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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quem diria? Mário Centeno a inspirar-se em Bruno de Carvalho...

 

 

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Só dá Bruno de Carvalho. Todas as conversas vão dar ao agonizante presidente do Sporting. Que fez o que fez e o que há muito vem a fazer. Que se "mandou para a piscina", que simulou até uma insuportável e incapacitante dor nas costas. Que foi pai e não pôde mostrar a filha recém nascida nos ecrans de Alvalade. E, pior que tudo, que ninguém sabe muito bem como livrar-se dele...

Fiquei com a ideia que o momento serviu de inspiração ao nosso ministro das finanças. Que Mário Centeno se inspirou em Bruno de Cravalho, quando ontem escreveu o que escreveu no Público. Isto é, que o ministro das finanças aproveitou a altura em que no governo "todos são Centeno" para fazer a sua "Assembleia Geral" a reclamar poder absoluto. Se não, que se vai embora!

Claro que Mário Centeno não tem nada a ver com Bruno de Carvalho, desde logo porque até é do Benfica. Não é arruaceiro e tem até o seu "charme"... Mas vai dar ao mesmo.... E o Cristiano Ronaldo das finanças não pediu mais de 75% de aprovação, mas também não ficou abaixo dos 90%. De certeza!

 

Fatalidade histórica

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Nem só de cinquentenários vive este ano. Também se comemoram centenários, e hoje passam 100 anos sobre a batalha de La Lys, na Flandres francesa, quando a I Guerra Mundial. já dava as últimas É habitualmente apresentada como uma página épica da nossa História, mas não foi bem assim. Seria mais ajustado chamar-lhe a Alcácer Quibir dos tempos modernos, tantas são as semelhanças...

À beira da derrota, que se consumaria poucos meses depois, e já em desepero, o exército alemão lançou um contra-ataque violento que apanhou pela frente, e destroçou por completo, o inexperiente e mal preparado corpo militar português, que não sabia o que era combater na Europa desde as invasões francesas. Não sabia o que era o combate de trincheiras e, africanizado, nem sequer de fardamento adequado dispunha.

O que hoje se comemora, com o Presidente da República e o Primeiro-Ministro por terras gaulesas, não é uma página gloriosa da História de Portugal. O que na realidade aconteceu naquela madrugada de 9 de Abril, há 100 anos, é mais uma inevitável fatalidade histórica tantas vezes repetida nas mais diversas circunstâncias da nossa História!

 

Nem sempre a sorte está de costas voltadas

V. Setúbal-Benfica, 1-2 (destaques)

 

Não começaram nada bem as coisas em Setúbal, onde o Benfica se apresentou hoje pela primeira vez na condição de líder. Logo no aquecimento, ainda antes do início do jogo, Jonas lesionou-se e teve de ficar de fora. Era a primeira grande contariedade para mais esta "final". Depois, o árbitro apitou para o iníco da partida, e o Vitória marcou. Primeiro ataque, primeiro remate, e golo!

A equipa do Benfica acusou a pressão de tanta contrariedade, e revelou dificuldade em soltar o seu futebol. Demorou a reagir à adversidade, e passou toda a primeira metade da primeira parte agarrada a um futebol engasgado, que não dava se não para acrescentar tranquilidade e confiança aos jogadores do Vitória. À dobragem dessa primeira metade, as coisas mudaram, e o Benfica, sem  nunca atingir a exuberância que tem vindo a revelar, começou a melhorar, e as oportunidades de golo a aparecerem. À terceira, ao minuto 28, surgia o empate, com o golo de Jimenez depois de um bom cruzamento de Rafa.

O Benfica dominava o jogo por completo, mas no último passe, no cruzamento final, aparecia sempre mais um pé, uma perna ou uma cabeça setubalense. Quando isso não sucedia, as ocasiões eram desperdiçadas. A bola ou saía ao lado, ou era defendida pelo guarda-redes. 

A entrada na segunda parte indicava que o jogo se manteria nesse registo, com o Benfica a dominar sem ser nem exuberante nem eficaz. Mas depressa tudo mudou, e cedo se foi percebendo que a equipa se ia desligando do jogo, enquanto o Setúbal ia crescendo. 

Para isso muito contribuiu a desastrada decisão de Rui Vitória de trocar Rafa por Seferovic. Percebe-se que tem o chip, mas uma coisa é ter Jonas lá dentro e juntar-lhe Jimenez; outra é o mexicano já lá estar, e no banco estar sentado o Seferovic.

O problema não era pôr gente na área sadina. Era pôr lá a bola. E não era Seferovic que a levaria até lá. Não fazia isso nem qualquer outra coisa. E o futebol do Benfica caiu para níveis verdadeiramente  inaceitáveis. É certo que desfrutou de duas boas oportunidades de golo. E teve um golo mal anulado, por fora de jogo (Jardel) inexistente, sem que se percebesse a decisão do VAR, na únca jogada bem conseguida na segunda parte. Mas o que se sentia era que o Benfica não iria ganhar o jogo, e que poderia mesmo vir a perdê-lo.

Falhado o futebol, o Benfica recorreu ao coração. E passou ao pontapé para frente, para pôr a bola na área de qualquer maneira, à espera da sorte. E a sorte apareceu num penalti sobre Salvio, no segundo dos 5 minutos de compensação. Que Jimenez converteu, bisando e dando ao Benfica, nesta época, a primeira vitória que a equipa não mereceu. Hoje houve estrelinha, nem sempre a sorte está de costas voltadas.

Com esta vitória o Benfica segura o primeiro lugar. Vai passar a segunda semana na liderança e é nessa posição que vai agora receber o Porto, no jogo do título. Quem o ganhar será  campeão!

Claro que o Benfica terá que jogar mais do que fez hoje. Sabe-se que há sempre jogos assim, e que estes jogos nunca têm nada a ver com os grandes e decisivos clássicos. Mas também se vê que a qualidade de jogo, que vinha sendo altíssima, tem a vindo a cair nos dois últimos jogos. E isso não é bom...

Indicador de democracia

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A notícia dá-a o Jornal de Notícias, e conta que o Laboratório da Universidade de Évora, chamado a efectuar um estudo para analisar a água depois de um derrame de fuelóleo no Porto de Sines, em Outubro de 2016, concluiu que não estava em causa a sua boa qualidade e que, por isso, não eram exigíveis quaisquer responsabilidades quer à Administração do Porto de Sines quer à empresa responsável pelo derrame.

Alguém - a notícia não esclarece quem - desconfiou dessa conclusão, e outro estudo posterior concluiu exactamente o contrário, e a empresa responsável pelo derrame foi acusada de crime ambiental. 

Poderia tratar-se apenas de dois estudos diferentes chegarem a conclusões diferentes. Acontece... Mas não é isso, são dois estudos sobre a mesma coisa que chegam a conclusões opostas. Já não é assim tão comum... E a coisa muda de figura quando se passa a saber que o Laboratório de Ciências do Mar (CIEMAR) da Universidade de Évora é financiado pela Administração do Porto de Sines...

É por estas e por outras que as instituições se desacreditam. Notícias destas podem não ser notícia todos os dias, mas já é como se fossem. E quando se perde a confiança nas instituições perdem-se todas as referências da democracia!

A qualidade da democracia mede-se, como se mede a qualidade do ar. Ou da água. E não há melhor indicador para a medir que a confiança dos cidadãos nas instituições!

 

 

Voltas trocadas

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Quando Lula vê abrirem-se as portas da prisão para entrar, Carles Puidgemont vê-as abrirem-se para sair. A absurda acusação de rebelião que o Estado espanhol utilizou foi considerada “inadmissível” pelo tribunal  alemão por, como era evidente, se não cumprir o requisito de violência.

Acabou, mesmo assim, por aceitar a acusação de desvio de fundos, fixando-lhe por isso a fiança de 75 mil euros para o deixar sair em liberdade. Talvez para minimizar os danos no governo de Madrid...

Ponto final.

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O Supremo Tribunal Federal, do Brasil, rejeitou o pedido de "habeas corpus" de Lula, abrindo-lhe a porta de entrada da prisão e a de saída da corrida eleitoral.

As serpentes, mesmo as maiores jiboias do Brasil, matam-se pela cabeça. Até porque consta que não têm coração. Lula não matou a serpente, a gigante serpente brasileira, e deixou-se embrulhar nela, traindo todo um Brasil. Mas não foi esse, não foi o Brasil traído que o acusou, julgou e condenou. Foi o outro!

Cinquentenário - Martin Luther King

Martin Luther King Jr.

 

Um cinquentenário é sempre um acontecimento, comemorar 50 anos é sempre mais que assinalar uma simples efeméride. Se, no século passado, a década de 60 foi uma das mais ricas, 1968 foi um dos mais palpitantes anos da década e deixou muito para comemorar. Por isso 2018 tem muito cinquentenário para comemorar.

Começa com o do assassinato de Martin Luther King, que tinha um sonho - "I have a dream"!

O sonho de que um dia os filhos de antigos escravos pudessem “partilhar a mesma mesa em fraternidade” com os filhos de antigos donos de escravos, o sonho da convivência entre brancos e negros sob a mesma bandeira, a mesma lei e com as mesmas oportunidades.

Martin Luther King, Nobel da Paz em 1964, foi morto às 6 da tarde de 4 de Abril de 1968, quando discursava à varanda do quarto 306 do Lorraine Hotel, em Memphis, no Tennessee, pelas balas disparadas por um racista - James Earl Ray.  O seu sonho, não!

Esse continua vivo, como viva continua a sua mensagem contra o racismo, a pobreza e a violência, meio século depois, num testamento de esperança aberto há poucos dias atrás em Washington, pela sua bisneta, Yolanda Renne King, de 9 anos.

A graça de brincar com o fogo

 

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Quando é notícia um segundo acidente mortal com um dos seus carros autónomos; quando chama de volta à fábrica 123 mil carros com problemas mecânicos; e quando a empresa está a ser fortemente pressionada em bolsa, com perdas de 20% desde o início do ano, a que corresponde uma desvalorização de 10 mil milhões - ten billions, como por lá se diz - de dólares, Elon Musk, o presidente da Tesla, resolve brincar ao primeiro de Abril, anunciando a falência da sua empresa.

Se tivesse sido um qualquer quadro da empresa a fazê-lo teria sido despedido na hora. E certamente que muito bem... Não sei se a homens - e mulheres - como Musk tudo se perdoa. Sei é que eles (e elas) estão convencidos que sim!

E sei também que nós, simples comuns mortais desprovidos de rasgo visionário, gostamos de lhes achar graça. Como aqui há uns anos achávamos às brincadeiras de Michael O’Leary, o homem da Ryan Air... A que agora já não achamos piada nenhuma!

"Qual é a parte do não há dinheiro que não percebem"?

Capa do Jornal de Notícias

 

Quando no governo "somos todos Centeno" - o ministro da saúde só poderá ficar na História por esta expressão, porque na sua pasta os seus feitos são defeitos - a versão fofinha do "qual é a parte do não há dinheiro que não percebem", as gentes e os agentes do teatro reclamam do Orçamento. Do mesmo Orçamento tão generoso para Novo Banco, que até já lá tinha 800 milhões milhões, quando parece que até só é preciso metade. Dos orçamentos do défice estragado pela Caixa Geral de Depósitos (mais 4,5 mil  milhões sem dizer a ninguém porquê nem por quem), ou dos orçamentos de bolsos abertos para os colégios privados sobrelotados de ex-governantes e decisores políticos amantes de bons carros e melhores vinhos.

Letra de cor

Benfica-V. Guimarães, 2-0 (destaques)

 

Não foi nada fácil, este primeiro jogo das últimas sete finais. Cada vez mais será assim, jogos difíceis onde o que importa é ganhar. Gostaríamos que fosse de outra forma, que as últimas exibições se repetissem sucessivamente, com os mesmos resultados, mas sabemos que não vai ser assim. Porque tudo aperta, e na hora do aperto...

A Luz estava bonita, como sempre, e o Benfica entrou bem no jogo. Com ritmo, muita bola, muita variedade naquele jogo de toca e foge, de muita tabela e muita desmarcação. O Vitória (de Guimarães) foi-se aguentando, muito recuado, com as linhas muito juntas, e com muita dinâmica defensiva - também há dinâmica a defender, não é só a atacar. E à medida que o tempo ia passando - é dos livros - foi ganhando confiança e, com ela, começou a aventurar-se por terrenos mais adiantados. De tal forma que lhe pertenceu o primeiro canto do jogo. E depois o segundo, e o terceiro e o quarto...

Quer isto dizer que o Vitória começou a superiorizar-se e a criar perigo junto da baliza de Varela? Não. De maneira nenhuma!

Quer apenas dizer que, embora dominado, nunca foi asfixiado. Que o domínio do Benfica era evidente, mas o ritmo era intermitente e, nessas intermitências, o Vitória, que nunca foi submisso, esticava o jogo. E a  partir de metade da primeira parte o jogo do Benfica começou a revelar uma pressa que o levou a perder fluência. Passes longos, e de maior risco, em vez de transporte de bola e de tabelas rápidas, começavam a ser características de um jogo que começava a não correr bem.

Estávamos nisto quando, ao terceiro canto favorável ao Benfica, surgiu o penalti que daria no primeiro e decisivo golo. Quando o defesa João Aurélio, na área, desviou com a mão uma bola a que Jonas não chegara e que iria acabar por sair pela linha de fundo. Toda a gente viu, menos o árbitro, Carlos Xistra. O  VAR também viu e e contou-lhe o que viu. Ou, no mínimo, aconselhou-o a ir também ver. Foi o que fez, e a partir daí fez o que só podia fazer - assinalar penalti. Que desta vez Jonas converteu de forma irrepreensível, quando faltavam dois minutos para o intervalo, que deixaria para trás uma primeira parte de grande domínio (68% de posse de bole) mas poucas oportunidades de golo. Duas, apenas ...

Para a segunda parte o Benfica atacava para a "baliza grande" - sempre que escolhem campo os adversários decidem contrariar a crença benfiquista - e esperava-se mais e melhor. Tudo prometia ser assim, com uma entrada fortíssima. Nos primeiros cicno minutos, três grandes oportunidades de golo, duas delas de Grimaldo, que justificava já o estatuto de melhor em campo.

Foi sol de pouca dura porque... aí está. São este jogos assim. Se a bola não entra, se os jogadores começam a perceber que não é dia sim, activam outro comando para o plano de jogo. E ao fim do primeiro quarto de hora da segunda parte já o jogo estava tão incaracterístico quanto estivera na maioria do primeiro tempo. Com a agravante de Fejsa ter sido amarelado muito cedo - ficando à beira de supensão, tal como Jardel, mais tarde - num jogo muito exigente para a sua posição.

A entrada de Raul Jimenez, aos 69 minutos e talvez tardia, ajudou a arrumar com o jogo. Aos 77 minutos, num fantástico passe de letra - não havia alternativa para aquela bola, mas isto é só para quem sabe a música (e a letra) de cor - colocou a bola na cabeça de Jonas, para fazer o segundo golo e fixar o resultado final. Curto, face às oportunidades de golo apesar de tudo criadas - Zivkovic falharia, aos 85 minutos, a mais flagrante de todas - e face ao domínio exercido (72% de posse de bola, no final) mas aceitável face às dificuldades do jogo. E do momento!

E, por falar em momento, talvez este fosse o melhor para a pior exibição deste ano. Porque este deve mesmo ter sido o jogo mais fraco do Benfica deste ano de 2018, se é que, com uma letra daquelas, se pode dizer isso.

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