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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Vítor Bento, o conselheiro de Estado, do presidente  e do governo, que hoje voltou a tomar conta do espaço mediático a pretexto, desta vez, do lançamento do seu novo livro - Euro forte, euro fraco -, considerou hoje que, perante a decisão do Tribunal Constitucional (TC), será mais difícil a Portugal renegociar com a troika as maturidades dos empréstimo. Hoje, exactamente o mesmo dia, sabe-se através da Reuters que a troika admite dar mais sete anos a Portugal e à Irlanda para pagar os empréstimos. Não é mais um ano ou dois: é mais sete!

Será que dá para acabar com a dramatização? E se passassem todos a ser um bocadinho mais sérios?

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Tem-se feito aqui eco da dificuldade em perceber a posição do Presidente da República em toda esta situação – como em tantas outras – que envolve a fiscalização do orçamento pelo Tribunal Constitucional. No último texto passava-se mesmo a barreira da dificuldade para a da impossibilidade: quer dizer, não era difícil, era impossível perceber como é que o presidente, evidentemente porque tinha dúvidas sobre a constitucionalidade, pede a fiscalização do orçamento e, vendo o Tribunal Constitucional confirmar as suas (parte das suas, como adiante se verá) e as dúvidas de muitos outros, num ambiente de claro esgotamento do governo, opta pela cumplicidade em vez de procurar uma solução que permitisse começar a juntar os cacos.

Esta perplexidade levou-me a esta teoria da conspiração, que não quis deixar de partilhar convosco. Conta-se em poucas palavras:

  • Com dúvidas sérias sobre a constitucionalidade de algumas normas do orçamento, o presidente poderia (e deveria) ter pedido a fiscalização preventiva. Teria assim resolvido, em tempo, o problema;
  • Não o fez, e optou pela fiscalização sucessiva. Que se arrastou – como sempre se arrastaria - até aqui, a este preciso momento que, como é sabido, coincide com o do apuramento da execução orçamental no primeiro trimestre;
  • Execução orçamental que, e disso ninguém tem dúvidas, só pode correr mal. A alternativa a correr mal é correr muito mal, o que significa mais um momento de rotundo falhanço do governo e em especial da dupla Passos/Gaspar. Que, e como já se viu com o discurso de Passos Coelho – era inevitável -, é completamente escondido por trás da decisão do Tribunal Constitucional. A partir de agora tudo o que falha é consequência daquela decisão, nunca de um orçamento falhado, sem pés nem cabeça, obviamente inexecutável porque todas as premissas e previsões em que assentou são erradas ou falsas;
  • A cereja no topo do bolo não foi posta pelo presidente, foi o líder (?) do PS quem lá a colocou, com aquela desastrada moção de censura. A declaração da inconstitucionalidade do orçamento já não fragiliza o governo, reforçado na véspera com a derrota de uma moção de censura. Um bónus, a provar que há apostas que valem a pena;
  • Como não há teoria da conspiração sem uma maldadezinha, lembraria que uma das normas que o presidente enviou para o Tribunal Constitucional (TC) – e que foi o único a fazê-lo – é a que fixa a sobretaxa de solidariedade de 3,5%. Que toca directamente nas suas reformas, as tais que, apesar de lhe não darem para pagar as despesas, trocou pelo seu vencimento de Presidente da República. E que, afinal, foi considerada constitucional, deitando por terra uma (outra) teoria que alguns por aí faziam circular segundo a qual o TC estaria ao serviço de um tal Filipe Pinhal...

É conspirativo. Mas, a haver explicação, não encontro outra!

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Era grande – enorme mesmo - a dificuldade em perceber a atitude do presidente. Depois da comunicação do primeiro-ministro deixou de ser apenas dificuldade: é uma impossibilidade!

Passos Coelho deixou claro que não quer ou não sabe fazer de outra forma. Quando era preciso começar a apanhar os cacos, Cavaco dá cobertura a mais do mesmo… Mesmo quando foi também ele a pedir a fiscalização constitucional do orçamento. Não se entende!

Eclipse total

Casa cheia na Luz para o clássico, à 27ª jornada. E cheia de crença, com mais de 60 mil a vibrar nas bancadas, convencidos que o 38 estava já ali, ao virar da esquina.

O jogo da passada semana em Vila do Conde não deixara de mostrar que a forma da equipa não era a mesma de há semanas atrás, antes da paragem para as selecções. Sempre de má memória nesta época de exibições empolgantes. Mas, na Luz, a memória que contava era a das últimas exibições que lá se tinham visto. E essas justificavam todo aquele entusiasmo, que desde bem cedo se sentia ao redor do Estádio. É que, antes de o encherem, os benfiquistas encheram tudo ali à volta.

Frente a frente estavam um Benfica demolidor, e um Porto titubeante, separados por 10 pontos na classificação. Um Benfica convincente, afirmativo e exuberante, e um Porto que vinha de exibições fraquinhas e resultados apertados, frequentemente melhores que as prestações dentro de campo. Mas um Porto que à custa da crença e do querer, mas também de estratégia competitiva, consegue quase sempre atingir níveis de extras de competitividade nos clássicos, e em especial nos jogos com o Benfica.

E, no apito, o inevitável Artur Soares Dias. Invariavelmente habilidoso, cedo incendiou a Luz. Começou logo aos 2 minutos, quando António Silva, depois de ser assistido após um "chapadão" de Taremi, teve de sair do campo e de esperar "uma eternidade" pela autorização para reentrar, enquanto o Porto ia construindo sucessivas jogadas de ataque. Depois foi o amarelo a Florentino, logo a seguir, condicionando-o logo de início.

O Porto entrou pressionante. Ao contrário, o Benfica abdicou da pressão e da decisão de mandar no jogo, para se deixar ficar a ver. E marcou na primeira vez que chegou à baliza de Diogo Costa,logo aos 9 minutos. Mas nem o golo - de Gonçalo Ramos, que acabou até creditado como auto-golo, porque a bola acabou de seguir da barra para dentro da baliza depois de bater na nuca do guarda-redes portista - disfarçou as primeiras indicações que o jogo ia dando. Na Luz, o golo era de Gonçalo Ramos, e catapultava-o para liderança dos marcadores. E era a confirmação de todo aquele ambiente de festa. O resto não interessava para nada.

Mas interessava. A jogar daquela forma, falhando nas decisões e falhando passes ia entregando o jogo ao Porto. Ao jogar daquela forma, com a desinspiração generalizada, mas mais acentuada ainda em Rafa e Grimaldo, e com Gonçalo Ramos muitas vezes atrás da linha da defesa adversária, a impedir melhores decisões ao portador da bola, a equipa não tinha dinâmica, empastava o jogo e permitia que facilmente os jogadores do Porto cortassem as linhas de passe. Como se tudo isso não fosse suficientemente mau, os jogadores faltavam aos duelos, e deixavam o Porto ganhar as todas as segundas bolas.

E foi assim ... Foi assim que o Porto chegou ao empate no golo de Uribe, em cima do minuto 45.  E que só não passou para a frente ainda antes do intervalo porque, nos últimos dos seis minutos de compensação da primeira parte, o golo foi anulado a Galeno por fora de jogo. De 6 centímetros. 

Não podia ser assim a segunda parte. Mas foi. E quando o Porto fez o que o Benfica havia feito na primeira parte, marcando no mesmo minuto 9 - numa jogada em que toda a defesa falhou, incluindo Odysseas que, apesar do remate de Taremi ter saído muito chegado ao seu poste direito,  pareceu que poderia ter feito melhor - percebeu-se que o Benfica de hoje não dava para ganhar ao Porto.

Poderia não haver muito a fazer para alterar esse cenário. Quem ainda não tinha percebido percebeu que o plantel não tem profundidade para alterações desse tipo. Mas na verdade Roger Schemidt também não fez nada para o alterar, e afundou-se com a equipa. 

Logo a seguir ao golo, trocou Florentino por Neres. Que começou por trazer alguma coisa ao jogo, mas pouco. Depressa foi engolido pela espiral de desacerto de toda a equipa. E só voltou a mexer muito tarde, aos 87 minutos, para trocar Rafa por Musa, para uns minutos finais de, finalmente, alguma agressividade. Que não deram para nada, a não ser para deixar a ideia que, se pelo menos essa intensidade final tivesse chegado bem mais cedo, o jogo poderia ser bem diferente. 

Quando as coisas não correm bem há que querer. Que lutar. Hoje, sem a qualidade e os automatismos de há poucas semanas, o Benfica - jogadores e treinador - conformou-se e abdicou de outras as armas para lutar pelo resultado. 

Não é fácil que esta derrota - e esta paupérrima exibição, ao nível, se não mesmo pior, da de Braga - não deixem marcas. Para já, para o jogo com o Inter. Se este eclipse não se der por "extinto" na próxima terça-feira, para que a equipa retome os padrões da época, tudo se pode complicar.

É que a margem de 7 pontos esgota-se numa derrota e dois empates. Bastam dois ou três jogos a este nível para se repetir a história que já conhecemos por duas vezes nos últimos anos.

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

O presidente – este presidente, o político que não é político mesmo sendo o mais antigo político em funções, o reckordista de tempo de poder no regime e já não muito longe do reckord absoluto de Salazar – estava metido nesta caldeirada até ao pescoço. Agora está lá completamente enterrado!

Vítor Gaspar quer ir embora, e não lhe resta outra saída. Passos Coelho nunca foi, e sem Realvas e Gaspar, já era... Mas o presidente reforça a confiança no governo e esconde-se, quietinho, à espera que passe!

 

O dominó Medina

Governo afasta CEO e presidente da TAP após detetar "deficiências graves"  na relação com o Estado - Expresso

As coisas não correm bem a António Costa há muito. Afinal nem mesmo o que parecia não poder correr melhor, correu bem. Até aquele volte-face nos últimos dias do mês de Janeiro do ano passado acabou por não correr bem. E o sonho da maioria absoluta acabou em pesadelo.  

Dizia-se antigamente - agora estas coisas já não se podem dizer - que "quando as coisas correm mal até os filhos são dos outros". Não é muito diferente o que tem acontecido a António Costa neste último ano e picos. Queria ter o seu mais que tudo - Medina - no governo, e em posição de forte destaque. Por ser o "mais que tudo", por lá ter que ter o Pedro Nuno, e por lá querer ter tudo o que mexesse em termos de ambições sucessórias.

Então e não é que é precisamente Medina a peça do dominó a deitar tudo abaixo?

Já eram muitas as trapalhadas em que se tinha metido. Mas esta da TAP, com o que a CPI vai destapando,  é o golpe final. E tudo começou em Medina, com aquela escolha da Alexandra Reis para Secretária de Estado do Tesouro. Não tivesse sido escolha, e nada se saberia. Nada de todos os escândalos que se vão conhecendo teria "existido".

A TAP até já dava lucros. Hoje ninguém saberia sequer que esses lucros são apenas impostos que nós pagamos, e salários que os seus trabalhadores não receberam. A CEO era o supra-sumo, e não embirrava com nada, nem com ninguém. Já ninguém se lembrava dos BMW´s, e ninguém saberia que tinha encharcado as direcções da companhia de franceses. Nem que gostava de fazer uns negócios com o marido. Ninguém saberia que o governo exercia a tutela sobre a TAP por Watsapp. A privatização fluía, e já ninguém se lembrava dos 3.2 mil milhões de euros lá enfiados. Não se saberia que o governo lhe metia cunhas para mimar o Presidente da República, para o manter como maior aliado, sem se tornar no maior pesadelo

Pedro Nuno Santos poderia continuar a dar ordens por Watsapp, e esquecido delas. E continuar a brincar aos aviões e aos aeroportos. João Galamba continuaria Secretário de Estado, e não se dava tanto pelas suas garotices. Nem pelas do outro, o Hugo, capaz de escrever aquelas coisas...   

Pois é, António Costa. Como todos seríamos tão mais felizes se não fosse o Medina...

 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Demorou, demorou...demorou... mas chegou: INCONSTITUCIONAL!

E pronto: é só mais um buraco. Pouco mais de 1.300 milhões, coisa pouca...

Agora já  ninguém mais se lembra que o Orçamento era, à mesma, incumprível. Um orçamento muito IN: incumprível, inexecutável e inconstitucional!

 

A catástrofe da oportunidade de Trump

O que se sabe até agora: as principais conclusões e linhas-chave da acusação  contra Donald Trump | TVI Notícias

Trump tornou-se no primeiro ex-presidente americano a ser formalmente acusado de práticas criminosas. Está acusado de 34 crimes. Outros, muito provavelmente mais graves, e alguns ocorridos no exercício do mandato presidencial, estarão para sempre fora da alçada da Justiça.

