Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

CAMPEÕES

As primeiras palavras de Roger Schmidt após o título:

65 mil na Luz, para comemorar "in loco" a conquista do 38. Milhões por todo o mundo!

Antes, havia um jogo para ganhar. Não para jogar, apenas para disputar e ganhar. Tinha ontem dito algures que se amanhã o Benfica não desatasse a marcar golos cedo, o país corria o risco de um forte abalo sísmico, com um movimento tectónico capaz de deslocar a pacata cidade do Entroncamento 230 quilómetros para noroeste.

O Benfica marcou cedo, logo aos 7 minutos. Mas nem isso evitou que, no Dragão, o Porto começasse a jogar contra 10. Não sei - não vi, nem fui ainda procurara saber - se a expulsão do jogador do Guimarães, aos 2 minutos, foi justificada pela aplicação das leis do jogo. Sei é que uma expulsão aos 2 minutos é coisa estranha. Mas também sei que é mais frequente acontecerem coisas estranhas no Dragão que no Entroncamento. E tenho a certeza que nunca aconteceria com um jogador do Porto. 

Se esta coisa estranha aconteceu logo no arranque do jogo, imagine-se o que não teria acontecido se o Benfica não tivesse marcado logo no início do seu jogo. 

Na Luz sabia-se disso, e os jogadores entraram em campo para rapidamente marcar, e arrumar com os fenómenos. Do Entroncamento, ou do Dragão. Era um jogo para ganhar, e mais nada. 

Teria de assim ser, e foi assim. Na primeira parte o Benfica ganhou o jogo. Na segunda, esperou pela festa. O Santa Clara era, irreversivelmente, o último classificado do campeonato, com a descida de divisão confirmada. Há muitos fenómenos estranhos no futebol em Portugal, não ainda não há milagres. 

O Benfica entrou em campo com quatro alterações em relação ao último jogo, em Alvalade. Três pela entrada no onze de Morato, no lugar do castigado António Silva, Bah e Florentino. A quarta pelo regresso de Aursenes à sua posição natural. Que não se sabe bem qual é - porque ele é médio centro, é ala em qualquer dos lados, é segundo avançado, é tudo... - sabe-se é que não é defesa direito. Chiquinho ficou de fora. Dir-se-ia que naturalmente. Neres, também. Mas ao contrário do que seria natural. Talvez se justificasse mais que fosse João Mário a sair do onze, mas isso agora não interessa nada. 

O que interessa é que o Benfica entrou em campo para resolver o que havia para resolver - o campeonato. O 38. E não deixou hipóteses a fenómenos e a fantasmas. Gonçalo Ramos marcou logo aos 7 minutos, logo no primeiro remate à baliza, de cabeça, a corresponder ao excelente cruzamento de Bah, depois de mais uma jogada bem desenhada. Até aí tinha havido futebol envolvente, pressão alta e domínio absoluto do jogo. Remates, é que não, como até foi sendo habitual.

Depois do golo o Benfica abrandou o ritmo, e parecia até ter deixado adormecer o jogo quando, 20 minutos depois, João Mário e Rafa conduziram uma jogada de contra-ataque de compêndio - até pareceu que fora para isso que se deixara adormecer, para os jogadores do Santa Clara se aventurarem lá à frente -  que o último concluiu no segundo, deixando praticamente feito o que havia para fazer.

Depois foi dominar e controlar o jogo e, na segunda parte, esperar pela festa. Sem obsessões pelo golo. Nem que fosse para Gonçalo Ramos regressar ao primeiro lugar da lista de marcadores, donde saíra na última jornada por força dos penáltis de Taremi. De mais aqueles três de Famalicão.

Foi de tal forma evidente que Roger Schemidt não queria que essa obsessão perturbasse a equipa que até encarregou Grimaldo da marcação do penálti que fechou o resultado, quando havia ainda mais de meia hora para jogar. E como foi bonita a forma como o lateral esquerdo espanhol o usou para se despedir dos adeptos!

Começou aí a festa. Que ainda dura, bonita, na Catedral. Antes de seguir para o Marquês, para durar pela noite fora. 

O 38 tardou, mas chegou. Com todo o merecimento. Com o mérito de uma liderança desde a primeira jornada, e isolada desde a quarta. Com o melhor ataque (82 golos) e a melhor defesa (20)! 

 

 

Grande João Almeida!

Primeiros dias da Volta à Itália com João Almeida no pódio - Jornal das  Caldas

Não terminou, termima amanhã, mas decidiu-se o Giro. Na 20ª etapa, o extraordinário contra-relógio, o pódio anunciado, confirmou-se. Mas com reviravolta, e espectáculo.

João Almeida foi o primeiro dos do pódio a terminar o contra-relógio, e o primeiro a estabelecer então o melhor tempo. Um contra-relógio único, dividido entre uma primeira parte plana, e uma segunda de alta pendência, com 11% de média, mas muitos quilómetros acima dos 17%. E com mudança de bicicleta, a fazer lembrar as mudanças de pneus da fórmula 1. Aí, Roglic fez de Red Bull, e Thomas de Ferrari. Ou Mercedes. Pensou-se que Thomas - nas calmas, também mudou ainda de capacete - tivesse aí perdido o Giro.

Mas Roglic, praticamente a correr em casa - o contra-relógio decorreu na fronteira com a Eslovénia - que tinha estado sempre melhor, mais ou menos a meio da subida, viu a corrente saltar e teve de mudar de bicicleta. Teria então perdido a oportunidade de ganhar a corrida. Mas não. E ganhou o contra-relógio, e o Giro.

Os três primeiros foram, de longe, os melhores. E ficaram separados por segundos. João Almeida foi brilhante, a 2 segundos de Thomas, e a 40 de Roglic, no seu primeiro pódio numa das três grandes competições do ciclismo mundial. E é o mais novo, no seu último ano de "jovem", cuja classificação naturalmente ganhou, a garantir novos e grandes êxitos.

 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Por mais de uma vez dei aqui nota da minha surpresa pela falta de debate em torno da co-adopção, chegando a adiantar algumas hipóteses – umas simpáticas, outras nem tanto - para isso.

Começa agora a perceber-se que a discussão que faltou antes não falta agora, depois de aprovada a lei. É mesmo o tema de hoje do Pós e Contras, o programa da RTP que, sem que perceba bem por quê, foi transformada no grande fórum de debate das grandes questões nacionais…

E já se percebeu por que é que o debate está agora lançado. É que, tal como há quinze anos atrás, no primeiro referendo à legalização do aborto, as contas saíram furadas. Na altura foi um dia de sol de finais de Junho que tornou a praia bem mais apelativa. Dando como certa a vitória do SIM, as pessoas preferiram a praia à Assembleia de Voto, mesmo não sendo incompatíveis. Agora, foi a liberdade de voto dada aos deputados do PSD que trocou as voltas aos que davam como certo o chumbo da proposta de lei do PS. A surpresa não foi muito diferente!

Os surpreendidos de então tiveram de esperar quase dez anos. A oportunidade para legalização do aborto chegaria só em 2007. Os surpreendidos agora não estão dispostos a esperar. Querem resolver isto já, mesmo que seja em Belém. E lançam agora o debate que não fizeram por serem favas contadas!

Tudo à espera de amanhã

Se João der a sua 'Almeidada' pode conseguir” – Observador

João Almeida este muito bem, não se tendo ressentido do dia de ontem, na duríssima etapa de hoje do Giro. A penúltima, em plenos Dolomitas, e porventura a mais dura desta edição, com 184 quilómetros e seis contagens de montanha. Que só não foi espectacular porque a montanha (e em especial o mítico Passo Giao) pariu um rato. Tudo por causa da brutal crono-escalada de amanhã, que obrigou os favoritos a pouparem-se. Mesmo assim bastaram as últimas centenas de metros, antes da meta de Tre Cime de Lavaredo, lá no alto, para não lhe faltar emoção. 

A corrida não foi muito diferente do que se poderia esperar, com a Jumbo, de Roglic, sempre tranquila no meio do pelotão, e a Ineos, de Thomas, a controlá-la. Sem que ninguém quisesse atacá-la, nem quando mais uma grossa coluna de fugitivos chegou aos 10 minutos de vantagem, na frente. 

No fim, da fuga, apenas resistiram o colombiano Santiago Buitrago, o vencedor lá no alto, e o canadiano Derek Gee,  o eterno segundo deste Giro, cinco vezes segundo em etapas, segundo da classificação por pontos e segundo da montanha. O terceiro já foi Roglic.

O grupo dos favoritos chegou ao último quilómetro e meio reduzido a 8 ciclistas. João Almeida, há muito sem colegas de equipa no grupo - J Vine, claudicou ainda no Passo Giao, quando faltavam três contagens de montanha para o final - tomou a frente, e logo Roglic e Thomas lhe responderam. E contra-atacaram, deixando-o para trás. À campeão, João Almeida foi ainda buscá-los, ziguezagueando entre o público que tapava a estrada. Mas, ao contrário do esloveno, já não conseguiu responder ao ataque final do britânico, já em espaço vedado, nos últimos quatrocentos metros. Roglic, depois de inicialmente batido pelo ataque de Thomas, acabou por reagir e ultrapassá-lo em cima da linha de meta, arrecadando ainda os últimos três segundos da bonificação.

