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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Bom 2026

Joyeuse célébration de la nouvelle année 2026 | Vecteur Premium

Está a acabar... Mais umas horas e, entre rolhas a saltar, foguetes a ribombar, luzes a voar e copos a tilintar, vai-se desta para melhor. Já toda a gente anda farta dele, mas é sempre assim: os últimos dias já quase não contam para mais nada que não seja para contar os que ainda faltam. Tudo se adia, tudo se empurra para o ano novo, engrossando-lhe as responsabilidades. Porque, ano novo, vida nova... mesmo que a vida seja a mesma de sempre.

Queremos acreditar que naquelas doze passas cabe toda uma vida nova. Que naqueles abraços se abraçam todos os sonhos que se renovam na magia de cada meia noite de 31 de Dezembro... 

Um bom 2026 para todos!

PS: há 10 anos, como hoje!

Campeões da paz

                          Netanyahu comparte imagen IA de Trump ganando el Premio Nobel de la Paz ...

 

Falhado o Prémio Nobel da Paz, afagam-lhe o ego não com um, mas com dois "Prémios Paz".

Primeiro, no início do mês, foi Infantino, um exemplo mundial de ética, a entregar a Trump o “Prémio da Paz" da FIFA. Depois, mesmo em cima da hora de fecho do ano, foi Netanyahu, esse expoente máximo do paz e da concórdia, a entregar-lhe mais um, outro “Prémio da Paz". Em casa, em Mar-a-Lago, este a mais alta honra civil de Israel.

Não há volta a dar

Marcelo transmite apoio à PGR na autonomia do Ministério Público e no ...

Duas figuras - melhor, uma figura e um órgão - que deviam permanecer fiéis ao princípio da independência, insistem em interferir sempre que há eleições  em Portugal. Refiro-me ao Presidente Marcelo e ao Ministério Público.

Marcelo, enquanto presidente, não resiste. Arranjou um acaso, num semáforo na Praça de Espanha, para se encontrar com Teresa Leal Coelho durante a campanha eleitoral para numas autárquicas; outro, na Feira do Livro de Lisboa, para se encontrar com Carlos Moedas durante a campanha eleitoral, de novo, nas autárquicas; outro para Sebastião Bugalho, na Ovibeja, desta vez durante a última campanha para o Parlamento Europeu; e outro ainda, na FIL, com Luís Montenegro durante a campanha para as legislativas, este falhado pelo imponderável de uma lata de tinta de um manifestante ter obrigado o candidato a primeiro-ministro a sair para mudar de fato. 

Desta vez, quando mais recato lhe era exigido, por se tratar das eleições que decidirão o seu sucessor, resolveu marcar um Conselho de Estado precisamente para o meio da campanha eleitoral. Um Conselho de Estado remendado, e justamente com dois dos seus membros na disputa eleitoral.

O Ministério Público não é menos certinho. Se não há festa nem festança sem a Dona Constança, não há processos eleitorais sem buscas, inquéritos e outros que tais!

Desta, foi a vez de anunciar que está a investigar ajustes directos aprovados por Gouveia e Melo enquanto comandante Naval da Marinha, entre 2017 e 2020.

Não há mesmo forma de dar a volta a isto!

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Perante um problema de capitalização do Novo Banco, o Banco de Portugal decidiu-se pelas regras que o novo ano vai trazer para esta coisa já corriqueira de acudir aos bancos. As novas regras que aí vêm passam genericamente  do bail out (basicamente são os contribuintes a pagar) para o bail in (a factura é basicamente apresentada aos accionistas), e foi isso que o Banco de Portugal - apoiado no BCE - fez, ao capitalizar o Novo Banco em 2 mil milhões de euros com a transferência das obrigações seniores para o BES, banco mau.

Visto assim parece fácil. Parece até que é uma decisão que só peca tardia. Que, se calhar, devia ter sido tomada logo na altura da resolução. Não foi porque, disse-se na altura, era prejudicial ao país: afastava os investidores.

Pois... Mas agora não é assim tão fácil!  Não é, porque o Banco de Portugal não tratou por igual aquilo que é igual: as obrigações séniores são todas iguais, não mudam em função das mãos em que se encontram. O Banco de Portugal apenas deitou mão às obrigações seniores detidas por investidores institucionais - que já não se receia afastar - deixando de fora as dos particulares. Provavelmente porque, em boa parte, se trata dos chamados lesados do BES, acabados de calar justamente com esses títulos...

É mais uma demonstração de como o Banco de Portugal continua a correr atrás dos problemas. Sem conseguir agarrar nenhum, deixando-os fugir todos... E na maior parte das vezes empurrando-os ele próprio, como volta a acontecer agora com a litigância que para aí vem.

Braga 2 - Benfica 2

Nesta terceira deslocação ao Minho do campeonato, na penúltima jornada, o Benfica tinha de enfrentar um grande Braga. Aquele que deu um banho de bola ao Porto, no Dragão, e que empatou em Alvalade, com todo o mérito. Quis a Comissão de Arbitragem que tivesse também de enfrentar o árbitro João Gonçalves, mais um especialista na arte de roubar o Benfica (basta lembrar, só no último campeonato, o AFS-Benfica, o Benfica-Famalicão e o Estoril-Benfica) e nos arranjinhos ao Sporting, com o canto fantasma que lhe deu três nos Açores ainda fresquinho. E o Tiago Martins, que dispensa apresentações, com a espinha da final da Taça atravessada na garganta dos benfiquistas.

Começo por aqui simplesmente porque, conhecidas as nomeações, não ouvi ninguém do Benfica dizer o que quer que fosse sobre o assunto. Porque o Benfica "come e cala", como já o próprio Mourinho tem que vir a público dizer. E por isso ninguém se pode espantar com o que lhe acontece.

Agora o jogo: o Benfica entrou com o onze tipo, com Barreiros de regresso à equipa, e Prestiani ao banco. E entrou bem, com um início tranquilo, só perturbado quando Dahl resolveu encetar uma série de asneiras que iriam marcar a mais desastrada exibição individual da primeira parte.

Tudo começou quando, sem grande pressão, resolveu ganhar um lançamento lateral chutando a bola contra as pernas do adversário. Saiu-lhe mal, como tudo acabaria por lhe sair mal sempre que, defender, que é a sua primeira responsabilidade, era a sua obrigação, acabando por ser manteiga quente para a faca afiada de Zalazar. 

Desse primeiro premonitório erro resultaram os primeiros calafrios junto da baliza de Trubin. E a inversão completa do sentido do jogo. Não sei se por terem minado a confiança dos jogadores do Benfica, se por lhes ter sabido a banho de humildade em modo de complexo de inferioridade. Sei é que foram ouro para a auto-estima dos de Braga, e para lhes encher o ego de confiança.

A partir daí o Braga passou a dono e senhor do jogo, a fazer lembrar o que tinha feito ao Porto, no Dragão. Com uma diferença: não conseguia criar oportunidades de golo. 

O Benfica demorou a reagir à superioridade do adversário. Tanto que só conseguiu o primeiro remate aos 25 minutos, o primeiro de muitos, e quase todos desastrados, de Rios. Quando, três ou quatro minutos depois, fez o segundo,  na resposta de cabeça de Otamendi ao exímio pontapé livre de Sudakov, e abriu o marcador, o Benfica apenas ainda tentava equilibrar as forças em confronto.

Pensou-se então que aquilo a que se chama sorte do jogo tinha caído para o Benfica. E que, a partir daí, era só controlar, coisa que os últimos jogos mostravam que a equipa sabia fazer bem. Durante 10 minutos, e até porque o Braga continuava sem conseguir construir situações de golo, pareceu que assim seria. Só que bastaram cinco minutos, os últimos da primeira parte, para o Benfica voltasse aos erros que oferecem golos.

Primeiro foi Dahl a voltar a falhar, desta vez na disputa da bola nas alturas, chegando atrasado e acabando por levar com a bola no braço. Penálti, que o excelente Zalazar converteu com classe no golo do empate.  O golo da reviravolta resultou de um festival de asneira. Começou numa desatenção de Aursnes, lá na direita, a trair a linha de fora de jogo que permitiu, no outro lado, a um jogador do Braga dar sequência a uma bola recuperada. Passou pela enésima banhada de Zalazar a Dahl, comido de cebolada mais uma vez, e acabou com Rios, bem posicionado dentro da área, a interceptar o cruzamento do uruguaio mas, inexplicavelmente, a querer sair a jogar. Escorregou - ou fez-se de escorregado quando viu que já tinha perdido a bola? - e a classe de Pau Víctor fez o resto.

Ninguém poderia dizer que, face ao que cada uma das equipas jogou, o resultado ao intervalo não fosse justo. Mas poderia dizer-se que o Benfica entregara o ouro ao bandido. Que, mesmo que tivesse jogado mais, e melhor, o Braga não tinha criado mais oportunidades de golo.

Na segunda parte tudo mudou. Mourinho não mexeu no onze, manteve até o Barreiro, que nunca se tinha encontrado com o jogo, e o Dahl destroçado às mãos (aos pés) de Zalazar, mas foi outro Benfica. Pegou no jogo, e não o largou mais.

Foi preciso pouco tempo para mexer também no marcador. Bastaram 8 minutos de superioridade clara para Aursnes mostrar a Rios como se faz, com um grande golo, num excelente remate fora da área, descaído sobre a direita. E as oportunidades de golo passaram a suceder-se a um ritmo tão avassalador quanto a exibição do Benfica. De tal forma que, ainda antes de esgotado o primeiro quarto de hora, Vicens lançou mão do truque da lesão do guarda-redes. 

Não lhe valeu de muito. Nada quebrava o Benfica da segunda parte. Ao Braga valia o (também excelente) guarda-redes Hornicek, que ia defendendo tudo o que lhe aparecia pela frente.  E valeram ... claro, aqueles senhores com que comecei, lá em cima.

João Gonçalves foi sempre habilidoso, na forma do costume, mas só isso. Na primeira oportunidade, aos 73 minutos, anulou o golo limpo de Dahl. Do 2-3, da vitória. No VAR, Tiago Martins chamou-lhe um figo!

O jogo teve mais peripécias, incluindo a expulsão, tardia, já no fim, do Ricardo Horta, o Benfica mais oportunidades para ganhar o jogo, mas é mais este golpe, hoje decisivo no afastamento definitivo do Benfica dos dois primeiros lugares do campeonato, que fica. Depois de direcção do Benfica ter deixado passar em claro mais uma nomeação provocatória, de nada vale o que agora venha dizer. 

 

Brigitte Bardot (1934-2025)

Brigitte Bardot completa 90 anos e pede presente de aniversário muito nobre  - Só Notícia Boa

BB, como ficou para o mundo, não precisou de ganhar qualquer prémio importante, daqueles que imortalizam actores e actrizes, para ficar para sempre como uma das estrelas maiores da História do cinema. Não precisou sequer de uma carreira longa, bastou-lhe ser crista da onda das décadas de 50 e 60 do século passado.

Afastou-se em 1974, com apenas 40 anos, e permaneceu o sex symbol que se revelara ao mundo em 1957, num filme que escandalizou até as sociedades mais evoluídas da época, objecto de censura em larga escala, que só poderia mesmo chamar-se "E Deus criou a mulher". 

Lançou aí o biquíni, e não mais deu paz ao mundo conservador. Já em 1959 Simone de Beauvoir lhe chamava "uma locomotiva da história das mulheres".

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Paulo Portas tomou mais uma decisão irrevogávelvai abandonar a liderança do CDS e até abandonar a vida política. Sabe-se como Portas é inabalável nas suas decisões, irrevogáveis ou não. Entrou na política partidária activa exactamente logo depois de ter anunciado a sua inabalável decisão de nunca entrar na política. Abandonou decisivamente a liderança do partido para, logo depois, regressar. Demitiu-se irrevogavelmente do governo para, horas depois, revogar a decisão. E subir ao último degrau da escada da governação.

Mais que mais uma dessas decisões a que Portas habituou o país, este é mais um resultado da ruptura que os resultados das eleições de 4 de Outubro provocaram no regime. Só é pena que Portas tenha anunciado esta definitiva decisão apenas depois de se ter assegurado que o caminho estava aberto e desimpedido para a sua corte: os mesmos, chamem-se Nuno Melo ou Cristas, que lhe cederão a cadeira logo que, no mesmo trilho de sempre, lhe apeteça regressar. Depois das poucas pessoas respeitáveis que lá restavam, das poucas com pensamento próprio, terem abandonado o partido...

 

Há 10 anos

Acredite...: sem olhar pra trás...

Como era previsível, rapidamente Pinto da Costa tratou de bater os 400 milhões do Benfica. Fosse lá como fosse, nesse mundo virtual haveria sempre de encontrar um saco mais largo onde pudesse meter tudo o que lhe permitiisse  ir mais além: 458 milhões, e o número é que interessa!

Com mais este coelho tirado da cartola, Pinto da Costa põe Vieira em sentido e Bruno de Carvalho com a cabeça à roda. Vai precisar de muita imaginação... Mas é justamente isso que menos lhe falta!

A expectativa é grande, porque é dele o  mundo virtual. Daí que até a publicidade estática e o naming do pavilhão possam entrar nas contas... 

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