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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Greve geral - umas impressões

Por Eduardo Louro

   

Hoje tivemos greve geral… Pareceu-me pouco geral, mas pode ser só uma impressão. Para esclarecer isso aí estarão, mais logo nos telejornais, as centrais sindicais a reivindicar uma adesão … vá lá, de 90% e o governo a dizer que não deu por nada. 10%, se tanto!

Pronto, está bem, ficamos nos 80-20 e não se fala mais nisso!

Apesar do que já ouvi hoje por aí, a propósito da vox populi que nos chega através desses autênticos tesourinhos deprimentes que são as antenas abertas das rádios e até das televisões, estou convencido que, entre todos os outros portugueses que não entram nesses comboios, os portugueses bem pensantes, chamemos-lhe assim, nunca houve uma greve geral que recolhesse tanto apoio como esta. Mais uma vez pode ser apenas uma impressão, mas cheira-me que, desta vez, a greve geral não produziu qualquer clivagem na sociedade portuguesa. Foi pacífica, não obstante ter aparecido por aí um artista a atropelar uns empregados. Mas deve ter sido por terem atravessado fora da passadeira!

Mas a verdade é que também me parece que a greve geral mais consensual de sempre corresponde à greve geral mais inútil de sempre. É só mais outra impressão, mas parece-me mesmo que esta greve geral não serviu para nada. Amanhã estará tudo na mesma, quer dizer, pior, como todos os nossos amanhãs!

A greve, esse direito dos trabalhadores que, é bom não esquecer, apenas as democracias garantem, é um instrumento vocacionado para o espaço laboral. Quando passa essa fronteira e invade o espaço da política dá mau resultado. Fico com a impressão que perde a eficácia. É assim como utilizar um garfo para comer a sopa! Também serve para comer, mas não dá muito jeito para a sopa...

Pode ser apenas mais uma impressão, mas a greve geral, á nossa maneira – pacata, cívica ou mansa, como muitos dizem – para estas coisas, para as coisas que realmente estão agora em causa, não passa de folclore. Não é como os franceses e até mesmo os gregos. Aí não é só folclore. Aquilo assusta! E se assusta mete medo...

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