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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Niki Lauda (1949-2019)

 

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Partiu um grande campeão, e uma das  maiores lendas da fórmula 1. Campeão mundial em 1975, veria o "bi" desfazer-se no meio das chamas que consumiam o seu corpo e o Ferrari que conduzia em Nurenberga, em Agosto de 1976. Renasceu das cinzas e foi ainda discutir o título desse ano, que só perderia na última corrida, no Grande Prémio do Japão, para voltar a ser campeão no ano seguinte, em 1977, ainda na Ferrari.

Depois afastou-se das corridas por alguns anos. Até ser desafiado pela Mclaren a regressar, para fechar o seu "tri" em 1984, em competição frenética com o seu colega de equipa Alain Prost, outro grande campeão, fadado para ter nos colegas de equipa os seus maiores adversários. Senna estava a chegar... 

Adeus campeão!

 

 

Obrigado. E parabéns!

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Maior que a alegria pelo 37 é o orgulho pela festa do título. Nada do que se tem visto por outros lados. Nada de arruaça, apenas benfiquismo. Nenhuma provocação a qualquer adversário, apenas festa. E depois ... um treinador que começa por pedir à multidão que à retirada deixe o Marquês limpo, e segue a dizer que há coisas muito mais importantes que o futebol, que temos de reconhecer o mérito aos nossos adversários quando ganham e que não podemos ser apenas exigentes no futebol, que essa exigência é muito mais útil ao país se transportada para o nosso quotidiano de cidadãos, enche a enorme alma benfiquista de cada um de nós. 

A minha está cheia. Obrigado, Bruno Lage. Parabéns!

Benficaaaaa.... O Benfica deu-me o 37!

Benfica Campeão Nacional

 

18 de Maio de 2019 - o dia V, de vermelho. De Benfica. De 37. De reconquista. De reconquista de um título mal perdido há um ano. Mas, acima de tudo, de reconquista de título que há cinco meses estava de novo perdido.

Começou a pintar-se de vermelho no Jamor, com uma conquista nova - a Taça de Portugal, pela equipa feminina de futebol, em ano de estreia. Na segunda divisão, por onde começou, com um desempenho 100% vitorioso. Perdeu um único jogo em toda a época, nas meias finais desta Taça, com o campeão nacional, o Sporting de Braga. Em casa, porque em Braga goleou o campeão e virou a eliminatória, garantindo a presença na final de hoje com o primodividonário Valadares, de Gaia. Hoje goleado no Jamor (4-0), na festa da Taça!

E continuou logo a seguir, na Luz. Esgotadíssima, com 65 mil nas bancadas, para a final desta Liga 18/19. A última de 18 finais que o Benfica em Janeiro tinha pela frente. Com 7 pontos de desvantagem, no quarto lugar da tabela classificativa da prova.

O opositor vinha dos Açores,visitava pela primeira vez a Catedral, a nova Luz, e trazia na bagagem uma bonita história competitiva e a melhor pontuação da sua história da Primeira Liga. E muita ambição. Tudo bem embrulhado num rótulo de futebol de grande qualidade. Melhor, bem melhor do que a sua excelente prestação pontual. Como de resto se vira em Alvalade e no Dragão onde, perdendo sempre por 0-1, foi sempre bem melhor que os adversários.    

Não se poderia desejar melhor para uma final. Para a última final.

E o jogo não desiludiu. Menos ainda o Santa Clara, que justificou tudo o que trazia na bagagem. E, passados que foram os primeiros instantes que se sucederam à bola de saída, em que o Benfica parecia que iria tomar conta do jogo, começou a impôr o seu futebol e a ser a melhor equipa sobre o relvado. Pertenceu-lhe por inteiro o primeiro quarto de hora do jogo, mesmo que não tivesse criado qualquer oportunidade de golo. 

Só que, e não foi a primeira vez que isto sucedeu, no primeiro remate, ao minuto 16, o Benfica fez golo. E que golo. Abertura brilhante de Samaris, grande desmarcação de Seferovic, fantástica recepção e belo remate em rotação. Golo 100 do Benfica no campeonato, e 22 de Seferovic, a garantir-lhe desde logo o título de melhor marcador da competição.

E, como em tantas outras vezes, a equipa soltou-se. Passou a pressionar bem melhor, o carrocel começou a funcionar, o bom futebol que a equipa sabe produzir passou a fluir e o excelente Santa Clara começou a passar por dificuldades. Como se tudo isto não fosse suficente, o Benfica saltou para níveis de eficácia pouco comuns. Sete minutos depois chegou o 2-0, em mais um monumento ao futebol: recuperação de bola de Rafa seguida de bailado dentro da área e entrega da bola para trabalho sublime de João Félix, a sentar um adversário e a rematar sem defesa. O terceiro tardou mais quinze minutos, e chegou ao minuto 38, com uma abertura de 30 metros de João Félix, cruzamento perfeito de André Almeida para Seferovic, e a bola a sobrar para Rafa fusilar. 

Quatro oportunidades de golo criadas, quatro remates e ... três golos. Nesta altura o 37 já não fugia, não tinha por onde. E eu dizia para quem estava ao meu lado que era uma pena que os jogos tivessem intervalo. Não me lembro de alguma vez ter desejado tanto que um jogo não fosse interrompido. Estava tudo a correr tão bem, tão perfeito, que era uma pena que o intervalo acabasse com aquele espectáculo. Não era simplesmente possível retomar o jogo àquele nível... 

E não foi. A segunda parte continuou a ser um bom espectáculo de futebol, que voltou a contar com a participação da qualidade da equipa açoreana. Os jogadores do Benfica começaram a procurar a exuberância e o jogo ficou mais dividido. O quarto golo, e segundo de Seferovic, a confirmar a liderança da tabela de marcadores, e a igualar o recorde de 103 golos num campeonato, estabelecido pelo Benfica de Eusébio na época 1963/64, surgiu com naturalidade e, de novo, com elevada nota de classe: uma finalização, de primeira, de um excelente cruzamento de Grimaldo.

Aos 54 minutos o marcador acusava nova goleada, e a partir daí, já com Jonas, nitidamente de despedida, a entrar em lágrimas, a equipa - e o próprio - não fez outra coisa que procurar oferecer-lhe o golo. Que acabou por não surgir, acabando por acontecer o golo de honra do Santa Clara, que em boa verdade fez amplamente por merecer.

Depois, depois foi a festa. Linda e inesquecível, que nem uns incidentes fora do Estádio com a polícia, sempre indesejáveis e lamentáveis, conseguem manchar. 

E agora, vamos para o Marquês. Para a maior festa do futebol em Portugal. Que tudo seja festa. E apenas festa!

 

 

 

 

 

Indignação*

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Faz hoje precisamente uma semana que o país se escandalizou com o descaramento - para me ficar pelos mínimos – de Joe Berardo perante os deputados na Nação, na Assembleia da República.

A indignação tomou rapidamente conta do país, tão rapidamente como o tema das comendas tomou conta da semana mediática. E o país passou a exigir que lhe fossem retiradas as condecorações atribuídas pelos presidentes Ramalho Eanes, em 1985, e Jorge Sampaio, em 2004. Boa parte da vasta comunidade de comendadores correu para os baús a confirmar se a medalha e a ordem honorífica conferiam com as do "babe" e, enquanto uns respiravam de alívio, outros ameaçavam publicamente devolvê-las. E hoje até reúne extraordinariamente o Conselho das Ordens Nacionais, presidido por Manuela Ferreira Leite, justamente para encontrar uma resposta (que) conforme a opinião pública.

Perante tanta indignação inclino-me mais para me indignar com o país indignado.

Berardo não foi na Assembleia da República nada diferente do que sempre foi. A mesma impreparação, a mesma desarticulação de ideias e palavras, os mesmos valores, a mesma ética. Em suma, a mesma respeitabilidade nula e a mesma seriedade zero.

Não é agora que as comendas lhe assentam mal, como dizem agora as elites que lhas atribuíram. Nem é agora que mancha o tecido empresarial português, como a elite da CIP sugere sem rodeios. Não é agora que se revela um simples especulador financeiro, arredado da ética e avesso às boas práticas empresariais. Foi sempre assim. E, tendo sido sempre assim, temos que nos indignar é contra o país pacóvio e bacoco que se deixou deslumbrar por um chico-esperto sem escrúpulos, assessorado por bons, e certamente caros, advogados do mesmo quilate, que lhe gizavam os golpes perfeitos.   

Não, no Parlamento o Sr Berardo não gozou com todos nós. Gozou com os deputados! Quem gozou connosco foram as elites - essa "elite medíocre e parasitária" retratada no riso de Berardo, na certeira expressão da Marisa Matias, algures nesta semana - a quem entregamos este país, que tudo lhe permitiram nestes 40 anos … E a tantos outros, sempre no mesmo caldo. 

Resta-nos agora seguir o exemplo daquela garrafeira do Bairro Alto, e deixá-lo sozinho a beber o seu próprio vinho. Que nem dele é, afinal…

 

* Da minha crónica de hoje na Cister FM

 

 

A casa aos da casa

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Depois de tanto tempo e tanta coisa dita e escrita, a renovação de Samaris, um dos grandes símbolos deste Benfica, e claramente um dos nossos, foi a melhor forma de comemorar os 25 anos daquele memorável jogo de Alvalade.

Basta lembrarmo-nos do que foi esta época. Tiraram-lhe o número, o 7 que lhe pertencia, para o entregar a um jogador que acabava de chegar, por empréstimo. Antes, já tinha sido preterido em favor de jogadores como Filipe Augusto, por exemplo. Depois, continuou a sê-lo, por jogadores como Alfa Semedo.

Nunca desistiu e continuou a trabalhar com total empenho e profissionalismo. Até que chegou Bruno Lage. Estava pronto. Preparado e em perfeitas condições para, ao lado dos miúdos de Lage, ser figura central da extraordinária recuperação da equipa, sem a qual a "reconquista" não seria mais que mais um slogan falhado. 

Está e fica em casa. Na nossa casa! 

 

Singularidades

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Não sei se é singularidade nacional, mas sei que temos uma grande propensão para criar grandes questões à volta de pequenas coisas. De fazer de coisas que não acrescentam nada, o "alfa" e o "ómega" da nossa sobrevivência.

Vem isto a propósito das chamadas passadeiras LGBTI. Todos percebemos que, a partir do momento em que alguém na freguesia de Arroios avançou com a ideia de pintar as passadeiras de peões com as cores do arco-íris, a coisa não ficaria por ali. Vinha aí assunto importante para tratar. 

Ao que se diz, a ideia partiu de alguém do CDS,  que súbita e inesperadamente quis agarrar a frente da causa. Em Arroios a ideia acabou por morrer na casca, com a agremiação de Cristas tão partida como a casca do ovo donde se preparava para sair, mas logo renasceu em Campolide, uma freguesia mais ocidental.

Inevitavelmente!

Em Campolide, ou noutra freguesia qualquer, as passadeiras de Arroios teriam mesmo de ressuscitar. Uma passadeira pintada com as cores do arco-íris era assunto demasiado importante para que se deixasse morrer. Tão importante que teria inevitavelmente de suscitar imediatamente questões de vida ou de morte ao secretário geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa, o conhecido José Manuel Trigoso, provavelmente pouco dado a dar para aquele peditório - as passadeiras só são passadeiras com as cores da zebra. Ponto final, e nada de modernices...

Alguém que seja atropelado numa passadeira com cores mais vivas não é atropelado numa passadeira. É na estrada, diz o responsável pela moral rodoviária. 

E lá está. Nem ninguém percebe o que é que uma passadeira com as cores do arco-iris acrescenta à causa gay e lésbica. Pelo contrário, é mais provável que leve a uma maior radicalização, que muita gente se recuse mesmo a utilizá-la, ou que passe a destinar-se a uso exclusivo dos activistas da causa, com todos os riscos que se adivinham. Mais ainda se, como defende o Sr Trigoso, aquilo passar a ser simples estrada...

Mesmo que, também, ninguém perceba porque deixaria de ser passadeira!

Título à vista

 

Sabia-se da importância e do grau de dificuldade desta penúltima final, em Vila do Conde. Não era uma final mais importante que as anteriores, mas as outras já faziam parte do passado, e esta ainda estava por disputar. Era a seguinte, e a seguinte é sempre a mais importante. Como agora é a próxima, a grande final. A que é finalmente decisiva!

A cada final ultrapassada  não aumentava apenas a importância da seguinte, aumentava também o grau de dificuldade. Porque a pressão sobre os jogadores, e a ansiedade, aumentavam, mas também a pressão sobre tudo o que é a envolvente do jogo, mesmo daquilo que nunca o deveria envolver.

A entrada do Benfica no jogo teve o seu quê de regresso ao passado - a um passado recente, é certo, mas passado - com o golo a surgir logo no arranque, ao contrário do que vinha sucedendo nos últimos jogos, em que  Benfica começou sempre menos bem, tendo mesmo de proceder a sucessivas reviravoltas no marcador. Logo aos três minutos, naturalmente na primeira oportunidade do jogo, Rafa marcou.

Para confirmar que as primeiras partes mais tremidas faziam parte do passado, que não deste jogo, regressando à pressão alta e às asfixia do adversário logo junto à sua área, o Benfica tomou conta do jogo. O Rio Ave não conseguia se não cheirar a bola, e correr atrás dela. Só que isto durou quinze minutos e ... acabou-se.

Quando o Benfica, por estratégia ou por qualquer outra despercebida razão começou a levantar o pé, o Rio Ave começou a crescer e a dividir o jogo, levantando de novo a dialéctica da bola que aqui tenho trazido nas últimas semanas - "uma equipa joga aquilo que a outra deixa". A verdade é que nunca mais o Benfica se sentiu confortável no jogo, mesmo que as poucas oportunidades de golo do jogo lhe tenham sempre pertencido, e nunca ao Rio Ave.

Em cima do intervalo -. é sempre boa altura para marcar, mas esta é normalmente tida por uma das melhores - o Benfica chega ao segundo, por João Félix, numa jogada muito reclamada pelo Rio Ave (e mais ainda por outros). A história conta-se em poucas palavras: Florentino em carga de ombro fora da área desequilibrou o adversário com quem disputava a bola, acabando por lhe tocar nas costas, então já dentro da grande área e quando ele ia já em queda. Não lhe provocou a queda com a mão nas costas pela simples razão que ele já estava claramente em queda e, a partir daí, não há qualquer falta, como - bem - ajuizaram árbitro e VAR. Dessa recuperação de bola surgiria a jogada que acabou nesse segundo golo do Benfica.

A segunda parte foi lançada em bases muito semelhantes às da última meia hora da primeira metade, com o Benfica longe da atitude do início do jogo, e o Rio Ave chegou ao golo, logo aos 5 minutos. Aí, sim, o Benfica apressou-se a regressar à pressão sobre o adversário e a tomar conta do jogo. E a criar sucessivas oportunidades de golo, até chegar ao terceiro, em mais uma bela jogada de futebol, concluída com um excelente remate de Pizzi.

Com a vantagem de novo em dois golos, e mesmo por cima por do jogo, nem assim o Benfica podia descansar. O Rio Ave não deixava... E acabou por voltar a marcar, a seis minutos do 90, deixando no ar a ameaça de repetir o que fizera há duas semanas, com o Porto, quando chegou ao empate nos últimos 5 minutos. 

Apesar disso, e do sofrimento de jogadores e adeptos, foi ao Benfica que couberam as duas melhores oportunidades até ao fim do jogo. Recebido naturalmente em festa!

Mesmo que a festa, a grande festa, esteja agora, com o título à vista,  marcada para o próximo fim de semana. Que nada a possa estragar!

Foto de A Bola.

Que tristeza...*

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O passado fim-de-semana não foi apenas marcado por uma crise política muito particular, que mais não fez que voltar a mostrar a verdadeira face da política portuguesa. Foi também o fim-de-semana da abertura das queimas das fitas, provavelmente mais excitantes que as piruetas e os saltos mortais à retaguarda dos nossos líderes políticos.

Mas não mais dignas. Nem mais motivadoras, nem maior motivo de esperança. Antes pelo contrário…

Em Coimbra, a capital do acontecimento, um grupo de estudantes entendeu apresentar-se num carro alegórico que designou de "Alcoholocausto", com desenhos a preceito. Parece que a comunidade académica, e em especial os professores, reagiu e o carro dos meninos acabou por desfilar sem o nome e sem os desenhos alusivos ao holocausto, substituídos por outros, alusivos à censura e à falta de liberdade.

Aludir à censura e à falta de liberdade, quando a pressão social “impede” uns meninos de brincar com os mais hediondos crimes da humanidade, poderia ser desconhecimento e ignorância. Ignorar que a censura e a falta de liberdade são próprias do mesmo regime criminoso do holocausto e dos que o defenderam, poderia até ser relevado aos mais distraídos jovens de hoje a concluírem os seus cursos de multimédia, de engenharia alimentar (nada contra estes cursos, é de estudantes de não de cursos que estou a falar) ou outros identicamente afastados daqueles conteúdos. Mas, não é o caso. Estes protagonistas são os fitados de História. Isso mesmo, são finalistas da licenciatura em História que se consideram vítimas de censura porque a pressão social lhes impede de banalizarem e branquearem a maior tragédia criminosa da humanidade.

Já no Porto a queima é mais álcool e sexo. Ainda mais… Mas a mesma indignidade. Vídeos de actos sexuais exibidos nas redes sociais, frases sexistas nas barracas, e álcool. Muito álcool. Um dos jornais conta que, numa destas madrugadas, uma jovem foi encontrada seminua e inconsciente no queimódromo. Outro, explica que chegou a tal estado tirando peças de roupa que trocava por bebidas…  

E lembrar-mo-nos nós que, há precisamente 50 anos, em Coimbra, os estudantes cancelaram a queima das fitas por estarem em luta contra um regime que lhes roubava a liberdade e os mandava matar e morrer em África, num dos mais marcantes momentos da História do movimento estudantil no nosso país...

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

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