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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Correu mal... mais uma vez!

 

Desde o anúncio da constituição da equipa, se não mesmo desde sábado, que se percebeu que a estreia na Champions não podia correr se não mal.

O que não se percebe é que se anuncie aos sete ventos um Benfica europeu, e depois, chega-se ao primeiro jogo da Champions, e é isto que se vê: uma equipa que estreia quatro ou cinco jogadores, quase todos sem qualquer minuto em jogos oficiais nesta época.

O que terá passado pela cabeça de Bruno Lage? Provavelmente qualquer coisa parecida com o que passou pela cabeça de Seferovic... 

Triste de mais!

Num grupo tão equilibrado como este, entrar a perder, em casa, é escancarar as portas para o regresso ao triste destino das últimas épocas. E a confirmação que, para quem manda no Benfica, a Champions só interessa para ir buscar os milhões da participação. O resto que se lixe!

 

 

A longa História de esqueletos escondidos

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Daqui

Em 2009 foi descoberta uma necrópole na cidade italiana de Modena, onde foram encontrados dois esqueletos de mãos dadas. Para a arqueologia, e acima de tudo para o turismo, ficavam "os amantes de Modena", um casal unido pelas mãos entrelaçadas que milhares de anos depois se continuava a olhar com transbordante ternura.

Acabou agora, dez anos depois, por se descobrir que afinal eram homens. Diz-se que foram os avanços científicos dos últimos dez anos que permitiram esta redescoberta. Não sei, não... Quando se fala de esqueletos escondidos entramos numa longa História, mais marcada por outros avanços que propriamente pelos científicos...

 

 

 

O debate... e as pequenas coisas

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Não sei se Rui Rio ganhou o debate - e até tendo a achar que sim, na medida em que superou as expectativas gerais - mas não tenho dúvida que ganhou o pós-debate: "combinamos que não falaríamos no fim, e eu cumpro"!

António Costa veio depois e falou. E por isso perdeu. Não cumpriu!

Sabe-se que a nossa política não prima pela valorização do cumprimento. Mas, ao falar - rompendo um compromisso - sem dizer nada, Costa perdeu mesmo! 

Acho eu... que valorizo estas pequenas coisas... Nem sempre assim tão pequenas, mas enfim...

Política e entertainment

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Encerra-se hoje este ciclo de debates a dois na pré-campanha, uma espécie de "must" da política espectáculo. Cabe, evidentemente, a António Costa e a Rui Rio, no papel de cabeças de cartaz, fecharem este ciclo de entertainement, fazendo deste o momento mais alto da programação.

Não admira por isso que o espectáculo dobre em tempo, e tenha transmissão directa, em horário nobre, em todos os canais de televisão. Sempre que contracenaram com os restantes nomes em cartaz, ou estes entre si, o espectáculo teve a duração de meia-hora, e passou nos canais de cabo dos três principais operadores de televisão, incluindo o público. Hoje os espectáculo é de uma hora, e todas as televisões o querem transmitir, mesmo à hora da telenovela...

De tanto recorrer às técnicas de marketing, e por tanto procurar o foco dos media, não é estranho que  a política tenha acabado num produto de marketing mediático. 

Fraquinho. Viva às atenuantes!

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Vimos habituados a goleadas e a grandes exibições. Hoje, na Luz - não cheia, como habitual, mas com 55 mil nas bancadas -, frente ao regressado Gil Vicente, do excelente Vítor Oliveira nem goleada, nem exibição.

Foi fraquinha, a exibição do Benfica, e curto o resultado (2-0), esta noite. E, ao contrário do que vinha sucedendo, foi sempre a cair. E a segunda parte, habitualmente melhor, foi ainda pior que a primeira. E no entanto as dificuldades colocadas pelo adversário foram bem maiores na primeira que na segunda parte, o que, parecendo que não, aumenta a decepção com a exibição.

A ideia de jogo esteve lá, os processos também, mas faltou velocidade. E quando falta velocidade, cai a intensidade. E sem intensidade, a vida fica bem mais fácil para os adversários. Especialmente quando trazem a lição bem estudada, e defendem bem como, sem surpresa, o Gil Vicente se apresentou hoje na Luz.

É razão para apreensões? Creio que não. Há atenuantes: pior que jogar o jogo imediato ao regresso da paragem para as selecções, só um jogo que sucede a essa paragem e antecede um jogo da Champions. E, se este é o jogo de estreia, pior ainda!

A este contexto, e a esta fraca exibição, acrescem algumas decisões pouco acertadas da parte da equipa, e evidentemente de Bruno Lage. Os dois avançados continuam sem marcar, e sabe-se como isso mexe com a cabeça dos jogadores. E isso deve preocupar o treinador. Por isso, e não por Pizzi ter falhado, teria de ser Raúl de Tomás (parece que os adversários fazem auto-golo só para que os avançados do Benfica não marquem) o escolhido para marcar o penalti logo nos primeiros minutos do jogo. Considero esta falha mais grave do que a questão da posição táctica do espanhol (voltou a ter apontamentos de inequívoca classe) que, mantendo-se a dupla com Seferovic, nunca poderá ser ele o primeiro avançado. 

Com muito menos importância, mas mesmo assim a merecer reparo, foi a  frustrada entrada do miúdo de Peniche. Se a ideia era a de estrear o Tomás na primeira equipa, e na Liga, a substituição não podia ter ficado à espera do minuto 90. 

E sobre o jogo não há mesmo muito para dizer. A não ser que Taarabt voltou a ser o homem do jogo, pela segunda vez consecutiva, no segundo jogo na condição de titular. E acreditar que, a um mau ensaio, corresponda um boa estreia!

 

Doce e amargo*

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De vez em quando há notícias a que, à partida, não prestaríamos sequer atenção, mas que acabam por não nos deixar virar-lhes as costas. Foi o que aconteceu com esta, que não tem nada a ver com a língua portuguesa, mas tem tudo a ver com a língua portuguesa.

Dizia em letras gordas: "No Brasil, gigante da fast food McDonald´s também se chama “Méqui””. E era ilustrada por uma fotografia de uma loja em que, no reclamo, “Méqui” surgia ao lado do conhecido duplo arco (que também sugere o “M”, de McDonald´s). Irresistível!

Fui ler e percebi que se tratava de uma arrojada campanha de marketing deste gigante da globalização, presente em 200 países do mundo e que serve diariamente 70 milhões de clientes, em cerca de 40 mil estabelecimentos. E percebi que a McDonald´s percebeu o jeito que os brasileiros têm para pôr açúcar na língua portuguesa, acrescentando-lhe a musicalidade e a competência expressiva que a transformam numa das mais bonitas – se não mesmo a mais bonita - língua da humanidade. E percebi que percebeu como isso lhe poderia ser útil como instrumento de fidelização à marca.

As opções eram muitas – “Mecão”, “Mecoso”, “Mequizinho”… - mas ficou “Méqui, a meu ver o mais representativo deste gingar da língua, para dar nome a duas lojas, uma em S. Paulo e outra no Rio de Janeiro

Como comecei por dizer, uma notícia que não tem nada a ver com a língua portuguesa, tem tudo a ver com a língua portuguesa. Com a sua dimensão mundial, com a flexibilidade que o Brasil lhe acrescenta todos os dias, e com um potencial afectivo que não escapa aos criativos do Marketing da expressão máxima da globalização onde, por definição, tudo se guia por padrões tão estandardizados quanto o próprio modelo de negócio com que, em 50 anos, conquistaram o mundo.

E lê-se na notícia que não tencionam ficar por aqui. Que, num um mercado mais apetitoso que um Big Mac, o português adocicado faz bem ao negócio.

Acabamos de ler a notícia e ficamos a pensar na triste figura de uns quantos que, sem mais nada em que pensar, um dia se lembraram de parir um acordo ortográfico. Não devem fazer bem ideia do que é uma língua como a portuguesa, mas acham-se especialistas. Já lá vão quase 30 anos, e ainda não perceberam que azedou. Amarga. Sabe mal. Nem se pode cheirar!

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Princípios, fins e fronteiras

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Quando a dúvida que paira sobre as eleições do próximo dia 6 é se o PS alcança ou não a maioria absoluta, e sabendo-se que alcançá-la é o objectivo maior do partido, é curioso que, em nenhuma ocasião, António Costa enuncie esse objectivo. Antes pelo contrário, como se viu nas declarações que provocaram mais um ataque de ira a Sócrates.

Depois de esgotados os debates a dois com os  partidos com que poderá ter de se entender na eventualidade de não atingir a maioria absoluta, concluídos ontem com o líder do PAN, não fica qualquer dúvida que António Costa adoptou sempre um comportamento consistente com essa atitude. O debate com qualquer dos três opositores - mesmo com Catarina Martins, que era onde o risco de descambar era claramente maior - foi sempre uma conversa amena e nunca um confronto. A expressão mais marcante de todo esse ambiente é do próprio António Costa: "se fui eu que abri esta porta, não faz sentido que seja eu a fechá-la".

Mas isto é António Costa. Outras vozes no PS dizem coisas exactamente opostas. Nem é necessário ir lá mais atrás buscar declarações inflamadas do Carlos César; ainda ontem, no Parlamento, um desconhecido deputado da Madeira (coisas da insularidade, quem sabe?) proclamava que “o que precisamos mesmo é podermos governar sem empecilhos”. 

Mas se nos lembrarmos que ainda há pouco tempo António Costa dava o braço ao PCP e empurrava o Bloco para longe: "o PCP é um verdadeiro partido de massas, enquanto que o Bloco é um partido de mass media"; ou anunciava  - agora ele - o diabo, enrolado na bandeira da ingovernabilidade que se levantaria a partir de um bom resultado do Bloco, somos bem capazes de acabar a dar razão a um dos populistas-mor nesta disputa eleitoral que diz que António Costa não tem princípios, tem fins.

São, de resto, coisas destas que acabam sempre a baralhar as fronteiras do populismo. 

Dear Ursula

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Não sei qual virá a ser o desempenho de Ursula von der Leyen, a nova Presidente da Comissão Europeia, sei apenas que não lhe será muito difícil fazer melhor que os seus dois últimos antecessores. E sei também que não há milagres...

Mas - confesso - fiquei impressionado com a sua entrada. Pode não ter qualquer significado,  nem romper com coisa nenhuma, mas escrever uma carta a cada comissário a dizer-lhes quais são as suas atribuições, o que têm para fazer no seu mandato, é diferente de um simples despacho de delegação de competências. É diferente de um caderno de encargos. É a assertividade da job description num registo intimista, completamente descolado da fria tecnocracia de Bruxelas.

Não passará provavelmente de um toque pessoal, que em nada venha alterar a vista do poder a partir de Bruxelas.  Mas fica sempre alguma esperança que seja desta que alguma coisa comece a mudar nas estruturas do poder da UE e na sua relação com os europeus. Na democracia europeia, que é disso que se trata!

E que tem de ser o alfa e o ómega da defesa do modo de vida europeu, enunciado como desígnio desta comissão. Sem democracia não há modo de vida europeu, e isso tem que ser absolutamente inequívoco no funcionamento da União.

Ah... não falei de Elisa Ferreira? 

Pois não!

 

 

Bem encaminhado

Lituânia 1-5 Portugal: 'Show' de Ronaldo coloca Seleção mais perto do Europeu

 

A selecção nacional cumpriu hoje a sua obrigação em Vilnius e "despachou" a selecção da Lituânia com uma goleada (5-1), acertando o passo para o apuramento para a fase final do Euro 2020. Que, sem nunca ter estado em causa, também não tinha começado muito bem, com dois empates em casa nos dois primeiros jogos, contra os dois principais adversários no apuramento.

A obrigação foi cumprida, no fim fica a goleada, mas nem tudo foi bom. Depois de marcar cedo, logo no arranque do jogo, de penalti e ainda sem muito ter feito para isso, os jogadores portugueses deverão ter pensado que ... estava feito. Não era preciso fazer mais nada. 

Enganaram-se, como sempre acontece neste jogo de que tanto gostamos. E as coisas complicaram-se, tanto quanto é possível que uma equipa tão fraca como este adversário de hoje, complique. Os lituanos empataram - num canto, só podia, mesmo que uma equipa como esta nossa selecção não possa sofrer dois golos em pontapés de canto em dois jogos consecutivos - e, como corriam mais e os jogadores portugueses o permitiram, levaram o empate até para lá da hora de jogo, já bem dentro da segunda parte.

É certo que a entrada para a segunda parte revelou que os jogadores tinham percebido que teriam de mudar de registo. E de mudar o jogo. Mas foi aquele golo ao minuto 62 que mudou tudo. Porque acabou com o empate, mas acima de tudo pela forma como aconteceu, com a bola a fugir das mãos para as costas do guarda-redes, e daí para dentro da baliza. Contou - claro - e contou para Cristiano Ronaldo. Que faria ainda o terceiro e o quarto, antes de sair, na segunda substituição (Gonçalo Guedes) de Fernando Santos. Na primeira, quando as coisas ainda estavam cinzentas e o jogo empatado, tinha tirado Bruno Fernandes - não é para meter veneno em ninguém, mas talvez as dificuldades na selecção expliquem algumas coisas que alguns dizem inexplicáveis - para fazer entrar Rafa. Também essa alteração contribuiu para mudar o jogo.

E com Bernardo Silva a espalhar perfume pelo campo, e João Félix à procura do seu primeiro golo na selecção A - e como tentou, e como o guarda-redes sempre lha negou - acabou por ser William Carvalho a marcar de novo - dois golos em dois jogos - e a fechar as contas. Finalmente bem encaminhadas, para concluir como iniciamos.   

  

Livre concorrência por memória. Ou para memória?

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Apetece dizer: até que enfim!

Até que enfim, que alguém neste país ousou afrontar a banca. Habituados a ver o país pôr e a banca dispor, habituados a que nada falte aos bancos, sempre com todos os cuidados, não vão eles constiparem-se, é com surpresa que vemos a Autoridade da Concorrência puni-los (14 bancos, ao todo) sem dó nem piedade - mais de 225 milhões de euros de coimas - por cartelização do mercado no crédito à habitação, no crédito ao consumo e no crédito a empresas. Durante uma década, que já terminou há quase outra...

Pois! Já ninguém se lembra. Os decisores já são outros, as administrações já são outras, e até, na sua maioria, são já outros os bancos. Não serve de atenuante, mas serve de reclamante...

Qualquer dia, lá para daqui a uma década, é bem possível que a Autoridade da Concorrência comece a desconfiar das gasolineiras... 

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