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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas

Toda a gente sabe o que é um pé grande. Ou pequeno. Ou elegante, como o da Cinderela. Mas, pé alto, só no futebolês!

O que é então um pé alto?

Não! Não é um pé enfiado nestes sapatos de senhora que se usam agora. Tão altos que temos dificuldade em perceber como é que aquilo não se desmancha tudo e vem cá parar abaixo com, pelo menos, uns entorses dos valentes. Nem sequer é o pé do Sarckosy, apostado em trepar os oito centímetros que separam o seu mísero metro e sessenta e oito do imponente metro e setenta e seis da Carla Bruni. Nem o pé alto do copo do vinho, da taça de champanhe ou do candeeiro. 

Pé alto é tão simplesmente quando os jogadores disputam a bola, nas alturas, com os pés. Os inventores do futebol acharam que, sendo jogado com os pés, também podia ser jogado com a cabeça. Mas que, cada macaco no seu galho: à cabeça o que é da cabeça; aos pés o que é dos pés! Nas alturas a bola disputa-se com o peito e com a cabeça. No chão com os pés. Fora disto nada mais é permitido!

Atenção que falamos de disputa da bola, não de jogar a bola. Quando se trata de apenas jogar a bola, sem ter de a disputar directamente com ninguém, cada um joga-a como quer. Melhor, como pode! Se a tanto ajudar o engenho e a arte, pode fazer-se um remate a um metro e oitenta do solo com os pés, num espectacular pontapé de bicicleta, como com a cabeça a um palmo da relva num voo picado arrepiante.

O pé alto é pois uma infracção às leis do jogo penalizada, nos termos das mesmas, com livre indirecto. Sem a chamada punição disciplinar, que já tem lugar se o pé, para além de alto, também for em riste. O pé em riste é um pé alto mas em atrevido, direitinho às pernas – e às vezes mais do que isso – do adversário.

O problema deste pé alto é que, frequentemente, são dois. Na maioria das vezes, quando um jogador levanta o pé para disputar a bola, o adversário faz exactamente o mesmo.

Quem é que o árbitro deve punir? O que o faz em primeiro lugar... Quem é que pune? O jogador do nosso clube, invariavelmente!

Ainda na última jornada do campeonato vimos isso. Isso e muito mais!

O Aimar e um adversário (do Olhanense) disputam uma bola no ar com os pés. Pé alto, de ambos, e livre indirecto. Contra o Benfica, naturalmente, porque quem levantou o pé em primeiro lugar foi o jogador do Olhanense, que não é o meu clube. O meu é o Benfica, via-se logo quem teria de ser o penalizado com o livre indirecto…

O pior foi quando, sem pé em riste nenhum e sem obviamente ter sido o primeiro a levantar o pé ao alto, aparece na mão do árbitro não o cartão amarelo do pé em riste mas o vermelho de uma agressão. De uma das mais estranhas agressões que terão acontecido no futebol. Logo à partida um jogador como Pablo Aimar a agredir um adversário é coisa estranha, de verdadeira ficção. Não cabe na cabeça de ninguém!

Bom, não é bem assim, até porque esta estranha agressão, que teve a particularidade de não ter sido sentida pelo suposto agredido – que se confessou surpreendido com a decisão do árbitro (“foi o que o árbitro entendeu” – foram as suas palavras) –, apenas foi vista por portistas e sportinguistas (e braguistas, que também os há e reclamam voz). Para os sportinguistas - que nestas coisas não gostam de deixar os seus créditos por mãos alheias - foi mesmo uma agressão brutal, que bem poderia ter incapacitado para sempre o jogador do olhanense, pondo mesmo em risco uma das suas principais funções do homem… Que dizer do que a fotografia abaixo documenta, exactamente no mesmo jogo, e que passou em claro? Ao árbitro, aos sportinguistas, às televisões, a toda a gente ...

Quem também não fez a coisa por menos foi a comissão disciplinar da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), que decidiu punir Aimar com dois jogos de suspensão. E que jogos: Braga e Sporting! Quando, em todas as expulsões ocorridas por cartão vermelho directo durante os cerca de 200 jogos do campeonato, a sanção se ficou sempre pelo único jogo de suspensão.

Quer dizer, os senhores que compõem este órgão disciplinar da FPF, não acham apenas que se tratou de uma agressão. Acham que foi a mais violenta agressão que aconteceu em Portugal durante toda esta época!

No que pode dar um simples pé alto ...

 

Marcelo a ser Marcelo e António Costa a ser António Costa

Os avisos de Marcelo e as promessas de Costa na tomada de posse do XXIII  Governo Constitucional - SIC Notícias

Temos finalmente governo, o XXIII da Constituição, em funções. Foi ao fim da tarde de ontem empossado, no Palácio da Ajuda.

Depois de longo desfile de personalidades a rabiscar a assinatura de comprometimento solene com a sua honra de cumprirem com lealdade as funções confiadas, o presidente Marcelo iniciou o seu discurso com uma prolongada viagem pela guerra em curso na Ucrânia. Parecia um discurso na ONU, mas não. Era só o caminho cheio de curvas para o ponto de chegada: que António Costa nem pensasse, em nenhuma altura do percurso governativo, sair da estrada e tomar o rumo para Bruxelas, deixando o volante da governação na mão de um dos seus delfins.

Aquele volante é dele, e só dele. Se o entregar a alguém, toda a gente salta fora da carroça. Ficou dito e, dito isso, pouco importa o que mais disse. Até porque não havia mais nada de novo para dizer. Que quer reformas, e que não gosta muito desta maioria absoluta, que gostava mais de outra, não é novidade para ninguém. Que gostou que nada tivesse ficado na mesma, mas só porque isso lhe legitimou a decisão de dissolver o Parlamento, em Outubro passado, também não.

No resto, foi Marcelo a ser Marcelo. Incluindo o desprezo no cumprimento a João Gomes Cravinho, o novo Ministro dos Negócios Estrangeiro, sem sequer o olhar. E António Costa a ser António Costa, a pintar de cor de rosa um país pintado de cor de rosa, pouco incomodado por Marcelo ser Marcelo.

 

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas

No debate quinzenal desta manhã na Assembleia da República, aquela senhora deputada dos Verdes muito quezilenta, refilona e estridente – Heloísa Apolónia de seu nome – às tantas, disse ao primeiro-ministro que ele estava a ficar socrático.

Estamos todos – ou quase – habituados às tiradas desta senhora deputada, sucessivamente eleita às cavalitas do PCP naquela velha coligação de que nunca se percebeu outro objectivo que não fosse o de esconder a foice e o martelo no boletim de voto. Algumas até poderão ter alguma graça – facilmente abafada pela estridência – mas raramente têm conteúdo sustentável. Esta de hoje, porém, deixou-me a pensar…

A razão que a senhora deputada invocava para referir essa linha de tendência tinha a ver com a fuga às questões, com a arte de Sócrates falar sobre o que lhe apetecia deixando sem resposta as perguntas incómodas. Não acompanhei o debate se não exactamente no momento desta tirada, pelo que não faço ideia se a senhora tinha ou não razão para concluir daquela forma.

O que me deixou a pensar, e a dar razão à senhora, não tinha pois nada a ver com o que se tivesse ou não passado no debate. Nem o ponto de contacto entre ambos que aquela tirada me sugeria podia ser a tal habilidade para deixar as perguntas sem resposta. Tem a ver com o optimismo que agora se apoderou do primeiro-ministro!

De repente Passos Coelho virou optimista. O que não é uma má notícia, antes pelo contrário. Já ninguém suportava aquele ar de quem só tinha más notícias para dar, ainda por cima sempre com um certo teor punitivo. Mas pretender fazer crer que as previsões do Banco de Portugal ontem publicadas – que chocam frontal e violentamente com a sua declaração de luz ao fundo do túnel lá para o último trimestre do ano – faz lembrar Sócrates. Lá isso faz!

E, pegar no anúncio da OPA da BRISA para, em vez de perceber ali uma manobra preventiva face à baixa cotação das acções, ver lá sinais de confiança dos investidores, faz lembrar Sócrates. Sinal de confiança dos investidores seria a Bolsa a subir para cotações no mínimo próximas dos valores das empresas cotadas. Se assim fosse, se houvesse confiança dos investidores mesmo a sério, os accionistas da BRISA não precisariam de apresentar esta OPA.

