Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem retorno

Resultado de imagem para benfica arouca 2018

 

Não tem explicação a forma sofrida, confrangedora e medíocre como o Benfica, na Luz com um quarto de casa, conseguiu eliminar, da Taça de Portugal, o Arouca - nos últimos lugares na tabela classificativa da segunda divisão - no último dos cinco minutos de compensação.

Nada no Benfica tem explicação. Se tivesse, alguém teria de explicar as contratações para esta época. Porque, ou não tinham a mínima qualidade para jogar no Benfica - já nem se fala em acrescentar valor à fraca equipa da época passada - ou, se a tinham, o Rui Vitória transformou-se numa máquina de destruição de valor.

Como nada tem explicação, temos que admitir o pior dos dois mundos: a famosa estrutura, a tal que vai dez anos à frente, soube gastar dinheiro mas não soube contratar jogadores; e Rui Vitória fez o resto, dando cabo deles.

Chegou a pensar-se que Jorge Jesus poderia esta semana ter voltado a dar uma ajuda a Rui Vitória, como acontecera na sua primeira época, em 2015. A entrevista do antigo e futuro - lagarto, lagarto, lagarto... - treinador do Benfica poderia ter o mesmo efeito que tinham tido as suas declarações na altura. Então serviram para unir toda a gente à volta do treinador, empurrando sensacionalmente a equipa para o tri. 

Sabia-se que Rui Vitória há muito que está esgotado, agora percebe-se que é um esgotamento irreversível, nem já Jorge Jesus o consegue recuperar. 

O processo de destruição que Rui Vitória tem em curso no Benfica tem que ser travado de imediato. É por demais evidente que não tem retorno!

Os jogadores não sabem o que fazer em campo, juntam-se aos montes sem saber nem por nem para onde correr. Não há sequer equipa, e por isso nem se pode dizer que a equipa não sabe defender nem atacar. Pode apenas dizer-se que os jogadores não sabem defender nem atacar.

Os erros, sempre os mesmos, estão a repetir-se em todos os jogos. O que quer dizer que o treinador não os sabe corrigir, já que nem se pode acreditar que não os consiga identificar, mesmo que só isso se possa concluir das suas declarações no final da cada jogo.

Os lances de bola parada, decisivos e uma espécie de último recurso quando o futebol corrido não sai bem, são uma coisa confrangedora. Sempre a mesma coisa, e a mais básica. Nada que revele treino, nada preparado, a pura rotina do "vira o disco e toca a mesma".

Não é que o Benfica não tenha treinador. Tem é um treinador esgotado, de cabeça perdida, e em quem ninguém confia. A começar nos jogadores e acabar nele próprio!

Luís Filipe Vieira, ocupadíssimo a contratar advogados e a tentar salvar a pele, ainda não teve tempo nem preocupação para perceber isso. Quanto mais para dar explicações...

 

A visita mais desejada

Resultado de imagem para visita do presidente de angola a portugal

 

Finalmente!

Aí está a visita mais aguardada do século. E a mais desejada... Se fosse noutros tempos hoje não havia escola...

Vamos ver se Portugal já é prioridade. Ou se Marcelo, que já disse estar ansioso para vistar Angola, mas que "a casamento e baptizado não vás sem ser convidado", terá mesmo que se fazer ao convite. 

Daí não vai António Costa cair... Já lá foi, quase que sem ser convidado, como se percebeu pelos irritantes  jeans.

Um país que é isto!

Resultado de imagem para estrada borba

 

A tragédia põe sempre as fragilidades a nu. É assim com as pessoas, e é assim com as sociedades e com os países.

Andamos todos a pensar que Portugal se mostra na Websummit, nos hotéis, nos alojamentos locais ou até nos tuck tucks, mas Portugal mostra-se a cada tragédia. É aí que chocamos de frente com a verdadeira imagem do país, que rapidamente reconhecemos.

Voltou a mostrar-se nestes dias, com grande violência. Voltamos a ver Portugal numa aldeia de Trás-os-Montes onde, num casebre forrado a miséria, para não morrerem de frio, cinco pessoas morreram afogadas em monóxido de carbono. No dia seguinte lá estava de novo a mostrar-se, agora no não menos profundo Alentejo, no que restava de uma estrada que, comida por gigantescos buracos abertos por anos de rebentamentos de misturas explosivas de interesses privados e incúria pública, deixou de resistir. Ruiu de vez, e enterrou a 100 metros de profundidade máquinas, carros e vidas humanas. Pelo menos, mais outras cinco.

