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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Por mim, acabaram-se as dúvidas. Com matemática ou sem matemática… o título já não foge!

Tive esta certeza quando hoje o Benfica fez o terceiro golo.

Não que esse golo tenha sido decisivo para um jogo que era dado por decisivo. Foi apenas o terceiro dos quatro com que ganhou este jogo ao Rio Ave, que era a ficha em que muita gente apostava. Era a equipa dos jogos fora, com registos até superiores aos dos grandes. Até com menos golos sofridos fora que o próprio Benfica…

Não porque tenha sido um golo fantástico, ou resultado de uma jogada brilhante. Isso tinha acontecido no primeiro, do Rodrigo – mais uma grande exibição – e fantástico fora o segundo, do extraordinário Gaitan, um fora de série em grande forma.

Foi simplesmente um golo de penalti. Um penalti cometido sobre o Maxi, no seguimento de mais uma grande jogada de futebol. Não porque tenha sido o golo de Cardozo, que há cinco meses lhe fugia...

Apenas e tão só pela forma como foi comemorado. Pelo Cardozo e pela equipa toda, incluindo suplentes. Um grupo que festeja assim um golo destes só pode ser campeão!

Podem pois encomendar-se as faixas, ou reservar o Marquês. Uma equipa que joga como hoje jogou, sem dar a mínima chance ao adversário, com uma qualidade só ao alcance das grandes equipas de futebol e com um mágico como Gaitan (com a criatividade habitual da imprensa desportiva já estou a ver os títulos de amanhã: “Eu show Nico”!) tem que ser campeã.

Mas isso já tinha que ser no ano passado. E no anterior… E só não foi porque lhe faltou aquilo que este golo mostrou!

A festa à volta de Cardozo – porque é o Cardozo, com tudo o que nesta época é e representa, e porque era, vinha sendo, o corpo estranho dentro da equipa que aqui tanta vez referi – mostra o espírito de grupo e a união de que se fazem os campeões. Um espírito a que Jorge Jesus, surpreendentemente na sua quinta – e eventualmente última – época no Benfica, conseguiu dar corpo. De repente, vindo não se sabe de onde, nasceu um novo Jesus que já não é o centro do mundo. Bastou-lhe isso, esse pequeno pormenor de passar a reconhecer o mérito dos jogadores, para acrescentar dinâmica relacional e qualidade mental à sua enorme capacidade de criar qualidade de jogo! 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Foi ministro das finanças de Cavaco, onde deixou obra. Pena que a marca da passagem de tão iminente figura pela mais mítica pasta da governação em Portugal se tenha ficado pela retrete. Por uma retrete!

É figura proeminente do centrão dos privilégios, não havendo conselho que lhe escape. De administração ou geral, tanto faz. Muitos, têm é de ser muitos e bem pagos!

As reformas têm que ser cortadas, porque o país não as suporta. E a demografia, é uma chatice... As suas, é que não. Uma miséria dez mil de euros por mês, do Banco de Portugal, pois claro, e da sua actividade política... Não fossem os mais de 35 mil euros que os chineses da EDP lhe dão todos os meses, e estaria muito preocupado, como ainda há dias se queixava. Agora, em entrevista à TSF, a propósito dos 3 anos da assinatura do memorando, diz que não teve nada a ver com aquilo. "Que só esteve numa reunião com a "troika", antes de ser assinado o memorando e que gostava de ter tido mais, mas o programa foi o possível e estava em linha com as ideias fundamentais do PSD". Como se ninguém se lembrasse de nada. Como se a gente se pudesse esquecer...

Já disse tudo e o seu contrário. É costume dizer-se que é preciso lata... E lata, ao contrário de vergonha, é coisa que não falta a esta gente extraordinária. De que Eduardo Catroga é expoente máximo!

O dérbi resolveu o campeonato

No dérbi em Alvalade o Benfica não repetiu a exibição da Luz, na passada terça-feira. Por isso, ainda que tenha feito suficiente para ganhar o jogo, perdeu-o. Inglória e imerecidamente, mas perdeu-o. E perdeu hoje o campeonato.

Ao intervalo o jogo estava empatado, com o Sporting a marcar nos primeiros segundos, e o Benfica nos últimos. Começa por aí a história do jogo: ninguém, nos primeiros segundos do jogo, pode ter feito o que quer que seja para justificar um golo; nos últimos segundos já tudo pode ter sido feito para o justificar.

O Sporting apanhou-se simplesmente a ganhar. Tudo começou num erro de António Silva, com um passe à queima para Bah, que o Pote aproveitou. Depois foi a premonição que a sorte estava toda virada para os de Alvalade: um ressalto que podia ter tido um destino qualquer acabou por levar Trubin, em rota de colisão com Otamendi, a desviar a bola para a frente (como na Luz) para Catamo fazer o golo.

Começando o jogo a perder o Benfica teve de se fazer à vida. E fez - repito, sem repetir a exibição da há dias na Luz - mas assegurando o domínio do jogo, e sendo melhor. Muita bola, muitos remates, muitos cantos, mas apenas um golo, e já nos últimos segundos. O Sporting pouco mais fez que limitar-se a esperar. A esperar erros do adversário, a esperar que o Gyokeres resolvesse e à espera que o tempo passasse. 

A segunda parte foi novamente diferente. Rúben Amorim voltou a cedo mudar as peças, e o Sporting passou a equilibrar o jogo e a geri-lo, satisfeito com o empate. Nas pequenas coisas, nos incidentes do jogo, a sorte sorria-lhe sempre. A bola sobrava sempre para os seus jogadores (o lance do remate de Gyokeres ao ferro é paradigmático: num "despacho" da defesa do Benfica a bola vai bater violentamente na cara do Hjulmand e teve de  ressaltar precisamente para o sueco, sozinho, com a baliza à frente). E, no que podia, o Artur Soares Dias, dava uma ajuda. Como fez, a mais de 25 minutos do fim do jogo, ao perdoar o segundo amarelo ao Hjulmand. Ao contrário do que, mais tarde, fez com Aursenes, hoje o melhor jogador do Benfica.

O Benfica ia criando algumas oportunidades. Golos é que não. A bola ou batia em Coates ou no ferro. Rúben Amorim esgotava as substituições (o Morita e o Gonçalo Inácio não atinavam, o Pote esgotou, e depois o Trincão, e o Hjulmand, tinha de sair, já tinha escapado por duas vezes à expulsão, e seria difícil continuar a escapar) à entrada do quarto de hora final. Schemidt fizera pouco antes a primeira (Tengstedt por Cabral). E ficou-se por aí. Já nos descontos, e já depois de o Sporting ter marcado, fez então duas. 

No fim, no primeiro dos seis minutos de compensação, Sporting marcou, e ganhou o jogo e o campeonato. Foi num canto, e a bola interceptada pela defesa do Benfica foi novamente direitinha para o pé do Catamo. O Benfica ainda voltou a ter oportunidade de evitar a derrota. Mas a sorte esteve sempre do outro lado ...

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Faz precisamente hoje três anos que a troika foi chamada. Chegou logo, pouco depois. E apesar do relógio em contagem decrescente, mais uma criação do populismo de Paulo Portas para, trocando as voltas ao calendário, trocar as voltas à realidade e dar a volta aos portugueses, não vai embora tão cedo. Podem bem dizer que vai a 17 de Maio, pode até Portas dizer Maio é Dezembro, de que 17 é o primeiro, e que 1640 é em 2014. Mas mesmo que  vá embora, a troika vai por cá ficar... E por mais limpa que digam, a saída é bem suja. De mãos e pés bem sujos, a deixarem marcas e rasto para muitos anos!

Não eram dois. Eram quatro ou cinco!

Marcelo garante que "não houve nenhuma objeção" aos secretários de Estado  apresentados por Montenegro - TVI Notícias

Agora sim. O governo está completo. Custou, mas foi!

A tomada de posse dos secretários de Estado estava prevista para o fim da tarde de hoje, e assim será. Tudo dentro do normal.

O que não foi normal foi os nomes dos secretários de Estado terem chegado ontem a Belém ao fim da tarde e só de lá terem saído já não muito longe da meia noite. Faltavam dois, dizia-se pelas televisões ao longo da noite. Quando finalmente se viu "fumo branco"  tudo se resumia a dificuldades em finalizar a lista, e a necessidade de o Presidente avaliar todos os nomes. 

É normal que o primeiro-ministro quisesse chegar a Belém a tempo e horas. Não é normal é que lá chegasse sem a lista completa do que ia entregar. Um primeiro-ministro a entregar uma lista de nomes dos secretários de Estado do seu governo ao Presidente da República não é exactamente a mesma coisa que um miúdo a entregar os trabalhos de casa ao professor. ""Olhe "Stor"não tive tempo de fazer tudo""... 

Isso é que era normal que pensássemos. Mas não, explicou-nos o Presidente Marcelo, dizendo aos microfones das televisões que "faltavam quatro ou cinco nomes" (claro, não poderiam ser dois) que demoraram mais umas horas a responder ao convite.

Já não dá para levar o Presidente Marcelo a sério (como voltou a fazer questão de demonstrar, quando questionado sobre o Relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde ao caso das gémeas brasileiras). Se desse, ficaríamos todos convencidos que, depois de "cabular" na matéria da presidência da Assembleia da República, Luís Montenegro tinha ainda lata para não fazer os trabalhos de casa ...

Com amigos destes, Montenegro não precisa de inimigos. Bastam-lhe adversários!

 

 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Pires de Lima anunciou a fusão da Estradas de Portugal e da Refer porque "a racionalidade do projecto é óbvia".
Óptimo. Ficamos esclarecidos. Não sei se é assim tão obviamente racional misturar caminhos de alcatrão e de ferro. A racionalidade de juntar numa só as duas empresas mais endividadas do sector público, essa, é  óbvia: reduz a metade duas empresas super endividadas!

Óbvio é que, fundir estes dois poços sem fundo do sector público assim, sem mais nem menos, sem discussão pública nenhuma, não é muito avisado. Óbvio é que, podendo até haver muitas razões para a justificar, o ministro acha que não precisa de apresentar nenhuma...

Mas, se calhar, andar com ministros ao colo é nisto que dá!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Passos Coelho está a transformar-se num especialista no uso da língua portuguesa. Diz-se que a necessidade aguça o engenho, e a necessidade do primeiro-ministro esconder verdades e contornar as suas infindáveis mentiras, e de as articular com o eleitoralismo em curso aguça-lhe a capacidade de jogar com as palavras, de redescobrir novos termos ou de inventar sinónimos.

Hoje, em mais uma dessas insuportáveis sessões parlamentares a que se dá o nome de debate quinzenal, ao corrigir definitivas por duradouras, deu mais um exemplo dessa sua especialidade. Dera já uma contribuição inigualável para deixar claro o significado de mentir. Também deixara já bem claros os termos provisório e definitivo, mesmo que todos há muito os conhecêssemos; desde aqueles tempos em que, a propósito das famosas marcas de tabaco dos pobres, se dizia que mais valia fumar Definitivos provisoriamente que Provisórios definitivamente.   

Depois do Secretário de Estado José Leite Martins ter convidado os jornalistas para estes lhe fazerem o favor de espalhar que os cortes de salários e pensões eram definitivos, da triste figura do ministro Marques Guedes, de Portas querer aprressadamente dar o assunto por encerrado, de mais um Conselho de Ministros a tratar do assunto em segredo. Depois de se saber que essa é uma exigência do FMI, sem a qual não dá por fechada esta última avaliação, que terá naturalmente que estar concluída antes da data de saída do programa, o que, por muito que lhe custe, quer também dizer antes das próximas eleições europeias, Passos Coelho, pressionado por Seguro, quis hoje fingir que nada disso existia e que, simplesmente porque é corajoso e nada tem a esconder, até ao final deste mês irá fazer revelações. Voltou, para dizer isso, a mostrar-se exímio no domínio da língua dizendo que "algumas medidas que são definitivas, isto é duradouras, que substituem as medidas de emergência, serão anunciadas até ao fim do mês".

Vejam bem como domina o uso da língua: não se trata de transformar em definitivas as medidas - precisamente cortes de salários e pensões - que foram apresentadas como provisórias, e que só por isso passaram no Tribunal Constitucional. Não, são medidas duradouras que substituem as medidas de emergência, como se uma coisa fosse substituível por si própria!

Está enganado Sr Primeiro-ministro: o senhor não se transformou num mestre no uso da língua. Apenas num mestre do ilusionismo!

Festinhas

Tomou posse o XXIV Governo - XXIV Governo Constitucional

Já há governo empossado, mas ainda não há governo formado. Faltam os secretários de Estado, mas aí virão.

Na tomada de posse, o Presidente foi Marcelo, ele próprio. E o primeiro-ministro Miss Mundo. Tudo de bom para todos, todos para ouvir as suas contribuições contra a corrupção, nem mais um emigrante, e imigrantes sim, mas sem portas escancaradas. E qualificados. Para carregar baldes de cimento, trabalhar nas estufas, servir na restauração e em todas "uber" já descobertas ou a descobrir, é que não!

Como a Miss Mundo nunca poderia dizer que isso façam os portugueses e, mesmo que o dissesse, eles não estariam para isso, ficou a faltar-lhe dizer uma de duas coisas. Ou ambas: que qualificações passam a ser requeridas a esses imigrantes; ou como lhes fecha as portas. 

É no que dá discursar à Miss Mundo. Ou a fazer festinhas ao Ventura, que é a mesma coisa!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

A Drª Isabel Jonet é assim uma coisa como o Dr Ulrich. Ou como o Sr Soares dos Santos. Não há meio de perceber que … cada tiro, cada melro. Que talvez não fosse má ideia calar-se!

Bem sei que a intelligentsia do regime sai logo em sua defesa, incapaz, porque não quer ou porque não lhe convém, de perceber que o que irrita mesmo é aquela maneira meio estúpida de fazer generalizações, de criar categorias preconceituosas, de falar de cátedra, de dar sermão… Apressa-se logo a esclarecer o que a senhora disse, dizendo não o que ela disse mas qualquer coisa mais perto do que lhes convinha que ela tivesse dito.

Uns dizem que a incontinente verbal e patroa do Banco Alimentar não criticou os desempregados, mas apenas a vida de ilusão que as redes sociais lhes provocam. Lá porque estão ao computador até pensam que estão a trabalhar… Outros acham que a senhora apenas peca por ser franca e falar do que sabe, coisa que ninguém lhe perdoa por não ser politicamente correcta, quer dizer, de esquerda. Não colhe, acho eu!

A senhora pode ser de direita, isso não tem mal nenhum. Pode até ser tia de Cascais. Pode ser tudo o que quiser, e até gostar de brincar aos pobrezinhos… Pode até preferir que as pessoas desempregadas, em vez das redes sociais, ocupem o tempo na televisão dos Gouchas, das Júlias e dos Baiões …O que ela e os seus não podem é achar que dar sermões a desempregados, quando o desemprego anda perto dos 20%, é a mesma coisa que criticar o que quer que seja noutras circunstâncias. Nem deixar de perceber que já não há paciência para esses registos!

Um grande Benfica fez um grande dérbi

Os onzes de Benfica e Sporting para o dérbi. Tengstedt e Neres no ataque das águias, Esgaio e Bragança novidades nos leões

Foi um grande jogo de futebol, o dérbi desta noite na Luz, de bancadas cheias de novo.

Foi um grande jogo, e foi um grande jogo do Benfica. Na primeira parte - o melhor que se viu da equipa nesta época - foi absolutamente dominador. Ao intervalo já merecia ter resolvido a eliminatória, tal o domínio sobre o Sporting, e tantas as oportunidades de golo criadas. Noutras circunstâncias, ou noutras alturas, o jogo teria ficado arrumado logo no primeiro quarto de hora.

Diz-se que os dérbis são assim. Que normalmente quem está em melhor momento não é o melhor no jogo. E não ganha. O Sporting está num grande momento, mas o Benfica foi melhor. Muito melhor, na primeira parte, melhor na segunda, mas não ganhou.

Desta vez o Benfica surpreendeu. Surpreendeu os adeptos e o Sporting. Pressionou o adversário no campo todo, disputou cada bola com mais intensidade que o adversário e, depois ... tem melhores jogadores. Às vezes não parece, mas tem mesmo. E hoje, quando não foi só João Neves a correr e a ser intenso, e todos correram tanto, e com tanta intensidade, ou mais, que o adversário, viu-se.

É certo que, apesar disso, o Benfica não ganhou e ficou afastado da final do Jamor. Mas isso acontece algumas vezes no futebol. Nem sempre ganha quem é melhor.

Depois do "banho" da primeira parte, Rúben Amorim mexeu na equipa ao intervalo. E bem, melhor era impossível. Mudou as laterais (Esgaio e Diomandé, na direita, e Nuno Santos na esquerda, tinham simplesmente sido atropelados pela avalanche benfiquista) lançando St. Juste e Geny Catamo para o lado direito, e Matheus Reis na esquerda. 

Logo no arranque da segunda parte o central holandês lançou Gyokeres nas costas da defesa (subida) do Benfica. Segurou a bola e deu-a a Hjulmand para um remate feliz, e indefensável. Nem a absoluta falta de sorte, nem as adversidades da arbitragem - já lá vamos - impediram a resposta imediata do Benfica. E cinco minutos depois empatou, com golo de Otamendi, a passe de Neres.

Nem deu para festejar. E não foi por António Silva ter de imediato ido buscar a bola para a trazer para o centro do terreno. Foi porque dois minutos depois já o Sporting voltava a marcar. Desta vez foi Geny a cruzar, e Trubin a interceptar a bola para a deixar em Paulinho. 

Era de mais, mas era assim. E nem assim os jogadores do Benfica se deixaram abater. E continuaram incansáveis à procura do golo, que a sorte e a arbitragem nunca quiseram que acontecesse. 

O penálti - claro - de Coates sobre Rafa (70 minutos) poderia ter ajudado, mas nem o João Pinheiro, no campo, nem "o lagarto" Hugo Miguel no VAR, o quiseram que acontecesse. Já na primeira parte o mesmo havia sucedido com o mesmo Coates, então sobre Tengstedt. Dessa vez João Pinheiro optou por assinalar um fora de jogo que nunca existiu. O Hugo Miguel devia ter ido á casa de banho.

Houve mais. Di Maria fartou-se de levar pancada, sempre sem falta. E levou até um amarelo. O que nem Gonçalo Inácio levou quando se mandou a pontapé às pernas do Tengstedt, a caminho de se isolar para a baliza. Tudo isto em cima daquele golo anulado no jogo da primeira volta, em Alvalade.

É verdade que, ao contrário do que se passou do outro lado, as substituições tardaram. Já o guarda-redes do Sporting tinha - finalmente - visto o cartão amarelo por queimar tempo, quando Tengstedt saiu para entrar, desta vez, Marcos Leonardo. Já só faltavam 5 minutos para os 90 quando Neres, esgotado, foi substituído por Tiago Gouveia, ainda a tempo de desperdiçar duas claras ocasiões de golo. E jogava-se já o minuto 90 quando Florentino, exausto, saiu para entrar João Mário. E é verdade que nenhum dos que entraram esteve ao nível dos que saíram. Exactamente ao contrário do que se passou do outro lado. 

No fim, nem o insucesso impediu a Luz de aplaudir a equipa. Merecidamente. Os jogadores mereceram!

Não há vitórias morais, e a Taça já foi. Mas, se até ao final da época jogarem sempre todos assim, mesmo continuando a sortear o ponta de lança, é possível acreditar em tudo. Em ser ainda campeão, e até ganhar a Liga Europa.

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