Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

A entrevista de hoje de Pedro Passos Coelho à RTP pareceu-me extraordinariamente oportuna. Uma oportunidade perfeitamente circunstancial e, por isso mesmo, ainda mais oportuna. Porque permitiu estabelecer o paralelo com o número que Sócrates, apenas 24 horas antes, nos tinha apresentado!

Permitiu uma comparação chocante, tão chocante quanto se chocam dois estilos completamente opostos. Colocou lado a lado um político experimentado, altamente profissional, rebuscado, sagaz e astuto e um outro completamente amador e ingénuo – naif como diz Pacheco Pereira – franco e transparente, incapaz de disfarces.

Aos olhos da teoria política, e eventualmente na opinião de muitos politólogos e comentadores, o primeiro esmagará por completo o segundo. Acredito que o mesmo se passe aos olhos de algum eleitorado!

Aos meus não: aos meus revelou-se um político que nada deve e que, por isso, nada teme. Que nada esconde, e por isso fala verdade, mesmo que diga coisas com que não concordo ou que cometa erros que me pareçam básicos. Que é sério, franco e transparente, mesmo que ingénuo: em quem se pode confiar, mesmo sabendo que poderá cometer erros!

É por isso meu entendimento que esta comparação não é favorável a Sócrates. Como não o será a Portas, se for com ele a comparação! Quem é mais transparente é intrinsecamente mais sério!

Ah! E a entrevista permitiu finalmente esclarecer a estória do telefonema que foi reunião e que, confesso, a mim me tinha feito muita confusão. Tanta que aqui a trouxe por mais de uma vez! Pois, como se diz na gíria, Passos Coelho foi comido! É agora fácil de imaginar: Passos Coelho, que jurara não mais se encontrar com Sócrates, acabou por fazê-lo. Não tendo dado em nada, sem resultados e para salvar essa face, pede sigilo a Sócrates. Que, sem qualquer surpresa, o manteria apenas até à altura tida por mais interessante.

Claro que também não poderia fazer uso, como fez, da circunstância e da desconsideração de apenas ter sido informado por telefone. Não foi prudente e, de certo modo, de alguma forma legitimou a sacanice! Mas também fica claro que o acontecimento é não acontecimento: sem a importância que na altura lhe atribuí…

 

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog-

Parece que a troika está com Sócrates: desconfio que ele soubesse disso! E que tudo isto foi, afinal, muito bem programado…

Só não acredito nisso porque para tanto lhe não reconheço engenho nem arte!

Mas factos são factos. Diz-se que, contra eles, não há argumentos…

Expliquem-me lá! Por que é que uma das medidas do programa da troika – que Passos Coelho está a estudar para não assinar de cruz – é justamente introduzir o subsídio de desemprego para os falsos recibos verdes?

Está à vista! Elementar, meu caro Watson: para garantir os votos da geração à rasca! A tal que não se dava sequer à maçada de ir votar… E que agora, prontos: já sabe que tem de votar em quem lhe vai dar resposta a uma das suas principais reivindicações - o direito a um subsídio, também!

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

Sócrates deu ontem mais um passo de gigante no seu ininterrupto trajecto de mentira e manipulação. Deixou mais um exemplo da sua relação com a comunicação social e da forma como a usa e coloca ao seu serviço: ontem nem perguntas… nem fotografias! Ontem ficou à vista que as notícias que foram fazendo caminho sobre as medidas da troika resultaram de programação cirúrgica, com a conivência da própria comunicação social: uma parte arregimentada para o efeito e, outra, vergada por indesculpáveis falhas de competência profissional e de ética jornalística.

Sócrates deixou ontem mais uma vez claro que não tem escrúpulos. Que não tem escrúpulos na manipulação de factos, de circunstâncias ou de pessoas: sejam jornalistas ou os seus próprios ministros!

Quando, por tudo isto e pela definitiva incompetência do PSD – vir Pedro Passos Coelho, agora e nestas circunstâncias, dizer que não assina (de cruz) o acordo, não lembraria a ninguém – começamos a perceber que é possível que Sócrates venha a ganhar as eleições, compete-me cumprir o imperativo cívico de avisar que este é um homem perigoso. Muito perigoso!

Se alguém tiver dúvidas basta olhar para Teixeira dos Santos. Basta olhar para a fotografia que está aqui em baixo: o homem está em pânico! Tem medo!

Se não fosse por medo, por que raio de razão é que se sujeitaria ao humilhante espectáculo de ontem?

É que a humilhação de ontem sucedeu-se à dos episódios das listas, das comemorações do 25 de Abril ou da desautorização perante o país e a troika, quando Teixeira dos Santos – ministro de Estado - foi transformado em contabilista de Silva Pereira!