João Almeida acabou por perder 20 segundos, na linha do que ontem perdera, que no fim passaram a 23 para o esloveno. Mas a resposta que deu foi hoje melhor que a de ontem, mesmo que não tivesse conseguido evitar a ideia que os adversários estão mais fortes.

Ninguém sabe nada do que será o contra-relógio de amanhã, com uma subida de 7,5 quilómetros com 11% de pendente, depois dos 11 iniciais em plano. Sabe-se apenas que fará diferenças e que, quando os três primeiros cabem em menos de 1 minuto (59 segundos para Thomas e 33 para Roglic, é a desvantagem do João), decidirá o vencedor. 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Fui sempre um crítico de Jorge Jesus, o que nunca me impediu de lhe reconhecer muitos dos seus indiscutíveis méritos. Mas não é sobre os seus méritos e deméritos que hoje pretendo aqui discorrer, sobre isso já muito escrevi. De só saber de futebol, de que resulta nem de futebol saber, da (in)capacidade de comunicação, da gestão do plantel, da capacidade de valorizar de jogadores, mas também de desvalorizar, das apostas bem sucedidas, mas também das que não passam de teimosia, da falta de senso e de equilíbrio – mais do que de humildade - que acaba em arrogância…

É para dizer que, ao contrário da grande maioria da opinião benfiquista, há muito que entendo que o seu contrato não deve ser renovado. Começo por dizer que, sendo incomum, não é absurdo que um treinador que ganha tão pouco como Jesus ganhou tenha contado, quatro anos depois, com um apoio tão esmagadoramente maioritário. Esse apoio justifica-se, antes de tudo, pela História recente, marcada pela hecatombe por que o clube passou nos consulados de Manuel Damásio e Vale e Azevedo, que hipotecou duas décadas da vida do Benfica. E, depois, porque foi Jesus que devolveu o bom futebol ao Benfica, e com ele a aproximação ao Porto e a capacidade de fazer sonhar os benfiquistas. A ilusão de que o sucesso está próximo, de que para o ano é que é, é maior que as desilusões destes últimos três anos, e por isso lhe perdoam os erros que estão por trás dos sucessivos inêxitos.

Estou em crer que a decisão da renovação de Jesus, se exclusivamente baseada em critérios de racionalidade, teria de passar pela resposta a uma questão central. Que é a de saber se o patamar que o futebol do Benfica atingiu com Jorge Jesus, o mesmo que o Porto há muito atingiu, é obra exclusiva de Jorge Jesus. Se tudo o que tem envolvido o futebol do Benfica está nas mãos do treinador ou se, pelo contrário, corresponde ao desenvolvimento de uma estrutura que acompanhou, mas não se deixou substituir, antes se afirmou com Jesus.

Parece que a resposta seria clara: se este patamar é obra do treinador, é a prova que é indispensável. É verdade que não ganhou, mas se sair tudo terá que ser recomeçado do zero e, em vez de poder ganhar já para o ano, vamos ter de voltar a esperar – algo que não aconteceu com o próprio Jesus, que apenas ganhou no primeiro ano, mas que é opinião respeitável. Ao invés, se a resposta fosse contrária, se a estrutura do Benfica é capaz de manter o futebol da equipa neste patamar, a função de Jesus estaria cumprida e seria hora de mudar de treinador.

Sucede que se a estrutura do futebol do Benfica nada tem a ver com o crescimento do futebol, se todos os méritos são de Jesus, só pode ser incompetente. Não há treinadores que cubram uma estrutura incompetente… e não é Ferguson quem quer!

Claro que, depois de perdida também a Taça, é mais fácil não renovar com Jorge Jesus, e a maioria que ontem reclamava a renovação do contrato será hoje uma imensa minoria. E no entanto a exibição e a derrota da final da Taça não trouxe nada de novo para cima da mesa. Nada do que se passou foi novo… Foi uma equipa imatura, que não sabe controlar um jogo. Que, se não tem condições para o jogar em alto ritmo, já não o sabe jogar. Uma equipa mentalmente destruída, sem motivação, sem querer e sem crer E esse é outro dos pontos fracos de Jesus: o trabalho mental e motivacional. Não aprendeu, já não aprende!

