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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

100º Tour de France III

Por Eduardo Louro

 

O Tour entrou ontem e saiu hoje dos Pirinéus, onde, depois de uma entrada de leão, a Sky de Froome e Porte, teve uma saída de sendeiro.

Ontem a Sky assustara toda a gente: adversários e adeptos e amantes da modalidade, para quem seria de todo indesejável uma tão precoce definição da prova. Percebeu-se hoje que só os adeptos ficaram assustados!

Os adversários quiseram hoje, logo à partida, dizer que, impressionados sim, assustados é que não. E logo quiseram confirmar se aquela entrada da equipa de Froome não seria apenas bluf.  Se aquilo de ontem não teria sido para os intimidar logo à partida e levá-los à submissão.

Esta etapa, com cinco montanhas, teve um início de loucos, com toda a gente ao ataque. Em especial a Movistar de Rui Costa, Valverde … e Quintana. Ao fim dos primeiros 40 ou 50 quilómetros já a Sky estava despedaçada. Já Froome estava sozinho e, mais, já Froome tinha que, entregue a si próprio, entrar em despesas de recolagem. E já Porte, como todo o resto da equipa, desaparecera!

À entrada da segunda das cinco escaladas, a primeira das quatro de primeira categoria, já Froome integrava o grupo principal, de onde não mais sairia. De onde ninguém mais conseguiu tirá-lo, apesar dos sucessivos ataques da Movistar, a quem todos os terrenos serviam para atacar, montanha ou plano. Froome resistiu sempre, umas vezes no conforto do grupo, outras respondendo ele próprio aos ataques.

Quando, a mais de 90 quilómetros da meta e com quatro montanhas de primeira categoria para escalar, se viu Froome sozinho, sem apoio sequer para o abastecimento, ninguém acreditaria que o camisola amarela pudesse resistir. Não só resistiu como acabou a etapa em clara confirmação do seu favoritismo, não dando hipótese a qualquer adversário!

Porque parece não ter rivais. Nenhum dos supostos candidatos à vitória final demonstra ter condições para isso. Contador, já era (sempre que Froome respondeu a um ataque o espanhol ficou nas covas) e por isso a sua equipa – Team Saxo Tinkoff, uma das mais fortes - não mexeu uma palha; com Rodriguez a limitar-se a fazer de morto no grupo principal, a Katusha assobiou para o lado. Só a Movistar atacou até achar que já não caberia fazer mais – talvez nem pudesse – dando-se por satisfeita com a derrota de Porte, que lhe garantia o segundo lugar na classificação para Valverde. E ainda as lideranças da juventude (Quintana) e colectiva, e três corredores - Rui Costa era o terceiro - no top ten

Esta etapa de despedida dos Pirinéus prometeu, pois, muito. Não se pode dizer que tenha dado pouco, mas ficou bem aquém do prometido nos primeiros quilómetros, quando parecia mostrar que este seria o Tour mais aberto dos últimos vinte anos. Não o chegaria a confirmar, mas deu para muitas coisas. Deu para perceber que, ao contrário do que ontem deixara perceber, que não tem nada a ver com a do ano passado. Deu para perceber que, ao contrário do que ontem aqui dizia, Porte não é o Froome do ano passado, mesmo que este possa ser o Wiggins.

E deu para confirmar Rui Costa (na foto) na elite do ciclismo mundial: ontem ficara à porta do top tem, hoje entrou mesmo lá. E que Sérgio Paulinho continua por lá, sem que se saiba muito bem a fazer o quê. Que é um corredor de equipa, que tem um trabalho invisível, dizem os entendidos. Deve ser isso: trabalho invisível. Para ajudar o Contador é que não. Nem nunca lá está por perto nem o Contador lá vai de maneira nenhuma!

Segue-se o contra-relógio, já na quarta-feira, e no fim-de-semana regressa a montanha. Então nos Alpes, para fazer as contas finais...

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