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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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UMA GRANDE CONFUSÃO

Por Eduardo Louro

                                 
  

O Benfica contratou o argentino Sálvio, mais um ala direito, que regressa – feliz, ao que diz - depois de por cá ter passado há duas épocas atrás, altura em que ficou no goto do terceiro anel.

É mais um ala para um plantel que já contava, que me lembre assim de repente, com Gaitan, Djaló, Enzo Perez, Bruno César, Melgarejo, Nolito e Ola John, contratado já neste defeso por qualquer coisa como 9 milhões de euros. Para duas posições, o Benfica conta contava já com sete jogadores. Gastou mais de vinte milhões de euros para passar a contar com oito!

Contratar o oitavo jogador para a mesma posição, num plantel que, no total, deverá contar com 23 a 25 jogadores – concentrando nessas duas posições um terço do plantel -, só poderá justificar-se por razões excepcionais: um jogador de excepcional qualidade, de topo mundial ou uma excepcional oportunidade de negócio, um jogador de elevado potencial por um preço excepcionalmente baixo – um achado, ou uma pechincha, como se costuma dizer!

Será Sálvio um jogador de excepção, de topo mundial? Não, se o fosse ter-se-ia afirmado no Atlético de Madrid, naturalmente. Em três anos não conseguiu sequer conquistar a titularidade numa equipa que pouco foge do meio da tabela da La Liga.

Quando passou pelo Benfica, na época 2010-2011, é certo que cativou os adeptos. Mas apenas começou a jogar no final da primeira volta – fez o primeiro jogo no final de Dezembro, com o Rio Ave – e esteve a bom nível até Março ou Abril, quando se lesionou e não mais voltou a jogar. Não, também não foi por cá que se mostrou como jogador de excepção!

Os jornais começaram por falar numa verba de 8 milhões de euros para a contratação. Passou para 11 e parece que, afinal, já passa dos 13 milhões de euros. Não, também não é uma pechincha. É apenas a maior contratação alguma vez feita pelo Benfica. Não faz sentido, é absurdo!

Mas entremos um pouco pelos caminhos da irracionalidade que, como sabemos, são, no futebol, autênticas auto-estradas. Juntemos as eleições que aí vêm - e que Luís Filipe Vieira quer voltar a ganhar - com a conhecida dívida do Atlético de Madrid ao FC Porto, pela venda do passe de Falcao na época passada (mais uma banhada a Pinto da Costa!). E admitamos que o clube madrileno tinha interesse em lá colocar o Salvio para abater ou mesmo liquidar a conta, numa operação que poderia voltar a colocar Vieira na posição de perdedor para Pinto da Costa. Mas então por que alimentar o folhetim da contratação do jogador pelo menos durante os últimos seis meses?

Não faz sentido, é também absurdo. Ou estúpido!

Não resta a mínima racionalidade nesta contratação. E, quando assim é, abre-se o espaço para a especulação e vêm-nos à memória os sucessivos negócios do Benfica de Vieira com este Atlético de Madrid: o negócio de Simão, que tinha contrapartidas em jogadores que nunca viram a luz do dia, o de Reyes – com a compra de uma percentagem do passe que ninguém consegue perceber para que pudesse servir, que se repetiria com este mesmo Salvio, também com a compra de 20% do passe, na altura do empréstimo – e o do célebre guarda-redes Roberto, que teve tanto de misterioso na compra como na venda.

Uma única certeza: os negócios de Vieira com o Atlético de Madrid são sempre uma grande confusão. Chamemos-lhe assim!

É que o negócio imobiliário em Espanha … já era. Ou será que ainda há gente que não deu conta?

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