 

Uf... estamos no Mundial

Não fizeram a vontade a Cristiano Ronaldo. A música não foi interrompida para que o hino fosse cantado à capela, e ficou chateado. Visivelmente chateado, mas não amuou. Se amuou, passou-lhe logo que o árbitro apitou.

Não que tivesse desatado a jogar. A primeira vez que tocou na bola foi aos 14 minutos, logo na primeira oportunidade de golo do jogo. Isto porque, ao contrário do que se esperaria, a equipa da Macedónia mandou claramente no jogo nos primeiros 15 a 20 minutos, ocupando bem todos os espaços, ganhando todas as bolas divididas e obrigando até os jogadores portugueses a serem eles a correr atrás da bola. Ao contrário de tudo aquilo que se estava à espera.

Os macedónios conquistaram até os primeiros cantos. Dois, de enfiada. De canto, o primeiro da selecção portuguesa, surgia a segunda oportunidade de golo, num remate de cabeça de Diogo Jota, cima para baixo, como deve ser. A bola saiu poucos centímetros por cima da barra, com o guarda-redes macedónio completamente batido. Começou aí a mudar o jogo, e  passou mesmo a mudar pouco depois, à meia hora, com o golo de Bruno Fernandes, até aí pouco menos que desastrado, como que a confirmar que a selecção não é mesmo a sua praia. Pode não ser, por culpa própria ou alheia, mas acabou por se tornar no "homem do jogo". Não porque tivesse finalmente conseguido uma exibição à altura do seu estatuto, mas porque marcou os dois golos do jogo - bons, ambos, mas de grande qualidade técnica o segundo. 

E quem marca os golos tem que ser o "homem do jogo"!

Sem fazer um grande jogo, e mesmo sem qualquer brilhantismo, a selecção nacional foi sempre melhor. Nunca deixou que nos passasse pela cabeça  a ideia que a presença no campeonato do Mundo no Catar pudesse estar em causa, e justificou por completo a vitória. Mesmo que todos os planos para o jogo tenham saído furados.

A equipa esperaria certamente um jogo diferente. À luz do que a Macedónia fizera contra a Itália, na meia-final do play-off, esperar-se-ia um autocarro à frente da baliza, e um jogo com muita bola, na procura constante de espaço, e de uma brecha para o remate. E, encontrado o espaço, e aberta uma brecha, encontrar pela frente um guarda-redes inspirado, a defender tudo, ou perto. 

Não foi nada disso. Faltou espaço, é certo, quando a equipa esteve em ataque continuado. No pouco tempo em que teve oportunidade de jogar dessa forma. Mas nunca a selecção da Macedónia apresentou o autocarro, nem metade dos remates que os italianos tinham feito, o guarda-redes fez apenas uma defesa, e os dois golos, em três remates enquadrados com a baliza, resultaram de transições rápidas. O primeiro a partir uma recuperação de bola do Bruno Fernandes, na intercepção de um passe de risco do Ristovski (que jogou no Sporting), e o segundo em puro contra-ataque.

E ainda bem que não foi nada disso. Que tudo correu bem, e que acabou bem. Nem tudo está bem quando acaba bem, e na verdade a selecção, tendo sido mais equipa, nem esteve assim tão melhor do que tinha estado no falhado apuramento directo. E está muito longe de poder alimentar a ilusão do seleccionador de ser campeão do mundo. Jogadores não faltam, alguns até sobram - e outro, garante, joga quando quiser, ele é que manda - mas falta muito futebol.

Mas a verdade é que, de pé frio, o homem não tem nada!

Parlamento novo

Já há parlamento. Amanhã, haverá governo ... e novos deputados, no lugar onde estavam sentados os que sentarão na bancada do executivo.

A primeira sessão da legislatura elegeu o novo Presidente da Assembleia da República, a segunda figura na hierarquia do Estado - Artur Santos Silva, um peso pesado do PS. Essa eleição, e o notável discurso do novo Presidente - o agressivo cão de guarda que virou diplomata e estadista - , constituíram o ponto alto desta primeira sessão do novo plenário.

O ponto baixo ficou, claro, a cargo de André Ventura. Com onze deputados a seu lado, a diferença só está no barulho que fazem. O discurso é o mesmo, vazio, exclusivamente para consumo televisivo. A arruaça e a provocação são as mesmas ... Se alguém pensasse que dali poderia vir algum contributo, alguma coisa de novo, ficou esclarecido. Logo à primeira ficou a saber o que pode esperar do terceiro grupo parlamentar da Assembleia da República nesta legislatura. 

 

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas

O governo vai aprovar hoje em conselho de ministros o orçamento rectificativo que, como infirmou o primeiro-ministro na entrevista de ontem à TVI – apresentada, tratada e comentada como entrevista ao primeiro-ministro quando, na realidade, foi uma entrevista ao chefe do governo e ao chefe do PSD, com o congresso em fundo – não trará novas medidas de austeridade. Mas, como também disse que não podia “jurar que não sejam precisas mais medidas”, e porque se mantém o inatingível défice de 4,5%, podemos ficar todos à espera de novos orçamentos rectificativos, lá mais para a frente, com medidas de austeridade cada vez mais insondáveis.

Nunca um governo apresentou um orçamento rectificativo ainda no primeiro trimestre, o que quer dizer, com todas as letras, que nunca um governo revelou tanta incompetência na preparação de um orçamento. O que não será exactamente abonatório para o propalado ministro da competência, Vítor Gaspar. Mas há gente a quem tudo se perdoa…

 

Boas maneiras

Joe Biden critica Vladimir Putin em discurso na Polônia: 'Pelo amor de  Deus, este homem não pode permanecer no poder' | Ucrânia e Rússia | G1

Biden, na Polónia, entusiasmou-se e saiu do roteiro escrito do discurso para apelar à destituição de Putin, na Rússia, deixando a diplomacia ocidental desconfortável. Sim, a destituição de Putin é com o que toda a gente sonha como solução para a guerra. Não passa de um sonho, e há gente que, podendo sonhar, não pode viver de sonhos. Ou que, podendo sonhar, não pode contar os seus sonhos.

Biden é uma dessas pessoas!

Na noite dos óscares, a surpresa não foi "Coda - No ritmo do coração" ter arrebatado o de melhor filme (e ainda o de melhor argumento adaptado e do melhor actor secundário), foi uma agressão à bofetada em pleno palco. Chris Rock, o comediante que apresentava a gala, fez uma piada sobre a falta de cabelo de Jada Pinkett-Smith, a mulher de Will Smith, que tem uma doença auto-imune. O actor, que conquistaria o óscar pelo seu desempenho em "King Richard", não gostou e subiu ao palco, deu uma valente bofetada no apresentador e regressou ao seu lugar para soltar mais uns impropérios a partir da plateia. 

Há pessoas que não sabem com o que não se deve brincar. Chris Rock foi uma dessas pessoas.

E há pessoas que acham que há coisas que se resolvem com uma simples bofetada. É bem possível que Will Smith seja uma dessas pessoas ... 

 

Da bofetada de Will Smith à mensagem política. 4 momentos que marcaram os  Óscares - Renascença V+

Continua o espectáculo

Imagem

Continua o espectáculo. A segunda corrida da época, no Grande Prémio da Arábia Saudita, marcada por um atentado bombista que o chegou a pôr em causa, e pelo acidente  de Mick Shumacher, nos treinos de qualificação (mais do que por mais uma batida de Latifi, um especialista, desta vez sem decidir o título, como na última)  confirmou todas as expectativas do grande espectáculo da fórmula 1 para este ano. No palco estão ainda apenas a Ferrari e a Red Bull, o que será quando lá chegar também a Mercedes?

Por enquanto está entregue a Versttapen e Perez, e a Leclerc e Sainz. A Red Bull e a Ferrari chegaram mais cedo e, para já, desalojaram a Mercedes. Deve ser apenas uma questão de tempo para os Mercedes reencontrarem a competitividade que perderam em pista, já que nas boxes, e na estratégia de corrida, parece há muito que não conseguem competir com os melhores. 

