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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Os distraídos de sempre

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Sem surpresa, o Luanda Leaks volta a mostrar-nos a verdadeira face das nossas elites e das nossas instituições. De repente, percebemos que tudo o que todos nós, simples cidadãos comuns, há muito tínhamos percebido, é uma enorme surpresa para quem tem por responsabilidade tomar conta disto.

Portugal constituiu uma plataforma decisiva no processo de enriquecimento ilícito e despudorado de Isabel dos Santos. Lavando-lhe, por um lado, o dinheiro e dando-lhe, por outro, credibilidade internacional. Todos sabemos como o país se pôs de cócoras perante o dinheiro da elite corrupta angolana, é coisa tão recente que nem é preciso apelar à memória. O país precisava de dinheiro, e sabe-se como, em Portugal, a necessidade de dinheiro corre em sentido contrário ao da vergonha. Quanto maior é a necessidade de dinheiro menor é a vergonha!

Por isso, os  que ajudaram Isabel dos Santos a lavar o dinheiro e a imagem, e que foram os facilitadores da sua projecção internacional, vendendo uma história de sucesso em vez de mais uma história de corrupção num país africano pobre, são os mesmos que hoje suspiram ais de preocupação ou anunciam aos sete ventos o corte de relações comerciais. 

Curioso é que, por exemplo, o Banco de Portugal (sempre o Banco de Portugal!), para além de nunca se ter preocupado com a origem dos capitais que cá chegavam, nunca tenha encontrado qualquer problema no facto do banco de Isabel dos Santos ser presidido pelo ministro das finanças que lho entregou nas condições que todos nos lembramos. Ex-ministro que ontem foi dos primeiros a anunciar o corte de relações com a patroa, sem que ninguém saiba muito bem o que isso quer dizer...

 

Luanda Leaks

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Num fim de semana cheio e intenso - também desportivamente, mas esse não é para aqui chamado -, que parecia ter o seu ponto alto nas directas do PSD, onde a confirmação de Rui Rio não  parece nada acabar com o clima de guerrilha interna há muito instalado no partido, o melhor estava reservado para o fim. É normalmente assim!

A divulgação dos dados encontrados pela investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas, já conhecida por Luanda Leaks, acabou por fechar o fim de semana lá bem em cima. Não é que nunca tenhamos ouvido falar em qualquer das situações agora reveladas; a maior parte do que acaba de ser revelado não é novidade, e muito menos surpresa. Mas uma coisa é a percepção pelo rumor, outra é a revelação de dados investigados e confirmados, com nomes, números e datas. Mesmo que, como já vimos noutras investigações do mesmo Consórcio, e noutros Leaks, muita coisa acabe por dar em pouco mais que nada. 

Para já, Isabel dos Santos já não vai a Davos. Foi-lhe retirado o convite. E provavelmente terá que rapidamente se afastar de todos investimentos em que o seu nome não esteja escondido atrás de complexas e espessas teias de holdings e off-shores.

Até porque não foi apanhada desprevenida. Percebe-se isso quando, uma mulher que sempre fugiu da exposição mediática, que nunca se deixou aproximar de jornalistas, e que fez de fotógrafos verdadeiros inimigos, reage de imediato no Twitter, mesmo que recorrendo a velhas e gastas acusações de racismo e colonialismo. Como já se tinha percebido pela entrevista à RTP, a primeira de toda a sua vida, difundida na passada quarta-feira, onde nos deixara com uma ideia de fuga para a frente com o alto patrocínio da televisão pública portuguesa.

 

Hoje

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Os dias, mesmo quando correm todos iguais, não são todos iguais. São curtos e cinzentos no Inverno e longos e luminosos no Verão. Sucedem-se no calendário sem que nada os distinga!

Mas nunca são todos iguais… Os dias são o que são, não têm identidade. Somos nós que lha damos, pelo que nos recordam e pelo que nos marcam!

O sol dá-lhes o brilho que as nuvens logo lhes roubam. E o calor que foge da chuva e do frio. Mas é a memória, a nossa memória, que faz a identidade de cada dia. O frio ou a chuva e o sol ou o calor mexem com a nossa disposição – versão light do nosso estado de alma –, com a forma como, logo pela manhã, encaramos mais um dia que temos para agarrar. Mas é a nossa memória que talha a marca que timbra os nossos dias. E que faz com que nalguns se nos tolham os movimentos e se nos arrefeça a alma… Que alguns, por mais que brilhe o sol, nunca deixem de ser cinzentos e frios. De reflexão, de memórias e de muita saudade!

Não, os dias não são todos iguais. Hoje é um dia diferente dos outros. Diferente, muito diferente do de ontem. Diferente do de amanhã!

Como canta o Rui Veloso: “… para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar…”

Hoje, é assim há onze anos... Há já onze anos que esta saudade cresce. Sem fim!

Dérbi em dia de recordes

Rafa decide o dérbi e deixa Benfica com sete pontos de vantagem na liderança

 

Metade do campeonato já lá vai. Para as quatro principais equipas do panorama nacional, provavelmente as quatro primeiras da classificação quando tudo acabar, lá para Maio, a primeira volta deste campeonato terminou hoje.

E de que maneira!

Com um dérbi, que não é só de Lisboa. É o dérbi. Desta vez em Alvalade, onde o Benfica entrou depois do Porto ter jogado e perdido, no Dragão, com o Braga, e portanto com a possibilidade de alargar para 7 pontos a sua vantagem para o segundo.

Não terá sido por isso, pelo menos a crer nas palavras de Bruno Lage - que disse que os jogadores, tal como ele próprio, apenas tinham tomado conhecimento do resultado do Dragão ao intervalo -. que o Benfica entrou pressionante e intenso no jogo. Mas foi assim que a equipa surgiu no jogo, mandão.

Na primeira meia hora só deu Benfica. Mas não deu golos, e até poderia ter dado um para o Sporting, num remate ao poste de Rafael Camacho, aos 25 minutos. Toda essa superioridade no jogo não deu golos porque os jogadores mais decisivos na fabricação de golos, como Pizzi, Vinícius, Chiquinho ou Grimaldo, estão agora longe da forma de há umas semanas, antes da paragem. E como a equipa não remata de fora da área - parece que a ordem é entrar com a bola pela baliza dentro - é preciso que os jogadores estejam todos no top de forma, para que o passe saia no ponto, o drible na medida certa e o faro de golo em alto grau de apuro.

No último quarto de hora, abandonada a pressão e a intensidade que não tinha dado golos, e que não pode durar sempre, o Sporting começou a libertar-se desse domínio e a ficar perto de equilibrar o jogo, muito à custa de um jogo esticado a partir dos passes longos, principalmente de Bruno Fernandes, que agora já pode partir para Manchester.

A segunda parte começou mal. Pior era difícil. Os energúmenos do costume, que há em todos os clubes, resolveram começar a despejar tochas e petardos para o relvado, mesmo para cima da baliza do seu próprio guarda-redes. O jogo tardou, primeiro, a recomeçar e, depois, a ganhar ritmo, e interesse.

O Benfica nunca mais voltou à superioridade da primeira parte, mas fazia sempre melhor o que havia a fazer. A superioridade individual dos jogadores do Benfica vinha sempre ao de cima, e mais ao de cima veio quando, aos 64 minutos, o regressado Rafa, inspirado, entrou para o lugar do discreto Chiquinho.

Bastaram-lhe 6 minutos para fazer o que ninguém tinha conseguido - o golo. Havia ainda muito tempo para jogar - Hugo MIguel, o árbitro, de que ainda não falei, e de quem não há nada a dizer, porque não tem nada a ver que o Jorge de Sousa, no VAR, tenha demorado alguns cinco minutos para validar um golo sem mácula,  deu 10 minutos de tempo extra - mas percebeu-se que o Sporting não tinha argumentos para fazer perigar a vitória do Benfica. E que corria riscos de voltar a sofrer, como viria a acontecer já perto do fim, em mais um golo de Rafa, de excelente execução, que selaria a excelente e porventura decisiva vitória benfiquista. Que, na última jornada de uma primeira volta marcada por recordes (recorde de pontos, recorde de vitórias, e recorde de vitórias sucessivas fora de casa), deixa o Benfica numa liderança com 7 pontos de vantagem. Tantos quantos há um ano tinha de desvantagem. Acho que ninguém se esquece! 

 

 

De morrer a rir

            capa Correio da Manhãcapa Públicocapa Jornal de Notícias

 

Hoje é notícia as buscas no Montepio, e muitas das irregularidades apontadas a Tomás Correia que têm barbas. Créditos sem garantias, fraudes em aumentos de capital e ... José Guilherme, que deu prendas a Ricardo Salgado com dinheiro que foi buscar ao Montepio. E é notícia que o governo se prepara para injectar no Novo Banco os últimos 1.400 milhões de euros. Sabíamos que o Orçamento que ainda está por aprovar contava com metade disso, mas parece que a ideia do governo é acabar com isto, e entregar de vez tudo o que, à luz dos brilhantes negócios daquele Sr Sérgio Monteiro, de que já ninguém fala, ainda falta para que a Lone Star venda o Banco, ganhe muito dinheiro e morra a rir de nós todos. Como riu Berardo e anda certamente a rir José Guilherme há uma porrada de anos.

Porque isto é mesmo de morrer a rir...

Czar da República

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Sem lata para continuar a saga de Mr Dupont e Mr Dupond, como já aqui lhe chamei, com a rotação entre a chefia do governo e a da República para contornar a limitação de mandatos, Putin parte para outra. E começa logo por descartar o seu Mr Dupond, o seu peão Medvedev, agora na chefia do governo. 

Parece assim, mas talvez não seja bem assim. Putin não estará propriamente a deitar Medvdev fora, nem sequer a pedir-lhe um último sacrifício. É preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma, e Putin quer mude muita coisa para que tudo fique ainda mais na mesma. Muda, para já, o governo. E depois muda a constituição, retirando poderes ao Presidente, que já não será ele, mas o que lhe suceder em 2024, e que não será mais Medvedev. O que está por saber é que figura institucional inventará para si próprio para receber esses poderes que, obviamente, que não vão para a Duma (o parlamento) como pretendeu Putin que ficasse subentendido.

Talvez czar da República não ficasse mal...

Objectivo(s) conseguido(s)

Seferovic salta do banco para colocar Benfica nas meias-finais da Taça de Portugal

 

Já não dá para disfarçar o cerco que se aperta à volta do Benfica. É a calendarização dos jogos, são as consecutivas nomeações cirúrgicas dos árbitros, seja para o campo seja para o VAR, e são, por fim, os seus desempenhos. A seguir a Carlos Xistra, há quatro dias, hoje Artur Soares Dias, que há os mesmos quatro dias, desbloqueou o jogo ao Porto, validando inacreditavelmente o golo que o resolveu, e começou a resolver o próximo, com o Braga, expulsando o Corona, para trocar esse jogo com o de hoje, com o Varzim, para a Taça.

É impossível dizer o que quer que seja deste jogo sem falar de Artur Soares Dias e de Tiago Martins, o VAR, outra escolha cirúrgica. Começaram logo por transformar um hipotético 2-1 no 1-2 quando decidiram não assinalar o penalti claríssimo sobre o Chequinho, na sequência do que o Rio Ave saiu em contra-ataque para fazer o segundo golo. Por marcar ficaram mais três penaltis a favor do Benfica. Um que Soares Dias, bem posicionado, sem nada a tapar-lhe a visibilidade, assinalou sobre Taarabt, mas que Tiago Martins fez reverter, sem qualquer dificuldade em convencer o árbitro de campo, que nem precisou de recorrer às imagens para reconhecer que afinal se havia equivocado. Outro sobre Pizzi, e outro ainda quando um defesa do Rio Ave desviou para a barra, com o cotovelo, um remate de Chiquinho.

Dêm-se as voltas que se derem, foi assim. E mesmo assim foi um bom jogo de futebol, com o must da emoção que, assim, o resultado lhe acrescentou. 

O Rio Ave joga bem, já se sabe. E chegou ao golo logo a abrir, aos 3 minutos, na cobrança de um livre directo, depois de uma falta sem nexo de Rúben Dias. Mais uma. Percebeu-se logo que tudo seria muito difícil. E foi, mais ainda por tudo o que acima foi dito. O Benfica reagiu bem ao golo madrugador e chegou ao empate, por Cervi, dez minutos depois. Só que à meia hora de jogo, no tal contra-ataque depois do penalti sobre o Chiquinho, o Rio Ave voltou a marcar (assinalar a grande penalidade implicaria anular o golo) , e a passar para a frente do marcador.

O Benfica não fez uma grande exibição. Com o abaixamento de forma de Pizzi e de Carlos Vinícius é difícil a equipa fazer melhor. Mas também não jogou mal, longe disso. Voltou a lutar contra a adversidade, com todos os jogadores a darem o máximo, cheios de alma, e criou mais de meia dúzia de oportunidades claras de golo.

A segunda parte foi de pressão constante, encostando o Rio Ave lá atrás, completamente sufocado. Seferovic entrou já passava da hora de jogo, e desta vez foi descisivo: em sete minutos (64 e 71) virou o resultado, com dois bons golos, especialmente o da vitória, numa grande execução.

O Benfica segue com mérito para as meias finais da Taça. Mas foi um jogo de enorme desgaste, que deixará certamente marcas para o dérbi, daqui a menos de 72 horas. Poucos acreditarão que o objectivo não fosse esse!

O ano da Justiça

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Há poucos dias, antes da entrada no ano novo e quando toda a gente era auscultada sobre a adivinhação do que aí viria, dizia-se que 2020 seria o ano da Justiça. Não que se quisesse dizer que este fosse o ano em que, por obra e graça do que quer que fosse, tudo passaria a funcionar bem. Apenas porque este tem de ser o ano do "sim ou sopas" para processos judiciais de grande exposição mediática, dos que se arrastam há demasiados anos, como o Monte Branco, a Operação Marquês ou BES, aos mais recentes, como Tancos, Alcochete ou Rui Pinto.

Ao 14º dia do ano, à entrada para a sua segunda semana, os jornais de hoje parecem querer confirmar essa ideia, que este ano é que é. Com mais ou menos parangonas todos aparecem hoje nos jornais. Todos hoje são notícia. Até a Operação Marquês, há muito com paradeiro desconhecido, mesmo que a notícia seja apenas que Joaquim Barroca, o ex-presidente do ex-Grupo Lena, vai ser ouvido daqui a um mês e tal... Pode estar em profunda agonia, mas ainda está vivo... Refiro-me ao processo, naturalmente. 

 

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