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

Sócrates apareceu-nos no intervalo do Barcelona – Real Madrid a anunciar as não medidas. Só boas notícias: noticias que dizem que não são notícia as más notícias que ao longo destas três semanas foram sendo notícia!

Foi Sócrates no seu melhor regressado ao país das maravilhas!

Uma boa notícia: Teixeira dos Santos está vivo, vimo-lo ao lado do primeiro-ministro!

A má notícia é que, olhando para a cara dele, parecia que tinha sido raptado e mantido em cativeiro. E que não deu para perceber qualquer indício de síndrome de Estocolmo!

As restantes más notícias ficam para amanhã. E essas já não será José Sócrates a dá-las!  

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

Já aqui referi que entendo o apelo de Cavaco - e dos seus compagnons de route deste 25 de Abril – como o reconhecimento do erro da convocação de eleições. E como medo das eleições!

Apesar das dramáticas circunstâncias em que o país se encontra não vejo outras razões que possam justificar esta febre da união ou, para não ferir susceptibilidades, deste dramatizado apelo à convergência dos partidos.

Outra coisa é o apelo à decência e à elevação do debate político e ao respeito entre os diversos agentes políticos. Mas esse é um apelo que se não pode esgotar nas actuais circunstâncias do país, essa é uma obrigação universal e permanente de todos e, em especial, do presidente da república. Pelo exemplo e pela responsabilidade cívica que lhe são exigíveis, os agentes políticos têm que estar obrigados a requisitos de educação e de comportamento urbano. Pelas responsabilidades políticas deve exigir-se-lhes que, por atitudes e comportamentos, não bloqueiem relações pessoais que ponham em causa cenários de negociação. Que birras e questões pessoais não transformem soluções em problemas, como vemos que acontece.

A convergência política dos três partidos do arco da governação – os outros dois encarregaram-se de deixar claro que pretendem manter-se afastados do poder, bem aconchegados nas barricadas do protesto – é importante nas questões de fundo do regime, na questão europeia e nada mais. E aí está assegurada, creio que ninguém tem dúvidas!

Fora disso não faz qualquer sentido: sem alternativas não há democracia!

Não aceito que se venha dizer que nesta altura isso não tem importância porque o que há para seguir é o programa da chamada ajuda externa. Concordo que, na execução desse programa, sobra muito pouco da governação para taylor made de cada partido. Mas há sempre esse muito pouco e há o que vai para além disso: a vertente do indispensável crescimento económico – não se espera que do programa da troika venham grandes contributos para a matéria - e toda a estratégia de preparação da saída. Sim, porque tem de haver uma saída para o país!

Não vejo como, com Sócrates, seja possível um governo de bloco central ou, pior, um governo do bloco do pleno, o bloco central alargado ao CDS. É de todo indesejável! E espero que desnecessário!

O argumento de que as reformas de que o país precisa carecem de um amplo apoio - que só o bloco central pode garantir - é a maior falácia da política portuguesa. A oposição às reformas não é, em primeira instância, feita na política: é pelos interesses, pelas corporações, pelos grupos de pressão… As reformas têm sucessivamente sido adiadas porque há interesses instalados que as bloqueiam. Por sua vez os políticos dividem-se em dois grupos (as excepções apenas confirmam a regra): os que integram esses interesses e os que deles estão reféns! Juntar os dois maiores partidos do sistema no governo não cria a mais ampla base de apoio às reformas: pelo contrário, junta no governo, todos os que as bloqueiam!

 

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

Osama Bin Laden foi finalmente apanhado… Capturado, julgado e punido?

Não, foi morto e, ao que se diz, atirado ao mar!

Teria sido possível de outra forma? Não sei, francamente não sei. Mas sei que gostaria que tivesse sido de outra forma. Como também gostaria que Obama não fosse tão parecido com Bush!

Nota: Esta é a fotografia que corre por aí como sendo a de Bin Laden morto. Não me parece outra coisa que uma especulativa exploração da atracção pelo mórbido!

Há 10 anos

10 anos como professor – HOJE! | EvangeBlog

Tinha assistido no Nou Camp, em Dezembro passado, ao Barcelona - Real Sociedad. Assisti agora, mas pela TV, à partida da segunda volta em S. Sebastian: um jogo mauzito – o Barça também não é obrigado a jogar sempre bem – que os bascos ganharam por 2-1, tornando-se na segunda equipa a vencer os catalães no campeonato. Valeu por isso, pelo inusitado!

Mas valeu, acima de tudo, pelos cortes de Estrada! E pelos cruzamentos de Estrada. Mesmo que tenha sido por um buraco de Estrada que tudo tenha começado. Que se abriu a via … para o golo do Barça, de um desconhecido Thiago Alcantara!

Sem dar conta o Barcelona só deu por si já perdido nos caminhos da derrota. O marcador já tinha invertido o sentido de marcha e o Barcelona procurou desesperadamente o nó de saída. E Estrada fechou-lhe então todos os caminhos: nos últimos minutos, quando o Barcelona procurava desesperadamente saída para a derrota, Estrada tapava-lhe todos os caminhos. E se Messi inventava uma saída logo surgia mais um corte de Estrada!

Ah! Estrada é o lateral esquerdo da Real Sociedad. Não fez assim uma exibição tão notável:os nomes é que têm destas coisas. Às vezes dão jeito, mesmo em dias raros como o de hoje, este primeiro de Maio que também é dia da mãe. Para mim mais um dia de saudade!

A competência facilita as coisas

 

Jogar em Tondela é sempre difícil, pelo que esta deslocação do Benfica não podia ser encarada com grande optimismo. As ausências, por castigo, de Veigl e Otamendi, a que se somavam mais alguns jogadores em risco de ficarem impedidos de jogar o próximo jogo, que é com quem se sabe, complicavam mais as coisas. O Ramadão também entra nestas contas, com Taarabt de fora, entre o jejum e as lesões.
 
Sem Otamendi, o treinador do Benfica abandonou a sua nova opção pelos três centrais, e regressou ao seu clássico 4x4x2, com o centro da defesa entregue a Lucas Veríssimo e Vertonghen. Com Gabriel a fazer de Weigl, Gilberto, também ele em perigo amarelo, a poupar o Diogo Gonçalves a esse risco, Everton e Waldchmidt de volta à titularidade, e Pizzi na rara condição, nos últimos tempos, de titular pela segunda vez consecutiva. Muitas mexidas.
 
O jogo arrancou a quere confirmar as esperadas dificuldades, com o Tondela muito agressivo e disposto a lutar por todos os espaços e por todas as bolas. Rapidamente, bem cedo, e à custa de bom futebol, o Benfica anulou as intenções tondelenses. E partiu para uma boa primeira parte, com 35 minutos de grande nível.
 
O primeiro golo surgiu logo aos 12 minutos, mas já na terceira oportunidade claríssima do Benfica. Antes já Seferovic tinha feito o que é costume - fazer o mais difícil, que é falhar um golo daqueles. E Everton - mais uma aparição, ele que tantas vezes anda desaparecido - isolado, tinha desperdiçado outro.  Às três foi de vez, e foi de novo a vez de Pizzi, em mais um daqueles golos que só ele marca, assistido pelo Everton.
 
O Benfica estava então em plena exuberância exibicional, e o segundo golo tardou apenas 7 minutos. E também à terceira, que no total era a sexta oportunidade de golo criada. E que golo, este de Everton!
 
A equipa manteve a exibição em bom nível até ao fim da primeira parte, mesmo que à medida que o tempo ia avançando se começasse a ver a equipa mais interessada em controlar o jogo, do que propriamente em continuar avassaladora.
 
Tendência que acentuou na segunda parte, e que se chegou até a mostrar perigosa, em especial no primeiro quarto de hora, quando a equipa correu sérios riscos. Valeu, por duas ou três vezes, o guarda-redes Helton, já a fazer esquecer Vlachodimos. Ou pelo menos a dar razão à inexplicável - e inexplicada - opção de Jorge Jesus de há dois meses. 
 
Foi o período menos bom da equipa. Que, passado esse quarto de hora inicial, mesmo sem nunca voltar a atingir o fulgor da primeira parte, voltou ao controlo absoluto da partida. E a criar oportunidades de golo flagrantes. Para Seferovic voltar a desperdiçar. Mas também Pizzi, num remate fantástico que só por muito pouco não deixou a bola dentro da baliza. E ainda Cervi, entrado perto do fim, sozinho em frente ao guarda-redes, mas também com dois colegas ao lado, sem nada que os estorvasse.
 
É sempre assim, quando se é competente, os jogos difíceis acabam em jogos tranquilos. A equipa jogou globalmente bem, e até os patinhos feios a parecer cisnes. Everton foi mesmo cisne. Gabriel não foi, mas às vezes até chegou a parecer. E com Pizzi em forma, a música é outra. 
 
Não fosse aquele intolerável apagão com o Gil e outro galo agora cantaria. Quando deixaram que fosse o galo de Barcelos a cantar deixaram que se acabasse tudo. O acesso directo à Champions é agora de alta improbabilidade. Até porque para o outro lado continua a cair daquilo de que eles gostam tanto por todo o lado, e de toda a maneira e feitio.

Pág. 6/6

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics