Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Objectivo inegociável em risco

Pizzi

 

O Benfica acrescentou hoje mais dificuldades à tarefa de chegar à Champions, ao empatar a um golo com o PAOK, na Luz. A verdade objectiva é que o Benfica parte para Salonica em desvantagem, exactamente ao contrário daquilo que deveria ser.

Tinha aqui dito, há uma semana, quando o Benfica acabara de eliminar o Fenerbace, que o adversário que se seguia era teoricamente mais fácil. Mau grado a folha de serviço que apresenta - eliminar o Basileia e o Spartak de Moscovo, é obra! - o jogo de hoje confirmou essa ideia. Nenhum jogador da equipa grega tinha lugar no onze do Benfica.

No entanto ninguém terá ficado muito surpreendido com este resultado. Negativo, e a transformar o jogo de Salonica num desafio de alto risco para o inegociável acesso à Champions. O Benfica mostrou que é muito superior, que tem melhores jogadores, e que joga muito mais. Mas, à medida que se sucediam e se desperdiçavam oportunidades de golo, começava-se a instalar-se na cabeça de toda a gente aquela ideia batida, velha e gasta - quem não marca, sofre.

Desperdiçar 20 ou 30% das oportunidades criadas poderá aceitar-se. A sorte e o azar pesam nestas coisas e o Benfica teve, sem dúvida nenhuma, muito azar, bem expresso nas quatro oportunidades de Pizzi, todas de excelente execução. E, naturalmente, a equipa grega muita sorte. Mas desperdiçar todas as oportunidades criadas - e foram bem perto de uma dezena - não é aceitável, nem pode ser explicada apenas por azar. 

Nunca, nos quatro jogos oficiais anteriores, o Benfica tinha criado tantas oportunidades de golo. Creio que nem mesmo neles todos juntos. E por isso se tem de falar de avançados, até porque, golos, só com Pizzi e Gedson. E tem de se falar em Ferreyra, e na desilusão em que a sua utilização se transformou. Ferreyra não é aquilo mas, acima de tudo, não é para aquilo. Não percebo como é que Rui Vitória não o percebe!

Mas também tem de se falar da equipa. O PAOK só deu sinal de vida, e chegou ao empate, quando a equipa se desligou do jogo, a 20 minutos do fim. Nenhuma equipa consegue estar 90 minutos a pressionar, em regime de alta rotação. Mas uma coisa é gerir os intervalos, é descansar com bola, sem perder o controlo do jogo. Outra é desligar. E não foi a primeira vez que isto aconteceu!

Cinquentenário - Invasão da Checoslováquia

Resultado de imagem para invasão da checoslovaquia

 

Na madrugada de 21 de Agosto de 1968, tanques e aviões soviéticos entraram na Checoslováquia, na então República Socialista da Checoslováquia, para esmagar o processo de democratização conduzido por Dubcek, que ficou conhecido por Primavera de Praga.

Em Janeiro de 1968 Dubcek, que fizera toda a sua formação política na URSS, substituiu o estalinista Novotni na liderança do Partido Comunista Checoslovaco e iniciou de imediato, com o apoio esmagador das  massas populares, um conjunto de reformas políticas com vista a orientar o regime para o que chamava socialismo de rosto humano. Que rapidamente Brejnev tratou de travar, à custa de muito sangue. 

Algumas semanas depois tudo ficava na mesma. Mesmo que o movimento comunista internacional nunca mais tenha sido o mesmo... Estava aberta a primeira fenda, a mãe de todas as brechas que tudo fariam colapsar vinte anos depois!

 

 

Poderosa ambiguidade

Resultado de imagem para mario centeno saida limpa da troika

 

As declarações de Mário Centeno sobre, finalmente, a saída da Grécia do(s) programa(s) da troika gerou grande polémica no quadrante político que suporta (nunca uma palavra conseguiu ser tão poderosamente ambígua!) o governo. Na verdade, o paternalismo de Mário Centena não é nem mais, nem menos, que a hipocrisia do presidente do eurogrupo.

Sempre foi assim. E sempre assim será, com nomes mais ou menos fáceis de pronunciar... E já se sabia que teria de ser assim quando Centeno ficou com a guarda da capoeira... 

É como estas saídas... são sempre limpas. Ou a poderosa ambiguidade em todo o seu esplendor!

VIVA O MAR

Resultado de imagem para var

 

A segunda jornada da Liga de futebol manteve as suas pecularidades, e desta vez criou o paradigma do último minuto. No último minuto do jogo de Alvalade, nem o árbitro nem o VAR viram o que todos vimos: um penalti a favor do Vitória de Setúbal, que daria de novo, e por fim, o empate. No útimo minuto do jogo do Jamor, o VAR e o árbitro viram o que mais ninguém viu: um penalti a favor do Porto, que lhe deu os três pontos.

Percebem-se as preocupações com a convalescença do Sporting, e o desígnio de o levar direitinho, bem amparado, sem o deixar cair e inteirinho até à Luz. Já quanto ao Porto, que mesmo sem estar doente está a jogar tanto como o Sporting, não é preocupação. É obcessão. Que também é doença...

E, neste Agosto quente, viva o MAR - Medical Assistence Results!

 

Maior. E vacinado!

Resultado de imagem para boavista benfica

 

À segunda jornada, o Benfica hoje tinha no Bessa, à luz da História, um dos jogos mais difíceis do campeonato. É sempre difícil para o Benfica ganhar ao Boavista, no Estádio do Bessa, é ainda mais. O Boavista agiganta-se sempre frente ao Benfica, que tem sempre muita dificuldade em lidar com aquela entrega dos jogadores axadrezados que os transforma em autênticas carraças, naquele estilo de canela até ao pescoço.

Dado o pontapé de saída, percebeu-se logo que, do lado boavisteiro, a tradição ainda é o que era. Rapidamente os jogadores do Boavista puseram em campo todos esses conhecidos atributos. O Benfica não mostrou de imediato que trazia o antídoto, deixando que por momentos tenham passado pela cabeça dos adeptos algumas imagens  que lhes ficaram de alguns destes jogos.

Aos 4 minutos o Boavista até poderia ter marcado, na primeira oportunidade de golo do jogo, e única da equipa da casa em todo o jogo. Mas a partir daí começou a perceber-se que o Benfica vinha vacinado para o jogo boavisteiro. E percebeu-se que era mesmo vacina, não era um mero antídoto. É que o Benfica pegou nos vírus do adversário e, já com os anti-corpos, partiu para a luta. No mesmo terreno e com as mesmas armas.

Não virou a cara à luta, não poupou na intensidade em cada disputa, e pressionou. Pressionou sempre, e logo a partir do guarda-redes adversário. E quando assim é, quando lutam e correm tanto como os adversários, os melhores jogadores fazem melhor. E são insofismavelmente superiores!

E, isso, o jogo começou muito cedo amostrar. À meia hora mostrava já um Benfica dominador, com o Boavista encostado à sua área, raramente conseguindo chegar ao meio campo. Safando-se como podiam, afastando a bola de qualquer maneira... 

Só que aquele volume de jogo, e aquele domínio muitas vezes sufocante, não tinham correspondência em oportunidades de golo. Tudo porque o pecado maior do futebol do Benfica neste início de época continua(va) lá: a bola não chega ao ponta de lança. E quando o ponta de lança é Ferreyra, este também não a procura.

Estava o jogo nisto quando, o Ferreyra que não procura a bola, ganha a bola que nunca lhe chega, e depois faz o resto: o golo, com a qualidade que todos sabemos que tem, mas que teimava em esconder-nos. Faltavam 10 minutos para o intervalo, e o jogo passava a fazer sentido.

A segunda parte arrancou com o Benfica ainda mais pressionante, com a lição do jogo da época passada bem metida na cabeça. E então sim, as oportunidades de golo passaram a suceder-se, umas atrás das outras. Ao Boavista, que já apenas se limitava a tentar partir qualquer coisa - o quer que fosse - ao endiabrado Gedson, valia-lhe  o seu guarda-redes, Helton. 

Pouco passava da hora de jogo quando Pizzi - o líder dos marcadores, por esta altura - fez o segundo, depois de mais um roubo de bola, agora de Salvio, que disparou até à linha final para centrar atrasado, como deve ser.

Foi fundamental, este golo. Porque matou o jogo mas, acima de tudo, porque pôs água na fervura do jogo, com os jogadores do Boavista a bater em tudo o que mexia. E, claro, como o Gedson não parava de mexer... Pelo menos por uma vez ficou o vermelho por mostrar, numa entrada verdadeiramente assassina do lateral esquerdo do Boavista, e Rui Vitória teve mesmo de o tirar do jogo, para não correr o risco do miúdo sair de lá com uma perna partida.

O jogo . o mais sólido e consistente do Benfica, e a melhor exibição deste início de época - deu ainda para a estreia do João Felix, outro dos miúdos fantásticos do Seixal. Quase tinha dado para um golo e uma assistência, e para uma estreia de sonho. Não deu. Foi pena... 

Tema da semana*

           Imagem relacionadaImagem relacionada

 

Em tempos de silly season, mais que os 60 anos da Madona – mas não parece; de todo, está muito bem conservada – notícia foi o convite a Marine Le Pen para a próxima edição da Web Summit.

Não se percebe qual seria o inovador contributo do discurso da senhora para esta feira de vaidades – perdão: de tecnologias e empreendedorismo – mas algum apport traria certamente. Desconfio bem que acabou por trazer, à mesma…

O anúncio da presença de Marine Le Pen na lista de oradores do evento, como não podia deixar de ser, provocou de imediato as mais diversas reacções. Nem sei mesmo se, no Panteão, não houve, desta vez, gente às voltas no túmulo.

O Sr Paddy Cosgrave, fundador e presidente executivo da Web Summit, não explicou a razão do interesse nos contributos da senhora da extrema-direita francesa mas, afável e muito respeitador dos sentimentos portugueses, como sempre, apressou-se de imediato a mostrar a sua disponibilidade para apagar o nome da senhora. Bastaria que o governo português lho solicitasse.

Não foi preciso. O governo português não escorregou na casca da banana – recusou de imediato, precisando que não intervém na selecção dos oradores – e o Sr Cosgrave, que desde a polémica do jantar no Panteão sabemos que não quer polémicas, tomou ele próprio a iniciativa de cancelar o convite.

E tudo acabou em bem, como sempre nestas histórias. O governo não fez figura de urso, e Cosgrave continua um gentleman. Não quer que nada nos falte. Nem a ele!

E durante uns dias não se falou de outra coisa. Afinal, o que mais importava…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

O grito da América

Resultado de imagem para jornais americanos

 

 

A imprensa norte-americana junta-se hoje em uníssono contra os ataques de Trump e a sua miserável campanha de propaganda, que não tem outro fim que não seja eliminar quem a escrutine e denuncie.

Ao fazer dos jornalistas o inimigo, Trump quer esvaziar a capacidade de escrutínio, eliminar a crítica e deixar o populismo à solta, a salvo da denúnica. Quer fazer das redes sociais palcos de gigantescos comícios à escala global, enquanto convence as pessoas que são os mais limpos veículos de informação, numa comunicação sem filtros nem intermediação. 

Os editoriais de hoje de mais de 350 jornais por todos os Estados Unidos são o grito da América que grita. Um gigantesco grito de protesto contra o populismo e a autrocracia, mas também a afirmação de um compromisso de defesa do jornalismo e da liberdade de imprensa, e um alerta para a importância da independência dos jornais. Que no chamado mundo livre nunca esteve tanto em causa como hoje.

A democracia precisa de uma imprensa forte, livre e independente. Hoje, como diz o título do editorial do New York Times, "A free press needs you"...

 

 

Com Gedson, a caminho da Champions...

 

O Benfica ainda não está na Champions, mas deu hoje, em Istambul, um passo indispensável para lá chegar. Agora falta o PAOK, na minha opinião, menos forte que esta equipa do Fenerbace.

O empate (a um golo) desta noite foi suficiente, tal como a exibição. O Benfica controlou boa parte do jogo, foi quem na maior do tempo mandou no jogo. Faltou então aquele bocadinho extra de qualidade que resolve os jogos, e que faz toda a diferença na Champions.

Em muitas circunstâncias, faltou a alguns jogadores aquele bocadinho mais para que  resultasse aquela variação de jogo, aquele último passe, mais ainda que a própria finalização. Não fosse isso, e o Benfica tinha ganho este jogo com grande à vontade.

Mesmo assim, sem esse toque extra de qualidade, poderia tê-lo ganho. Teve mais oportunidades para isso que o adversário, num jogo em que o miúdo Gedson voltou a ser a figura maior. Grande jogo, onde o golo foi apenas a cereja. 

Quando afinar o momento para soltar a bola, e o último passe, ficará um jogador fabuloso. Do melhor que se vê aí pelo mundo fora!

 

 

A caminho do Sol...

Resultado de imagem para sonda parker

 

Está já no ar a sonda Parker (designação em homenagem ao astrofísico Eugene Parker), o mais rápido objecto voador de todos os tempos, a caminho do Sol, a 700 mil quilómetros por hora.

Daqui a sete anos, depois de uma viagem de mais de 2500 dias, na mais complexa missão espacial se sempre, que resulta de seis décadas de investigação, a Parker terá feito 24 órbitras em torno do Sol, e ficar-se-á a saber alguma coisa da sua coroa, onde as temperaturas são superiores a 1 milhão de graus centígrados.

Daqui a sete anos, Iker Casillas não acreditará em nada disso...

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics