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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

O governo levou hoje ao Parlamento a moção de confiança que o Presidente lhe ordenou que apresentasse. Que, mais que uma moção, foi um abuso. Um abuso de confiança, e um abuso da nossa paciência!

Um abuso que começou em Cavaco que, ao impor-lha, abusou dos partidos da coligação. Mas também da nossa paciência, no meio de tudo isto o que menos tínhamos era paciência para voltar a ouvir tudo, de uma ponta à outra, o que há pouco mais de uma semana tinha sido dito na discussão da moção de censura.

E que continuou no Parlamento – governo, maioria e oposição – incapaz de dar ao debate o caminho que as circunstâncias exigiam. Abusaram, todos. De tudo e da nossa paciência!

Ao governo competia justificar a moção de confiança, tinha a obrigação de lhe dar substância em vez de a esgotar na forma – tanta mais obrigação quanto se sabia resultar de uma intromissão excessiva do Presidente – e isso teria de ser centrado no anunciado novo ciclo. Competia-lhe transformar a moção de confiança na aprovação do guião político do novo ciclo. Só que o novo ciclo esgota-se no IRC, não tem nem mais uma alínea. E percebemos que tem essa alínea porque a comissão liderada por Lobo Xavier lhe deu vida política na semana passada, logo a seguir à tomada de posse. Não fosse isso e o novo ciclo era um livro completamente em branco.

Era por isso impossível ao governo concretizá-lo em objectivos, políticas e compromissos que se transformassem em objecto de aprovação, que credibilizassem a moção de confiança. Restou à maioria, a quem caberia aprovar o guião do novo ciclo, abusar do ridículo de todas as maiorias, esgotando-se nas mais estúpidas e descabidas questões laudatórias. Que, evidentemente, não questionam coisa nenhuma. Bajulam miseravelmente. E à oposição abusar dos jogos florais da retórica, saltando de (não) assunto para (não) assunto e deixando em paz o novo ciclo!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Dois temas atravessam hoje o país. Da mesa do café – ainda há disso? – aos blogues e redes sociais, passando pelos jornais e pelos fóruns radiofónicos, o país fala de Rui Rio e de Maria Luís Albuquerque, de que também ele falou. E de que maneira!

A bem da verdade - coisa que, como quase todos sabem (e os outros tentam que se esqueça), é o problema da senhora – há meses que o tema da agora ministra das finanças não deixa o país. Nem ela deixa que o deixe, como ainda ontem voltou a deixar claro.

É essa, de resto, a única coisa que ela vem deixando clara. Tudo o resto é um imbróglio, que criou, onde se enfiou e se deixou enterrar, já sem salvação possível.

Ontem apenas fez mais do mesmo: continuou a enterrar-se. Mesmo que hoje ainda parte da opinião arregimentada – uma parte cada vez mais pequena, até aí há cada vez menos resistentes – queira dar o assunto por definitivamente esclarecido e encerrado.

Rui Rio, na entrevista de ontem à RTP em que não poupou ninguém, jogou claramente ao ataque, na ideia de que há um vazio para ocupar. E que está à espera que o empurrem para lá.

E, claro, hoje a conversa é entre os que se não poupam a esforços para o atropelar e deitar abaixo, e os que ganham posição para o empurrão bem sucedido.

Aos situacionistas, da(s) máquina(s) de Meneses e Passos, para o bloquear, falta-lhe em argumentos o que lhes sobra em desespero. Aos outros, à esperança messiânica da salvação do partido, ou do que dele ainda reste, soma-se um sebastianismo de valor acrescentado. Por António José Seguro, obviamente!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

A Janela vai fechar-se. A janela por onde, todos os dias, Pedro Rolo Duarte olhava o universo dos blogues e das redes sociais, vai fechar-se já amanhã!

As despedidas iniciaram-se hoje e concluem-se, evidentemente, amanhã. É certo que nada é eterno, nem nada podemos dar por adquirido, mas fica já a saudade e um sentimento de perda.

Ao fechar esta Janela a Antena 1 deita borda fora uma boa fatia de serviço público. Estava no ar há seis anos e meio, acompanhando e divulgando a realidade nova da blogosfera e das redes sociais, este novo e fantástico espaço de produção de opinião, com o brilho e o savoir faire que o Pedro sempre coloca naquilo que faz. Era a janela por onde ele espreitava com o seu olhar único, mas também por onde nós nos olhávamos uns aos outros, sempre na expectativa que, de lá, nos pudessemos ver também a nós próprios. E todos, naturalmente, gostávamos de nos ver (de) lá!

Eu gostava. E desfrutei desse prazer em muitas e muitas ocasiões. Maioritariamente aqui, no Quinta Emenda, mas também no 2711 e no Dia de Clássico. Tive até a felicidade de - mal eu o imaginava, ontem - fazer parte da última edição - regular, já que as últimas duas são de despedida - da Janela Indiscreta…

O universo dos blogues e das redes sociais fica a dever muito ao Pedro Rolo Duarte. Pela minha parte: obrigado, Pedro! 

O vendedor com mais para vender

Benfica perde em Roterdão no último teste antes da Supertaça

Se perder não é bom, perder duas vezes consecutivas é mesmo mau. Pior ainda é que, se na primeira derrota houve ares de coisa circunstancial, daqueles jogos que acontece perder, na segunda, hoje em Roterdão, com o Feyonoord, já não foi nada disso.

O Benfica perdeu (1-2) um jogo em que a única coisa positiva foi a expressão do marcador. O Feyenoord foi sempre muito mais competitivo, mais forte e melhor em todos os momentos do jogo.

Até pode haver quem não tenha ficado com esta ideia. Pode haver quem se limite a ver que o campeão dos Países Baixos marcou o primeiro golo muito cedo, numa falha de Aursenes que, a não ter acontecido, não teria marcado. E que o (excelente) golo do mexicano Santiago Gimenez do 2-0, ainda na primeira parte, em fora de jogo que a arbitragem (caseira, caseiríssima) deixou passar, não deveria ter sido validado.

Tudo isso é verdade, mas o jogo não se limitou a isso. O Feyenoord foi sempre táctica e fisicamente superior ao Benfica. Que nunca conseguiu responder aos dados que o adversário lançou para o jogo, nem nunca conseguiu impor os que teria para jogar.

É crónica - e por isso mais preocupante ainda - a dificuldade do Benfica responder à agressividade e à intensidade sempre que os adversários fazem disso a sua principal arma de jogo. E sabe-se como a agressividade nos duelos, e a intensidade colocada no jogo, são o alfa e ómega do futebol actual.

Roger Schemidt voltou a apresentar duas equipas. Do onze inicial, apenas Vlachodimos jogou os 90 minutos. Todos os jogadores de campo mudaram só, que, desta vez, não mudaram logo ao intervalo. 

A onze inicial voltou a ser os dos prioritários, desta vez já com Otamendi. Ninguém esteve individualmente a nível aceitável, e o colectivo ainda menos. Talvez isso evidencie mais o problema central do Benfica nesta altura: Aursenes e Kökçü (homenageado e ovacionado na "Banheira de Roterdão"), por muito que seja a química entre ambos, não conseguem dar estabilidade ao meio campo nestes jogos de duelos e de alta pressão. Podem jogar juntos, a qualidade de cada um é indiscutível, mas não podem formar o par de meio campo. Terão que estar incluídos num trio que conte com um recuperador de bolas nato. Porque Kökçü, por muito que se queira, não é Enzo Fernandez.

Há, claramente, com Kökçü e Aursenes, um equívoco no meio campo do Benfica. Sendo ambos indiscutíveis!

A prova disso é como a equipa funcionou com Florentino e João Neves, não sendo qualquer deles indiscutível. 

Ao contrário de todos os jogos anteriores Roger Schemidt não mudou o onze ao intervalo. E, face ao desacerto colectivo, se calhar até seria neste jogo que isso mais se justificasse. Mas não, fez então as substituições que mais claramente se percebiam como necessárias, tirando do jogo João Mário e Jurasék - os mais menos - para lançar Neres e Ristic (o que é preciso ainda para perceber que é (está) melhor que o checo?) e Otamendi - era o primeiro jogo - para lançar Morato, també, ele em condições de reclamar a titularidade.

O resto das substituições foram ocorrendo ao longo da segunda parte e, a confirmar o fraco rendimento dos titulares, praticamente todos estiveram a melhor nível. Também porque as substituições do adversário funcionaram  ao contrário.

Destas - daquelas, das do Benfica - a surpresa maior foi Tiago Gouveia. Porque não tinha praticamente sido ainda utilizado, e tinha até sido dado como emprestado ao Cadiz, com opção de compra de 10 milhões de euros, e já não contava. E pelo que demonstrou, sendo dele até a assistência para o golo de Musa, que amenizou a derrota.

Não faço ideia do que se tenha passado neste volte-face mas, até pelo que é a realidade na lateral direita, Tiago Gouveia é um jogador a manter no plantel. E a acarinhar. Fosse pelo que fosse, foi bom emendar a mão.

Não foi boa a imagem que o Benfica deixou em Roterdão. De tal forma que, neste encontro entre fornecedor e cliente, ficou a ideia que o vendedor ainda tinha mais para vender, e o comprador mais para comprar.

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Primeiro veio o dinamarquês Poul Thomsen, louro e de olhos azuis. Seguiu-se o escurinho Selassie, que também já vai. Para chegar o indiano, também escurinho, Subir Lall.

Quererá isto dizer que o FMI não se entende por cá?

Ou que isto por aqui é tão bom que toda a gente cá quer vir dar uma voltinha? Que lá por Washington fazem fila por um lugarzinho aqui na praia?

Acho que é isso. E que é por isso que o FMI, por mais que ameace e por mais que lhe gritem fora daqui, não arreda pé. Agarrado a isto que nem uma lapa. E há muito…Há tanto tempo que já cá tem lugar cativo. Já não sabem viver sem nós. Nem nós sem eles!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

No Chipre, já está… Os depositantes vão passar a banqueiros. O Banco Central já decidiu que 47,5% dos depósitos no Banco do Chipre - acima dos 100 mil euros - voam directamente para o capital deste que é o maior banco privado cipriota!

Não sei se essa será uma participação qualificada. A participação do banco nos depósitos, essa é qualificada. Garante-lhe até maioria…

Seria bom que alguém se lembrasse que o resto da Europa não é o Chipre. Que isto não é replicável noutro lado, sob pena do estoiro ser total… De não restar pedra sobre pedra!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

A viagem do Papa Francisco ao Brasil, no âmbito da  28.ª Jornada Mundial da Juventude, que hoje termina, confirma a popularidade ímpar deste a quem chamam já o Papa do Povo. E reforça-a, tornando-o já, ainda em início de mandato, no mais fascinante de todos os Bispos de Roma.

Há frases que dizem mais do que aquilo que dizem. Quando ditas pelo Papa dizem ainda mais. Quando ditas pelo Papa, e em português…

- “Gostaria de bater a cada porta, beber um copo de água, tomar um cafezinho … mas não um copo de cachaça…” – dita na favela da Varginha, pelo Papa, diz bem mais do que dizem as palavras que a compõem. Diz proximidade, em vez distanciamento. Calor, em vez de frio. Afecto, em vez de indiferença!

Dizer a jovens que “nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança” e que “não fiquem na parte de trás da fila, cheguem-se para a frente … porque são vocês os agentes da construção do futuro” poderia não passar de palavras de circunstância. Ditas pelo Papa Francisco dizem mobilização. Mobilização para a mudança, em vez de conformismo e alheamento!

Este é um papa diferente. Parece-me a mim, que sou laico, um papa que faz falta neste mundo actual, à solta, desregulado e desenfreado!

Curioso é que a próxima Jornada Mundial da Juventude esteja já marcada para Cracóvia, na Polónia. A Cracóvia natal de João Paulo II, outro campeão de popularidade. Mas diferente…

Siga a dança

BCE reúne-se hoje e é esperada nova subida das taxas de juro - SIC Notícias

O Banco Central Europeu anunciou hoje uma nova subida das três taxas de juro directoras em 25 pontos base. 

É a nona subida consecutiva, e fixa as novas taxas nos 4,25%, para as operações de refinanciamento, 4,50% para a cedência de liquidez, e nos 3,75% para os depósitos.

A nova taxa directora de refinanciamento é a mais alta em 15 anos. A de depósitos, a mais alta em 22 anos. A primeira, diz o BCE, para continuar a controlar a inflação. A segunda, não o diz, mas é para responder ao FED, que na véspera voltara a subir as taxas de juro - deixando-as mais de 1 ponto acima, com uma inflação mais de 2 pontos abaixo -, e evitar que o dinheiro passe para o lado de lá do Atlântico.  

Coisa que, por cá, não preocupa muito os bancos, que passam a receber ainda mais pelo dinheiro, por pouco que seja, que captam de borla aos depositantes. Nem os portugueses, sem dinheiro para pagar as prestações dos créditos em que se encharcaram, a pensar que a vida dos empréstimos que contraíram era, toda ela, feita de taxas de juro negativas, quanto mais para aplicar em depósitos.

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Prodígio em Saragoza, onde jogava emprestado, chegou num dos negócios com o Atlético de Madrid em que o Benfica é pródigo. A preço de prodígio – 8,5 milhões – que afinal não era.

Não sendo prodígio logo foi pródigo – o filho pródigo de regresso a Saragoza. Num negócio de prodígio, explicado em 8,6 milhões!

Voltou a filho pródigo - o bom filho que a casa torna - e ei-lo de volta ao Atlético de Madrid. De passagem, com caminho certo para Atenas, para que volte a regressar. A filho pródigo, de mais negócios de prodígio. Porque afinal o negócio de prodígio que o fez pródigo pela primeira vez, era ainda mais que um prodígio de negócio. Tanto que o Benfica ficara ainda com uma parte do passe, decisiva agora em mais um negócio em que são pródigos: não fora isso e outro galo cantaria no negócio de Pizzi. Provavelmente mais um prodígio de negócio!

Quem diria que a história de Roberto se ficaria por umas dúzias de frangos?

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