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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Debates presidencias: Não há pachorra!

Por Eduardo Louro

   

 Confesso que assisti a poucos debates entre os candidatos às presidenciais. Nunca me senti decididamente motivado para isso. Nem suficientemente entusiasmado ao ponto de alterar o que quer que fosse das minhas rotinas para não perder pitada.

Parece-me que não estarei sozinho. Pelo menos estou acompanhado pelo novo candidato José Pinto Coelho: chegou hoje – precisamente um mês antes das eleições, o que mostra que nunca é tarde para apresentar uma candidatura – e diz que não perde nada por ter chegado atrasado aos debates: porque ninguém lhes liga nenhuma. Os próprios comentadores televisivos também lhes apontam falta de audiências e são unânimes a reconhecer que estão a passar ao lado dos portugueses.

Mas tenho-os acompanhado. À distância, mas sem os perder de vista: dou uma espreitadela aos debates (debates sobre os debates, mas é assim mesmo), leio o que se escreve e, claro, não perco o campeonato dos debates – quem ganha e quem perde! Um campeonato, pelo menos o que passa na televisão, também viciado, onde os árbitros são tudo menos imparciais.

Para não fugir à regra também não vi o de hoje: entre Cavaco Silva e Defensor de Moura. Mas vi o pós-debate, aquela coisa que parece copiada do futebol, do flash interview!

E, nesse flash interview, vi um Cavaco Silva extraordinariamente nervoso, a dizer coisas com pouco sentido. Percebi logo que alguma coisa tinha corrido mal. Ou talvez não, afinal o presidente candidato tem dito coisas com pouco sentido. Com pouco sentido entre si e com pouco a ver com a realidade: com o que fez, com o que não fez e com o que diz. Por exemplo, ainda hoje se soube que afinal o candidato que diz que nem vai ter outdoors para poupar nos gastos da campanha é o que, com grande diferença para o segundo (Manuel Alegre), mais dinheiro gasta.

Mas o que é poderia ter enervado tanto um Cavaco com sondagens cada vez mais favoráveis e nitidamente trazido ao colo pelos media?

Ah! Afinal foi o Defensor de Moura – que se candidatou para se pôr em bicos de pés (Cavaco dixit) – que se pôs a falar do BPN: dos amigos e das acções. Pois! Foi isso que enervou o candidato – que não é político, recorde-se – que qualquer um só consegue igualar em honestidade depois de nascer duas vezes!

É por essas e por outras que não tenho dúvidas em afirmar que, apesar de só hoje chegar a terreiro, e lá bem longe, no meio do Atlântico, o madeirense José Pinto Coelho foi o único candidato a dizer alguma coisa de jeito. Começou por dizer que, depois de 48 anos de fascismo salazarista e de 35 de fascismo jardinista, era tempo de os madeirenses terem direito à democracia. E depois comparou-se ao Andorinhas de Cristiano Ronaldo. Sabe que vai defrontar os grandes e perder por 10 ou 20 a zero, mas vai enfrentá-los. Assim é que é!

 

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