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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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EURO 2012 (VI) - PIIGS

Por Eduardo Louro

                                                                      

A jornada número 3 ocupou-se do grupo C.

Neste Euro, onde todos queriam entrar, estão todos os PIIGS. Nem todos lá se aguentarão por muito tempo, mas estão lá. E estão em força neste grupo C. Só lá faltam Portugal e a Grécia, e só a Croácia destoa. Mas nem muito!

Ali estão os II – Itália e Irlanda – e o S, de Spain. A Croácia não integra sigla, mas não está longe. E está lá depois de ser resgatada, como a Irlanda e Portugal. Não pelo FMI e pela União Europeia, mas pelo Play-off. Que reuniu os que não cumpriram os critérios de qualificação: simplesmente o primeiro lugar no grupo de apuramento e ainda o melhor segundo classificado de todos, que foi a Suécia, como nos lembramos.

E o grupo arrancou no dia seguinte ao resgate da Espanha, ou ao da abertura de uma linha de crédito, no inimaginável eufemismo de Rajoy!

Deixemo-nos destas coisas e passemos à bola, que é o que interessa. E aí, Itália e Espanha mostraram que este é um grupo a duas velocidades e com pouca coesão. E que sem eles não há Euro!

Foi o melhor de todos os jogos que já se disputaram, com boa parte dos melhores players deste mercado. A Espanha com o seu tiki-taka, que não sendo bem o que era, mantém a espectacularidade e garante a alta qualidade do seu jogo. Jogou sem avançados, sem ponta de lança, (quem é que sai para dar lugar a um ponta de lança?) mas nem isso é surpresa. Aqueles jogadores sabem fazer tudo, até marcar golos. Iniesta disse - sem falar, apenas a jogar – que está ali para fazer um grande Euro, e para ser uma das principais figuras da competição. E a jogada do golo, Xavi – David Silva – Fabregas, mostrou que não é preciso pontas de lança para marcar golos. E dos bonitos!

Não vai ser fácil expulsá-los do Euro. Porque são demasiado grandes! Mas também não vi razões para alterar o meu prognóstico inicial

A Itália confirmou as expectativas e parece querer confirmar a História, como aqui tinha referido na antevisão da prova. Quando rebentam broncas no calcio, a azurri aí está para as curvas, pronta a surpreender tudo e todos. Tem dedo táctico - surpreendeu com três centrais - e tem Pirlo – sempre em grande –, Baloteli e as suas excentricidades que não trazem muito ao jogo mas que o apimentam, Cassano… E Di Natale - para entrar quando deixa de haver paciência para Baloteli - cuja profissão é marcar golos. E que golo ele marcou!

Este era um jogo que tinha tudo para ser daqueles jogos fechados, rodeado de cuidados, jogado para não perder. E não foi nada disso. A azurri e a roja quiseram ganhar e jogaram para isso. Cada uma com as suas armas, que são muitas e boas!

O segundo jogo do dia e do grupo juntou os resgatados. A Irlanda, finalmente resgatada, muitos anos depois e apenas dois depois da anterior tentativa - na altura para o Mundial da África do Sul – escandalosamente negada por uma arbitragem (?) que decidiu que era a França que lá deveria estar, através daquele golo de Henry com a mão. De Trapatoni, o mais velho treinador da prova e a última das velhas raposas! E a Croácia, resgatada à custa da Turquia (a Europa deixa-a sempre de fora), que há uma semana nos deixou à beira de um ataque de nervos.

Não foi um mau jogo, mas esteve longe de ser bom. A Irlanda mostrou que não tem condições para se aguentar. É composta por jogadores actualmente de segunda linha da liga inglesa, alguns deles já apenas são nomes. A Croácia apresentou uma equipa fisicamente muito forte e com a qualidade técnica que lhe é reconhecida. Onde a estrela Modric, muito recuado, não brilhou tanto quanto seria de esperar.

O jogo ofereceu o golo mais madrugador de sempre em europeus, logo aos dois minutos, num frango de Given, o guarda-redes irlandês. Que voltaria a não ser feliz – mas dessa vez infelicidade pura – no terceiro e último golo croata, também logo aos três minutos da segunda parte. O resultado (3-1) é aquilo a que se pode chamar escrever direito por linhas tortas. A Croácia foi superior e ganhou bem – nunca vi uma equipa de Trapatoni defender tão mal – mas a arbitragem holandesa influenciou decisivamente o resultado, validando mal o segundo golo croata e negando um penalti – cometido mesmo à frente do árbitro – à Irlanda.

A Croácia segue na frente. Não lhe deverá servir de muito, porque não conseguiu mais do que certamente conseguirão Espanha e Itália frente à fraquinha Irlanda!

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