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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O país vai parar?

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Não faço a mínima ideia do que irá acontecer amanhã na anunciada acção de mobilização para parar o país, embora tenda a convencer-me que não vai acontecer nada. Mas não tenho dúvidas que, se alguma coisa acontecer - e refiro-me a alguma coisa parar no país, não em parar o país - isso se ficará a dever à promoção que foi dada à iniciativa.

Começou a ser anunciada nas redes sociais, e com grande dificuldade em sair daí. De tal forma que, segundo parece, a extrema direita organizada - refiro-me ao PNR, evidentemente - saltou fora, receando o fracasso. Só que nos últimos dias a comunicação social deu-lhe gás. E, pior, credibilidade.

Pois é. É difícil credibilizar qualquer coisa que nem sequer se sabe o que é, mas é fácil dar expressão ao medo. Parece-me que que foi isso que foi feito nos últimos dias... 

Não acredito que tenham andado a ajudar a criar um monstro. Mas pode ter-se corrido esse risco, como o presidente Marcelo percebeu.

Greves boas e greves más

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Pensávamos que as greves eram sempre justas para uns e injustas, inoportunas e más, para outros. Agora percebemos que já não é assim. Os que antes as achavam justas, incondicionadas e incondicionáveis, dizem agora que ... afinal, não. E os que achavam que só os malandros que não querem trabalhar é que faziam greve, sacralizam agora esse direito inalienável dos trabalhadores. 

Malandros e bons rapazes, ou galdérias e boas raparigas, ao ritmo não se sabe muito bem de quê. Ou sabe... Pode não ser assim tão simples. Mas não deixa de ser assim tão engraçado ...

Educador sem educação

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Já poucos se lembravam dele. Vivera os seus tempos de glória e há muito que tinha desaparecido, pese uma bicada aqui e ali. Regressou agora para nos encher de saudades do António Garcia Pereira, e para nos lembrar da esquizofrenia política que faz de um partido uma seita apocalíptica. Fala-se de Arnaldo Matos, evidentemente.

O grande educador da classe operária nunca teve educação para dar nem vender. Pelos vistos ficou pior. Parece até que a educação é o único dos luxos burgueses que despreza...

 

 

Que Begonha...

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Com a confirmação de Maria Begonha, os jotinhas socialistas deram mais um forte contributo para a descredibilização dos partidos, para a convicção de que são irreformáveis, e para a ideia que as organizações das juventudes partidárias não são mais que escolas dos vícios dos mais velhos.

É pena que nos partidos políticos ninguém perceba isto.

 

Novidade, mesmo sem nada de novo...

Marítimo 0-1 Benfica: Jonas foi o 'druida' anti-crise no 'caldeirão' dos Barreiros

 

Mais uma exibição sofrível, mais uma vitória por 1-0, daquelas que valem os mesmos pontos mas que não dão saúde a ninguém, perante um adversário muito fraco e praticamente inofensivo. Inofensivo no sentido futebolístico, na incapacidade para atacar a baliza adversária porque, no campo e no jogo, o Marítimo foi tudo menos inofensivo. Pelo contrário, capacidade para ofender as pernas dos jogadores do Benfica não lhe faltou. Sabe-se que nessas coisas Petit não é muito diferente de Lito Vidigal.

De resto o jogo nem foi muito diferente do de Setúbal, na semana passada, mesmo que os jogadores do Marítimo não tenham batido tanto, nem o árbitro tenha sido tão mau. Teve no entanto uma novidade no golo do Jonas, porque aí não há novidade - se há golo, só pode ser de Jonas.  À 13ª jornada, o Benfica chega ao primeiro golo de bola parada no campeonato. E de penalti - às três foi de vez. Isso mesmo, este foi apenas o terceiro penalti assinalado a favor do Benfica...

E não tem muito mais que contar, este jogo da Madeira. Outra vez muitos cantos e livres, tudo a continuar a dar em nada. Com Cervi - no lugar do lesionado Rafa -, Pizi, e Fejsa completamente fora de forma, vão valendo Grimaldo, Zivkovic, e Gedson, já que Jonas hoje só não passou ao lado do jogo porque esteve no penalti. E os mesmos equívocos de Rui Vitória nas substituições, onde só muda os jogadores. 

A história das montras... ou as montras da História ...

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Há não muitos anos as pessoas saíam para ver as montras. À tarde, os menos ocupados, ou à noite, mais generalizadamente, para ajudar à digestão do jantar.

Não há assim tantos anos, era frequente, depois do jantar, especialmente o casal mas muitas vezes a família toda, dar a sua voltinha pelas redondezas a apreciar o que as montras tinham para mostrar.

Foi a televisão que começou a acabar com este hábito, quase um ritual das nossas cidades. À medida que os aparelhos de televisão começaram a entrar nas casas – é difícil para os mais novos, que hoje vêm nas suas casas três, quatro, e às vezes mais, televisores, e computadores e smart phones que os tornam obsoletos, perceber que durante muitos anos a grande maioria das pessoas não tinha televisão em casa – as pessoas começaram a deixar de sair. Nunca há só uma causa para este tipo de roturas sociais, mas a televisão é a principal. E, lá dentro, o aparecimento das telenovelas, lá pelo fim dos anos 70 do século passado.

As montras das lojas cumpriam, como continuam a cumprir, a função de promoção da venda na forma de apelo à compra, mas também uma função lúdica e social. Se alguma coisa ficasse no olho, lá ficaria à espera de notícias do fim do mês…

Depois chegaram os centros comerciais, e depois os modernos shoppings. As montras fugiram das ruas para esses espaços gigantescos, onde tudo se concentrava. As pessoas passaram a visitar esses espaços ainda em passeio lúdico, e ainda para ver montras. Alguns para passar o tempo, e comprar o que o cartão de crédito deixasse; a maioria aos fins-de-semana porque o tempo foge, e as compras não podem deixar de ser feitas.

As dinâmicas sociais não param e, da mesma forma que acabaram com as passeios pelas montras, ameaçam já as visitas de fim-de semana pelos shoppings. As novas gerações acham que há coisas muito mais interessantes para fazer do tempo que simplesmente desbaratá-lo dessa forma. E a revolução digital em curso, o processo de digitalização das sociedades e da economia, fez o resto.

Hoje encontramos os centros comerciais à distância de um clique. Em sítios como este, sem sair de casa ou sem abandonar a cadeira do escritório, sem filas de trânsito e sem discussões por um lugar de estacionamento, encontramos tudo. Escolhemos tranquilamente em montras transparentes que são todo o armazém. Pagamos sem filas para a caixa, e pouco depois estamos a receber as compras em casa.

Não admira que pertençam já a esta nova área da economia as maiores empresas mundiais. Como vai longe o tempo de rua acima, rua abaixo, de olhos fixos nas montras iluminadas…

Centenário

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Assinalam-se hoje 100 anos sobre a morte de Sidónio Pais, o quarto Presidente da República, assassinado a tiro na estação do Rossio, no segundo de dois atentados no espaço de poucos dias.

Tinha então 46 anos e, não sendo o de hoje o conceito de juventude era, ainda assim, o mais jovem presidente da I República, e é o segundo mais jovem presidente da República da nossa História, logo atrás de Ramalho Eanes, eleito aos 41 anos.

Se fosse hoje não seria apenas um presidente jovem. Seria também, como o actual, o presidente dos afectos. Gostava da rua, do contacto e da proximidade com as pessoas ... Popular, mas acima de tudo populista, quando ainda se não falava de populismo. E, mais que autoritário, autocrático. 

Fernando Pessoa chamou-lhe o "Presidente - Rei". A História chamou ditadura à (pouco mais de) meia dúzia de meses do seu "reinado" - a ditadura sidonista!

 

Realidade desfocada*

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Temos todos a impressão que o país está a atravessar uma maré alta de agitação social, com uma onda de greves a níveis nunca antes atingidos.

Esta é a percepção que temos, e que temos por indiscutível. Antes de percebermos se esta percepção sensorial tem ou não correspondência com a realidade, convém que percebamos por que é que a temos, e com tamanha convicção.

Temo-la, em primeiro lugar, porque raramente as greves tiveram uma concentração temporal como agora. As greves existem para causar problemas, para introduzir disfunções nos sistemas, para provocar incómodo social, se não o fizerem não têm eficácia. A percepção que delas temos é tanto maior quanto mais perturbação conseguirem introduzir. E tanto maior ainda quanto mais concentradas no mais pequeno espaço de tempo. Como está a acontecer.

Quanto mais perturbadoras e mais concentradas, maior impacto têm na comunicação social, que mais amplifica ainda essa percepção, num inquebrável ciclo vicioso.

A verdade é que, nem de perto nem de longe, esta percepção encontra correspondência na realidade. Nos últimos 14 anos, de 2005 até agora, houve em média 876 pré-avisos de greve por ano. O recorde foi atingido em 2012, com 1895 pré-avisos de greve, mais do dobro da média, seguido de 1534, no ano seguinte, em 2013, em pleno período da troika, e no auge do governo anterior. No sentido inverso, os três anos com os mais baixos pré-avisos de greve são 2009, com 376, 2016 com 488 e, veja-se bem, 2018. Nem mais, neste ano que nos querem apresentar como surpreendente, terrível e nunca antes visto, até Novembro, foram apresentados 518 pré-avisos de greve. Pouco mais de metade da média dos últimos 14 anos!

Então, se as coisas são assim, por que é que continua a fazer caminho uma ideia tão distante da realidade?

Pela mesma razão porque são lançadas todos os dias notícias falsas, ou manipulados oportunisticamente determinados factos. Porque simplesmente há quem tenha interesse nisso…

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Lstimável. Não há como dizer de outra forma!

Benfica despede-se da Champions com uma obra de arte de Grimaldo

 

O Benfica despediu-se da Champions da mesma forma lastimável como por lá passou. Sem honra nem glória. E só não foi também sem dinheiro porque, apesar de tudo, a Champions é generosa.

Perante um adversário que não é mais que um acidente da Champions, o Benfica repetiu, na primeira parte, tudo o que de mau tem feito nos últimos meses. Um Benfica deprimente, perante um adversário não menos deprimente, só poderia dar num jogo deprimente.

Como deprimente é ver como se está a destruir jogadores, uns atrás dos outros. Como jogadores de inegável qualidade se arrastam em campo, a passo, sem alegria, nem chama, nem alma... Como deprimente é ver dezenas de cantos e livres sucessivamente desperdiçados, sem que a bola chegue sequer à baliza do adversário. 

A primeira parte foi isto. Para que fosse ainda pior, aconteceu a lesão de Rafa que, a par de Jonas, hoje poupado, é actualmente o jogador em melhor forma e o melhor marcador.

A segunda foi, a espaços, um pouco menos má. Nada de grande consistência. Porque não se vê trabalho na equipa, Seferovic tem de fazer de Jonas. É evidente que o internacional suíço nunca pode fazer o que faz Jonas, por muito que tente, como hoje se viu. E por melhor que jogue, como hoje fez. João Félix tem de fazer de Cervi ou de Zivkovic, bem encostado à linha, e bem longe do lugar onde se realiza e mais rende. E até quando, no desespero, se lança Castillo, não é para reforçar a presença na área, mas para o encostar à linha donde saiu o ala que substituiu. 

Nos espaços dessa segunda parte em que a equipa conseguiu ser menos que deprimente ainda deu para criar quatro ou cinco grandes ocasiões de golo. Umas desperdiçadas por evidente falta de confiança, outras por excesso de azar, como aconteceu com as duas bolas de Seferovic nos ferros.

O golo, e a vitória que disfarça a deprimente participação do Benfica na Champions, acabaria por chegar já em cima do minuto 90. Na cobrança de um livre - finalmente - por falta (com expulsão, por segundo amarelo) sobre Gedson, há muito de rastos. Que não resultou de mais nada que da grande, e tantas vezes subaproveitada, capacidade de execução de Grimaldo.

Seguiram-se 4 minutos de compensação, que deram para ver um grande remate de Seferovic na barra, com a bola a cair sobre a linha de golo e, depois, para voltar a ver uma equipa assustada, insegura e sem categoria. A jogar contra 10!

É pena. Mas não há como dizer de outra forma...

Tudo assustadoramente igual

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Em França, outra vez. O terrorismo voltou à rua, desta feita espalhando sangue e morte num mercado de Natal, em Estrasburgo. 

Tudo igual a tantas das anteriores ocorrências. Um cidadão francês de origem marroquina, nascido e criado em França. Um criminoso comum que acaba por migrar para o campo do terrorismo islâmico. Um terrorista já referenciado pelas autoridades francesas, que mais uma vez chegaram tarde: ou porque se atrasaram, ou porque permitiram que o terrorista se antecipasse. Que mata e foge por entre os dedos da polícia...

Sempre tudo assustadoramente igual! 

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