Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E pronto. Já está!

 

Foi o melhor Benfica dos últimos largos anos, em Alvalade. Uma equipa personalizada, ambiciosa, afirmativa, e capaz de se impôr claramente ao adversário, coisa que, como se sabe, nem sempre aconteceu ao longo desta época.

Rui Vitória fez o percurso que muitas vezes fazem os treinadores, de besta a bestial, em poucos dias. Ninguém dava nada por aquela equipa que decidiu apresentar hoje, sem Jonas e sem André Almeida. E com Douglas e Samaris...

E no entanto, o Benfica arrasou. Com Rafa em grande, espectacular mesmo, com Pizzi de regresso, e com o Jimenez dos grandes jogos, a sair do banco. Com uma primeira parte de grande nível, da qual deveria ter saído com uma vantagem de dois ou três golos. Logo no início, e descontados aqueles minutos de pirotenia que interromperam o jogo, a bola rematada por Rafa bateu no poste e não quis entrar. Voltaria a fazer o mesmo, meia hora mais tarde, quando depois de uma enorme defesa de Rui Patrício voltou a ir ao poste e a sair. 

O Sporting, na sua máxima força, engasgara porque Bruno Fernandes, o municiador do jogo da equipa, o cérebro e a sala de máquinas do futebol da equipa de Jorge Jesus, foi secado pela dinâmica do meio campo que o Benfica apresentou.

A segunda parte foi diferente, e o jogo conheceu então fases de equilíbrio. Seria difícil ao Benfica manter o mesmo ritmo endiabrado, e  o Sporting já tinha a possibilidade de reagir e reajustar posições. Mesmo assim foram do Benfica as oportunidades de golo, aquelas em que, sem o adversário já poder intervir, a bola acaba por não entrar. Do outro lado, as oportunidades que o Sporting conseguia criar eram sucessivamente anuladas pela defesa benfiquista, onde Jardel esteve insuperável. E Rúben Dias igual a si próprio, o que quer dizer bem, mas com aquela falta de cuidado na abordagem aos lances que tudo pode deitar a perder, e que o começarão a deixar marcado pelos árbitros.

Com as oportunidades desperdiçadas pelo Benfica, o Sporting acreditou que podia segurar o nulo, e passou a jogar para o zero a zero, recorrendo a tudo para destruir o jogo de ataque do adversário, incluindo à violência, como sucedeu especialmente com Bruno Fernandes. Mas também com Acuña e Piccini, sempre com Carlos Xistra a ver qualquer coisa, para que o VAR não pudesse ver nada.

No fim ficou um grande jogo, com o resultado, mais uma vez, a penalizar o Benfica, a deixar ingloriamente 4 pontos nos dois dérbis. A entregar o título o Porto e, à conta de um regulamento anacrónico que adopta, para uma competição de 34 jogos, o mesmo critério de desempate de uma eliminatória de dois jogos entre duas equipas, a relegar os ainda campeões nacionais para o terceiro lugar. Fora da possibilidade de discutir o acesso à Champions...

Há três semanas atrás faláva-se de penta, e ninguém admitia sequer tal hipótese. Hoje ainda se diz que não, que ainda falta um jogo. Mas o que é que há-de dizer quem há duas dizia que "ainda não acabou"?

Não foi hoje, nem em Alvalade, que o Benfica perdeu o campeonato. Nem sequer o segundo lugar. Foi na Luz. Há três semanas, perdeu o campeonato, quando na segunda parte fez como hoje fez o Sporting mas, ao minuto 90, deixou que Herrera fizesse aquele golo. E ao minuto 92 Artur Soares Dias fez o que sempre faz. E, na semana passada, perdeu o segundo lugar quando permitiu que o impossível acontecesse com o Tondela!

 

 

 

 

Karl Marx - bicentenário

Resultado de imagem para karl marx

 

Nasceu a 05 de Maio de 1818, há precisamente 200 anos, e é um marco fundamental da filosofia política. Chama-lhe o teórico do socialismo mas, na realidade, teorizou o capitalismo. Analisou-o e dissecou-o como nunca ninguém fizera, na sua obra prima - "O Capital", com 151 anos - que continua a referência incontornável. 

E no fim, bem feitas as contas, acabou por lhe ser muito útil...

Todo um Tratado (Parte II)

 

Resultado de imagem para partido socialista e sócrates

 

Quando se julgava que as declarações de vergonha e outras que tais, que finalmente ouvimos do PS a propósito de Sócrates, resultavam de uma posição maturada e assumida pelo partido, rendido às evidências e decicido a abandonar a suicida atitude de manter a cabeça debaixo da areia, eis que, aos poucos, vamos vendo que ... nada disso.

Primeiro, António Costa e, depois claro, logo toda uma multidão, vieram dizer que não foi nada disso. Que tudo não passou de umas declarações avulso de uns tantos que aproveitaram a boleia de Manuel Pinho e de ... Arons de Carvalho, em mais uma demonstração que ... o PS não aprende. 

Pior, o PS não aprende nada nem sabe aproveitar as oportunidades que lhe caem do céu, num ortodoxismo que julgavamos património exclusivo de outro partido. E isso deixa-me surpreendido, mais ainda do que se manifesta o próprio António Costa. 

Todo um Tratado

Imagem relacionada

 

O maior especialista em vitimização é agora vítima de mais uma injustiça: “A injustiça que agora a direção do PS comete comigo". Só porque o PS, politicamente encostado à parede, sem mais por onde fugir, teve que que quebrar o silêncio, teve mesmo de dizer alguma coisa depois do velho Arons de Carvalho ter feito prova de vida. Por mais desajeitada que fosse, como foi! E pelas pessoas menos indicadas. Ou talvez não...

A poucos dias do congresso que tratará finalmente do exorcismo, Sócrates, sempre a vítima, entregou o cartão. Não porque tenha "ultrapassado todos os limites do que é aceitável no convívio pessoal e político”, mas porque foi o PS a fazê-lo " juntando-se à Direita política na tentativa de criminalizar uma governação".

É todo um Tratado...

Ler os outros: "Não tens nada que agradecer, Sporting"

Resultado de imagem para sporting novo banco millenium

 

A ler o João Mendes, no Aventar:

"Nunca falta dinheiro para salvar bancos. Nunca. Pode faltar na Saúde, na Educação, na Acção Social ou na Cultura, mas para salvar bancos, o que muitas vezes significa assumir calotes de devedores multimilionários que, pela posição que ocupam, poucos ousam incomodar, nunca falta um cêntimo.

De igual forma, nunca falta nos bancos dinheiro para salvar clubes de futebol. Pode faltar para as famílias, pode faltar para as empresas de outros sectores de actividade, mas para salvar clubes de futebol, o que muitas vezes significa assumir os custos de operações que, por mero acaso do destino, encheram os bolsos de meia-dúzia de agentes e dirigentes desportivos, também não falta um cêntimo que seja.

Desta vez foi o Sporting. Podia ter sido o Porto ou o Benfica, pois também eles receberam as suas borlas no passado. Uns mais que outros, é verdade, mas nenhum com grande motivo para reclamar. Mas desta vez foi o Sporting. O BCP e o Novo Banco, falido e mantido a respirar com o dinheiro dos contribuintes portugueses, perdoaram quase 95 milhões de euros de dívida que o Sporting tinha para com estas duas instituições bancárias. Reestruturaram-lhe a dívida, prática considerada profana num passado não muito distante.

Os dois bancos, tal como o Banco de Portugal, recusaram responder às perguntas dos jornalistas da SIC. Compreende-se: não é fácil de explicar. Principalmente quando um dos mecenas é um banco intervencionado pelo Estado, supostamente a parte boa que sobrou de um atentado terrorista contra os portugueses e contra as finanças públicas do país, onde só este ano iremos enterrar qualquer coisa como 800 milhões de euros. Num país onde existem crianças a fazer quimioterapia nos corredores do Joãozinho. Não tens nada que agradecer, Sporting".

Cinquentenário - Maio de 68 (II)*

Resultado de imagem para maio de 68

 

 

A década de 60 terá sido das mais gloriosas – deixem-me chamar-lhe assim - do século passado, com uma rara concentração de factos e acontecimentos históricos decisivos. Se tivéssemos que escolher um ano para príncipe dessa década, provavelmente 1968 seria o escolhido: Martin Luther King e Robert Kennedy, depois do seu irmão, o presidente John Kennedy, cinco anos antes, foram assassinados; Nixon foi eleito presidente da América, onde o protesto contra a guerra no Vietname rompia com o “establishment” e abria portas a novas formas de activismo político, que atravessaria o Atlântico para se instalar e ganhar forma de revolução nas ruas empedradas de Paris.

Tudo começou na universidade, como então acontecia por todo o lado, ou não fossem os estudantes de 60 a vanguarda revolucionária do Ocidente, mas depressa atravessou a sociedade e chegou às fábricas, atropelando todas as estruturas orgânicas. Revolução tão curta mas tão profunda, que proibia que se proibisse e proclamava o realismo de exigir o impossível, nunca se vira. Nem nunca mais se viu!

Foi há 50 anos, o Maio de 68. Durou menos de um mês, a 30 de Maio De Gaule anunciou eleições para Junho, e tudo voltou ao seu lugar. Mas – não tenham dúvidas - nada ficou na mesma. Mesmo que De Gaule tenha voltado a ganhar nas eleições de 23 de Junho…

Tudo voltou ao seu lugar, mas o lugar que cada um encontrou de volta já não era, nem nunca mais foi, o mesmo.

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

Mais do mesmo, mesmo que insustentável...

 

Resultado de imagem para público relatorio protecção civil

 

Era difícil de imaginar que, depois de tudo o que se soube sobre o que se não fez e o que se escondeu nos incêndios do início e no fim do Verão passado, ainda houvesse mais, do mesmo, para se saber. O que, trazido pelo "Público", ontem encheu o dia noticioso foi mais, do mesmo!

Mais improviso, mais negligência, mais incapacidade. Mais truques e faltas de escrúpulo. E mais um relatório escondido. Bem... não estava escondido; apenas estava a "cumprir o segredo de justiça". Francamente, pior era difícil!

Ilusório é isto mesmo

Resultado de imagem para roma x liverpool

 

O desfecho final da eliminatória pode até sugerir grande equilíbrio de forças, muita incerteza no resultado e invugar emoção até ao apito final. Mas não foi nada disso que se passou na outra meia-final: o 5-2 de Liverpool foi, antes e durante praticamente todo o jogo, 5-0. Do massacre à displicência foi uma questão de minutos: os minutos finais que tornaram um resultado vexatório - se é que isso existe - num 2-5 que não era nada pior para a Roma que os revertidos 1-4 de Barcelona.

O 4-2 de hoje, em Roma, não tem uma história muito diferente. O Liverpool voltou a mostrar ser imensamente superior, só que, mais uma vez, rapidamente passou da superioridade à displicência. Enquanto foi a valer o domínio da equipa inglesa foi indiscutível; os romanos apareceram quando, por muito que fizessem, já não podiam fazer coisa nenhuma. O Liverpool esteve grande parte do tempo a ganhar, depois tolerou o empate e, no fim, nos últimos minutos - a 4 dos 90 e outros 4 depois dos 90 - o resultado acabou a um só golo do prolongamento. Que nunca passou pela cabeça de ninguém!

Mas, claro e sem dúvida nenhuma, a Roma foi uma equipa rija, caiu de pé e com honra. E teve sempre o grande mérito de não se deixar abater. De, à beira do precipício, se agarrar à vida. Mas nada que tenha a ver com o espectacular 7-6 que fechou a eliminatória.

O Liverpool foi muito superior. E será um osso bem duro para o Real Madrid roer em Kiev, no próximo dia 26!

Cinquentenário - Maio de 68

Resultado de imagem para maio de 68

 

Comemora-se hoje mais um cinquentenário. Faz hoje 50 anos que, em Paris, os estudantes ocuparam a universidade de Nanterre, abrindo um mês que prometeu mudar o mundo, quebrando tudo o que havia para quebrar e rompendo com tudo o que havia para romper.

Não durou muito, e foi por pouco tempo que foi "proibido proibir". A "imaginação não chegou ao poder", e De Gaule até foi mesmo reeleito. Mas foi bom enquanto durou. E bonito, muito bonito...

Onze contra onze, e no fim...

Resultado de imagem para real madrid

 

Mudou o velho paradigma do futebol. Agora é: onze contra onze e no fim ... No fim ganha o Real Madrid!

Os madrilistas estão na terceira final consecutiva da "Champions". Na quarta nos últimos cinco anos. E no entanto hoje foram completamente dominados pelos alemães (pois é - o paradigma) do Bayern de Munique. Muitas vezes atropelados, e algumas mesmo cilindrados. 

Já nos quarto de final tinha sido o que foi, com a Juventus. Desde os oitavos que, em Madrid, o Real sofre a bom sofrer, sempre muito abaixo do nível dos adversários. Ganhou ao PSG, apesar de dominado. Perdeu depois com a Juventus, e só não ficou de fora porque, no último minuto, lá apareceu um penalti salvador.

Hoje foi o que se viu: o Bayern confirmou por completo a superioridade que já exibira em Munique. Mas na "Champions" é mesmo assim - no fim ganha o Real Madrid! 

Em Kiev, dentro de três semanas, é provável que isso se confirme de novo.

Pág. 4/4

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics