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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

As dores de Marine

Condenação Marine Le Pen: Impacto nas Eleições Presidenciais de 2027

Marine Le Pen, e outros oito euro-deputados do seu partido, foram condenados a dois anos de prisão domiciliária pelo desvio de fundos europeus para fins partidários. Na prática esta condenação acaba por impedir a líder da extrema-direita francesa de concorrer às eleições presidenciais de 2027.

As primeiras reacções de contestação à sentença não vêm nem do Ventura, nem do Salvini, nem da Georgia Meloni, mas do Kremlim, com Peskov - veja-se bem - a queixar-se de "violação das regras democráticas". Putin não se incomoda nada que se saiba com quem está. Nem de quem está com ele!

Bom ... Orban também reagiu no X , mas ficou-se pelo "Je suis Marine"...

Tadinho

Montenegro já saiu do hospital: "Estou bem, podem estar tranquilos"

Apertado a  explicar-se melhor sobre a empresa que detinha, e que continuava a facturar serviços e cobrar avenças enquanto ele tomava conta da governação do país, Montenegro fugiu para a frente com uma moção de confiança, para que tudo se apagasse em eleições.

Para não ser apertado a explicar-se sobre os pareceres jurídicos que enquanto advogado, e em nome da Câmara Municipal de Espinho, eram sistematicamente favoráveis à empresa que lhe forneceu o betão para a casa, que por acaso é mais conhecida por litigar que por fazer bem, Montenegro fugiu ... para o hospital. Sem tempo de espera, nem pulseira, não fosse parecer algemas.

Não só não teve que explicar coisa nenhuma, como ainda deixava os portugueses preocupados com ele. Tadinho ...

Poderá não ter sido bem assim, mas lá que pareceu ... pareceu!

Há 10 anos

Olhe pra trás para conseguir olhar pra frente - hubpme - portal de negócios  do Noroeste Paulista

O desemprego continua a subir. Vai já no terceiro mês consecutivo, sempre a subir... Dentro de dias teremos o primeiro-ministro a dizer daqui até às eleições vai ser assim: sempre a subir. Porque está tudo à espera dos resultados das eleições... E que o desemprego só voltará a cair se ele as ganhar!

O próprio presidente virá esclarecer que o "seu crescimento de 2%" tem como pressuposto, que dá como certo - nunca se engana e raramente tem dúvidas -, que a actual maioria continua no poder. Que cresce tudo no último trimestre... E que é normal que o desemprego esteja agora a crescer porque, explicará de cátedra, há uma décalage de 18 meses a dois anos para que o crescimento se faça sentir no emprego.

A ministra da Justiça virá garantir que o desemprego sobe porque a taxa de reincidência é de 90%. Sem fazer ideia do que seja isso, mas com a breve convicção que o que importa é ter um número. Não importa de onde venha, nem para onde vá. Nem mesmo que não exista!

O vice-primeiro-ministro virá virar os números ao contrário, baralhando emprego e desemprego numa confusão que já ninguém percebe do que se está a falar. O que importa é que está melhor, como dirá logo a seguir o ministro da economia... Se alguém contestar ainda há a banca rota!

E a ministra das finanças a dizer que não tem nada a ver com isso. Não é VIP. Tem os cofres os cheios e os jotinhas a procriar. O que é que querem mais? 

Se calhar ainda queriam uma administração fiscal que penhorasse quatro bolos a um restaurante... Por 30 cêntimos... Que lá ficassem a apodrecer às mãos do fiel depositário...  

Há 10 anos

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As eleições de ontem na Madeira serviram de pretexto para mais uma vaga das pantominices de Paulo Portas, sem sombra de dúvida o malabarista mor do circo que é a política nacional.

O PSD perdeu 15 mil votos, mas como manteve, mesmo que por um fio (os 5 votos que faltam ao PC para eleger o terceiro deputado) a maioria absoluta, com Jardim (nos votos), ou contra Jardim (no terreno), Miguel Albuquerque, é o grande vencedor das eleições. Mesmo com o pior resultado de sempre, mas isso são contas de outro rosário...

A esquerda também ganhou. Muito à conta do movimento de cidadãos Juntos pelo Povo (JPP - com cinco deputados), mas também o BE (passou de 0 para 2 deputados) e o PC (passou de 1 para 2 deputados, a escassos 5 votos do terceiro, como acima se referiu) cresceram significativamente. Basta reparar que globalmente a esquerda passou de um para nove deputados ... E, claro, o CDS e o PS perderam. 

O PS perdeu com estrondo (manteve os mesmos 6 deputados, mas um deles é o coligado Coelho) numa altura em que não poderia perder. Pelo menos dessa maneira. António Costa envolveu-se na campanha, e deixou passar uma estratégia de coligações que não passaria pela cabeça de ninguém. Mas só a estrutura local reconheceu a derrota, com o seu líder a assumir, com a demissão, toda a responsabilidade. De Lisboa não se ouviu nada, deverão estar ainda  a meditar sobre o assunto...

O CDS caiu de 17 para 13% dos votos, nada que impedisse Portas de mais um número de circo, com perto de meia hora de televisão, em directo, a contar a história desse sucesso eleitoral. Perdeu dois deputados, mas conseguiu, sem ponta de vergonha por nos estar a tratar por parvinhos, falar de um resultado "consistente, resistente e sustentado".

Palavras para quê? É um malabarista português!

 

Há 10 anos

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O PSD ganhou, com maioria absoluta, as eleições regionais na Madeira. Nenhuma novidade, é assim há praticamente 40 anos... A novidade é que Alberto João Jardim  continua a reclamar para si a vitória. Dá a ideia que se preparava para cobrar alguma coisa...

 

Onda vermelha

O Benfica deslocou-se esta noite a Barcelos para disputar o jogo da 24ª jornada e, às portas da 27ª, em que jogará na Luz com o Farense, pôr o calendário em dia. 

Depois da interrupção para as selecções, as chamadas datas FIFA, o Benfica regressou ao mesmo alto nível, como se nada tivesse sido interrompido. A onda vermelha lá esteve, imparável, a garantir que, por ela, o 39 não irá fugir.

Em relação ao último jogo, no onze inicial, apenas Belotti era novidade. Justificava-se: tinha sido dos poucos a permanecer no Seixal, a trabalhar com a equipa; Pavlidis tinha feito dois jogos pela selecção grega, e tinha acabado de regressar. Nos restantes 10, tudo igual. Incluindo Otamendi, que ainda há dois dias estava na Argentina a jogar contra a selecção do Brasil. A jogar e a cilindrar.

Jogou como se tivesse 20 anos, e viesse de duas semanas de descanso. Um monstro competitivo!

O Benfica entrou a mandar no jogo, sem permitir nada ao Gil Vicente, e poderia ter marcado logo aos dois minutos, numa excelente jogada concluída por Aursenes. Também ele desde cedo a querer vincar a sua exibição. A equipa entrou determinada e confiante, dominando a posse de bola, explanando um futebol intenso e variado, a um a dois toques, que levantava grandes dificuldades aos gilistas, claramente incapazes de acompanhar o ritmo que o Benfica impunha ao jogo.

Foi assim toda a primeira parte. Como habitualmente este futebol bonito, variado e intenso não teve correspondência em golos. Rendeu apenas um, de Aursenes, a concluir mais uma excelente jogada de futebol, e uma grande assistência de Bruma, ia a primeira parte a meio.

Desta vez, ao contrário do que tem sido comum, nem sequer se tratou de um extraordinário nível de desaproveitamento. Nem se pode dizer que o grande volume de futebol ofensivo do Benfica tenha produzido uma grande quantidade de oportunidades de golo. Nos últimos jogos em todas as primeiras partes, com um mínimo coeficiente de aproveitamento, o Benfica poderia ter deixado os jogos resolvidos. Neste jogo, na verdade, toda aquela avalanche de futebol desembocou em apenas três oportunidades claras de golo.

Se é indiscutível que o Benfica jogou bem, mesmo muito bem, as apenas três oportunidades de golo revelam que o Gil Vicente, pelo menos a defender, não esteve assim tão mal ... como o Sérgio Peixoto quis fazer crer. Também não colhe a falta de agressividade de que acusou os seus jogadores, referindo que a sua equipa cometeu metade das faltas do Benfica. 

É que, enquanto o árbitro Miguel Nogueira apitava a tudo contra o Benfica - de faltas inventadas até  faltas ao contrário - para apitar uma falta aos gilistas era o cabo dos trabalhos. Era preciso quase ser crime. Daí que tivessem praticamente o mesmo número de faltas e cartões amarelos.

Na segunda parte o ritmo do jogo caiu. Com o segundo golo logo aos cinco minutos - livre bem cobrado por Kokçu, com António Silva (exibição tranquila e personalizada) a desviar ao segundo poste para a entrada fulgurante de Belotti, tudo de cabeça - e com o início das substituições a quebrarem o ritmo, o jogo passou por um período de menor fulgor. Retomado no último quarto de hora, já depois das substituições, e já com Di Maria e Pavlidis em campo (antes, logo a seguir ao golo, tinham entrado Akturkoglu e Dahl, este para o lugar de Tomás Araújo, que continua com dificuldades físicas).

O resultado acabaria ganhar expressão condizente com a exibição com o terceiro golo, do regressado Di Maria, já mesmo no fim do período de compensação. De penálti, magistralmente convertido, e cometido sobre ele próprio.

Agora, que tudo está igual, é seguir assim. Sem margem de erro, e sem margem para dúvidas, à boleia da onda vermelha.

Há 10 anos

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A Fitch mantém o rating da República em BB+. Na gíria, lixo. E explica: pela trajectória da dívida e porque a economia portuguesa não cresce; porque não é competitiva e as empresas estão sobreendividadas! 

Certa ou errada, é esta a explicação que dão para não rever a classificação de risco que teimosamente persegue a economia portuguesa. Bem ou mal, é desta forma que as agências de rating ratificam o milagroso desempenho que tantos elogiam.

Com o modo "que se lixem as eleições" há muito desligado, e com o botão do turbo eleitoral no máximo, Pedro Passos Coelho, lá longe, do Japão, dá-nos outra interpretação. Não é expectável - garante - que as agências de rating revejam as suas classificações de rating antes das eleições, pela simples razão que, primeiro, querem saber quem as ganha. Querem saber se tudo o que de bom tem sido feito - mas que não foi suficiente para as fazer alterar uma única posição, digo eu - vai ter continuidade. Diz o primeiro-ministro, com o maior descaramento deste mundo, que não se passa nada. Ganhe ele as eleições, e volte ele a formar governo, e as agências de rating virão imediatamente a correr atribuir o AAA+ a Portugal!   

E diz isto apesar de a própria a Fitch ter na circunstância referido não esperar que as próximas eleições legislativas tragam "um desvio relevante de política", uma vez que "os dois principais partidos (PSD e PS) são pró-europeus", e que "não há partido populista ou antieuropeu que tenha atraído apoio significativo nas sondagens de opinião".

É isto que nos espera, todos os dias, ao longo dos próximos seis meses. É com estas agressões à nossa sanidade mental que teremos diariamente de conviver. Se até aqui valeu tudo, daqui para a frente não há limites para o populismo, para a demogagia, para o descaramento, para a falta de vergonha... Para o lixo que se vai amontoando!

Há 10 anos

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Chegaram ao fim as audições, que não os trabalhos, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ao BES. Ao longo de quatro meses passou pelo Parlamento muita da até há pouco incontestada elite nacional que, entre omissões, mentiras e verdades, permitiu aos portugueses perceber muito do que foi a queda de um dos maiores, e provavelmente do mais emblemático, dos bancos nacionais.

Sempre muito desconfiados – e com muitas razões para isso – desta vez os portugueses foram acreditando nesta CPI. O bom desempenho de muitos dos deputados ia entrando pelas casas dos portugueses; e os media faziam o resto, dando nota da manifesta competência e seriedade do trabalho dos deputados, geralmente bem preparados. Os próprios membros da comissão mais pareciam isso mesmo, membros, juntos por uma causa, que deputados empenhados na luta política, adversários de todos os dias.

Só que, acabadas as audições, segue-se o Relatório que terá de apurar responsabilidades. E aí tudo muda. A causa deixa de ser uma para que cada um passe a ter a sua. Para os deputados da maioria a responsabilidade esgota-se em Ricardo Salgado; governo e Banco de Portugal só fizeram o bem. E nada mais!

Para a oposição, governo e Banco de Portugal até poderão não ter tanta responsabilidade quanto Ricardo Salgado, mas andará por lá perto!

E lá se vão os méritos da comissão. E lá vai esta CPI para o mesmo saco de toda as outras, subvertendo a realidade, truncando verdades e confundindo em vez de esclarecer. E no entanto, por tudo o que vimos e ouvimos, nenhum de nós, comuns mortais, tem qualquer dificuldade em perceber o óbvio. E se é óbvio que na destruição do GES a responsabilidade cabe exclusivamente a Ricardo Salgado, e na sua pessoa á família que dominava o grupo, não é menos óbvio que, no colapso do BES, as responsabilidades têm que ser partilhadas entre Ricardo Salgado, o Banco de Portugal, o governo e até a troika.

Para chegar e essa conclusão não é sequer indispensável o testemunho de Fernando Ulrich, se calhar, entre todos os que por lá passaram, o único a dizer a verdade e só a verdade. Mas ajudou a perceber que durante um ano inteiro fora possível ao Banco de Portugal, ao Governo e à troika salvar o BES. Ao permitirem que Ricardo Salgado continuasse à frente do BES, a somar incumprimentos e alargar os danos, tornaram-se obviamente responsáveis pelo que sucedeu. Mas ao aprovar aquele aumento de capital, ao prometer que não iam deixar cair o banco, incluindo ao próprio Salgado, como agora se provou, e ao anunciar que o BES não era o GES, que estava protegido e que tinha almofadas, o Banco de Portugal e o governo deixam as suas impressões digitais bem marcadas na responsabilidade pela destruição que o BES arrastou.

Isto toda a gente percebeu. É inegável, e não se vê como possa ser apagado do Relatório final sem ferir de morte mais uma CPI!

Vá lá que não se refira à medida de resolução, imposta pelo BCE. E que não refira que vem na linha de abdicação da soberania nacional que constitui a matriz do governo… Mais, não!

Claro que não poderia encerrar este tema sem uma referência a Mariana Mortágua, a deputada do BE elevada à categoria de estrela. Hoje mesmo apresentada assim, como uma estrela, no Bloomberg... Por mim, sem lhe negar os méritos, fico-me pela fotografia!

Há 10 anos

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O avanço desregulado do capitalismo selvagem, resultante do alastramento incontrolado da insaciável voragem do ultra liberalismo, que já tinha passado todas as marcas do aceitável, atingiu, a crer no que acabei de ouvir a propósito da tragédia do A320 da Germanwings, os limites do impensável. 

Um responsável do “Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves” dizia que hoje os jovens pilotos se endividam ao nível das centenas de milhares de euros para fazerem a formação que lhes poderá dar acesso à profissão. Que são as próprias companhias de aviação que exploram as escolas que dão essa formação, incluindo as horas de voo. Que os jovens aspirantes a pilotos pagam para voar. E que, depois de concluída a formação e altamente endividados, à maioria desses jovens nada mais está reservado que um profundo desespero. O desespero de quem vê a companhia que lhe levou o dinheiro, fechar-lhe a porta ao contrato com que pensara poder pagá-lo.

Não se sabe se foi este o caso do jovem alemão de 28 anos. Mas sabe-se que, com estas práticas, as companhias de transportes aéreos estão a contribuir para actos de terrorismo como este. Por desespero ou por outros distúrbios emocionais. Por revolta ou por vingança. Ou simplesmente por ser capaz de arrancar às mais profundas entranhas de cada um o que de pior cada um lá tem.

Mas é disto que afinal se fala quando de capitalismo selvagem se trata. De trazer ao de cima o pior que há em cada um!

Normalizar o anormal

Luís Neves ao lado de Fernando Gomes: "Não é visado nesta investigação"

A Polícia Judiciária (PJ) realizou ontem buscas na Federação Portuguesa de Futebol (FPF), no âmbito de um inquérito criminal que está aberto desde 2021, relacionado com a venda da antiga sede da FPF na avenida Alexandre Herculano (Lisboa), em 2018.

Em causa estão indícios de crimes de corrupção, recebimento indevido de vantagem, participação económica em negócio e fraude fiscal qualificada, ocorridos durante o penúltimo mandato de Fernando Gomes na FPF (2016 a 2020), entretanto acabado de substituir por Pedro Proença, e acabado de eleger para a Presidência do Comité Olímpico Português (COP), cuja posse tomou também ontem, enquanto prosseguiam as buscas. 

O Centro Cultural de Belém, espaço da tomada de posse de Fernando Gomes, estava apinhado de jornalistas. Que naturalmente se preparavam para o confrontar com a matéria das buscas.

Até aqui tudo normal. A partir daqui, nada mais é normal.

Não é normal que Luís Neves, director nacional da Polícia Judiciária (PJ) tenha surgido na tomada de posse de Fernando Gomes. Por que razão o director nacional da PJ aparece na tomada de posse do presidente do COP?

Não só não é normal, como é verdadeiramente insólito, que o director da PJ se tenha entreposto entre Fernando Gomes e os jornalistas para ser ele, qual assessor de imprensa, a responder-lhes.

Não é normal, e é até o completo desrespeito pelas suas próprias funções que, enquanto decorriam buscas (se não estavam concluídas, era porque ainda havia recolha de prova em curso), o director da PJ avançasse com a conclusão que o "Dr Fernando Gomes não está envolvido". Mais: que aproveitasse a despropositada ocasião para enaltecer o seu trabalho na FPF, e expressar a convicção que repetiria o sucesso no COP.

Não é normal, e é a completa subversão da hierarquia da Justiça Penal, que o director da PJ tenha usurpado as funções do Procurador Geral da República (PGR) para assumir a liderança da acção penal.

Não é normal que o PGR, Amadeu Guerra, um dia depois de tudo o que de extraordinário ontem aconteceu, permaneça em silêncio.

Não é normal que nada disto tenha merecido uma linha, sequer, nas primeiras páginas dos três diários desportivos.

 Infelizmente começa a ser normal que as Instituições impludam, umas atrás das outras. Começa a ser normal que pessoas que tínhamos como referência institucional, e acima de qualquer suspeita, como era o caso de Luís Neves, não resistam a mostrar os pés de barro. Começa a ser normal vermos esfumear os últimos resquícios de decência na nossa forma de vida ...

 

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