Antes, a superioridade dos carros iludia essa desvantagem. Agora, sem a superioridade dos motores, o que perde nas boxes ... soma ao que perde em corrida. Hamilton, que partiu do fim da grelha por ter falhado a passagem ao final da qualificação, não passando da Q2, ainda chegou onde podia chegar - ao sexto lugar, atrás do seu colega, Russel, que se limitou a deixar correr a corrida e a manter a sua posição à partida. Mas depois, na hora de trocar pneus, voltou a falhar tudo. Falhou o timing  (incrível como não fez a troca com o safety car virtual activado para entrar nas boxes já quando a pista estava livre) e deitou tudo a perder, acabando no 10º lugar.

Como nos concertos das grandes bandas, também o palco em Jeddah foi entregue, primeiro, para a primeira parte, a segundas figuras. E, como tantas vezes acontece nesses concertos, vêm daí grandes espectáculos. Foi o que fizeram os Alpine de Alonso e Ocon. O prato principal ficaria mais para o fim, e só podia mesmo estar reservado para os Ferrari e os Red Bull.

Sergio Perez tinha partido da pole, a primeira da sua carreira, depois de uma surpreendente volta canhão à última hora (ele próprio disse que nunca mais seria capaz de repetir aquilo), e garantiu a liderança da corrida até à troca de pneus, quando foi enganado pelo bluf de Leclerc, e acabou para cair para o quarto lugar. Leclerc, que partira do segundo lugar da grelha, passou para a frente. Verstappen, que subira de quarto para terceiro, batendo Sainz (que, atrás do seu colega de equipa, não podia forçar o arranque) na largada, trocados os pneus, ficou atrás atrás do monegasco. E subiu então o pano para o ponto alto do espectáculo, com ultrapassagens sucessivas, à medida do DRS de cada um. Até à ultima volta, com o campeão do mundo à frente, eventualmente a beneficiar das bandeiras amarelas no primeiro sector, e a somar os primeiros pontos da época.

 

Há 10 anos

O retrovisor da vida: olhando para trás e vendo coisas boas

As rendas da EDP não podem ser mexidas, como toda a gente já sabe. Explicam-nos que é o preço a pagar pelo grande negócio da privatização: os chineses só deram tanto dinheiro porque elas lá estavam. Os tipos compraram a EDP e as rendas que os consumidores estão obrigados a pagar-lhe… Pague um e leve dois!

O que não sabíamos é que, pelo mesmo preço levavam ainda, de brinde, os dividendos do ano anterior. Esqueceram-se de nos explicar é que se tinham enganado no cartaz promocional: afinal é pague um e leve três

No Teatro de Mariupol

Expresso | Teatro de Mariupol, onde estariam pelo menos mil pessoas, foi  destruído. Os ataques à cidade estratégica são constantes há mais de 10 dias

 
As imagens e as notícias que nos chegam na Ucrãnia dão-nos conta dos mais inqualificáveis horrores da guerra em Mariupol, uma cidade completamente destruída, com os sobreviventes das balas e das explosões condenados ao não menos horrível extermínio pela agonia da fome, da miséria e da degradação humana, por falta de água, de alimentos e de medicamentos. Com os que ainda sobrevivem transformados em farrapos humanos a atropelarem-se, na lei do mais forte, na disputa do escassíssimo apoio que ainda lá chega. 
 
São imagens e notícias que só têm paralelo nas de Alepo, na Síria ... que não nos chegaram com a mesma veemência. Mas são também imagens e notícias que não nos chegam despidas de informação. Por que é que a devastação e o horror de Mariupol não têm paralelo em qualquer outra cidade ucraniana?
 
É pela sua localização geo-estratégica no conflito?
 
Não, mesmo que seja crucial. É um importante porto do Mar de Azov, de onde saem as principais exportações da Ucrânia, especialmente cereais, ferro e aço. Assegura um corredor para a ligação terrestre entre o Donbass e a Crimeia, e encontra-se no território da agora declarada (por Putin) República Popular de Donetsk. Mas não é essa importância estratégica que explica a barbárie instalada. É porque é aí que estão em acção os neo-nazis do batalhão Azov, pela Ucrânia e, pela Rússia, os mercenários neo-nazis do grupo Wagner, de Valeryevich Utkin, e a Guarda Nacional chechena. Os mesmo de Alepo!
 
No Teatro de Mariupol, destruído e reduzido a pó a cobrir 300 cadáveres de mulheres e crianças. está apenas em cena o primeiro acto da peça  aqui anunciada há dias.

 

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