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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Vão-se os dedos, ficam os anéis ...

Ainda antes de abrir o mercado de contratações de inverno, Cristiano Ronaldo, em "falência" competitiva, assinou o contrato mais valioso da história do desporto mundial, na ordem dos 200 milhões de euros por ano, num total de 500 milhões em dois anos e meio.

Antes, dizia que não procurava recordes, que eram eles que o perseguiam. Agora, que já não dá para procurar recordes, e que prestígio lhe vai fugindo das mãos, mas que também não precisa de dinheiro, melhor pode dizer que não o procura. Que é o dinheiro que não larga!

Ao contrário do adágio popular, "vão-se os dedos, ficam os anéis"!

Procissão de equívocos

Era muito importante para o Benfica ganhar este jogo em Braga. Todos os percebíamos, e percebeu-o também Rui Costa que, a acreditar nas notícias vindas a público, se decidira por um prémio de jogo mais que generoso, falando-se de 2 milhões de euros.

Era muito importante manter a invencibilidade. É sempre importante, nesta fase da época - e mais a mais desta época atípica - já dentro das quatro últimas jornadas da primeira volta, e na antevéspera do jogo com o Sporting, mais importante era ainda. Não seria razoável, embora pudesse ser um desejo secreto, exigir um campeonato sem derrotas. Mas seria exigível que, aqui chegados sem derrotas, ela não surgisse nesta altura. Com o Porto embalado nos carris habituais - veja-se o último jogo, com um golo irregular logo aos 20 segundos (curiosamente, nos três jogos dos primeiros classificados, os da casa marcaram nos primeiros dois minutos, e começaram o jogo já a ganhar) e mais um penálti perdoado - e o Sporting a aproveitar o interregno para acertar agulhas e ganhar embalagem e confiança, era importante que o Benfica não cedesse.

O universo benfiquista estava receoso deste interregno de mais de mês e meio. Quando tudo está afinado, como estava o Benfica, desligar o interruptor é sempre arriscado. Quando tudo está mal, ao voltar a ligá-lo, pode sempre correr melhor. Quando tudo está no ponto, melhorar é impossível, e piorar é provável.

Acresce que tudo o que se tem passado com Enzo Fernandez também não ajudava. Nada!

Roger Schemidt tranquilizou-nos, dizendo que todos tinham trabalhado bem e que tudo estava preparado para o arranque. Mas não estava!

O Benfica não entrou na Pedreira para este jogo fundamental com uma equipa, mas com um equívoco. Com 11 jogadores equivocados, não com 11 jogadores preparados para ganhar o jogo, como o treinador tinha garantido. Com trabalho bem feito, e contra um adversário que vinha de um jogo em que tinha sido trucidado, uma equipa preparada nunca poderia ter entrado com equívocos. Esses teriam de estar do outro lado.

E não é o golo aos 63 segundos que serve de desculpa. Porque bastaram esses segundos para se perceber que estava tudo errado. E que era o Braga que entrava com tudo. Na disputa da bola, na pressão, e  na velocidade. Esse golo só aconteceu porque a equipa não estava preparada. O golo começou logo na falta displicente de Bah, passou pela passividade na disputa de segunda bola - na primeira parte os jogadores do Benfica perderam todas a segundas bolas e todos os duelos - e acabou com o Abel Ruiz sozinho, na zona onde tinha de estar o mesmo Bah, a rematar para Odysseas defender ... para dentro da baliza.

A partir daí foi o descalabro. Apenas Rafa tentava reagir. Gonçalo Ramos também tentou, mas desse encarregou-se a equipa de arbitragem do João Pinheiro, ao fazer vista grossa às entradas de Niakaté, sempre nas barbas do árbitro assistente. O resto era com o meio campo do Braga ... 

E quando, à meia hora, o Ricardo Horta marcou, novamente com Odysseas defender para dentro da baliza, mas agora com ar de frango inteiro, com penas e tudo, depois dos jogadores do Braga terem feito tudo o que quiseram dentro da área, o segundo golo do Braga era uma inevitabilidade, depois de dois ou três minutos de sufoco consecutivo.

Três remates, e só dois - um de Rafa, ao poste, mas sem grande possibilidade de golo e, no último minuto, um de cabeça de Otamendi, por cima da barra - dignos de registo, foi tudo o que o Benfica fez no pesadelo que foi a primeira parte.

A entrada para segunda parte, com Musa a substituir o desastrado (mas quem o não foi, à excepção de Rafa?) Florentino, com Aursenes no meio do campo, em vez do equívoco que foi na ala esquerda, prometeu mudar o jogo. Mas foi sol de pouca dura. Bastaram dois ou três minutos para se voltar a ver um Braga confiante, e a empurrar o jogo para o que melhor lhe convinha. 

O Benfica teve ainda mais bola - acabou com perto de dois terços de posse de bola - e rematou mais, acabando até com mais remates (14) que o Braga (11), mas nunca deixou a ideia de poder virar o resultado, e evitar a primeira derrota. Que se tornaria ainda mais pesada, e penosa, com terceiro golo, e segundo de Ricardo Horta. Mais um golo que uma equipa preparada nunca poderia sofrer. Golos em contra-ataque, quando se perde por 2-0, qualquer equipa pode sofrer. Aquele não foi um golo desses - foi um lançamento do guarda-redes Matheus, com o lateral dinamarquês - mais uma vez - a deixar fugir a bola para o Yuri Medeiros se isolar e ficar, com Ricardo Horta, na cara de Vlachodimos. 

Faltavam 20 minutos para o fim, e ficava escrita a história da primeira derrota do Benfica da época. Roger Schemidt entendeu finalmente tirar o desastrado (apenas mais um) dinamarquês. E o ineficaz João Mário. Entraram Gilberto e Draxler. É o que há. E se calhar nem seria má ideia que deixasse de haver Draxler. Era de aproveitar para o devolver nesta janela de Janeiro.

Mais tarde, em cima dos 90 minutos, sairiam Gonçalo Ramos e Enzo, para entrarem Chiquinho e João Neves. Chiquinho ... pronto. Não aquecia nem arrefecia. Mas, lançar o miúdo aos 90 minutos num jogo para esquecer, foi o último dos equívocos do hoje equivocado Roger Schemidt.

Que os tenha esgotado hoje todos, é o que se deseja.

 

Cumplicidades

Campus de Justiça de Lisboa foi inagurado pelo primeiro-ministro José  Sócrates em 2009? - Polígrafo

José Sócrates já está no Brasil, para a tomada de posse do Presidente Lula. Para o mesmo efeito, o Presidente Marcelo parte hoje, pelo que lá se encontrarão.

Marcelo - que em Julho, quando lá esteve a fazer umas tristes figuras, já tinha avisado que lá estaria, na posse de quem quer que fosse - faz parte de uma lista de chefes de Estado que confirmou a presença na cerimónia; Sócrates, como se sabe, faz parte dos amigos pessoais de Lula. Que faz parte da lista de cumplicidades de Sócrates...

Chocando mais, menos, ou nada, não é a presença de Sócrates no Palácio do Planalto, em Brasília, para a tomada de posse de Lula que é notícia. Nem que, tendo, quer o Ministério Público quer a juíza Margarida Alves, do Tribunal Criminal de Lisboa, entendido haver perigo de fuga - entendimento reforçado durante  as diversas viagens de Sócrates ao Brasil, sem delas ter informado as autoridades judiciais portuguesas - a única medida de prevenir esse risco tenha sido obrigá-lo a apresentações quinzenais num quartel da GNR. Notícia mesmo é que, para esta Justiça, quinze dias não é tempo suficiente para quem quer que seja desaparecer do seu radar.

Não faço ideia se Sócrates comunicou, ou não, à Justiça que ia sair do país. Creio até que, não ultrapassando os cinco dias de ausência do país, nem a isso estava obrigado. E como, se tudo correr bem, Sócrates estará de volta para se apresentar na GNR no próximo décimo quinto dia - a 8 de Janeiro -, fica demonstrado que, em 15 dias, ninguém foge à Justiça portuguesa!

Edson Arantes de Nascimento (1940-2022)

Herdeiros: Pelé tem 7 filhos, mas Sandra nunca foi reconhecida

Morreu, aos 82 anos, o Senhor Edson Arantes de Nascimento.

Pelé, a instituição, a lenda do futebol mundial, não morreu. Apenas partiu para se juntar, algures, a Cruyft, Eusébio e Maradona. Lá, onde quer que seja, estarão neste momento os quatro a rir dessa coisa do GOAT, e dessa  discussão entre gente que não sabe o que é ser verdadeiramente grande, e apenas gosta de se entreter com patetices.

Tempo e resultado

Medina nas Finanças e Costa Silva na Economia. Estes são os 17 ministros de  Costa – ECO

Nas emissões desportivas da rádio era - creio que ainda é - comum a chamada ronda pelos estádios onde estavam a decorrer os jogos de futebol, com o pivot ao comando da emissão a lançar aos repórteres no terreno a sacramental pergunta: "tempo e resultado"?

Nesta altura a resposta seria: Medina 10 - Pedro Nuno 0. Estamos no intervalo!

Em tempo de intervalo, havia - creio que ainda haja - um breve comentário à primeira parte e ao resultado. E de perspectivas para a segunda parte.

Nesta altura, no comentário, poder-se-ia ouvir que a primeira correu nas bases lançadas pela teoria da conspiração e que o resultado corresponde ao que se passou em campo. Mas com um alerta para o jogo estar apenas no intervalo. E que se espera um jogo completamente diferente para a segunda parte.

Pedro Nuno Santos tem no banco jogadores que podem alterar ainda o resultado final, que já estão em exercícios de aquecimento. Estamos a ouvi-los dizer que Medina fez batota com aquela escolha da Secretária de Estado, que aquilo não foi jogo limpo, que o jogo ainda não acabou e que, agora, há que ir para cima dele.

É isso. O jogo ainda não acabou, mas já não tem como acabar bem. 

Outra coisa são as "trapalhadas". E já são "trapalhadas" a mais!

Mas há "trapalhadas" e "trapalhadas". As de Santana Lopes, e as de António Costa, em comum só têm a trapalhada.

Há já por aí muita gente a reclamar de Marcelo a receita de Sampaio para as "trapalhadas". Só que isso é mais uma trapalhada. Não é que Marcelo não gostasse de a usar. Bem gostaria. Corressem outros ventos ali para a São Caetano à Lapa e outro galo cantaria. Mas não pode. Não pode porque a oposição que existe, e a que verdadeiramente sairia a ganhar, lançaria o país na ingovernabilidade que abriria a caixa de pandora.

 Marcelo pode até ser umas vezes imprudente, e outras até leviano, mas não é irresponsável. E, de António Costa, não serei eu o primeiro a dizer que nasceu com o dito cujo virado para a lua. De tal forma que, por mais asneiras  que faça, qualquer ameaça se transforma logo em oportunidade.

Já sobre Fernando Medina o melhor é esperar pelos próximos capítulos. Ou pela segunda parte, que aí vem ...

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Há um ano deixava aqui uma curiosa mensagem para o ano novo, este que agora está velho e acabado. Escrevia que, “tendo como certo e adquirido que 2012 vai ser o nosso annus horrbilis, é de admitir que, bom mesmo, seria … que passássemos para 1 de Janeiro de 2013. Ou de 2014. Ou de 2015! … Se não conseguimos trocar as voltas este ano novo, se ele vai ser o que se anuncia - e já que, contra crenças, profecias e mitos, o mundo não irá acabar em 2012 - então que seja mesmo o pior. Que não voltemos a ter mais nenhum como este, que seja o da remissão definitiva dos nossos pecados, para que possamos voltar a ter a esperança de anos melhores para todos!”

É triste a nossa sina! Poderia voltar a escrever tudo de novo, com o mesmo a propósito… Foi aqui que chegamos, desesperadamente encurralados: sem esperança e sem futuro. Apenas com medo!

Olhamos para 2013 e distinguimos dois vultos. Um algures ali por Abril, tenebroso. Chama-se execução orçamental do primeiro trimestre, e todo ele é desgraça. Outro lá mais para frente, em Setembro, e chamam-lhe – vejam bem - eleições na Alemanha!

Do primeiro só temos razões para ter medo. Muito medo. Do segundo… medonho é pensar do que nos deixamos reféns!

Assunto resolvido. Venha outro!

CM de hoje (28/12/2022)

Pronto!  A Secretária de Estado foi-se embora, aceitou o pedido de Medina para que pedisse a demissão, que Medina aceitou, enaltecendo-lhe o currículo, agradecendo-lhe "todo o trabalho desenvolvido" e reconhecendo-lhe "a integridade e correção".

Assunto resolvido! Diz o Presidente, já a chamar pelo freguês que segue, até porque dia 30 (vai para o Brasil) é já depois de amanhã, e ele tem que se despachar ...

O assunto era político, não tinha mais nenhum problema. Não havia qualquer problema de legalidade, como logo de início havia proclamado, ou não tivesse esse ficado desde logo resolvido pelo mano. Só falta mesmo dar posse à/ao senhora/senhor que segue. E por isso despachem-se, se não ainda perde o avião.

Se, com a pressa, alguém tropeçar numa pedra donde saia já mais outra coisa qualquer do género, logo se vê... Convém é não estragar os sapatos. Esses é que nunca escapam...

Teoria da conspiração

Fernando Medina e Pedro Nuno Santos querem que TAP esclareça indemnização  paga a Alexandra Reis

E se tudo isto - o caso da Secretária de Estado do Tesouro - fosse apenas mais um episódio da guerra de delfins há muito aberta no PS, com o governo como teatro de operações?

E se Fernando Medina, conhecedor de toda a história da senhora Alexandra Reis através da sua própria mulher - directora jurídica da TAP até Março, donde saiu no mês que seguiu ao da senhora de lá ter saído com meio milhão de euros no bolso, por quem todo o processo naturalmente teria de passar -, a tivesse nomeado apenas para que viesse a ser conhecido um caso que, de outra forma, nunca chegaria ao conhecimento público?

E se Fernando Medina tivesse escolhido Alexandra Reis para sua Secretária de Estado para liquidar de vez Pedro Nuno Santos?

Não. Isto não cabe no domínio das teorias da conspiração. É apenas ficção mal amanhada de quem já viu um porco a andar de bicicleta na política portuguesa...

 

Já estamos habituados

O português "que vive com determinado salário, esses valores fazem-lhe  muita impressão": PR sobre indemnização da TAP a Alexandra Reis - Política  - Correio da Manhã

Nas vésperas do Natal ficamos a saber o que há muito sabemos - que, faça o que fizer e diga o que disser, o Presidente Marcelo, tem a aprovação da grande maioria dos portugueses. Tão grande como a que o elegeu e reelegeu.  

A sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e para a SIC, dada a conhecer no final da semana passada, mostra como uma larga maioria dos inquiridos (71%) dá suporte à criticada - e criticável - "incontinência verbal" de Marcelo. Àquilo que, há anos, Passos Coelho não queria na Presidência da República e designava de"catavento de opiniões erráticas em função da mera mediatização gerada em torno do fenómeno político". Sufrágio que, de resto, Marcelo exibia triunfalmente na sua expressão facial nos banhos de multidão com que antecedeu a noite da consoada, no Barreiro, para a ginginha, ou em Odemira, para os imigrantes.

Num e noutro lado, sem dizer, Marcelo dizia: " estão a ver? Critiquem-me à vontade, digam que estou xé-xé, que não digo coisa com coisa, que falo de mais, que deveria falar menos e pensar mais..."

Se o outro diz "habituem-se", Marcelo diz "já estão habituados"... 

Por isso, o que, em três dias seguidos, Marcelo disse sobre o caso da nova Secretária de Estado do Tesouro, é tudo a que estamos mais que habituados. No sábado à noite (21:59) dizia que não comentava; no domingo, dia de Natal dizia, às 16:37, que a indemnização podia chocar, mas que não havia incompatibilidade e, menos de uma hora depois, já pensava que "há quem pense" que seria "bonito" prescindir da indemnização da TAP, ainda que a lei permita receber os 500 mil euros e exercer funções governativas; para, ontem, achar que o esclarecimento sobre a indemnização é importante para todos.

Simplesmente mais uma passagem do atestado de inimputabilidade renovado pelos portugueses...

 

 

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