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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Já lá vão 20 anos...

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Há 20 anos, faz hoje precisamente, o presidente Jorge Sampaio declarava aberta a Expo 98. Seguiram-se 4 meses de festa, e o país não viu nem quis falar de outra coisa. Lisboa mudou de cara, que já era bonita, mesmo que frequentemente mal cuidada. E ficou mais bela, multiplicou encantos e não mais poupou em  sedução, atrevida e gaiata.

Do país se diz que a bebedeira foi grande, e muitos ainda falam da ressaca. Mas quem é que não gostou da festa?  

Vai dar para lhe tomar o gosto. Mas só um bocadinho... A uns, para provar... A outros, para recordar.

A festa da Taça

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A Taça. O David, que voltou a vencer Golias. A comunicação social, que levou pancada do José Mota. Os adeptos, que vão além das claques. Que abandonam em massa, quando, para eles, o objectivo único de ganhar deixou de ser possível. Ou que ficam, porque é preciso continuar a agredir e a insultar. Já não sabem fazer de outra maneira... Porque os jogadores têm que ser máquinas ... de ganhar. Apenas de ganhar. E a comunicação social é para abater. É o inimigo ao serviço de todos os inimigos. E repórteres, fotógrafos e operadores são a carne e o osso do inimigo.

Foi a festa da Taça... Dizem!

Parabéns para a Vila das Aves!

Que grande cartão de apresentação!

 

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O Benfica começou a apresentar as primeiras contratações para a próxima época. O guarda-redes Vlachodimos estava há muito anunciado, mas o jovem (22 anos) lateral direito nigeriano, Hebuhei é uma enorme surpresa.

Diz-se que faz lembrar o Nelson Semedo, e isso já é bom. Mas bom, extraordinário mesmo e nunca visto, é o fluente e escorreito português com que se apresentou. Não faço ideia onde, nem como, aprendeu português. Sei que vem da Holanda e que não precisou nada daqueles toques na bola que, em "jeans" e camisola da equipa, constituem o estereotipo da apresentação das novas contratações. Expressar-se tão clara e correctamente na língua de Camões vale mais que milhões de toques sem deixar cair a bola!

Benvindo Hebuhei, e toda a sorte. De certeza que o manto glorioso te assenta muito bem!

 

É só boas notícias

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As notícias de hoje não são apenas sobre Bruno de Carvalho e o Sporting. Passam-se  mais coisas e há mais notícias. 

Sabe-se que Miguel Relvas foi contratado por uma empresa americana, de Silicon Valley. 

A empresa - Dorae, assim se chama - start up que trabalha com inteligência artificial e outras tecnologias de ponta na exploração de minas e matérias primas, e quer e precisa de entrar em África e no Brasil. E para isso, lembrou-se de quem? 

De Relvas, evidentemente. E não fez a coisa por menos: recrutou-o e nomeou-o responsável máximo para as áreas de política pública e sustentabilidade.

Há um ou dois dias atrás os jornais divulgaram amplamente uma nota do governo dando conta da recusa do braço direito de António Costa, o ministro Pedro Siza Vieira, em intervir em decisões que dissessem respeito à OPA dos chineses à EDP, que aqui trouxemos recentemente. Porque - como bem sabemos, ética é ética - a sociedade de advogados que ele integrava antes de chegar ao governo, e para onde regressará quando de lá sair, é exactamente a representante daqueles accionistas.

Noticia hoje o Público que a OPA dos chineses foi facilitada pela legislação criada em Junho passado, há menos de um ano, no âmbito do Programa Capitalizar, impulsionado pelo ministro ... Siza Vieira!

É só boas notícias...

 

 

 

Sem tino e sem destino*

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O país está ainda em choque com a violência de que foi palco a Academia do Sporting, em Alcochete que, em boa verdade, chocou muita gente mas terá surpreendido muito pouca.

E não, não me refiro apenas ao universo do futebol, aí não há sequer razão nenhuma para surpresas. Refiro-me a todos os que se preocupam com o país, e que se apercebem da degradação das instituições e, de uma forma geral, da nossa vida colectiva.

Um país que assiste de braços cruzados a uma dolorosa e humilhante intervenção externa, a pelo menos uma década de escândalos na banca e nas elites políticas e empresariais, incluindo um antigo primeiro-ministro e vários ministros de vários governos, a revelações praticamente diárias de mais e mais corrupção, mas que reage sistematicamente com violência a um mau resultado do seu clube de futebol, mais que sem tino, é um país sem destino.

Repare-se como, aqui ao lado, em Espanha, com múltiplos escândalos de corrupção, mas ainda longe do que se tem passado por cá, se está a assistir à acelerada dissolução da estrutura de poder das últimas décadas. As sondagens desta semana revelam que o PP e o PSOE, que sempre asseguraram o poder nos 40 e poucos anos da democracia espanhola, já não representam, cada um, mais de 19% das intenções de voto. Abaixo do Podemos, e já muito longe do Ciudadanos, à beira dos 30%.

E como, por cá, os partidos que nos têm governado, passam incólumes por entre os pingos da chuva, mantendo intacto o seu fiel eleitorado, como adeptos de futebol, o que lhes permite protegerem-se transversalmente uns aos outros. E se alguma vez assim não acontece, o prevaricador é acusado de falta de lealdade. Como aconteceu no debate parlamentar da semana passada, sem que ninguém ousasse sequer achar estranho!

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Deixar de fingir... Ou não!

 

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O acto terrorista - bem sei que os puristas do Direito não gostam desta adjectivação - de Alcochete obrigou as principais figuras do Estado a deixar de fingir que não percepcionavam a violência instalada no futebol. Presidente da República, sentindo-se vexado, Presidente da Assembleia da República, com tão necessária veemência quanto tão desnecessária polémica e Primeiro-Ministro, anunciando mais um órgão na convicção que, assim, "protege o futebol de quem o quer o destruir", cumpriram os mínimos. Veremos se no domingo à tarde voltam a fingir tão completamente...

Agora falta o resto. Porque, do lado do futebol, se a nada for obrigado, nada fará. Percebe-se isso nas diferentes reacções dos principais clubes, e percebe-se isso no silêncio ensurdecedor do Presidente da Federação Portuguesa de Futebol!

Ó PÁ...

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Passos Coelho entregou boa parte da EDP - a maior empresa nacional que por si só "vale" o mais determinante sector da economia nacional - ao Estado chinês, há meia dúzia de anos, numa inaceitável decisão de alienação de soberania económica em favor de uma grande potência mundial, não europeia e, valha lá isso o que nos dias de hoje valer, de um Estado totalitário.

Compreende-se que o Estado tivesse que vender a sua participação na EDP, mais ainda naquela altura. E percebe-se que, tendo de o fazer, não fosse possível mantê-la em mãos nacionais. Era necessário dinheiro para as finanças públicas, o défice e a dívida pública a isso obrigavam. E não havia no país esse dinheiro porque, capitalistas, por um lado, e poupanças, por outro, as duas faces da moeda do dinheiro, nunca foram o nosso forte, antes pelo contrário. Fomos sempre mais dados a fazer figura com crédito...

E se eram os chineses quem mais dava... 

A inaceitável decisão de Passos Coelho teria, apesar de tudo, estas atenuantes.

Agora, passados estes 6 ou 7 anos, a empresa estatal chinesa que ficou com a fatia que então Passos Coelho lhe vendeu, e que lhe vale um pouco mais de 23% do capital daquela a que continuamos a gostar de chamar a energética nacional, quer mais. Quer tudo. Mesmo que querer tudo, nestas coisas, nunca seja querer tudo, basta o mais confortável controlo possível. E para aí chegar lançou uma Oferta Pública de Aquisição das acções que lhe faltam, a OPA.

A China Three Gorges - assim se chama a empresa chinesa - desta vez não vai comprar acções ao Estado português, que já não tem nenhuma. Nem para amostra. O Estado português tem apenas alguns instrumentos de regulação e, como se sabe, a faculdade de garantir - como tão bem tem feito e parece querer continuar a fazer - as famosas rendas, tão bem desenhadas por Mexia e Pinho, e melhor defendidas por Catroga. Indispensáveis para os resultados que hão-de pagar os dividendos, que já dobraram o investimento, e para os famosos vencimentos a António Mexia & Companhia. E no entanto, sem nada para vender, sem nada de nada para o défice ou para a dívida pública, António Costa apressou-se a dar as boas vindas à OPA, que recebeu de braços abertos e sorriso nos lábios!

Apressou-se - é a expressão. E a gente não percebe a pressa. E se não se percebe a pressa, muito menos se percebe sequer o interesse em abrir um processo que, independentemente do duvidoso sucesso da OPA, tem como ínequívoco e inevitável destino uma desmedida concentração de capital na mais fundamental das empresas nacionais. A caixa que foi aberta não será mais fechada...

Quando numa matéria destas António Costa ainda consegue ir muito para além de Passos, percebe-se melhor tudo o que se está a passar.

 

 

 

 

Haja coragem!

 

O que hoje se passou na Academia do Sporting, em Alcochete, pode querer dizer que a loucura em que se transformou o futebol em Portugal bateu no fundo. 

Espero que sim. E que sirva, desde logo e em primeira instância, para que o Sporting resolva os seus problemas, a começar por se livrar do clima insustentável que o seu presidente instalou. E inevitavelmente do próprio presidente. Depois, para que o poder político enfrente de vez as coisas do futebol, sancionando severamente todos os comportamentos socialmente inaceitáveis: impedindo o acesso aos estádios a todos os adeptos que façam da violência um modo de estar; não fechando os olhos nem os ouvidos às declarações de incitamento à violência dos dirigentes; deixando de ignorar a promiscuidade entre a política e o futebol e, finalmente, passando a actuar, através da regulação, sobre as televisões no que respeita à pouca vergonha dos programas de suposto debate do futebol, que transmitem a toda a hora, pondo em causa, se necessário for, as licenças que lhes estão atribuídas.

Se o que hoje se passou em Alcochete servir para isto, em vez do dia mais negro da história do Sporting, este poderá ser um dos dias mais importantes da história do futebol português. O desafio é grande. Haja coragem! 

 

 

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