, com sucessivas revelações de corrupção ao mais alto nível das instituições, do Estado e da governação.

Estranhamente – ou talvez não – a sociedade civil não reage, e parece aceitar como normalidade o que a democracia não pode tolerar. A classe política parecia viver bem com isto, com esta paz podre de que somos nós os primeiros responsáveis. Até que, no dia de comemorar a democracia, alguns se lembrassem de nos lembrar que está em perigo. E que já não é possível salvá-la mantendo intocável o actual o sistema político.

Começou por dizê-lo uma jovem deputada – Margarida Balseiro Lopes, acabada de chegar à liderança da JSD – num discurso notável. Com todas as letras. Tocou-lhe ao de leve o presidente da Assembleia da República, e disse-o com decisiva veemência o Presidente da República, entre meias palavras e palavras inteiras.

Agora ninguém pode dizer que não sabia. Agora já só podem dizer que não querem saber. Como nós não temos querido saber!

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

Intrepretações

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De António Costa diz o Presidente Marcelo ser um "optimista irritante". Não se cansa de o dizer em todo o lado, e há muito. Ao discurso de ontem do Presidente, chamou António Costa moderno: "é difícil interpretar a arte moderna, nem sempre é possível interpretar os discursos modernos" - referiu o primeiro-ministro no meio do pagode em piquenique, nos jardins de São Bento.

Claro que António Costa percebeu o discurso de Marcelo. Faz é que não percebe.  Mas nós percebemos. E percebemos que "optimista irritante" é o mesmo que "assobiar para o lado". E começamos a ficar cansados de tanto optimismo e irritados com tanto assobiar para o lado, como se nunca nada se estivesse a passar. 

António Costa já não pode continuar a fazer de conta que vivemos numa democracia imaculada e saudável, à prova de bala. Que Sócrates nunca existiu, e que nada há para dizer de um governo de que até aproveitou alguns ministros. E muito menos pode continuar a fazer que não percebe. Se não, não percebe nada!

Ao lado do cravo. Sempre!

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Grande discurso da Margarida Balseiro Lopes, nova líder da JSD, e cá da região, nas comemorações oficiais do 25 de Abril, na Assembleia da República, em representação do PSD, de cravo ao peito. Muito aplaudido por Rui Rio, também com o cravo no sítio certo. 

Apenas um reparo: não houve nenhuma revolução em 1975, e hoje tratava-se de lembrar 1974. Abril, 25. Mas não é certamente isso que explica uma coisa que não tem explicação: Por que é que nenhum deputado aplaude o discurso do de outro partido?  

Mas, claro... os olhos estão sempre no Presidente da República. Marcelo, cujo percurso político até à actual unanimidade nacional é conhecido, entrou de cravo na mão. Não é novidade. Como novidade não é o destino que lhe tenha dado, mesmo que tenha sido possível confirmar que o casaco que vestia tinha lá o bolsinho que dá para acolher o lencinho, mas também serve de casa para aconchegar o cravo ao peito. Na hora do discurso lá estava, despido de simbologias. Do outro lado da fronteira que o cravo vermelho sempre traça a cada comemoração do 25 de Abril, no lado onde sempre vimos o seu antecessor, que não deixou saudades e de quem já nem nos queremos lembrar.  

Se calhar foi por isso que o discurso do PR não mereceu os aplausos da esquerda do Parlamento... Mesmo que o principal da mensagem tenha sido a óbvia e urgente necessidade de renovação do sistema político, como já fora a do Presidente do Parlamento, Ferro Rodrigues, ao referir-se à necessidade da "renovação democrática das instituições" e da exclusividade dos deputados, mesmo que revisitando a sua lamentável posição relativamente às últimas denúncias sobre os deputados insulares.

E viva o 25 de Abril. Sempre!

Jogo sujo

 

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Pelo mundo das denúnicas anónimas começa a perceber-se que a estrutura de comando do Benfica precisou de um ano para entender o que estava a passar-se. É tempo demais!

O jornal i dá conta de uma denúncia anónima enviada ao Ministério da Justiça, à Procuradoria-Geral da República, ao DCIAP, à PJ, à Liga Portuguesa de Futebol e à Federação, com alguns detalhes de uma estratégia pensada e montada com o único objectivo de pôr fim à hegemonia que o Benfica conquistara no futebol em Portugal e de restabelecer a velha ordem. Nela se identificam dirigentes, magistrados, agentes da PJ e jornalistas envolvidos.  

O jornal A Bola dá conta de outra, entregue no DCIAP, que aponta um inspector da PJ, devidamente identificado pelo nome e pela "militância" clubista, como a verdadeira toupeira que assegura o abastecimento informativo de jornalistas e redes sociais à revelia dos interesses da investigação e à medida dos da estratégia montada.

Há muito que se percebia a estratégia começada a revelar em Abril do ano passado. Só não se percebia o tolhimento da direcção do Benfica...

 

 

 

 

Voltando ao regime...

Capa Público

 

... O "Público" "diz" hoje que o ministro Vieira da Silva guardou na gaveta o relatório da auditoria à Santa Casa da Mersericórdia de Lisboa, particularmente negativo para a gestão de Santana Lopes.

Segundo o jornal, o relatório apresentava uma longa lista de irregularidades e denunciava pressões e condicionamento do trabalho dos auditores. De tal forma que o ministro achou que não seria muito conveniente homologá-lo - note-se bem, homologá-lo não é divugá-lo - antes das eleições internas do PSD. 

Bloco central é isto, não é outra coisa. A outra coisa? Só por cima do cadáver de todos os Santana Lopes!

E o regime é isto, para que fique bem entendido... 

Cumprir calendário sem cumprir os mínimos

Benfica apresenta-se no Estoril com o mesmo onze que perdeu a liderança 

 

Depois da derrota no clássico da Luz, que acabou com o sonho do penta, o Benfica apareceu hoje no Estoril (com bancadas seguras e sem quaisquer riscos para os adeptos) para cumprir calendário. Se não foi assim, foi isso que pareceu!

A primeira parte foi do que de mais fácil o Benfica encontrou nesta época. O Estoril não se remeteu à defesa, distribuiu-se pelo campo todo e, com isso, sobrou espaço para os jogadores do Benfica jogarem à bola ... em ritmo de cumprimento de calendário. As facilidades eram tantas, e de certa forma tão inesperadas, que a ideia que se instalava era que ... não havia problema. De resto, com os pequenos nunca há problema, pensava-se. Problemas é com os grandes, aí é que não há volta a dar...

Fez um golo - Rafa, aos 10 minutos - e poderia ter feito mais três ou quatro, para além da (péssima) arbitragem de Hugo Miguel ter deixado por assinalar um penalti contra o Estoril, e de lhe ter permitido continuar a jogar com onze, ao perdoar, nesse lance mas já pela segunda vez, a expulsão ao defesa esquerdo, Ailton. 

Ao intervalo o resultado não era apenas escasso. Era perigoso, e mais perigoso ainda pelas facilidades que o jogo tinha evidenciado.

O arranque da segunda parte confirmou esss perigos. O Estoril apertou e o Benfica cedeu. Aos 5 minutos chegou o primeiro grande aviso, com o golo estorilista. Não contou, o marcador estava em fora de jogo, mas ficou o susto. 

O jogo nunca mais foi o que fora na primeira parte. Abriu ainda mais, partiu-se, como se diz em futebolês, e o Benfica passou a ter oportunidades umas atrás das outras, na maior parte dos casos na sequência de transições rápidas, na resposta aos ataques do Estoril. Todas sucessivamente falhadas, fosse na cara do guarda-redes, fosse com a baliza aberta. Rafa poderia ficar lá toda a noite sozinho com guarda-redes do Estoril que não marcaria. Desesperante!

Pelo meio o Estoril empatou, à entrada do segundo quarto de hora. E menos de 5 minutos depois já a bola batia no poste da baliza de Varela. Se na primeira parte a ideia era "que não havia problema", agora era que uma equipa que falhava tantas e tão claras oportunidades de golo não merecia ganhar o jogo.

Essa ideia ia ficando mais consolidada à medida que nos lembravamos de Jonas, e da falta que faz. Que, com muita pena, víamos a lástima a que chegou o André Almeida, numa crise de forma como nunca lhe víramos. Que víamos como Pizzi desapareceu, e como continua com lugar cativo na equipa. Que víamos como Raúl Jimenez não encaixava. Que víamos a equipa a piorar, em vez de melhorar com as substituições. Ou que tínhamos vontade de agarrar Rui Vitória pelos colarinhos para que nos explicasse o que lhe ia na cabeça para colocar Seferovic em campo...

Com tudo isto a fervilhar-nos na cabeça, ao segundo dos 7 minutos de compensação, chegou o golo da vitória, pela cabeça de Salvio. Da goleada por 2-1, como disse no fim Rui Vitória. Mais que agastado, visivelmente desgastado!

Uma teia sem fim

 

 

 

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Sempre se falou da porta giratória entre os governos do país e o Grupo Espírito Santo (GES). Uns atrás dos outros saíam do GES para o governo para, depois, fazerem o trajecto inverso. Toda a gente sabia disto, toda a gente falava disto mas, enquanto durou o GES e Ricardo Salgado continuva "dono disto tudo", era como se nada se passasse. 

Também, falar disso, era diminuir a democracia.

Manuel Pinho era um - entre uma multidão - desses. Chegou ao governo de Sócrates vindo, claro, do GES. Saiu - com aquela cena dos corninhos no Parlamento - e logo voltou. Foi para uma universidade americana, a expensas da EDP. E descobre-se-lhe um apartamento de luxo em Nova Iorque. Foi  mais tarde investigado por isso. E pelo que isso poderia ter a ver com as rendas excessivas da EDP, depois entregue por Passos e Portas aos chineses. Nessa investigação percebe-se agora que Ricardo Salgado pagava a Manuel Pinho, directamente para uma conta offshore, 15 mil euros por mês, mesmo enquanto estava no governo. Ao todo mais de 1 milhão de euros...

Posso estar enganado, mas se calhar seria bom que mais nenhum Centeno viesse dizer que ainda não acabamos de pôr dinheiro no Novo Banco. Ou que cá estaremos para a ajudar o Montepio. Pelo menos enquanto não conseguirem julgar toda essa gente que roubou o país durante a vida inteira. E depois metê-los na prisão, como ainda não conseguiram fazer com Armando Vara!

 

 

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