(Re)começo

Hoje é dia de regressos. À escola, ao trabalho... Começa até a presidência portuguesa da União Europeia, nestas presidências semestrais rotativas. O ano começa verdadeiramente hoje, mesmo que já leve três dias passados.
E não se pode dizer que tenha começado bem, o que também não surpreende muito.
Começou com a inacreditável "estória" que tem como personagem principal o procurador José Guerra, que o governo português quis que fosse o representante português na nova Procuradoria Europeia. Quis tanto que resolveu inventar no seu currículo, atribuindo-lhe feitos que ele próprio dizia não serem bem assim, que é o que verdadeiramente faz desta uma "estória" inacreditável. Estamos habituados a que toda gente aldrabe no currículo, mesmo sabendo que são apanhados logo a seguir. Que seja o governo - uma Direcção Geral, um Ministério, seja lá o que for - a aldrabar o currículo de um seu funcionário para parecer melhor lá fora, é que é novidade.
Começou com os debates na televisão dos candidatos presidenciais. Com pouco debate, mas o suficiente para percebermos muita coisa. Por exemplo que o André Ventura também aí segue as pisadas de Trump, não debate coisa nenhuma, apenas grita e manipula.
E começou com sondagens. Para as presidenciais, que dão o candidato da extrema-direita a discutir o terceiro lugar com João Ferreira, o candidato do PCP. E para eventuais legislativas, onde o CDS desaparece, com 0,3% de intenções de voto.
O Chicão entendeu fazer queixa à ERC ... Sempre a mesma coisa: mata-se o mensageiro. Afinal, de novo, só mesmo o ano...