Jesus não tem condições para continuar. Perdendo como perdeu, perdeu autoridade de continuar a dizer qual é o caminho para o futebol do Benfica. Se não resultou, quem acredita que venha a resultar?

Quem também chegou ao fim da linha é Cardozo. Pelo episódio que protagonizou no Jamor mas, para além disso, porque condiciona em demasia o jogo da equipa. Prende a equipa, bloqueia-a e limita-a. E não é jogador para ser suplente, entrar e resolver um jogo.

Tal como a Jesus, estamos agradecidos pelos seus préstimos. Mas é hora de virar a página!

Força, João Almeida. Força campeão!

João Almeida vence. Recorde a 16.ª etapa do Giro

Correu-se hoje a primeira das três últimas decisivas etapas do Giro, a 18ª, entre Oderzo e Val di Zoldo, na região de Veneto, num percurso de 161 km cheio de montanhas pelo caminho, que Tibault Pinault aproveitou para conquistar a camisola azul, da montanha. Entrou na fuga logo no início, porque nos primeiros 50 quilómetros já havia uma de primeira categoria, e foi acumulando minutos vantagem. Chegou a ter mais de mais de 6 minutos de vantagem, e até a entrar virtualmente no pódio, perante a passividade do pelotão, e das principais equipas. No fim, nem ganhou a etapa (batido sobre a meta pelo italiano Fillippo Zana), nem conseguiu melhor que entrar no "top ten" (em sétimo). Os pontos somados - não parou de os somar até ao fim - é que ninguém lhos tira. Nem o título de "rei da montanha" deste Giro.

Mas a história da etapa não se fica pela do veterano trepador francês, em ano de despedida. À medida que as subidas iam empinando, e as montanhas ficando para trás, o pelotão ia encurtando, com todas as equipas a perderem corredores. Todas menos a Jumbo, de Roglic. Que não se mexia, não saía do meio do pelotão, aí se mantendo compacta.

Se não se mexia era porque Roglic não estaria a passar bem, pensava-se. Se permitia ao numeroso grupo de Pinault ir ganhando tempo e ameaçando as posições dos seus ciclistas - e até a de Roglic chegou a estar tomada - só poderia querer dizer que o seu líder não estava em condições de responder ao endurecimento da corrida. 

Afinal não era nada disso. Era estratégia pura e, na última subida - na realidade a penúltima, já que os últimos três quilómetros para a meta eram ainda em subida, mas já não propriamente montanha -, no Coi, quando a inclinação chegou aos 20%, com a equipa completa à sua volta, Roglic atacou e arrasou com todos. Menos Geraint Thomas, que nunca o largou e daria até uma ajuda decisiva, na subida para a meta.

João Almeida cedeu, e perdeu de imediato alguns metros e mais de 20 segundos. Depois do impacto inicial recuperou, com a prestimosa ajuda do seu companheiro da equipa, J Vine, e chegou ao final da subida de Coi com os seus dois, e principais, adversários ali à frente, a apenas 7 segundos. Mas sem se lhes conseguir juntar.

Tudo indicava que o conseguiria fazer nos 2 quilómetros da descida. Só que, logo no início, J Vine não conseguiu fazer uma curva e saiu da estrada, arrastando-o na trajectória, obrigando-o a parar e deixando-o, depois, sozinho na perseguição. Na frente, e já no início da derradeira subida (2,7 quilómetros) para Val di Zoldo, onde estava a meta, Geraint Thomas, que até aí se limitara a seguir a roda de Roglic, vendo que o João não tinha chegado, passou a puxar com o esloveno, cavando uma diferença (21 segundos) que tonaria inglório o enorme esforço, e a alma, do campeão português.

Mais que pela surpresa - e pela matreirice de Roglic - João Almeida foi traído por um dia menos bom. E por aquela curva. Com os 21 segundos perdidos, perdeu também o segundo lugar, e está, agora, a 39 segundos do britânico, e a 10 do esloveno. Não terá perdido o sonho da vitória final, mas ficou - ficamos todos - a saber que Roglic está vivo, e em forma. Que não estava acabado quando anteontem lhe ganhou. E que, aos 37 anos, hoje cumpridos, Geraint Thomas responde sempre. Respondeu-lhe anteontem, e respondeu hoje a Roglic!

Amanhã corre-se a última etapa em linha de montanha. Duríssima, sem as elevadas inclinações de hoje, mas mais longa e com ainda mais subidas. Depois, no sábado, o contra-relógio de montanha. Uma crono-escalada fora do comum, de que ninguém sabe o que esperar.

João Almeida tem o pódio praticamente garantido, o quarto classificado já está a 3 minutos. Garantido, mesmo, é que é figura maior neste Giro. E que é um campeão. E um campeão nunca se verga!

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Um grande jogo, uma grande final!

Foi a primeira final alemã, a revelar o futebol alemão em todo o seu esplendor, a confirmar o início de uma nova era no futebol europeu, e talvez mundial. As meias-finais da Champions já tinham marcado esta passagem do testemunho, quando os dois primeiros classificados do campeonato alemão eliminaram os dois primeiros do campeonato espanhol. Esta final confirmou que a Alemanha domina o futebol na Europa como domina tudo o resto. Só que futebol é futebol, o domínio exerce-se de outra maneira: gera admiração e não revolta!

Foi uma daqueles jogos em que raramente um jogador perde a bola, é sempre o adversário que a ganha. Sempre disputado em alta intensidade, com níveis de exigência física e técnica absolutamente insuperáveis, entre duas equipas de excepção. Que, com plantéis de qualidade superlativa, fizeram (cada uma) a primeira substituição, em simultâneo, aos 90 minutos!

E o Bayern, com toda a justiça, ganhou. Quebrando o enguiço e ganhando o triplete - campeonato e taça da Alemanha e Champions – que, com o Benfica, com os resultados conhecidos, perseguia.

Benfica que não esgotava nessa hipótese de triplete os pontos de contacto com este Bayern, liderado por uma dos treinadores de mais má memória no Benfica. É que, para além de serem duas equipas que apresentam o futebol que mais se assemelha, são os que mais finais europeias perderam. Mas, acima de tudo e agora o mais importante, a vitória de hoje da equipa bávara garantiria, como garantiu, o Benfica no pote 1 do próximo sorteio da Champions!

Por isso ... Cavaco

O(s) acordo(s) PS / PSD…

PS e PSD dividiram o poder ao longo dos últimos (quase) 50 anos, naquilo que se poderá chamar de alternância preguiçosa. Nunca precisaram de fazer grande coisa para recuperar o poder perdido. Ele vinha-lhes sempre cair no colo!

Cada um fazia os seus disparates, à vez. Quando o "pagode" se cansava dos abusos e disparates de um, partia para o outro, já esquecido e perdoado. Assim se foi fazendo a democracia portuguesa, assim foi estagnando o país, alimentado a fundos europeus, e assim se foi afunilando o regime, transformado numa panela de pressão sem válvulas de escape.

PS e PSD deveriam, há muito, ter percebido para onde estavam a levar o regime e o país. Mas não, não perceberam, e agiram sempre como sempre, distribuindo poder e "tachos" pela clientela que alimentam, para que dela se alimentem, engrossada a cada fornada de "jotinhas" famintos e sequiosos. Está-lhes na massa do sangue. Está-lhes na génese.

O PSD sentiu-o - com o surgimento da IL, do lado de dentro do regime, e do Chega, do lado de fora, como abcesso - mas não o percebeu, achando que o desaparecimento do CDS não era problema seu. O PS, pelo contrário, não só não sentiu nada disso, como até se iludiu com a vantagem que daí retirava.

Por isso, o PS apenas continuou a fazer o que lhe está na massa do sangue. E chegou a este ponto, acabando por estourar uma maioria absoluta em menos de um ano. E por isso o PSD acha que voltou a chegar-lhe a vez. Sem voltar a precisar de fazer nada. Sem sequer ter a casa arrumada, e menos ainda quem seja capaz de a arrumar.

Por isso ... Cavaco. Quem melhor que Cavaco para fingir que está tudo na mesma?

 

 

Há 10 anos

RECORDAR O NO RECORDAR, ESTA ES LA CUESTIÓN | Alas de escritor

Ontem vi a entrevista do Ministro da Economia à RTP - ao Vítor Gonçalves - onde Álvaro Santos Pereira teve momentos de meter dó, de quase não dizer coisa com coisa. Hoje esteve ao lado de Vítor Gaspar, e no meio de toda equipa das finanças, na apresentação do dito pacote de estímulos à economia, do super-crédito fiscal, como lhe chamam.

Fiquei com a ideia que, ontem à noite, terminada a entrevista, o Álvaro não fazia a mínima ideia que hoje estaria ali. E que nem lhe passava pela cabeça do que haveria para anunciar… Quer dizer, fiquei com a ideia que o Álvaro já não é ministro há muito tempo mas que ainda não o sabe. E que será sempre o tal, o último a saber!

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics