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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Sabe-se como nós, portugueses, somos muito dados ao messianismo, criamos mesmo uma versão portuguesa - o sebastianismo. Esperamos por D. Sebastião durante séculos, mas em vez do jovem rei, que deveria chegar numa manhã de nevoeiro cheio de pó do deserto, chegou-nos um menos jovem, desempoeirado e fresco que nem uma alface do interior da Beira. Por cá reinou durante 50 anos, transformando o país numa remota aldeia rural afastada do mundo e do futuro, onde nos manteve em cativeiro feitos prisioneiros da ignorância. Partiu, por obra e graça de uma cadeira que também se partiu, mas deixou marcas que não se apagam. O país saltou os muros da aldeia, abriu-se ao mundo e deixou entrar o futuro... Mas os prisioneiros deixaram-se ficar, fiéis à ignorância. Conhece-se hoje o fenómeno, chamam-lhe síndroma de Estocolmo!

E como orfãos procuraram novos Messias. Sem grande critério, sem grande exigência. Tudo tem servido... O José Gomes Ferreira, com programa de governo e tudo. E, claro, o Medina Carreira, o taxista a quem bastava uma hora de televisão para mudar o país...

Que depois de centenas de horas, em todas as estações e horários, desistiu. Não da Televisão, que paga bem, mas de mudar o país. Isso deixou agora para Pinto da Costa!

Falta-lhe sentido de oportunidade, esta não será a melhor altura para entregar a Pinto da Costa o que quer que seja. Mas sabe-se que o país sempre teve problemas de pontualidade, e nem por isso deixou de chegar aqui, a quase nove séculos de vida. Um taxista experimentado tem sempre por onde sair...

Que pressa!

Esta deslocação do Benfica a Famalicão, no jogo que fechava a penúltima jornada do campeonato, tinha como principal interessado o Sporting. Que, se o Benfica não ganhasse, festejava o título. Não propriamente no sofá, como é da gíria, mas em Alvalade, onde tudo estava pronto para a festa. 

Até por isso, o Benfica "só" tinha que ganhar este jogo. 

O jogo iniciou-se com dois golos, logo no arranque, um para cada lado, e ambos anulados por fora de jogo. Primeiro o do Benfica, que parecia "sem espinhas". Desde logo porque o penúltimo jogador do Famalicão era o seu guarda-redes. Depois, porque a linha do VAR deu uns 9 centímetros. Já o de Jhonder Cadiz, logo na resposta, era visível a olho nu. 

Depois foi preciso esperar um quarto de hora para se voltar a sentir o cheiro a golo. E de novo para ambos os lados. E, ainda de novo, primeiro para o Benfica, com resposta imediata do Famalicão. Mas não foi preciso tanto tempo para se perceber que a anarquia táctica no Benfica tornara o jogo caótico. 

Poderia dizer-se que a equipa não teve meio campo. Que era uma equipa partida ao meio, que apenas defendia ou atacava. Mas foi ainda pior - não foi sequer equipa, foram simplesmente 10 jogadores mais Di Maria.

Ao intervalo não havia golos, mas poderia ter havido. E muitos, em ambas as balizas.

Roger Schmidt emendou a mão, e tentou pôr alguma ordem no jogo. Fez três substituições na entrada para a segunda parte, retirando o "inexistente" Kokçu (supostamente a jogar a 10), trocado por Rafa; Neres (trocado pelo inexistente João Mário, que jogara no meio, para onde entrou Florentino; e Marcos Leonardo - o ponta de lança que desta vez saiu na rifa de Roger Schmidt - foi trocado por Artur Cabral.

A necessidade da entrada de Florentino era óbvia. Como a da saída de Kokçu. O resto, era esperar para ver. 

Não foi preciso esperar muito. A equipa parecia outra, passou a dominar por completo o jogo, e as oportunidades de golo surgiam agora de forma continuada, mas apenas na baliza do Luiz Júnior. Foram vinte minutos de asfixia, mas sem golos, com o Artur Cabral a fazer lembrar ... Marcos Leonardo. À falta de melhor ...

A meio da segunda parte tudo mudou. O Famalicão, com apenas uma substituição, conseguiu soltar-se da teia em que estava capturado. E, na primeira vez em que chegou à baliza do Benfica, marcou.

Se Luiz Júnior defendera tudo o que havia para defender,  Trubin - paralisado, estático, desconcentrado - fez exactamente o contrário. 

A partir daí o Benfica desapareceu do jogo, e voltou à fórmula de 10 mais o Di Maria. Incapazes de reagir ao golo - não pareceu que conseguissem reagir mas, ainda assim, essa hipotética reacção seria logo inviabilizada de novo por tochas, desta vez lançadas do exterior do estádio - os jogadores iam, uns atrás dos outros, batendo no fundo. Schmidt ainda lançou o Tiago Gouveia, retirando finalmente João Mário, mas já nada levantava a equipa. E acabaria por ser o Famalicão a aproveitar o desnorte instalado para voltar a marcar, e selar uma derrota que é, muito, a imagem desta época.

Na realidade o Benfica sempre pareceu ter pressa em entregar de bandeja este título!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Há muito que a saída limpa estava anunciada. De tal forma que foi mesmo Paulo Portas a dizer que a saída seria sempre limpa: seria uma saída limpa directa para o mercado, ou seria uma saída limpa com um programa cautelar, ou com um seguro, como também dizia.

Era mesmo um segredo de polichinelo, como o Marques Mendes – e de segredos ninguém sabe mais que ele – não se percebendo por isso tão grande cerimonial, e menos ainda razão de tanta festa. Saída à pescada (antes de ser já o era) é que lhe deveriam chamar!

A festa de Passos, a festa de Portas e a festa de cada um dos membros do governo, até do Maduro, e de cada um dos deputados da maioria, percebe-se. Claro, é campanha eleitoral, e em campanha vale tudo, como já estamos fartos de saber. A festa da comunicação social, dos jornais e das televisões, é que se tem mais dificuldade em perceber. Ou será que também estão envolvidos na campanha eleitoral? Se calhar estão…

É que ninguém diz que a saída do programa é só isso: saída deste programa. Que não há programa cautelar nenhum. Que não há, nem nunca houve, porque quem manda nisto não está mais para isso. 

Quem ficou um bocado entalado foi o Seguro que, assim, não morre de velho. No sentido político, bem entendido!

Bola para o pinhal

Manifesto dos 50 - Por uma reforma da justiça em defesa do estado de  direito democrático.

Foi hoje divulgado um manifesto que, nas palavras de Rui Rio, um dos signatários e uma dos agentes políticos que há mais tempo, e com maior insistência vem metendo o dedo na ferida, pretende provocar um sobressalto cívico.

O título dado ao manifesto - subscrito por personalidades dos diversos quadrantes políticos, e outras ligadas à Justiça, como como João Caupers (antigo presidente do Tribunal Constitucional), Germano Marques da Silva (penalista e professor catedrático) ou Fernando Negrão (juiz) - “Por uma Reforma da Justiça em Defesa do Estado de Direito Democrático”, tem tanto de comprido como de claro.

Um título longo poderá não ser o mais indicado para fazer passar a mensagem, mas ela está logo lá dentro. E bem expressa: o estado da Justiça está a fazer mal à democracia. E isso justifica um "sobressalto cívico"!

Tenho a ideia - poderá estar errada, mas a é minha convicção - que a maioria dos portugueses se sobressalta com o estado da Justiça em Portugal. Por isso percebo mal que o governo, sem ignorar o manifesto, se tenha limitado a chutar para fora, mandando a bola bem lá para o fundo do pinhal. Mais valia que o tivesse ignorado...

 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Foi hoje dada por concluída a décima segunda e última avaliação trimestral da troika, que formalmente coloca o ponto final no programa de ajuda externa, de resgate, de ajustamento ou do que lhe queiram chamar.

Quando há três anos foi anunciado o pedido de ajuda externa, muitos foram os portugueses, entre os quais me incluo, que viram nessa intervenção externa a oportunidade de resolver uma série de estrangulamentos que afectavam a nossa economia, o nosso Estado e a nossa sociedade. Dizíamos que finalmente iria ser feito aquilo que há muito se andava a adiar. Que, obrigado, o país iria fazer o que as classes dirigentes nunca quiseram fazer de livre vontade, por falta de vontade política, por conveniência própria ou por incapacidade de enfrentar interesses instalados.

Chegados aqui, três anos passados e dado por cumprido o programa, vemos que nada disso se passou. Que nada de estrutural foi alterado, que nenhum dos grandes interesses foi beliscado, e que os bloqueamentos na sociedade portuguesa são hoje ainda maiores. Que o país está muito mais pobre e que os portugueses naturalmente também. À excepção dos mais ricos, que mais ricos estão!

A única reforma de que demos conta foi a laboral. Elegeu-se a legislação do trabalho como fonte de todos os males e foi aí, e apenas aí, que se mexeu. Tudo o resto permaneceu na mesma. Nuns casos fez que se mexeu – como na administração local, que deixou os municípios intactos para brincar às freguesias – e noutros nem sequer se ouviu falar!

Se os objectivos não foram atingidos, seja na estrutura da economia seja na forma de organização do Estado, como é possível que o programa tenha avaliação positiva e seja dado por concluído e, mais, apresentado como um caso de sucesso?

É apenas possível porque a União Europeia mudou. Foi mudando ao longo deste três anos. Começou no plano financeiro, pelo BCE, quando sinalizou aos mercados que o euro seria defendido, custasse o que custasse. Passou mais tarde para o plano político, quando a Alemanha percebeu que tudo estava errado, e que era preciso rapidamente começar a encontrar histórias de sucesso para os países intervencionados. E concluiu-se, em parte como consequência dos dois passos anteriores, com o fim da recessão generalizada e o regresso, mais cedo e a maior ritmo que o esperado, ao crescimento económico.

Quem mais de perto acompanha estas coisas sabe que ainda em Novembro passado, há apenas cinco meses, toda a gente, governo incluído, tinha por certo um segundo resgate. Era claramente inevitável.

O que é que se passou desde então? Que medidas tomou o governo para inverter isso?

Nada. Ninguém consegue apresentar uma única medida do governo que tenha produzido tão radical inversão!

Apenas as taxas de juro desceram e a previsão para o crescimento económico passou dos 0,8 – em que ninguém sequer acreditava – para 1,5%. Para o dobro!

Sejamos sérios: o governo tem alguma coisa a ver com a descida das taxas de juro? E que medidas tomou para fazer crescer a economia?

A resposta é uma única e a mesma – nada. As taxas de juros não desceram por termos resolvido os problemas que as teriam levado a subir. Nem um único foi resolvido. Porque o resultado positivo nas contas externas não decorre de qualquer alteração estrutural, mas apenas da contracção do mercado interno. Que por um lado obrigou as empresas a procurar a respectiva compensação nas exportações, flagrante por exemplo nos refinados de petróleo, e, por outro, fez cair as importações. Á medida que a austeridade abrande e o consumo regresse, o desequilíbrio externo estará de volta.

Tudo isso aconteceu apenas e só porque a economia europeia saiu da recessão começou a crescer. Por nada mais!

Estes três anos foram apenas mais uma oportunidade perdida e de mais sacrifícios em vão. E nada da história de sucesso que Paulo Portas, com a esperteza saloia e a falta de vergonha que o caracterizam – a que estranhamente chamam capacidade política – hoje veio contar. Comparou as actuais taxas de juro com as de há três anos atrás, negou que aumento de impostos seja aumento de impostos e desatou a inventar a história de sucesso que lhe vai alimentar a campanha eleitoral.

Lata

Tropa obrigatória para delinquentes – Escola Portuguesa

O Ministro da Defesa - sim, exactamente o que tutela as Forças Armadas - num jantar-conferência da 13.ª edição da Universidade Europa, faz precisamente amanhã uma semana, defendeu que o serviço militar poderia ser uma alternativa para jovens que cometem pequenos delitos em vez de serem colocados em instituições que, “na maior parte dos casos, só funcionam como uma escola de crime para a vida”.

E sustentou este ponto de vista, esta proposta, esta recomendação - é só escolher e riscar o que não interessa - na questão, interrogação, pergunta retórica (é, de novo, só escolher e riscar o que não interessa):

- “Quantos destes jovens é que, se em vez de estarem institucionalizados sem nenhumas condições, pudessem cumprir um serviço militar, ter oportunidade de um exercício de formação, de autoridade, de valores, não poderiam ser mais tarde cidadãos muito melhores e simplesmente não lhes foi dada essa oportunidade?”

O ponto de vista, a proposta, ou a recomendação - tão bizarra quanto ideologicamente significativa - foi, como não podia deixar de ter sido, desancado/a no espaço mediático. Os militares saltaram-lhe logo para cima. Partidos requereram ouvi-lo no Parlamento. E nem Marcelo faltou, como também não podia deixar de ser, mesmo que, desta vez, por "omissão expressamente não omitida". 

Praticamente uma semana depois, em visita à Ovibeja - o que é uma feira agropecuária terá a ver com a Defesa? - , Nuno Melo negou tudo o que afirmou  e falou de "realidade paralela", e de "uma falsidade feita notícia": 

- “Só para que fique claro em começo de conversa, o ministro da Defesa, que por acaso sou eu, nunca propôs qualquer coisa sequer parecido. Aliás, eu não propus nada, não apresentei uma proposta, não apresentei um estudo, não apresentei uma intenção sequer”.

Nada disto é assim tão estranho. Nuno Melo tem lata para isto e muito mais. O que não tem é jeito, nem condições, para Ministro da Defesa. Mas isso também já se sabia.

 

 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Épico!

Esta jornada de Turim, que lá nos leva de volta, vai ficar como uma das mais brilhantes da gloriosa história do Benfica. Teve tudo. Teve a categoria imensa dos jogadores, um imenso querer, um crer ilimitado e muito, muito sofrimento …

O jogo era difícil, de elevadíssimo grau de dificuldade. Porque a Juventus, grande no orçamento, é também uma grande equipa, como mostrou. Mais na Luz que hoje, em casa… Porque a final era ali no seu estádio, e a perspectiva de jogar a final em casa era factor de motivação suplementar. Porque, seja a UEFA, seja Platini ou seja lá o que for, a verdade é que o árbitro inglês não foi nada inglês. Foi italiano, foi descaradamente caseiro. Expulsou o Enzo, sem qualquer justificação, e cedo deixou o Benfica a jogar com dez, naquilo que foi o pleno das três meias-finais que ultrapassou com sucesso. Distribuiu amarelos numa gritante dualidade de critérios, e mais um incompreensível vermelho a Markovic, já no banco. E nunca mais dava o jogo por terminado, deixando-o chegar mais perto dos 10 minutos de compensação do que dos seis anunciados, todos com o Benfica reduzido a nove jogadores, já sem Garay…

Mas este Benfica é, como nunca se esperasse que pudesse ser, uma equipa solidária e unida numa confiança e numa crença que provavelmente só encontrará paralelo no Atlético de Madrid de Simeone. Resistiu por isso a todas as adversidades e ainda teve tempo, mesmo com dez e depois com nove, para aqui e ali deixar espalhadas no relvado manchas de enorme categoria.

Também porque a Juventus nunca primou exactamente pelo desportivismo, antes, durante e depois do jogo, esta vitória com direito a regresso a Turim tem ainda mais significado. É ainda mais épica!

 “E prontos, não há mai nhuma”

In memoriam

Quem foi Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1 - NSC Total

Hoje é o dia do trabalhador. Mas é também o dia em que perdemos Ayrton Senna... Há trinta anos!

Foi há 30 anos, em Imola, na curva Tamburello. Não vestia de vermelho, nem era Honda - era Renault - o motor do Williams FW16 que saiu dessa curva a 309 km/hora. O capacete, esse era o que sempre foi: amarelo. Mítico!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Percebia-se, pelos sucessivos adiamentos até mais não poder, que o famigerado Documento de Estratégia Orçamental (DEO, herdeiro do não menos famigerado PEC - Plano de Estabilidade e Crescimento) seria mais uma brincadeira. Mais faz de conta do mesmo!

Afinal, os impostos que não aumentavam, aumentam. Aumentam o IVA e a TSU. Lembram-se dela, há ano e meio atrás? Diz que é para repor 20% das pensões e dos salários perdidos dos funcionários públicos. E para converter em ordinária a extraordinária CES.

Afinal continuam mentirosos. E a fazer contas que não batem certo…

Afinal não aprenderam nada. E continuam a fazer de conta, a empurrar com a barriga sem tocar em nada que altere estruturalmente o que quer que seja. Não tocam em nada de estrutural no cálculo de pensões. Em nada que mude estruturalmente a função pública e o que é a sua remuneração. Como não mexeram ao logo de três anos em nada que mexesse estruturalmente com a economia. E com o Estado.

Afinal continuam a apresentar documentos atabalhoados, sem credibilidade política e técnica, cheios de papas e bolos para enganar tolos

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