Ontem apresentou-se em Nova Iorque, no tribunal criminal de Manhattan, num acontecimento mediático de primeira grandeza que se previa espectacular (algemas, impressões digitais e fotografias), mas que se ficou pela "prudente" sobriedade, transformando o que seria uma exposição humilhante, mas eventualmente explosiva, numa acção mediática à exacta dimensão dos seus interesses.

Não poderia desejar melhor. Declarou-se inocente de todas as acusações, e resumiu tudo a uma «perseguição política e caça às bruxas, para o impedirem de voltar à Casa Branca». O julgamento não acontecerá antes do final de 2024, ou mesmo de 2025. Depois das eleições de Novembro de 2024, e muito depois da nomeação do Partido Republicano, lá para o fim deste ano.

O "timing" é o ideal, e o mote para a campanha não poderia melhor.

Mas seria sempre difícil que esta acusação, que à luz dos padrões da normalidade seria sempre uma catástrofe para qualquer candidato, não fosse, para Trump, uma renovada e prometedora oportunidade! 

 

 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Miguel Relvas demitiu-se, já não era sem tempo. O pilar de Passos Coelho cedeu!

Depois do seu último show - em que fez a primeira parte do espectáculo da vedeta Miguel Gonçalves, onde só lhe ficou a faltar cantar Grândola Vila Morena, o seu mais recente êxito – Relvas achou que, saindo agora, deixaria a ideia de sair pela porta. Antes que viesse a público o relatório da investigação à sua licenciatura - ao que se sabe, já anulada – que Nuno Crato foi mantendo na gaveta, e antes da inevitável remodelação do governo.

Tinha que dar a ideia que Relvas saía pelo seu pé. Sem ser remodelado e com algum ar de dignidade, quem sabe se à boleia da atitude de Carlos Cruz, quando ontem se entregou à prisão… Mas, por maiores que sejam os esforços de Miguel Relvas, se há coisas por que nunca será conhecido, é precisamente pelas que tenham alguma coisa a ver com dignidade. Nem que seja ao de leve!

Perplexidade!

Comissão de inquérito à TAP: Christine Ourmières-Widener ouvida no  Parlamento - SIC Notícias

A esta hora continua reunida a CPI à TAP, com a pouco ex-CEO - tão pouco que continua em funções, mas no meio de tanta confusão esta é apenas mais uma - Christine Ourmières-Widener, ainda a responder ás questões dos deputados. O que já se ouviu que disse só nos pode deixar perplexos, mesmo que não exactamente surpreendidos. Surpresa é um dos sinónimos da perplexidade, mas não é o único. 

Não surpreende pela simples razão que este governo está cheio de gente que já não nos consegue surpreender. De muitos destes governantes já nada nos surpreende. Mesmo quando tomamos conhecimento de coisas inacreditáveis, de comportamentos verdadeiramente surreais.

Ficamos a saber que toda a gente tem mentido. Mas também já desconfiávamos disso. Ficamos a saber que, antes da sua primeira audição no Parlamento, a ex-ainda-CEO foi "briefada" por membros do governo e deputados do PS, para alinharem posições. É chocante, mas também já sabíamos que eram capazes de coisas dessas. 

Até aqui, não há, pois grandes surpresas.

Não seria ainda motivo de grande surpresa ficarmos a saber que o Secretário de Estado - Hugo Mendes - a pressionou a mudar um voo de Moçambique, atrasando-o por um dia, por dar jeito ao Presidente da República, de regresso da sua viagem àquele país. Um membro do governo pedir a alteração de um voo, "nas tintas" para os prejuízos decorrentes para a Companhia, e para os restantes passageiros, infelizmente também já não surpreende. 

A perplexidade surge, por mais alertados que estivéssemos para o amadorismo, e para a informalidade "whatsapista" da tal gente que enche este governo, quando ficamos a saber que um Secretário de Estado do governo deste país se dirige à chefe de uma empresa, por escrito - de o dizer já seria insólito, de o escrever é a incompetência elevada ao expoente máximo -,  a justificar "o incómodo" pelo imperativo de não criar atritos com  o Presidente da República, que "é o nosso maior aliado mas pode tornar-se no nosso maior pesadelo"!

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