Não adianta esconder nada, nem protestar que não se pode dizer que Portugal é só isto. Basta que seja isto para que dificilmente Portugal seja mais que isto!

 

Imagem relacionada

O último a saber...

Resultado de imagem para candidatura conjunta de portugal, espanha e marrocos

 

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, anda a promover uma candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos à organização do campeonato do mundo de futebol de 2030. Ontem esteve em Rabat, a convencer o primeiro-ministro Al Othmani, e o rei Mohamed VI que, ao que diz, receberam bem a proposta.

O governo português diz que não sabe da nada... E no pasa nada ...  Quer dizer: a Espanha quer, Marrocos não se importa e Portugal nem tem que ter nada a ver com o assunto... 

Mais uma vez, António Costa  é o último a saber. E, mais uma vez, parece que não se importa muito com isso!

 

Já não se fazem revoluções como antigamente

 

De repente, no fim-de-semana, deparamo-nos com um gigantesco movimento social em França que trouxe para a rua centenas de milhares de franceses, dispostos a bloquear o país. Envergam coletes amarelos, o "gilet jaune", como que a assinalar o tom de emergência do protesto. Ou a sua espontaneidade: não precisa de qualquer forma de organização, e o simples colete de segurança que são obrigados a trazer no carro serve-lhes perfeitamente de traje de propósito.

É um movimento popular, espontâneo e inorgânico, como é próprio dos tempos que correm. Sem cadeia de comando, sem receber ordens de ninguém, e sem parceiro de diálogo. Apenas a polícia, para negociar um corredor aqui, ou outro ali.

Não me parece que seja surpreendente. Pelo contrário, é uma daquelas coisas que muita gente estava à espera que acontecesse. É daquelas coisas cujos contornos vislumbramos com grande frequência nas redes sociais, em esboços que percebemos que podem engrossar e ganhar forma. 
Em causa estão os aumentos nos preços dos combustíveis, mas poderia estar outra coisa qualquer. Motivos não faltam. Os agentes do poder político tudo têm feito para que não faltem motivos de revolta às suas gentes. E têm-no até feito com arrogância, com muita arrogância para que a revolta seja ainda maior!
Numa reportagem que passou numa televisão, um sujeito já bem entrado na idade, com ar de quem estava ali a assistir aos acontecimentos na primeira fila, dizia com uma admirável tranquilidade: "sabe, quando eles não fazem as reformas que têm para fazer, terá que ser a revolução a fazer o que não foi feito". 
Imaginei-o 50 anos mais novo. Imaginei-o naquele Maio de 68, a exigir razoavelmente o impossível e a proibir que fosse proibido. E imaginei-me a dizer-lhe que as revoluções já não são o que eram. Que já não se fazem revoluções como antigamente ... 

 

Calamidade

Imagem relacionada

 

Os incêndios trouxeram o Apocalipse à Califórnia. Só neste que desde 8 de Novembro lavra a norte, que já devorou a cidade de Paradise, e que não será possível de controlar antes do final do mês, os números são verdadeiramente apocalípticos: 76 mortos, à espera da actualização pelos mais de 1300 desaparecidos; 12 mil edifícios destruídos; e 60 mil desalojados.

À voracidade das chamas acresce a voracidade do fumo, que transformou já o norte da Califórnia na região com piores níveis de poluição no mundo, acima de muitas das mais sobre-poluídas cidades da China ou da Índia.

Há muito que os especialistas dizem que as alterações climáticas fizeram aumentar a temperatura média,  aumentando os riscos de incêndio, e secaram os solos,  agravando-lhe as consequências. E os Estado Unidos são, depois da China, quem mais contribui para o aquecimento global. 

Já depois de ter admitido que o aquecimento global “pode ter contribuído um pouco” para a progressão fulgurante das chamas, interrogado por um jornalista se mantinha as suas convicções sobre as alterações climáticas, Trump garantiu que sim, que eram bem firmes e que ... traria de volta o bom clima à América.

É isto. A calamidade é também isto!

 

 

Doce-amargo*

Imagem relacionada

 

Resultado de imagem para alcobaça câmara raimundo & maiaHoje deveria falar só de coisas doces, tão doces como as que por cá temos em exposição desde ontem e até domingo. Porque é de doces, e dos melhores, que se trata… Mas também porque é um dos mais bem conseguidos eventos de promoção da nossa terra, que verdadeiramente projecta Alcobaça no país… e no mundo. Porque hoje as coisas são assim, correm mundo com grande facilidade.

Pena é aquela porta de entrada por onde todos os anos recebemos os milhares de visitantes que o evento chama. Pena é aquele penoso corredor entre o parque de estacionamento e o acesso à nossa melhor sala de visitas, que temos de fingir que não vemos.

De tanto fingir que não vemos, parece-me até que já não vemos mesmo. Que aquelas montanhas de silvas entre escombros fazem já parte do nosso património, uma coisa assim como … o castelo. Mas mais pitoresca…

Não adianta continuar a fingir que aquelas ruínas não nos enchem de vergonha na mesma conta em que se enchem de silvas. Nem podemos ignorar que, com coisa tão amarga à entrada para a sala de visitas, dificilmente a “cidade dos doces conventuais” poderá “dar lugar ao amor”.

Esta é a vigésima edição deste prestigiado acontecimento, que sempre conviveu com aquela desgraça urbana. Vinte anos, é muito tempo, como dizia a canção. É uma geração… Há gente nasceu, cresceu e se fez homens e mulheres sem conhecer ali outra coisa.

Creio que a “Mostra internacional de doces & licores conventuais” não pode continuar a conviver com esta vergonha. Deixava por isso aqui um desafio à Câmara Municipal: uma proposta simples, mas séria. Propunha simplesmente que, no anúncio da próxima edição, na XXI Mostra internacional de doces & licores conventuais, em todos os cartazes e folhetos promocionais, a Câmara Municipal pedisse desculpa aos alcobacenses e aos visitantes, e garantisse que estava empenhada, e a desenvolver todos os esforços, para encontrar uma solução. 

Basta isto. Bastando, evidentemente, que sobre vergonha para não repetir os cartazes por mais vinte anos.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

 

 

 

Surpresas e perturbações

Resultado de imagem para antónio costa e carlos cesar

 

De repente, sem que nada o fizesse o prever, governo e Partido Socialista chocaram com grande aparato em plena Assembleia da República. A causa do acidente - a taxa de IVA nas touradas - é ainda mais surpreendente,  Manuel Alegre que me perdoe.

A proposta do governo já tinha obrigado António Costa a explicar por que, há uns anos, então presidente da Câmara Municipal de Lisboa, tinha homenageado um forcado numa tourada no Campo Pequeno. E ninguém deixou que se esquecesse dos argumentos então utilizados, muito virados para as coisas da tradição da arte taurina.

Agora obriga António Costa a dizer-se "muito surpreendido", e deixa-o num caminho estreito e sem grandes escapatórias. Ninguém acredita que, quando no Largo do Rato e em S.Bento não se pensa noutra coisa que em eleições, o líder parlamentar do PS - olha quem!- possa ter feito uma coisa dessas sem falar com o primeiro-ministro.

Só que isso deixa um cheiro a charlatanice verdadeiramente insuportável.

Mas há sempre a hipótese de, com um certo esforço, fugirmos dele, desse cheiro, e acabarmos a acreditar na sinceridade da surpresa de António Costa e, por consequência, no desmando em que surpreendentemente acaba de cair o Partido Socialista.

Só que isso obriga-nos a concluir que a convenção do Bloco do passado fim-de-semana deixou o PS seriamente perturbado. 

UPSSS! Perdão!

Afinal havia um passo intercalar no processo de votação do blogue do ano que, certamente por erro meu, me escapou e, de ontem para hoje, a lista de doze passou a lista de cinco, que deixou o Quinta Emenda de fora.

Afinal, percebi apenas agora que o processo de votação de que resultou a nomeação do Quinta Emenda tinha terminado em 1 de Novembro. Ou seja a mobilização agora suscitada foi lançada fora de prazo. O que não percebi, mas também não irei tentar perceber - porque as coisas têm a importância que têm, e não mais do que isso -, é que ontem tenha sido apresentada a lista dos doze nomeados, por ordem aleatória os dos doze mais votados na votação inicial, e sem outra indicação que não fosse que,  hoje, se iniciaria a votação. E que, hoje, a lista estivesse reduzida a cinco com a explicação que eram os cinco mais votados naquela mesma votação.

Porque alguma culpa terei obrigatoriamente que ter nesta confusão, as minhas desculpas. As minhas desculpas também pelas falsas expectativas que involuntariamente criei. E o meu muito obrigado pelas manifestações que recebi e pelo entusiasmo que me transmitiram, e que não cai em saco roto.

Nem sempre é tudo mau. Foi bom saber que um blogue individual como é este, sem qualquer iniciativa promocional e sem qualquer mobilização, é espontaneamente apontado pelos leitores como um dos  doze melhores. 

 

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics