Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

SALÁRIO MÍNIMO: UM DEBATE CONFRANGEDOR

Por Eduardo Louro

 

O debate sobre o salário mínimo em Portugal é sempre confrangedor. Às vezes é mesmo pornográfico. É confrangedor falar do salário mínimo mais pequeno da União Económica e Monetária, é confrangedor compará-lo com todos os restantes… E é pornográfico que pessoas como o António Borges não percam a oportunidade para reclamar que baixe!

Mete nojo. Dá vómitos…

Mas a propósito deste debate gostaria de aqui trazer um artigo que o Pedro Sousa Carvalho publica hoje no Diário Económico. Partindo de uma conhecida estória do Presidente Truman – tragam-me um economista maneta, uma alegoria aos economistas que nunca dão uma resposta única (on the other hand) – chega à conclusão que Seguro e Passos têm ambos razão no actual debate do salário mínimo. Que Seguro tem razão quando reclama que seja aumentado, porque vai induzir procura que, por sua vez leva a crescimento, a investimento e finalmente à redução do desemprego. Mas que também Passos tem razão quando se opõe ao aumento – a redução deixou a cargo do António Borges, para que não fosse ele próprio tão longe – porque as empresas poupam nos custos, baixam preços, vendem mais e, aí está, o mesmo crescimento, o mesmo investimento e o mesmo resultado na redução do desemprego.

Não vou entrar no âmago técnico da questão, sem dúvida interessante. Para isso convido-vos a ler o próprio artigo!

O que acho confrangedor é que possa passar pela cabeça do jornalista que, quer o primeiro-ministro quer o líder da oposição, faça aquele tipo de avaliação. Que lhe passe pela cabeça que as suas decisões resultam do rigor da análise técnico-científica do que quer que seja!

O que acho confrangedor é que se procure credibilizar o que não tem ponta de crédito. Seguro defende o aumento do salário mínimo porque isso lhe traz vantagens políticas. Passos defende o contrário porque não pode defender o mesmo que o seu opositor. Em posições trocadas defenderiam exactamente o contrário.

Porque é essa, e não outra, a visão que têm da política. E é também por isso que o nosso salário mínimo nos enche de vergonha!

 

PS: É evidente que temos um problema de procura na economia portuguesa. Assim sendo…

Comentar:

CorretorMais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics