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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tristes jornais

APCT: Jornais continuam a perder expressão em banca - Meios ...

 

Numa viagem pelos jornais do dia encontramos o Benfica e Luís Filipe Vieira em praticamente todas as primeiras páginas. Com duas únicas excepções: o Jornal de Negócios, e o jornal i, este particularmente interessado em continuar a bater no Costa e a promover o Ventura.

Nos generalistas, o "CM" diz que "Vieira admite demitir-se da presidência". O "JN" que "Vieira assume  responsabilidade e admite sair". E para  o "DN" a "crise faz cair Bruno Lage e deixa Vieira a pensar no futuro".

Nos diários desportivos apenas o "Jogo" não vai no jogo de Vieira. "A Bola" diz que "o presidente vai pensar sobre o seu próprio futuro" e o "Record" diz que "Presidente assume a responsabilidade e vai conversar com a família

É impressionante. Sobre a inconsistência e a propaganda das declarações de Vieira, nada. Sobre a sessão de campanha eleitoral para as eleições que vai antecipar, para retirar tempo a quaisquer novas iniciativas, e fixar a concorrência na que já é conhecida, coisa nenhuma. Nem uma palavra.

E no entanto tudo está tão à vista... Tristes jornais, triste jornalismo!

 

 

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

 

A assembleia-geral da PT recusou a oferta da Telefónica para a compra da sua participação na brasileira Vivo.

Esta é a boa notícia: ... afinal sempre é uma vitória sobre os espanhóis, no dia da ressaca da derrota da nossa selecção.

A má notícia é que esta vitória portuguesa, afinal como a de ontem dos espanhóis, resulta, em certa maneira, de dedo alheio ao próprio jogo. Não é exactamente uma vitória limpa! E se no jogo de ontem acabou por nem se salientar muito a irregularidade do golo da vitória espanhola, tão convincente ela fora, na nossa vitória de hoje parece-me que não será bem assim.

...Como se esperava, a imensa maioria dos accionistas – perto dos dois terços – aceitou a oferta espanhola, uma oferta já quase irrecusável e que, poucas horas antes, subiria ainda generosamente para os 7,15 mil milhões de euros. Para se ter uma ideia do valor desta oferta – por 30% da Vivo, é bom não esquecer – basta dizer que é praticamente o valor da PT, com Vivo e tudo!

É aí que surge a tão famosa golden share do Estado, que para tanta trapalhada tem servido. ...O accionista Estado, fazendo uso da prerrogativa dourada, inviabilizou a venda e terá salvado uma PT de verdadeira dimensão internacional, com tudo o que isso representa para a economia nacional. Que é muito!

...Pela primeira vez tivemos oportunidade de observar a verdadeira dimensão de uma golden share: a defesa do interesse nacional. Até aqui apenas tínhamos assistido à sua manipulação a partir dos interesses particulares de tutelas e clientelas...

 

Tourada

Noutras circunstâncias, noutro quadro que não o do actual Benfica, poderia dizer-se que é futebol. Que o futebol é mesmo isto, a velha frase feita do futebolês. Uma equipa joga, ataca, cria oportunidades para marcar, remata, mas a bola não entra. Há sempre mais uma perna a tapar o caminho para a baliza e, quando se consegue desbravar essa floresta de pernas, há um guarda-redes pela frente que defende tudo. E do seu lado há um guarda-redes que não defende nada, que nem toca na bola, Mas que em quatro vezes que vê adversários por perto, é obrigado a ir buscar a bola ao fundo da baliza. Aconteceu isso hoje no joga da Madeira. E o Benfica, que jogou, atacou e construiu mais de meia dúzia de oportunidades claras para marcar, não marcou e só não perdeu por quatro porque dois dos golos do Marítimo acabaram por ser obtidos em fora de jogo.

Mas, nas actuais circunstâncias do futebol do Benfica, não se pode dizer que é futebol. É mais tourada. O futebol do Benfica virou tourada. 

Uma tourada com aquelas pegas em que o forcado da cara se farta de levar tareia do touro. Uma primeira vez, e sai mal tratado. Volta a insistir, e leva mais forte ainda. Está todo partido, a sangrar por todo o lado, mas vai lá outra vez. Volta a levar mais, mas a cambalear e sem se aguentar em pé volta mais uma vez, com o cabo do grupo impávido a assistir ao massacre, de braços cruzados.

Foi neste estado que Bruno Lage hoje entrou nos Barreiros, no Funchal. Estranhamente a equipa até entrou bem no jogo, com vontade de resolver as coisas, como se nada se passasse com o homem da cara. Só que a sorte não ajudou - sabe-se que nestas situações raramente ajuda - , e bastaram pouco mais de 20 minutos para que o fulgor, e alguma qualidade, começassem a desaparecer. 

E lá voltou o homem da cara já não a cambalear mas de rastos. Mexeu na equipa e foi um desastre. E a cada vez que mexia maior era ainda o desastre.

No fim saiu em maca, directamente para ... o cemitério. O verdadeiro destino que o cabo lhe traçara. E que anunciou com o seu habitual discernimento: "no fim do jogo o nosso treinador veio-me dizer que punha o cargo à disposição do presidente ... e que já não treinaria a equipa amanhã".

Que tourada! 

Pólvora seca

 

A apregoada manifestação da extrema direita, essa maioria silenciosa sempre adiada, não passou de um mini-comício de André Ventura, aliviado por não ter descido a Avenida da Liberdade sozinho.

Encher as redes sociais de perfis falsos a replicar boatos e palavras de ordem é fácil. Difícil é transformá-los em gente e levá-los para a rua. Mas, para quem foi projectado no PSD, e moldado por Passos Coelho, dá sempre jeito citar Sá Carneiro para esconder o fracasso: “Hoje já somos muitos, amanhã seremos milhões”. Perfis de facebook, claro!

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

 

Como estava escrito nos astros, a selecção nacional está de regresso a casa. Cumpridos os serviços mínimos mas sem conseguir evitar uma certa frustração…

... Íamos ficando com a ideia que, enquanto toda a gente – Brasil incluído – queria evitar a Espanha, o seleccionador nacional queria mesmo encontrá-la, para nela encontrar a redenção. Claro que ninguém lhe poderia, como não pode, cobrar-lhe a derrota aos pés do campeão europeu, que chegava à África do Sul na pele de favorito-mor à conquista do título mundial.

... E pronto. Um ponto final que parece de encomenda: eliminação pela Espanha, com um só golo e, ainda por cima, acabando a jogar com 10!

Um ponto final que permitirá continuar a alimentar muitas mentiras. Apenas desmente a maior de todas: o ranking da FIFA.

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

 

As arbitragens até nem vinham mal de todo. O pano não era do melhor – não se podendo, por isso, dizer que no melhor pano cai a nódoa – mas lá iam levando a água ao moinho. Até ontem!

Vêm-nos há memória os erros em anteriores campeonatos do mundo. Com dois erros tão escandalosos como os de ontem é que não há memória…

Meios auxiliares de decisão para as equipas de arbitragem por recurso às novas tecnologias disponíveis? Claro que sim, a decisão do recorrer a essas tecnologias não pode sequer ser questionada! 

O que os benfiquistas disseram a Vieira

Assembleia Geral do Benfica: Votação decorre

 

Em Assembleia Geral os sócios do Benfica chumbaram a proposta de Orçamento. A proposta encerrava muitos motivos para ser chumbada, mas não terá sido por isso que o foi.

Foi-o porque os benfiquistas quiseram dizer a Vieira que basta. Que é o responsável pela grave situação a que conduziu o clube, e em especial a sua maior forma de expressão - o futebol. Que é o responsável pela falta de rumo do futebol do Benfica, pelos ziguezagues, pela falta de coerência estratégica, pela incapacidade de decidir, que está mais uma vez a ser gritante neste dossier de Bruno Lage. Que é o responsável pela negligência de deixar fugir o penta. Que é o responsável por o Porto, falido, ganhar dois dos três últimos campeonatos. Que a sua gestão financeira não é transparente, e que, das centenas de milhões de euros de receitas das transferências de jogadores, só conhecem os das comissões pagas. Ou que há dois meses tinha dinheiro para uma OPA manhosa, que deixou claro a quem serviria, mas agora precisa de lançar um empréstimo obrigacionista, curiosamente no mesmo montante. E antes precisou de antecipar as receitas das transmissões televisivas de mandatos que não sabe se lhe pertencem.

Quiseram dizer-lhe que não é o dono do Benfica, de que passou a dispor à exclusiva medida dos seus interesses, e dos dos seus parceiros de negócios pessoais. 

Nada que Vieira que não soubesse que os sócios lhe queriam dizer, mas que julgava ter condições para evitar que lho dissessem. Espalhando os seus porta-vozes pelos miseráveis programas que enchem as televisões, e fazendo da BTV um instrumento ao seu serviço. Evitando que cada sócio votante tivesse que exibir cartão de cidadão e de sócio em simultâneo, e permitindo que um votante pudesse votar com vários cartões de sócio. Ou atribuindo aos dirigentes das Casas do Benfica, que manipula a seu belo prazer, independente da sua antiguidade como associado, os 50 votos que, achava, tudo decidiriam. E decidirão em Outubro.

Mesmo assim, os benfiquistas disseram o que tinham a dizer. Espera-se que não tenham aguçado a arte e o engenho para artimanhas que os impeçam de o voltar a dizer em Outubro.

 

 

Narrativas*

Vale de Chícharos: um bairro feito de precariedade | AbrilAbril

 

Não é muito frequente, mas numa ou noutra ocasião já todos demos com um belíssimo automóvel, daqueles que custam verdadeiras fortunas e nos deixam de queixo caído e vista turva, desfeitos contra um muro que um certo dia decidiu estorvar-lhe o caminho.

Acontece o mesmo, mas com muito mais frequência, com certas narrativas. É cada vez mais frequente encontrarmos excelentes narrativas espaparradas contra o duro muro da realidade. Para assistir em directo a mais um desses choques brutais entre a realidade, dura e inamovível, e o brilho incandescente de narrativas de última geração, basta-nos espreitar por trás dos números da pandemia que não desarmam na área metropolitana de Lisboa. E ver o que se passa com a habitação e com as miseráveis condições de vida de largos milhares de pessoas, maioritariamente imigrantes oriundos das ex-colónias, nos concelhos do Seixal, Almada, Loures ou Amadora.

Convencidos que os bairros de lata faziam parte da História, e que essa chaga social era há muito definitivamente um problema resolvido, olhamos incrédulos para o Jamaica, para Santa Marta de Corroios, para o Segundo Torrão ou para a Urbanização Vale do Chicharro, a mais recente revelação. E vemos lá despedaçada num montão de lata, já não a sedutora e glamorosa Lisboa cheia de turistas, que essa já lá vai e nunca nos deixou ver nada, mas a não menos insinuante Lisboa da fase final da Liga dos Campeões que aí vem. Ou talvez não, sabe-se lá!

Sem a pandemia não chegaríamos lá. Continuariam a contar-nos que os bairros de lata há muitos tinham desaparecido, que somos um país de sucesso na primeira linha do desenvolvimento, que a todos garante as mesmas oportunidades. Que somos os melhores do mundo, que até passamos como referência mundial ao choque com a pandemia. E que não há segunda vaga nenhuma, o que estamos a fazer é mais testes. Como país de primeira que somos…


* A minha crónica de hoje na Cister FM

Passos atrás

SIC Notícias | Região de Lisboa dá um passo atrás no desconfinamento

 

Do Conselho de Ministros de hoje irão sair as orientações para o tal passo atrás dado por possível no anúncio do desconfinamento, há cerca de um mês. Os surtos que diariamente surgem por todo o lado, e mais insistentemente em Lisboa, onde as coisas estão longe de estar controladas, não deixam outra alternativa que não seja recuar.

Não será difícil de prever que o governo divulgue medidas de retoque na moldura penal para o crime de desobediência, particularmente em foco na alarmante onda de festas que se tem espalhado pelo país. E será fácil prever a conflitualidade aberta com a Constituição que vai encontrar. É que o "estado de emergência", que tudo permite, já passou.

E aí já não há como voltar atrás. Há, mas implicaria reconhecer a segunda vaga da pandemia, que todos negam. Todos, menos quem sabe: os epidemiologistas, que já o começaram a dizer.

 

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