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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Mentirosos

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Resultados mentirosos sempre houve, no futebol. Mas este de hoje, em Setúbal, é daqueles que mentem com os dentes todos.

E que também se explica por, de um lado, ter estado um guarda-redes que defendeu tudo e, do outro, um que não defendeu nada. Mas também por (mais) uma arbitragem das antigas, daquelas que não enganam.

Quem não viu, poderá não acreditar. Mas o Porto rematou à baliza duas vezes, e fez dois golos. Na segunda parte, a ganhar por 1-0, estacionou o autocarro à frente de Casillas, que passou o jogo todo a queimar tempo (e só levou amarelo aos 83 minutos) e não teve outro futebol que não fosse pontapé para a frente. Quando defendia o 1-0 com unhas, dentes, e muito anti-jogo, o guarda-redes do Vitória conseguiu deixar entrar na baliza uma bola  rematada de um livre a 40 metros da baliza. 

E quem ouviu o Sérgio Conceição, também não. A culpa foi do relvado e, a arbitragem, que ainda a primeira parte não ia a meio não expulsou o impune Felipe (pontapé por trás no Heriberto, isolado, a entrar na área, direitinho à baliza e com a bola controlada) e, entre outras pequenas coisas, anulou ao Vitória o golo que seria do empate, foi excelente.  

Nem sei quem foi mais mentiroso: se o resultado, se o treinador do Porto.

 

Ca(u)sa perdida

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Acabada a última aula, o professor regressou presidente para acabar de vez com a novela da recondução de Joana Marques Vidal. Explicou que era do entendimento que o mandato do Procurador Geral da República deveria ser único, como, de resto, era mais ou menos consensual no meio, e nomeou Lucília Gago, em contra-mão com o CDS e com o PSD, ou com o que dele resta, já que para o seu líder tudo o que viesse estaria bem.

Ora aqui está uma derrota política da direita, sem qualquer sombra de dúvida. Nunca percebi por que é que a continuidade de Joana Marques Vidal era uma questão de direita e esquerda. Continuo convencido que não é, mas a verdade é que a direita fez dela  a sua casa. E tendo chamado a si a causa, perdendo-a, perdeu.

Mas não perdeu apenas aí. Perdeu, e aí com estrondo, quando apostou tudo nesta carta para abrir fracturas no entendimento reinante entre o primeiro-ministro e o presidente da república. E perdeu, finalmente e com não menos estrondo, quando, hoje, a única reacção negativa à nomeação é assinada por Passos Coelho, numa carta de despedida à ainda PGR publicada no Observador. Se calhar, quem menos se deveria ter metido nisso...  

Bonecos fora do armário*

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Com cada vez mais gente a assumir a sua homossexualidade, “ a sair do armário”, como se diz, sucedem-se revelações cada vez mais pitorescas. Agora, até bonecos e fantoches “saem do armário”… Ou tiram-nos de lá!

Foi o que aconteceu com o Egas e o Becas, duas das personagens mais conhecidas da “Rua Sésamo”, o programa infantil que fez as delícias dos mais novos nos anos 90.

Diz-se que já há anos que corriam uns rumores que aqueles dois… Bem, confesso que nunca tinha ouvido nada, mas também não sou de andar por aí a dar ouvidos a essas coisas. A vida é de cada um, e cada um faz com ela o que muito bem entender…

Mas… também os bonecos e os fantoches? Também os bonecos e os fantoches fazem com ela o que entenderem? – bem entendido…

Pois. É isso!

Parece que ao “sair do armário”, um dos guionistas do programa trouxe consigo o Egas e o Becas. E garante que eles tinham mesmo um relacionamento homossexual. Que partilhavam a mesma casa já se sabia, mas, caramba, podiam ser apenas amigos…

Não, jura agora o guionista, cujo nome para aqui não interessa nada. Eram mesmo namorados, como ele e o seu próprio namorado, um editor de cinema entretanto já falecido. E os traços de carácter aplicados a cada um dos fantoches eram os dele próprio e os do seu companheiro. E a conflitualidade dos bonecos não era mais que o espelho da sua relação com o seu namorado.

Os produtores do programa, sob a própria marca “Rua Sésamo”, não gostaram muito da ideia e vieram a correr dizer que "o Egas e o Becas são melhores amigos". E apenas duas personagens criadas para mostrar que duas pessoas muito diferentes, podem ser bons amigos. Mas depois também concluíram que são apenas fantoches, e que os fantoches não têm uma orientação sexual, projectando-se para um mar de acusações de homofobia, de onde não mais conseguiram sair.

Claro que esta polémica é um sinal dos tempos. Mas também me parece que estes tempos dispensariam bem que se fosse tão ao fundo do baú. Ou do armário. Valha-nos que já não está entre nós ninguém que possa vir agora dizer que o Pluto não era apenas mascote do Mickey, ou que aquilo entre a Minnie e a Margarida era muito mais que amizade, e daí o mau feitio do Donald…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Heresia na Catedral

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Não estive ontem na Luz. E porque ainda estou às voltas com o gato que a Sport TV me mandou lá para casa, não vi o jogo. Assim, de repente, não me lembro da última vez que não tenha visto (ou televisto) um jogo oficial do Benfica. Até aquela coisa do ano passado em Basileia eu vi, mesmo a largos milhares de quilómetros de cá, no outro hemisfério e noutro fuso horário...

Imaginam por isso a minha decepção por não ter ontem visto a Catedral, cheia e linda, como sempre, a aplaudir o golo do Renato Sanches. O que não conseguem imaginar é o meu desapontamento, hoje, com a notícia de um concerto no Estádio da Luz

Podem achar uma palermice. Mas fiquei em choque. Acho normal que se façam concertos em todos os estádios do país e do mundo. Eu próprio já fui a concertos a Alvalade (no velho) e, que me lembre, um dos maiores concertos de todos os tempos até aconteceu em Wembley (no velho). Mas, na Catedral, não gosto!

A Catedral não nasceu para isso. Nasceu para aplaudir golos, mesmo os dos outros ... quando são marcados pelos nossos. Que lá jogue a seleção nacional sempre que está à rasca, ainda vá que não vá. Mas ... concertos, é heresia!

 

PS: Vá lá. Confessem. Pelo título e pela foto, esperavam que a heresia fosse outra...

 

 

Gato por lebre

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Cheguei a casa de peito feito para assistir ao grande jogo do dia: o Liverpool/PSG, na estreia da Champions. Na Sport TV, as usual...

Incrédulo, dou-me com o Sporting - Marítimo, do passado domingo, para a Taça da Liga. Sigo o comando e surge-me um jogo na China, depois, mais uma repetição de um jogo da Liga Inglesa, um jogo de vólei e, finalmente, uma partida de padel... Era isto que a Sport TV tinha para me oferecer, no serviço que pago pelo preço que até aqui me garantia a certeza de me regalar no tal Liverpool/PSG. Comprei lebre, a Sport TV vende-me gato...

Acabei na TVI, com o Schalke/Porto, mas o pior ainda estava para vir. Como um mal nunca vem só, em vez dos antes excelentes resumos e comentários que a RTP oferecia, tínhamos agora na TVI 24 uma interminável palhaçada. Não tem outro nome!

 

É mais ou menos isto, não é?

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Num caso alguém entrou abusiva e criminosamente no sistema informático de um terceiro. No outro, exactamente o mesmo. Num caso, o autor do crime está identificado, acusado e preso a aguardar julgamento. No outro, está identificado mas em fuga - "agarrem-me se puderem" - em parte incerta. Num caso, os supostos utilizadores da informação roubada estão acusados. No outro, apenas um dos comprovados utilizadores da informação roubada, é arguido. Num caso, os supostos utilizadores da informação roubada, estão acusados de terem oferecido ao intruso informático camisolas e bilhetes para uns jogos de futebol. No outro, os confirmados utilizadores da informação roubada, sem que inguém lho tivesse perguntado, dizem que não lhe pagaram nada...

Mais crime, menos crime, nesta altura do campeonato, é mais ou menos isto, não é?

Furacões

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No fim-de-semana de todos os  furacões, tornados e tempestades, em que Cristiano Ronaldo marcou (e logo em dose dupla) finalmente com a sua nova maglia, e em que os U2 regressaram a Portugal, oito anos depois e pela sexta vez, agora na digressão “Experience + Innocence Tour” (mais Experiência, a Inocência há muito que foi perdida) e com Bono já com a voz de volta, é capaz de nem se ter dado muito pela passagem do décimo aniversário da falência do Lehman Brothers. O tal "too big to fail" de triple A de rating, que faliu mesmo... tornando-se no maior furacão de todos os tempos, arrastando, arrasando e destruindo tudo, por todo o lado. 

O mundo, hoje, não é mais do que aquilo que se ergueu desses destroços. E, pelo que se vai vendo, são muitos os interesses que não querem mesmo que o mundo seja mais que isso, com o JP Morgan já a fazer novas ameaças para o próximo ano.

Vuelta 2018

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Termina hoje, em Madrid, a 73ª edição da Vuelta, com a vitória de Simon Yates. Voltou a ser inglês o vencedor da última grande prova do ano: Froome, ganhou o Giro, Thomas, o Tour, ambos da Sky, e agora Yates, da australiana Mitchelton-Scott.

É um justo vencedor, Simon Yates. Foi quem mais tempo andou de vermelho (a amarela da Vuelta), nunca se limitou a defender-se, atacou na alta montanha - e muita montanha, e da boa, teve esta Vuelta - e superiorizou-se quase sempre, e foi ainda o melhor dos da frente no contra-relógio. E nem sequer tinha a melhor equipa - muito longe disso - valendo-lhe apenas o seu irmão gémeo, Adam.

Todas estas grandes competições têm o seu lado dramático. No Giro, o drama foi até protagonizado pelo próprio Simon Yates, ao perder mais de meia hora numa das últimas etapas, quando seguia na frente (de rosa, a amarela na volta italiana) e apontado já como vencedor. Nesta Vuelta o protagonista é Alejandro Valverde, o veterano ciclista da Movistar (38 anos) que herdou a popularidade de Alberto Contador e a esperança dos espanhóis.

Chegou a Málaga, há três semanas e três mil e quinhentos quilómetros atrás, como segunda figura da equipa, com a liderança entregue ao colombiano Nairo Quintana, a grande desilusão da prova, mas revelou sempre grande consistênca. Serviu Quintana e teve ainda tempo para afirmar a sua própria candidatura, ganhando etapas, assegurando rapidamente a liderança da classificação por pontos, a camisola verde, que nunca mais largou, e permanecendo sempre nos lugares cimeiros da classifcação.

Quando finalmente Quintana ficou afastado da possibilidade de ganhar, há apenas quatro dias, logo na etapa (de montanha, de novo) a seguir ao contra-relógio (onde, como se esperava, perdera muito tempo) não só não recuperou como perdeu ainda mais tempo, Valverde era segundo. E, então sim, a grande aposta da Movistar para atacar Yates nas duas decisivas etapas de alta montanha em Andorra, e ganhar a Vuelta, pela segunda vez, seis anos depois. 

Pois, na primeira, na sexta-feira, não conseguiu responder ao ataque de Yates e perdeu por completo a hipótese do primeiro lugar, que o britânico logo assegurou. E na segunda, ontem, no Coll de la Gallina, caiu do segundo para quinto da geral. Foi dramático ver, como viu, fugir o colombiano Miguel Angel Lopez; depois Enrique Mas - que se revelou a nova coqueluche do ciclismo espanhol -; depois o próprio Yates e, depois ainda, o holandês Steven Kruijswijk, que era terceiro, atrás de si. E, finalmente, como não conseguiu sequer responder ao apoio de Quintana, que o rebocou até à meta. Onde, ainda assim, chegou em 10º lugar. Mas com de mais de 3 minutos de atraso (perdidos em 4 quilómetros) - uma eternidade no ciclismo actual -, a valer-lhe um trambolhão do segundo para o quinto lugar da classificação geral. Longe do pódio e de um lugar consentãneo com o protagonismo que teve nesta Vuelta. 

Se foi, e terá provavelmente sido, a sua despedida da alta competição, ficou bem longe do que fora, no ano passado, a de Alberto Contador. Essa sim, brilhante, e a deixar saudade. Valverde não merecia sair com esta última imagem...

 

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